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Nunca esquecerei dos meus votos do Nordeste, afirma Dilma ao visitar Integração do São Francisco
Moradores do sertão nordestino temem retrocesso com afastamento de Dilma
Números demonstram grandiosidade da integração que levará água para o sertão
Vilas criadas pela Integração do São Francisco são sÃmbolo do progresso do Nordeste
Dilma: ‘Foi necessária uma pessoa acusada de ter contas no exterior para perpetrar o golpe’
Nunca esquecerei dos meus votos do Nordeste, afirma Dilma ao visitar Integração do São Francisco
Posted: 06 May 2016 02:41 PM PDT
Dilma sobre o impeachment: “Não há legitimidade porque esse é um golpe que não é só contra a democracia, é contra os programas sociais, contra os compromissos que nós assumimos ao longo desses 13 anos que assumimos o Brasilâ€. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff visitou, nesta sexta-feira (6), a estação de bombeamento (EBI-2) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobró (PE). E aproveitou a ocasião para agradecer ao apoio dos nordestinas nas urnas. “Fui eleita por 54 milhões de votos. A maioria deles eu conquistei aqui no Nordeste. Eu nunca esqueci isso, e nunca vou esquecerâ€, disse ela.
Sobre os votos conquistados na região, Dilma disse que “isso, inclusive, foi objeto de alguns preconceitos. Muitos quiseram, como sempre fazem, dividir as coisas. Tive voto lá no Sul e no Sudeste, mas o povo do Nordeste, proporcionalmente, foi quem mais votou em mimâ€.
Segundo a presidenta, sua vitória nas urnas foi devido aos programas sociais do governo, como a integração do São Francisco, o Bolsa FamÃlia e o Minha Casa Minha Vida. Por isso, o processo de impeachment é uma forma disfarçada de eleição indireta liderado por aqueles que, se forem para a eleição direta, não terão o voto do povo.
“É uma coisa muito simples. Como é que vocês acham que o povo vai votar em quem quer reduzir direitos? Por que o povo desse PaÃs esclarecido vai votar na perda de direitos?â€, questionou Dilma. “Não há legitimidade porque esse é um golpe que não é só contra a democracia, é contra os programas sociais, contra os compromissos que nós assumimos ao longo desses 13 anos que assumimos o Brasilâ€, completou.
A presidenta citou o projeto de integração do São Francisco como um exemplo do compromisso do seu governo com as causas sociais. “Lá se vão mais de 150 anos, eu acredito. Por que só agora com o governo Lula e o meu governo que se decidiu fazer essa obra? Por um motivo simples: porque o governo é feito de escolhas. Como a administração da casa da gente, você escolhe, com o dinheiro que tem, o que vai fazer. Nós também, e escolhemos fazer a intregração do São Franciscoâ€.
Moradores do sertão nordestino temem retrocesso com afastamento de Dilma
Posted: 06 May 2016 12:03 PM PDT
A perspectiva de que a presidenta Dilma Rousseff seja afastada após a votação da abertura do processo de impeachment pelo Plenário do Senado Federal, na próxima semana, assusta os moradores da Caatinga. O maior temor é que os anos de desenvolvimento que a região Nordeste vivencia desde o inÃcio do governo Lula fiquem para trás. A presidenta visita nesta sexta (6) a segunda estação de bombeamento (EBI-2) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobró. Segundo o Ministério da Integração Nacional, 86,6% das obras nos dois eixos estão concluÃdas.
“Se a Dilma sair o medo que eu sinto é que a gente volte a sofrer como era antesâ€, conta CÃcero Joaquim, agricultor de 61 anos, morador da região de Cabrobró, em Pernambuco. “Ninguém nunca se interessou pelo Nordesteâ€.
Lucineide: “Eu não quero que Dilma saia, como é que pode?! As pessoas não olham o lado da genteâ€. Foto: André Balocco/Blog do Planalto
O mesmo sentimento angustia Maricleide Taveiro, dona de casa de 40 anos, moradora do Vila Produtiva Rural (VPR) Retiro, em Penaforte, no Ceará. Ela teme que a água, que está cada vez mais perto de sua casa, acabe não chegando. Maricleide vive de um poço artesiano perfurado pelo governo que tem a água dividida por todos os moradores. Aqui, eles estão sendo educados a não desperdiçar o lÃquido a que antigamente não tinham acesso. “Se ela não sair, a água tem tudo para chegar logo. Aqui pertinho tem um canalâ€, conta. “Já fizeram muito por nós. Se sair, não sei o que vai acontecerâ€.
Aline Santos, 18 anos, também é contra o afastamento da presidenta. Mas seus motivos são outros. Às vésperas de entrar numa faculdade, sabe que só concluiu o Ensino Médio por conta das escolas técnicas que surgiram na região nos últimos anos. “Olha, sou contra. Sabe a razão? Porque se não fosse por este governo eu nunca teria esta oportunidadeâ€, acrescenta.
Sua mãe, Lucineide dos Santos Leite, que luta para criar um filho com deficiência auditiva, também sabe porque é contra a saÃda da presidenta. Graças a um curso no Pronatec ela conseguiu aprender a linguagem de libras para se comunicar com o menino. “Eu não quero que Dilma saia, como é que pode?! As pessoas não olham o lado da gente. Acho que o povo dos outros lugares não entende esta parte aqui. O Nordeste é muito sofridoâ€, argumenta.
Plantador de cebolas em Cabrobró e já beneficiado com parte da água que passa pelo canal, Joaquim Soares Neto, o Quinho de Bananal, 62 anos, acha que a presidenta está sofrendo uma injustiça. Para ele, a crise do Brasil está nas costas da oposição, porque não aprova os projetos de Dilma para o PaÃs voltar a crescer. “A oposição não se conforma porque foi derrotada nas urnas e quer tirar uma presidenta que trabalha em benefÃcio da população mais pobreâ€, diz.
Números demonstram grandiosidade da integração que levará água para o sertão
Posted: 06 May 2016 11:40 AM PDT
O Projeto de Integração do Rio São Francisco vai garantir acesso à água para 12 milhões de pessoas sem prejudicar a vazão do rio. Foto: Ministério da Integração
Com 86,3% das obras concluÃdas, a transposição do rio São Francisco tem 477 kms de extensão nos seus dois eixos (Leste e Norte). O mais importante, além do fato de gerar trabalho para os moradores da região, é garantir acesso à água para 12 milhões de pessoas sem prejudicar a vazão do rio. Nada menos do que 390 municÃpios serão beneficiados, nos estados da ParaÃba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
A grandiosidade da obra, que a presidenta Dilma Rousseff visitará nesta sexta-feira (6) para conhecer a Estação de Bombeamento EBI-2 do Eixo Norte, abrange 13 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios e nove subestações de 230 quilowatts, além de 270 quilômetros de linhas de transmissão de alta tensão. Haverá ainda quatro túneis. Com 15 km de extensão, o ‘Cuncas 1′ é o maior túnel para transportar água da América Latina.
Além do consumo humano, indústrias, empreendimentos agrÃcolas e a indústria do turismo se beneficiarão da obra. A vazão do Rio São Francisco, tão fundamental para a vida dos que vivem à s suas margens, não será prejudicada. Cálculos dos engenheiros demonstram que, a cada litro de água despejado no mar pelo ‘Velho Chico’ por segundo, serão desviadas “duas colheres de sopaâ€, mais especificamente, 26,4 metros cúbicos), mesmo em perÃodos de seca extrema. Caso a vazão aumente será possÃvel captar 127 metros cúbicos.
A transposição do São Francisco emprega 10.346 pessoas, utilizando 3.909 equipamentos. Serão beneficiadas 294 comunidades rurais e a previsão de conclusão é para dezembro deste ano
Vilas criadas pela Integração do São Francisco são sÃmbolo do progresso do Nordeste
Posted: 06 May 2016 11:10 AM PDT
As Vilas Produtivas fazem parte das ações sociais do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Foto: André Balocco/Blog do Planalto
“Se tivesse tido a sorte de ser moço hoje, realizaria meu sonho de ser doutor. Mas na minha época, a gente nascia para trabalhar na roçaâ€. A frase de Gilson Souza, 40 anos, motorista profissional, resume bem o sentimento dos moradores da Caatinga nordestina quando o assunto é o desenvolvimento da região nos últimos 14 anos. Nesta sexta-feira (6), quando a presidenta Dilma Rousseff chegar para visitar a segunda estação de bombeamento (EBI-2) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobró (PE), exatamente à s 15h30, os nordestinos terão mais um motivo para manter seu orgulho de pé.
Dona Damiana: “Não acreditava que iria ganhar essa casaâ€. Foto: André Balocco/Blog do Planalto
“O senhor não tem ideia da brenha (matagal) que era minha casa. Um grogotó (lamento). A gente chorava, era muito triste. Não tinha água, moçoâ€, comenta Damiana Pereira Matias, 56 anos, uma das moradores da Vila Produtiva Rural (VPR) Recanto, em Penaforte, no Ceará. “Não acreditava que iria ganhar essa casaâ€. Ela, com sua famÃlia, é uma das milhares de retirantes que viviam isolados no sertão e que tiveram suas terras desapropriadas para a passagem da obra que transforma a paisagem local.
A transposição do Rio São Francisco já entregou 16 vilas. Há ainda mais duas em processo de finalização. Além da infraestrutura, como banheiro dentro de casa e sumidouro, têm escola e posto de saúde. Ficar próximas das estradas que cortam a região, possibilitando que o sertanejo complete seus estudos nos municÃpios, é outras das vantagens citadas. Cada vila tem de 17 a 145 famÃlias, dependendo da região. “Ah, meu filho. Agora a gente mora tudo perto um do outro. Isso é muito bomâ€.
Aline, de rosa, ao lado de sua mãe. Foto: André Balocco/Blog do Planalto
Do outro lado da rua, Aline Santos, 18 anos, é uma mostra do quanto a transposição do São Francisco mexeu com a estrutura social da região. “Quando pensam no Nordeste, as pessoas têm a ideia de uma mulher com dois filhos pendurados no braço e um balde na cabeçaâ€, diz ela, técnica em informática “graças à escola técnica†e à espera de uma oportunidade de entrar na faculdade e fazer Assistência Social. “Isso acabou, o Nordeste cresceu muito. Não tem voltaâ€. Na porta de sua casa, um cartaz “formata-se celulares†dá pista sobre seu ganha pão. “Aprendi no cursoâ€.
Alguns quilômetros adiante, na VPR Uri, já em Salgueiro, Pernambuco, Lúcia de Fátima Maria, 50 anos, abre um sorriso largo para falar do filho Hélder VinÃcius Januário, 18. Estudante de Educação FÃsica, ele não segue os passos da geração anterior, que tinha na lavoura a única opção de sobrevivência na região. “É uma profissão que está gerando muito emprego, porque tem poucos profissionais capacitadosâ€, diz. Seu foco, no entanto, não é apenas as academias como as que existem nas proximidades de sua vila. Mais importante é montar seu próprio negócio. “Nunca pensei que iria me formar. O ensino era muito ruim. Mas consegui e estou estudandoâ€.
Dilma: ‘Foi necessária uma pessoa acusada de ter contas no exterior para perpetrar o golpe’
Posted: 06 May 2016 08:22 AM PDT
Em seu discurso, Dilma disse que pagar o Bolsa FamÃlia apenas aos 5% mais pobres é reduzir o programa a pó. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (6), que o processo de impeachment contra ela é “violento†porque foi presidido, na Câmara dos Deputados, por Eduardo Cunha, afastado do seu mandato de deputado federal pelo Supremo Tribunal Federal.
“É um processo tão violento que foi necessária uma pessoa destituÃda de princÃpios morais e éticos, acusada de lavagem de dinheiro e de contas no exterior, para perpetrar o golpeâ€.
Por conta da assinatura de contratos para a construção de 25 mil unidades habitacionais pelo Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), nesta sexta-feira (6), no Palácio do Planalto, a presidenta abordou a questão dos programas sociais. Ela se referiu a suposta proposta de governo do vice-presidente Michel Temer, amplamente repercutido na imprensa, de pagar o Bolsa FamÃlia apenas aos 5% mais pobres. Para a presidenta, essa ideia reduz o programa a pó.
Segundo Dilma, o vice-presidente defende que os programas sociais precisam ter foco, o que significaria uma redução no tamanho dos programas. “Focar nesse programa é reduzi-lo a pó, é tirar dele a ideia de garantir a renda mÃnima para criança e, com isso, criar condições que famÃlias tenham um horizonte de não ter fome. Focar o Minha Casa Minha Vida é reduzir a importância do programa, transformá-lo mais uma vez em programa piloto, que é só o que eles sabem fazer: programa pilotoâ€.
Para ela, os que pedem sua renúncia da Presidência da República se sentem incomodados pela sua inocência. “Eu sou muito incômoda, primeiro porque sou a presidenta eleita. Segundo, porque não cometi nenhum crime. E, terceiro, se eu renuncio, eu enterro a prova viva de um golpe absolutamente sem base legal e que tem por objetivo ferir interesses e ferir conquistas adquiridas ao longo dos últimos 13 anosâ€, disse Dilma. “Eu tenho a disposição de resistir. Resistirei até o último diaâ€, completou.
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