Re: [ForumCoordenadorias] Ausência encontro nacional
Marisa Chaves de Souza
marisa.chaves em superig.com.br
Domingo Dezembro 14 08:32:06 BRST 2008
Amiga Dayse
Você está certa, eu me confundi com as datas.
Bjs,
Marisa Chaves
2008/12/13 coordenadoria da mulher <coordenadoriadamulher em gmail.com>
> Queridas amigas,
>
> Foi realmente um encontro de relevante importância, e já colho os frutos
> dessa participação.
> Apenas reticando, querida amiga Marisa, o encontro de fevereiro, do
> Presidente com os Prefeitos, se dará nos dias 10 e 11, a menos que tenha
> havido mudança da qual não fui informada.
>
> Um forte abraço a todas.
> Dayse Freitas
> Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres
>
>
> Em 12/12/08, Marisa Chaves de Souza <marisa.chaves em superig.com.br>
> escreveu:
>
>> Amiga Douraci
>>
>> O nosso XIV Encontro foi ótimo e com muita presença. A ministra nos
>> convidou para estarmos nos dias 11 e 12 de fevereiro num encontro que o
>> presidente está promovendo com os prefeitos.
>> Deixo para conhecimento de tod em s a reportagem que saiu no jornal da ENSP
>> sobre um encontro que ajudei organizar na ENSP.
>> Bom final de semana !
>> Saudações feministas
>> Marisa Chaves
>> Subsecretária de Politicas para Mulheres
>>
>>
>> *Informe ENSP - Eqüidade de gênero: Comitê da Fiocruz se reunirá em
>> janeiro* Caixa de entrada
>> *R*esponder [image: Responder a todos] Responder a todos[image:
>> Encaminhar] Encaminhar Imprimir Adicionar ritacost em ensp.fiocruz.br à
>> lista de contatos Excluir esta mensagem Denunciar phishing Mostrar
>> original Texto de mensagem truncado?
>> "ritacost em ensp.fiocruz.br" para mim
>> mostrar detalhes
>> 11 dez (1 dia atrás) *Imagens não exibidas *
>> Exibir imagens abaixo - Sempre exibir imagens de ritacost em ensp.fiocruz.br
>>
>> Informe ENSP*Matéria:* http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=14449
>>
>>
>> *Eqüidade de gênero: Comitê da Fiocruz se reunirá em janeiro* - *
>> 11/12/008*
>>
>> O quarto objetivo do desenvolvimento do milênio trata da igualdade dos
>> sexos e, para fortalecer essa causa, a mesa de encerramento do Seminário
>> 'Direitos Humanos sob a Perspectiva de Gênero', realizado pelo Grupo
>> Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman (GDIHS) da ENSP, reuniu
>> pesquisadores e profissionais que lutam pela eqüidade de gênero para definir
>> a formação do grupo de trabalho que atuará no desenvolvimento do Comitê
>> Pró-Eqüidade de Gêneros da Fiocruz. A primeira reunião do grupo acontecerá
>> no dia 12 de janeiro de 2009 no Gdihs.
>>
>>
>> A segunda mesa desse Seminário foi coordenada por Marisa Chaves,
>> pesquisadora do Gdihs/ENSP, e teve a participação de Mariana Barcinski,
>> pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde
>> Jorge Carelli (Claves/ENSP); Wanda D'Acri, pesquisadora do Centro de !
>> Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP); o
>> pesquisador do Instituto de Medicina Social da UERJ e diretor de Programas
>> do Instituto Pró-Mundo, Marcos Nascimento; e a assistente social do
>> Instituto Fernandes Figueira, Roseli Fonseca da Rocha.
>>
>> Marisa Chaves apontou que a implementação de políticas públicas sociais em
>> nosso país nessa área tem a preocupação de quebrar o ciclo silencioso e
>> vicioso da violência de gênero. Pois, para ela, só assim será possível
>> pensar e construir uma sociedade justa e democrática. "Este ano comemoramos
>> importantes datas, dentre elas os 20 anos da Constituição Federal, os 20
>> anos da criação do SUS e o segundo ano de implementação da Lei Maria da
>> Penha, que revoluciona o tratamento penal e passa a considerar a violência
>> contra a mulher um crime. O parágrafo oitavo do artigo 226 da Constituição
>> Federal determina que não podemos conviver com a violência de gênero e que
>> isso é uma violação contra os direitos humano! s", defendeu ela.
>>
>> *Mulheres no tráfico também ! sofrem c om machismo e preconceito*
>>
>> A primeira apresentação foi feita por Mariana Barcinski, pesquisadora do
>> Claves, que apresentou uma pesquisa sobre a inserção das mulheres no tráfico
>> de drogas. Segundo ela, a participação de mulheres em atividades não
>> convencionais é um tema de reconhecida relevância social, e sua ocorrência
>> está cada vez mais elevada em nossa sociedade. Ela também comentou alguns
>> dados de uma nova pesquisa que está sendo realizada com mulheres que estão
>> presas. "Essa pesquisa está sendo feita no Presídio Nelson Hungria, porta de
>> entrada de mulheres no sistema carcerário. Das quase 500 mulheres presas
>> nessa unidade, 90% estão lá pelo envolvimento com o tráfico de drogas",
>> apontou a pesquisadora.
>>
>> "O tráfico é uma atividade subversiva, mas, diferente do que pensamos,
>> essa rede têm características absolutamente conservadoras e mantenedoras! de
>> relações de poder entre homens e mulheres, e também as mantêm em uma posição
>> submissa. Essa mulher está transgredindo de uma certa forma, mas, dentro
>> dessa rede, tem que seguir limites muito rígidos de gênero. Na pesquisa,
>> feita com mulheres que nunca foram presas, procurei saber quem eram essas
>> mulheres, o que as levava a entrar nessa rede e o que as motivava a sair do
>> tráfico. Além disso, procurei saber como elas lidavam com o duplo caráter
>> conflitante que é o de ser mulher e ser traficante", contou Mariana.
>>
>> A pesquisadora apontou que as três principais questões da pesquisa foram
>> identificar por que elas entram para o tráfico, como essa inserção afeta
>> suas vidas e qual é a principal motivação para sair dessa rede. O que a
>> pesquisadora constatou foi que o processo de entrada e saída nessa atividade
>> está diretamente relacionado à maternidade. "As mulheres entram no tráfico
>> em busca de renda para suprir as necessidades básicas de seus filhos. E a
>> saída acon! tece, quase sempre, após uma experiência traumática. Quando a !
>> mulher s ente medo de morrer e deixar seus filhos sozinhos no mundo",
>> analisou Mariana. Ela afirmou ainda que questões como a classe social e raça
>> também estão envolvidas nesse processo e perpassam pela questão do gênero.
>>
>> *"Se os homens são parte do problema, eles também dever ser considerados
>> parte da solução"*
>>
>> "Em briga de marido e mulher a gente mete, sim, a colher!", disse, Marcos
>> Nascimento, que trouxe para o debate a questão da mobilização de homens pelo
>> fim da violência contra a mulher. Ele apresentou a experiência de sucesso da
>> Campanha Brasileira do Laço Branco, que são homens pelo fim da violência
>> contra a mulher e também a Rede de Homens pela eqüidade de gêneros (Rheg).
>> De acordo com ele, em nossa sociedade a violência é uma expressão
>> fundamentalmente masculina, e o significado de ser homem ainda está muito
>> atrelado ! a essa questão de masculinidade e violência. "Ninguém nasce
>> violento, mas o processo de socialização masculina favorece essa expressão.
>> Precisamos hoje rever os modelos que regem a sociedade para transformar essa
>> cruel realidade que vivemos", indicou ele, que complementou: "se os homens
>> são parte do problema, eles também devem ser considerados parte da
>> solução!".
>>
>> A Campanha do Laço Branco nasceu no Canadá, em 1989, depois da chacina que
>> ficou conhecida como o Massacre de Montreal. Nesse episódio, 14 mulheres
>> estudantes de engenharia foram assassinadas por um homem pela alegação de
>> que elas estavam ocupando um lugar pertencente aos homens. O lema da
>> Campanha do Laço Branco é jamais cometer um ato violento contra as mulheres
>> e não fechar os olhos frente à violência que outros homens cometem contra as
>> mulheres'. No Brasil, as pessoas envolvidas com a causa amarram uma fitinha
>> no pulso com dois nós representando os dois compromissos da Campanha. "Nesa
>> área, também! contamos com a Campanha 'Homens pelo fim da Violência', lança!
>> da pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres. Por meio de sua
>> página eletrônica, a campanha convida homens a se engajarem nessa luta",
>> contou ele.
>>
>> *A mulher e a violência no trabalho*
>>
>> Wanda D'Acri falou sobre a questão da violência no trabalho, com foco na
>> questão do amianto. Ela apresentou dados de uma pesquisa realizada no Rio de
>> Janeiro sobre como o amianto é visto pelas empresas, principalmente a
>> indústria têxtil. "Durante a pesquisa, cerca de 200 trabalhadores foram
>> entrevistados. Dentre eles, quase 25% apresentaram doenças causadas pelas
>> fibras do amianto, e 15 óbitos foram registrados. Esses dados mostram a
>> urgência de uma política efetiva de saúde pública para esse setor, uma vez
>> que os dados oficiais do Rio de Janeiro relativos a doenças ligadas à
>> contaminação pelo amianto não são suficientes", alegou ela.
>> Rosely Fonseca da Rocha falou sobre a constituição do grupo de trabalho
>> para a criação do Comitê Pró-Eqüidade de Gêneros. "A Fiocruz está defendendo
>> essa bandeira. Acho que devemos construir esse Comitê sobre a questão da
>> violência de gêneros contemplando também outras variáveis como a classe,
>> raça e etnia. Pois alguns indicadores mostram os diferentes níveis de
>> desigualdade de gênero e de raça", apontou Rosely. Para ela, outra questão
>> muito importante é a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde
>> que atuam no atendimento a mulher. "Sem um olhar atento, algumas questões
>> deixam de ser registradas, e sem o registro os problemas ficam invisíveis
>> aos olhos do governo. Para encerrar o evento, Rosely citou Martin Luther
>> King, afirmando que o que mais incomoda não é o grito dos maus, mas o
>> silêncio dos bons. ! ;
>>
>>
>>
>>
>> Em 10/12/08, douraci vieira dos santos <douradora em hotmail.com> escreveu:
>>>
>>> Prezadas Nilcéa, Tereza, demais companheiras,
>>>
>>> Foi impossível comparecer a este tão importante encontro. Mas final de
>>> gestão é um tempo bem difícil para nos afastarmos. Relatórios, avaliações e
>>> definições políticas para composição do novo secretariado me deixou presa
>>> por aqui. Gostaria de receber os encaminhamentos para continuarmos
>>> conectadas. Assim que as decisões por aqui sejam tomadas comunicarei minha
>>> situação no governo.
>>> Aproveitem bastante este tempo de confraternizações. Desejo a todas um
>>> 2009 com muita luz, paz, saúde e muitas conquistas.
>>> Um forte abraço
>>> Douraci vieira
>>> Coordenadora de políticas para as Mulheres
>>> João pessoa PB
>>>
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> DAYSE FREITAS
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