<html><head><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=UTF-8"><title></title><style type="text/css">.expressomail-body-blockquote {margin: 5px 10px 0 3px;padding-left: 10px;border-left: 2px solid #000088;} </style></head><body><span id="expressomail-body-signature"><font face="verdana"><span style="color: rgb(112, 48, 160);"><o:p></o:p></span></font></span><br><div dir="ltr"><br><div class="gmail_quote"><br><div height="100%" width="100%"><table style="margin:0;padding:10px;background-color:#e8e8e8" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"><tbody><tr><td valign="top"><table align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"><tbody><tr><td style="text-align:center" valign="top" width="602"><table align="center" border="0" cellpadding="20" cellspacing="0" width="100%"><tbody><tr><td style="font-size:13px;font-family:arial,sans-serif;color:#231f20" valign="top" width="100%">Este e-mail não está sendo exibido corretamente? <a target="_blank" style="color:#21759b" href="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ1cmxJRCI6IjMxOCIsInZpZXciOiJsaW5rIn0/">Vê-lo no seu navegador</a>.
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                                                </tr></tbody></table></td>
                        </tr></tbody></table><table style="border:solid 1px #e3e3e3;background-color:#ffffff;color:#222222" align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"><tbody><tr><td valign="top" width="602">
                                        <table style="font-size:13px;font-family:arial,sans-serif;background-color:#dddddd;color:#333333" align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"><tbody><tr><td align="center" valign="top" width="100%">
                                                                                <a target="_blank" style="color:#333333" href="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ1cmxJRCI6IjMxOSIsInZpZXciOiJsaW5rIn0/"><img style="display:block" src="http://www.plataformadh.org.br/files/2015/07/banner_boletimplata.png" border="0"></a>
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                                                                        </tr></tbody></table><table align="left" border="0" cellpadding="10" cellspacing="0" width="100%"><tbody><tr><td style="font-size:13px;font-family:arial,sans-serif;color:#222222" valign="top" width="100%">
                                                                <h3>As mulheres na prova do Enem e o discurso de ódio contra os direitos humanos</h3>
<p>Em um contexto extremamente conservador e de imensos retrocessos para os direitos das mulheres no Brasil – tanto no Congresso Nacional como na execução de políticas públicas – esse último final de semana foi marcado pela surpreendente forma como algumas das questões foram abordadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).</p>
<p>Assim que abriram o caderno de provas no último sábado (24) os/as estudantes se depararam com uma questão, em especial, que chamou a atenção e rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. A prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias trazia a seguinte afirmação da filósofa Simone de Beauvoir: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.”</p>
<p>Vale dizer que Simone de Beauvoir é uma importante pensadora francesa com uma extensa produção bibliográfica e que participou de ciclos filosóficos com Jean-Paul Sartre, Colette Audry, entre outros. Para além da produção acadêmica propriamente dita, Beauvoir teve uma existência marcada pelo enfrentamento às desigualdades de gênero e questionamentos importantes que se tornaram paradigmas não apenas na França, mas que marcaram o mundo inteiro.</p>
<p>Após a divulgação da questão a internet foi tomada por comentários de quem defende os direitos das mulheres comemorando a citação de Beauvoir e a abordagem do tema. Uma usuária do Twitter escreveu: “Imagina aquele monte de omi machista fazendo a questão da Simone de Beauvoir”. Um estudante afirmou: “Abrir a prova e ver que era texto da Simone Beauvoir foi bom d+”.</p>
<p>Lamentavelmente, críticas e discursos de ódio também ganharam eco e foram reproduzidos na forma de ofensas e demonstrações de preconceitos por meio de publicações em redes sociais.</p>
<p>Alguns vídeos repletos de ódio também foram divulgados. Em um deles, em pouco mais de 3 minutos uma jovem faz uma “análise” dos temas abordados que sintetiza tais discursos sobre os direitos. “Tu pega essa p**** dessa prova e tem o quê? Mulher não nasce mulher, Paulo Freire é revolucionário, os militares malvadões deixaram uma dívida pro nosso país, princesa Isabel não libertou ninguém”. Para ela, isso é fruto de uma “doutrinação marxista” que está sendo “esfregada na cara”. A estudante ainda questiona o sistema de cotas com a seguinte sugestão: “Se tu não for preto ou índio eu já aconselho você a se bronzear pra você conseguir uma vaga.” E conclui: “Lembre-se, mulheres nascem com vagina e homens nascem com pinto, e nada disso vai mudar só porque você quer”.</p>
<p>No ano em que foi retirada qualquer referência de “gênero” dos Planos Nacionais de Educação, repercutindo nos Planos Estaduais e Municipais, a inclusão de uma filósofa feminista parece causar tanto incômodo porque traz à tona um debate que precisa ser enfrentado, que é o papel desenvolvido pelas mulheres em uma sociedade marcada pelas desigualdades e violência. Na época do lançamento de “O segundo sexo”, na França, várias foram as censuras ao livro e uma inquisição se seguiu a todas as publicações da filósofa.</p>
<p>No Brasil, mais de 6 décadas depois, uma reflexão ainda que teórica sobre as desigualdades de gênero causa tamanho espanto que nos leva a refletir o quanto a inclusão desse debate precisa ser enfrentada de forma responsável e ética.</p>
<p>É justamente para impedir que reações extremas persistam que os movimentos sociais, não apenas feministas, lutam por uma educação que possibilite o debate sobre o respeito à diversidade, aos direitos das mulheres, dos/as negros/as, dos indígenas, das lésbicas, gays, travestis e transexuais e de outros grupos que vêm sistematicamente sendo criminalizados e alijados de seus direitos.</p>
<p><strong>Violência contra a mulher</strong></p>
<p>No segundo dia de provas, neste domingo (25/10), a surpresa ficou por conta do tema da redação que acabou, também, gerando grande repercussão. Ao propor a discussão sobre “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, a Comissão que elaborou a prova colocou para mais de 7 milhões de estudantes o desafio de pensar a violência contra as mulheres como um tema emblemático e dolorosamente persistente no Brasil.</p>
<p>Assim que o tema da redação foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), começaram as reações: “Eu vivi para ver um Enem feminista”, comemorou uma jovem. Um rapaz afirmou: “Espero que os machistas que acham violência contra a mulher algo normal saiam com a vontade de pensar de uma outra forma esse tipo de prática.</p>
<p>O ano de 2015 marca uma legislatura em que o Congresso Nacional debate de forma absolutamente irresponsável e desastrosa o direito das mulheres vítimas de violência, a discussão sobre um tema tão profundo, seguramente representa um importante avanço na construção de uma mudança de cultura sobre a permissão, ainda que silente, que o corpo das mulheres dá em uma sociedade patriarcal e machista.</p>
<p><strong>O que poderia ser dito</strong></p>
<p>Se os/as estudantes que fizeram a prova e aqueles/as que, mais uma vez, revelaram seu ódio contra temáticas voltadas à defesa dos direitos humanos estivessem apropriados do tema poderiam escrever em suas redações e/ou nas redes sociais que:</p>
<p>– De acordo com a Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2014, 35% das mulheres em situação de vulnerabilidade sofreram agressões semanalmente, tanto na forma de violência física, como psicológica e sexual. Na última década, mais de 43 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, representando um aumento de 17% em homicídios.<br>
– Segundo o 9º Anuário Brasileiro de Segurança, somente em 2014 houve 47.646 casos de estupro, o que significa uma média de 130,5 atos de violência sexual por dia.<br>
– Apenas em São Paulo, a cada 2 dias uma mulher registra boletim de ocorrência por assédio sexual nos trens e metrôs da capital. Isso sem contar aquelas que diariamente sofrem com estes abusos no transporte coletivo, mas não relatam.<br>
– Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) mostra que em 2013 as brasileiras ganharam, em média, R$479,09 a menos do que os homens. A diferença de ganhos chega a 25,8%. Num ranking que analista as desigualdades salariais em 142 países, o Brasil ficou na posição 124. Se isso não for corrigido, um estudo mostra que deve levar 80 anos para que as mulheres tenham salários iguais aos dos homens.</p>
<p>Certamente o debate sobre as desigualdades e violências de gênero deve estar presente em todos os espaços sociais. Porém, resta saber se o sistema educacional brasileiro está preparado (ou se preparando) para assumir um importante papel na mudança de cultura e na promoção e respeitos aos direitos humanos.</p>
<p><em>* Por <a target="_blank" style="color:#21759b" href="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ1cmxJRCI6IjMxOSIsInZpZXciOiJsaW5rIn0/">Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil</a></em></p>
                                                        </td>
                                                </tr></tbody></table></td>
                        </tr></tbody></table><table align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"><tbody><tr><td style="text-align:center" valign="top" width="602">
                                        <table align="center" border="0" cellpadding="10" cellspacing="0" width="100%"><tbody><tr><td style="font-size:13px;font-family:arial,sans-serif;color:#231f20" valign="top" width="100%">
                                                        <a target="_blank" href="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ1cmxJRCI6IjMyMCIsInZpZXciOiJsaW5rIn0/" style="color:#21759b">Twitter</a> | <a target="_blank" href="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ1cmxJRCI6IjMyMSIsInZpZXciOiJsaW5rIn0/" style="color:#21759b">Facebook</a>
                                                        </td>
                                                </tr><tr><td style="font-size:13px;font-family:arial,sans-serif;color:#231f20" valign="top" width="100%">
                                                        <p>Secretaria Executiva da Plataforma de Direitos Humanos - Dhesca Brasil<br>
Maria Teresinha Ritzmann: <a href="#" id="123:secretaria@plataformadh.org.br" class="tinebase-email-link">secretaria@plataformadh.org.br</a><br>
Anderson Moreira: <a href="#" id="123:comunicacao@plataformadh.org.br" class="tinebase-email-link">comunicacao@plataformadh.org.br</a><br>
Luana Basilio: <a href="#" id="123:assessoriadh@plataformadh.org.br" class="tinebase-email-link">assessoriadh@plataformadh.org.br</a> (em Brasília)</p>
<p>Endereço: Rua Des. Ermelino de Leão, 15, conj. 72 – Centro - CEP: 80410-230 - Curitiba-PR<br>
Tel: <a target="_blank" href="tel:%2B55%20%2841%29%203232-4660" value="+554132324660">+55 (41) 3232-4660</a></p>
                                                        </td>
                                                </tr><tr><td style="font-size:13px;font-family:arial,sans-serif;color:#231f20" valign="top" width="100%">
                                                         <a target="_blank" href="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ1cmxJRCI6IjAiLCJ2aWV3IjoibWFuYWdlIiwibGlzdElEIjoiMjc0MSIsImFjdGlvbiI6InVuc3Vic2NyaWJlIn0/" style="color:#21759b">Subscrição</a> |
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                                                        </td>
                                                </tr></tbody></table></td>
                        </tr></tbody></table></td>
        </tr></tbody></table><img src="http://www.plataformadh.org.br/jaiminho/eyJpZCI6IjM1NCIsInJlcG9ydCI6IjMyODEiLCJ2aWV3Ijoib3BlbiJ9/" height="1" width="1"></div>
</div><br><br clear="all"><div><span id="expressomail-body-signature"><p class="MsoNormal"><font face="times new roman"><a name="_MailAutoSig"><span style="font-size: 12pt; color: rgb(112, 48, 160);">Rosa
de Lourdes Azevedo dos Santos</span></a></font></p><p class="MsoNormal"><font face="times new roman"><span style="color: rgb(112, 48, 160);">Coordenadora-Geral
do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - CNDM</span></font></p><font face="times new roman">
</font><p class="MsoNormal"><font face="times new roman"><span style="color: rgb(112, 48, 160);">Secretaria Especial de Pol</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">í</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">ticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);"></span></font></p><font face="times new roman">
</font><p class="MsoNormal"><font face="times new roman"><span style="color: rgb(112, 48, 160);">Setor de Clubes
Esportivo Sul </span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">–</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);"> Trecho 02 </span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">–</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);"> Lote 22 </span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">–</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);"> Edif</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">í</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">cio Tancredo Neves </span><span style="color: rgb(112, 48, 160);">–</span><span style="color: rgb(112, 48, 160);"> 2ºº andar</span></font></p><p class="MsoNormal"><font face="times new roman"><span style="color: rgb(112, 48, 160);">70200-002 - Brasília - DF</span></font></p><p class="MsoNormal"><font face="times new roman"><span style="color: rgb(112, 48, 160);">Tel (61) 3313 7115</span></font><font face="verdana"><span style="color: rgb(112, 48, 160);"></span></font><br></p><b><font face="verdana"><span style="color: rgb(112, 48, 160);"></span></font></b><b><font face="verdana">
</font></b><p class="MsoNormal"><b><font face="verdana"></font></b></p></span></div><br></div><br></body></html>