Re: [ForumCoordenadorias] Ausência encontro nacional

Marisa Chaves de Souza marisa.chaves em superig.com.br
Quarta Dezembro 17 20:20:00 BRST 2008


Douraci

Temos que nos articular para que as politicas para as mulheres continuem.
Para tanto, a mobilização das mulheres é essencial. Torço pela sua
continuidade.
Bjs
Marisa Chaves


Em 16/12/08, douraci vieira dos santos <douradora em hotmail.com> escreveu:
>
> Olá Marisa
> Obrigada pelas informações. Esse encontro com prefeitos e prefeitas será
> muito importante. Se continuar nesta secretaria farei tudo para participar!
> Um forte abraço
> Douraci
> João Pessoa
>
>
> ------------------------------
>
> Date: Sun, 14 Dec 2008 08:32:06 -0200
> From: marisa.chaves em superig.com.br
> To: forumcoordenadorias em listas.planalto.gov.br
> Subject: Re: [ForumCoordenadorias] Ausência encontro nacional
>
> Amiga Dayse
> Você está certa, eu me confundi com as datas.
> Bjs,
> Marisa Chaves
>
>
> 2008/12/13 coordenadoria da mulher <coordenadoriadamulher em gmail.com>
>
> Queridas amigas,
>
> Foi realmente um encontro de relevante importância, e já colho os frutos
> dessa participação.
> Apenas reticando, querida amiga Marisa, o encontro de fevereiro, do
> Presidente com os Prefeitos, se dará nos dias 10 e 11, a menos que tenha
> havido mudança da qual não fui informada.
>
> Um forte abraço a todas.
> Dayse Freitas
> Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres
>
>
> Em 12/12/08, *Marisa Chaves de Souza* <marisa.chaves em superig.com.br>
> escreveu:
>
> Amiga Douraci
>
> O nosso XIV Encontro foi ótimo e com muita presença. A ministra nos
> convidou para estarmos nos dias 11 e 12 de fevereiro num encontro que o
> presidente está promovendo com os prefeitos.
> Deixo para conhecimento de tod em s a reportagem que saiu no jornal da ENSP
> sobre um encontro que ajudei organizar na ENSP.
> Bom final de semana !
> Saudações feministas
> Marisa Chaves
> Subsecretária de Politicas para Mulheres
>
>
>  *Informe ENSP - Eqüidade de gênero: Comitê da Fiocruz se reunirá em
> janeiro*   Caixa de entrada
>          *R*esponder   [image: Responder a todos] Responder a todos[image:
> Encaminhar] Encaminhar Imprimir Adicionar ritacost em ensp.fiocruz.br à lista
> de contatos Excluir esta mensagem Denunciar phishing Mostrar original Texto
> de mensagem truncado?
>    "ritacost em ensp.fiocruz.br"     para mim
>  mostrar detalhes
>  11 dez (1 dia atrás)     *Imagens não exibidas *
> Exibir imagens abaixo - Sempre exibir imagens de ritacost em ensp.fiocruz.br
>
> Informe ENSP*Matéria:* http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=14449
>
> *Eqüidade de gênero: Comitê da Fiocruz se reunirá em janeiro* - *11/12/008
> *
> O quarto objetivo do desenvolvimento do milênio trata da igualdade dos
> sexos e, para fortalecer essa causa, a mesa de encerramento do Seminário
> 'Direitos Humanos sob a Perspectiva de Gênero', realizado pelo Grupo
> Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman (GDIHS) da ENSP, reuniu
> pesquisadores e profissionais que lutam pela eqüidade de gênero para definir
> a formação do grupo de trabalho que atuará no desenvolvimento do Comitê
> Pró-Eqüidade de Gêneros da Fiocruz. A primeira reunião do grupo acontecerá
> no dia 12 de janeiro de 2009 no Gdihs.
>
>
> A segunda mesa desse Seminário foi coordenada por Marisa Chaves,
> pesquisadora do Gdihs/ENSP, e teve a participação de Mariana Barcinski,
> pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde
> Jorge Carelli (Claves/ENSP); Wanda D'Acri, pesquisadora do Centro de !
> Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP); o
> pesquisador do Instituto de Medicina Social da UERJ e diretor de Programas
> do Instituto Pró-Mundo, Marcos Nascimento; e a assistente social do
> Instituto Fernandes Figueira, Roseli Fonseca da Rocha.
>
> Marisa Chaves apontou que a implementação de políticas públicas sociais em
> nosso país nessa área tem a preocupação de quebrar o ciclo silencioso e
> vicioso da violência de gênero. Pois, para ela, só assim será possível
> pensar e construir uma sociedade justa e democrática. "Este ano comemoramos
> importantes datas, dentre elas os 20 anos da Constituição Federal, os 20
> anos da criação do SUS e o segundo ano de implementação da Lei Maria da
> Penha, que revoluciona o tratamento penal e passa a considerar a violência
> contra a mulher um crime. O parágrafo oitavo do artigo 226 da Constituição
> Federal determina que não podemos conviver com a violência de gênero e que
> isso é uma violação contra os direitos humano! s", defendeu ela.
>
> *Mulheres no tráfico também ! sofrem c om machismo e preconceito*
>
> A primeira apresentação foi feita por Mariana Barcinski, pesquisadora do
> Claves, que apresentou uma pesquisa sobre a inserção das mulheres no tráfico
> de drogas. Segundo ela, a participação de mulheres em atividades não
> convencionais é um tema de reconhecida relevância social, e sua ocorrência
> está cada vez mais elevada em nossa sociedade. Ela também comentou alguns
> dados de uma nova pesquisa que está sendo realizada com mulheres que estão
> presas. "Essa pesquisa está sendo feita no Presídio Nelson Hungria, porta de
> entrada de mulheres no sistema carcerário. Das quase 500 mulheres presas
> nessa unidade, 90% estão lá pelo envolvimento com o tráfico de drogas",
> apontou a pesquisadora.
>
> "O tráfico é uma atividade subversiva, mas, diferente do que pensamos, essa
> rede têm características absolutamente conservadoras e mantenedoras! de
> relações de poder entre homens e mulheres, e também as mantêm em uma posição
> submissa. Essa mulher está transgredindo de uma certa forma, mas, dentro
> dessa rede, tem que seguir limites muito rígidos de gênero. Na pesquisa,
> feita com mulheres que nunca foram presas, procurei saber quem eram essas
> mulheres, o que as levava a entrar nessa rede e o que as motivava a sair do
> tráfico. Além disso, procurei saber como elas lidavam com o duplo caráter
> conflitante que é o de ser mulher e ser traficante", contou Mariana.
>
> A pesquisadora apontou que as três principais questões da pesquisa foram
> identificar por que elas entram para o tráfico, como essa inserção afeta
> suas vidas e qual é a principal motivação para sair dessa rede. O que a
> pesquisadora constatou foi que o processo de entrada e saída nessa atividade
> está diretamente relacionado à maternidade. "As mulheres entram no tráfico
> em busca de renda para suprir as necessidades básicas de seus filhos. E a
> saída acon! tece, quase sempre, após uma experiência traumática. Quando a !
> mulher s ente medo de morrer e deixar seus filhos sozinhos no mundo",
> analisou Mariana. Ela afirmou ainda que questões como a classe social e raça
> também estão envolvidas nesse processo e perpassam pela questão do gênero.
>
> *"Se os homens são parte do problema, eles também dever ser considerados
> parte da solução"*
>
> "Em briga de marido e mulher a gente mete, sim, a colher!", disse, Marcos
> Nascimento, que trouxe para o debate a questão da mobilização de homens pelo
> fim da violência contra a mulher. Ele apresentou a experiência de sucesso da
> Campanha Brasileira do Laço Branco, que são homens pelo fim da violência
> contra a mulher e também a Rede de Homens pela eqüidade de gêneros (Rheg).
> De acordo com ele, em nossa sociedade a violência é uma expressão
> fundamentalmente masculina, e o significado de ser homem ainda está muito
> atrelado ! a essa questão de masculinidade e violência. "Ninguém nasce
> violento, mas o processo de socialização masculina favorece essa expressão.
> Precisamos hoje rever os modelos que regem a sociedade para transformar essa
> cruel realidade que vivemos", indicou ele, que complementou: "se os homens
> são parte do problema, eles também devem ser considerados parte da
> solução!".
>
> A Campanha do Laço Branco nasceu no Canadá, em 1989, depois da chacina que
> ficou conhecida como o Massacre de Montreal. Nesse episódio, 14 mulheres
> estudantes de engenharia foram assassinadas por um homem pela alegação de
> que elas estavam ocupando um lugar pertencente aos homens. O lema da
> Campanha do Laço Branco é jamais cometer um ato violento contra as mulheres
> e não fechar os olhos frente à violência que outros homens cometem contra as
> mulheres'. No Brasil, as pessoas envolvidas com a causa amarram uma fitinha
> no pulso com dois nós representando os dois compromissos da Campanha. "Nesa
> área, também! contamos com a Campanha 'Homens pelo fim da Violência', lança!
> da pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres. Por meio de sua
> página eletrônica, a campanha convida homens a se engajarem nessa luta",
> contou ele.
>
> *A mulher e a violência no trabalho*
>
> Wanda D'Acri falou sobre a questão da violência no trabalho, com foco na
> questão do amianto. Ela apresentou dados de uma pesquisa realizada no Rio de
> Janeiro sobre como o amianto é visto pelas empresas, principalmente a
> indústria têxtil. "Durante a pesquisa, cerca de 200 trabalhadores foram
> entrevistados. Dentre eles, quase 25% apresentaram doenças causadas pelas
> fibras do amianto, e 15 óbitos foram registrados. Esses dados mostram a
> urgência de uma política efetiva de saúde pública para esse setor, uma vez
> que os dados oficiais do Rio de Janeiro relativos a doenças ligadas à
> contaminação pelo amianto não são suficientes", alegou ela.
> Rosely Fonseca da Rocha falou sobre a constituição do grupo de trabalho
> para a criação do Comitê Pró-Eqüidade de Gêneros. "A Fiocruz está defendendo
> essa bandeira. Acho que devemos construir esse Comitê sobre a questão da
> violência de gêneros contemplando também outras variáveis como a classe,
> raça e etnia. Pois alguns indicadores mostram os diferentes níveis de
> desigualdade de gênero e de raça", apontou Rosely. Para ela, outra questão
> muito importante é a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde
> que atuam no atendimento a mulher. "Sem um olhar atento, algumas questões
> deixam de ser registradas, e sem o registro os problemas ficam invisíveis
> aos olhos do governo. Para encerrar o evento, Rosely citou Martin Luther
> King, afirmando que o que mais incomoda não é o grito dos maus, mas o
> silêncio dos bons. ! ;
>
>
>
>
>
> Em 10/12/08, *douraci vieira dos santos* <douradora em hotmail.com> escreveu:
>
>  Prezadas Nilcéa, Tereza, demais companheiras,
>
> Foi impossível comparecer a este tão importante encontro. Mas final de
> gestão é um tempo bem difícil para nos afastarmos. Relatórios, avaliações e
> definições políticas para composição do novo secretariado me deixou presa
> por aqui. Gostaria de receber os encaminhamentos para continuarmos
> conectadas. Assim que as decisões por aqui sejam tomadas comunicarei minha
> situação no governo.
> Aproveitem bastante este tempo de confraternizações. Desejo a todas um 2009
> com muita luz, paz, saúde e muitas conquistas.
> Um forte abraço
> Douraci vieira
> Coordenadora de políticas para as Mulheres
> João pessoa PB
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