[Conselhosmulherbr] “Masculinizado”, Partido da Mulher nega feminismo

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Terça Janeiro 19 17:26:11 BRST 2016


Repassando para conhecimento...



			

			
			
							
				
				

				
				“Masculinizadoâ€, Partido da Mulher nega feminismo
				Presidente do PMB diz que nova 
legenda é “femininaâ€, mas “não feministaâ€. Com 21 representantes na 
Câmara e um no Senado, partido só atraiu duas mulheres. Sigla é contra 
descriminalização do aborto

				


					
					
					
					
						
						
						
							
							

								
											por Luma Poletti
											| 19/01/2016 08:05
											

											CATEGORIA(s): Manchetes
											
																					
									
											

												
																								
																								
												
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PMBSuêd: "Partido vem com uma bandeira feminina do aumento do número de mulheres em cargos públicos"
Com
 uma bancada que já soma 21 deputados, sendo 19 homens, o Partido da 
Mulher Brasileira completará, no próximo dia 29, quatro meses de 
criação. O partido já tem também um senador. Apesar da disparidade de 
gênero entre seus representantes, o PMB entrou na arena política 
defendendo o aumento da participação das mulheres na política. Feminino,
 sim, mas feminista, não, segundo a presidente da legenda, Suêd Haidar.
Apesar de ser favorável à união homoafetiva, o PMB é contrário à 
legalização das drogas e à descriminalização do aborto, por exemplo, uma
 bandeira antiga dos movimentos feministas no país. O fato de o Partido 
da Mulher não se assumir como feminista não é visto como um problema 
pela presidente.
“Essa ferramenta [feminismo] foi muito importante para todas nós e 
continua sendo, mas o partido vem com uma bandeira feminina do aumento 
do número de mulheres em cargos públicos. Nós estamos vivendo um momento
 de transição da modernidade, da mulher mais moderna. E nós acreditamos 
que para a sigla o nome feminino fica mais atraente, até porque o 
partido é composto de homens e de mulheres. Não é uma bandeira única só 
da mulherâ€, defende Suêd.
Em entrevista ao Congresso em Foco, a maranhense de 
58 anos diz que o predomínio de homens na bancada do Partido da Mulher 
não soa contraditório, uma vez que dos 513 deputados federais eleitos em
 2014, apenas 51 são mulheres. “Há de se entender e reconhecer que 
comparando o quantitativo de homens com o de mulheres, é difícil, nesse 
momento. E nós ainda não elegemos nossas parlamentares, temos que 
trabalhar muito para atingir o nosso objetivoâ€, avalia.
Suêd conta que participou da fundação do PDT, partido ao qual foi 
filiada por seis anos e meio, passando em seguida uma temporada de dois 
anos no PTdoB. A presidente do PMB explica que foi feito o convite para 
várias parlamentares integrarem o quadro do partido, mas por enquanto 
apenas as deputadas mineiras Brunny (ex-PTC) e Dâmina Pereira (ex-PMN) 
entraram para a legenda. “As poucas deputadas que existem estão em 
outros partidos. Nós entendemos isso, elas já têm um trabalho, uma 
trajetória, e isso também nós temos que respeitarâ€, argumenta a 
presidente.
Com oferta de acesso a recursos do fundo partidário, espaço no 
horário partidário e comando de diretórios locais, o PMB atraiu quatro 
vezes mais parlamentares do que a Rede Sustentabilidade, criada por 
Marina Silva. Único senador a migrar para a legenda, Hélio José (DF) já 
foi acusado de abuso sexual contra uma sobrinha. Hélio nega as acusações
 e as atribui a perseguição de adversários políticos.
No período de migração de partidos estabelecido pelo Supremo Tribunal
 Federal (STF), parlamentares de 12 legendas – das mais diferentes 
correntes ideológicas – ajudaram a compor a bancada do novo partido. 
Deputados de partidos da base governista, como PT e PMDB, e 
oposicionistas, como SD e PV, deixaram de lado as diferenças em nome da 
“valorização social, moral, profissional e política da mulherâ€, segundo a
 propaganda da legenda.
Homem
Apesar de o estatuto do partido dizer que “o PMB terá como seus 
maiores compromissos a defesa da igualdade de direito entre sexo e da 
não submissão da mulher em relação ao poderio ainda dominante do homem 
brasileiroâ€, a própria liderança da legenda na Câmara ficou a cargo de 
um deputado: Domingos Neto (CE), que desde 2009 já passou pelo PSB 
(2009-2013) e pelo Pros (2013-2015), exercendo a liderança neste último 
até migrar para a nova sigla.
A busca por um entendimento entre representantes de origens políticas tão diferentes é “desafiadoraâ€, como define Suêd.
A Executiva Nacional do partido é formada por 17 integrantes, segundo
 a presidente. Perguntada sobre as pessoas que compõem a direção do PMB,
 Suêd é evasiva: “São pessoas de todos os segmentos sociais, pessoas de 
movimentos partidários que sempre militaram na política partidária e que
 estavam no anonimatoâ€. Mas garante: 60% (ou seja, 10) são do sexo 
feminino. Mais equânime do que a bancada da Câmara.
O PMB foi fundado em 2008 e desde 2013 vinha tentando se oficializar,
 o que só conseguiu no fim de 2015, com o cumprimento dos pré-requisitos
 e a apresentação de 501 mil assinaturas de apoio. Com dois meses de 
criação, o partido tem diretórios em onze estados, porém, de acordo com o
 site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até o mês de outubro o PMB 
somava apenas 34 filiados distribuídos por três estados: Rio de Janeiro 
(21), Pernambuco (9) e Bahia (4).
Planos
A formalização permite que o partido lance candidatos já nas eleições
 municipais deste ano, o que, segundo Suêd, está nos planos da legenda. 
“Vamos trabalhar em todas as cidades para lançar candidaturas próprias 
ou, em casos em que não consigamos isso, por coligaçãoâ€, revela.
A legenda prefere não assumir posturas extremistas em seu 
posicionamento ideológico. “O PMB é centro-esquerda com um 
posicionamento de centro entre o capitalismo e o socialismo, com uma 
tendência maior ao socialismo, ou seja, esquerda. O ponto principal da 
orientação é exatamente buscar o melhor posicionamento de ambos os lados
 e trazer para o nosso partidoâ€, diz o site.
Nas diretrizes estabelecidas pelo programa do partido para a área de 
direitos humanos há o objetivo de “fortalecimento da família†– tema 
controverso, pois há quem defenda o único modelo familiar, descrito no 
Estatuto da Família, que não reconhece, por exemplo, famílias formadas 
por casais homoafetivos. O texto não deixa claro o posicionamento do 
partido nessa área, mas Suêd garante que o PMB não está de acordo com a 
proposta do Estatuto da Família.
Nas demais “áreas setoriais†(política, econômica, social e meio 
ambiente) as propostas apresentadas pela legenda são genéricas, como 
“ampliação de geração de empregos†ou “garantia de um melhor 
desenvolvimento sustentávelâ€. A presidente do partido explica que o 
programa político ainda está em fase de construção. “Uma coisa foi o que
 nós fizemos lá atrás, no início, para a formação do partidoâ€, 
esclarece. “Agora é que nós vamos nos reunir para tirar a linha e as 
diretrizes do partidoâ€, conclui.

-- 
 
Rosa
de Lourdes Azevedo dos SantosCoordenadora-Geral
do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - CNDM

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos

Setor de Clubes
Esportivo Sul – Trecho 02 – Lote 22 – Edifício Tancredo Neves – 2ºº andar70200-002 - Brasília - DFTel (61) 3313 7115


 



 


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