[ForumCoordenadorias] - primeira quinzena de janeiro de
2011-Materia Sitio Agroecologico que a prefeitura e Parceira.
Mara Regina
mara_reginapt em yahoo.com.br
Quarta Fevereiro 2 22:14:44 BRST 2011
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Apresentação
Olá companheira ou companheiro,
Feliz 2011! Que este ano seja um ano de colheitas e novas realizações para a
mudança da atual sociedade, de sua economia e modelo de desenvolvimento!
Nesta quinzena há várias notícias e artigos de interesse, desde as mobilizações
solidárias de ajuda aos/às atingidas pelas catástrofes no Rio de Janeiro, novas
leis municipais e estaduais em elaboração, reflexões sobre o Fórum Social
Mundial e sobre o papel da Economia Solidária, entre outras.
Mas devemos destacar a convocatória a você e seus pares em todo o Brasil: é hora
de nos mobilizarmos para lutar pela criação da Secretaria Especial de Economia
Solidária! Confira a convocatória e um relato da atual situação em nível
nacional.
Boa leitura!
Economia Solidária no Brasil
» Feliz 2011!
Secretaria Executiva do FBES
Desejamos a todas e todos um ótimo novo ano, cheio de realizações e consolidação
de lutas para a transformação do modelo econômico e de desenvolvimento vigentes.
Em clima de ano novo, aproveitamos para apresentar abaixo uma retrospectiva de
alguns dos principais acontecimentos relacionados à Economia Solidária em 2010.
Trata-se da mesma retrospectiva já apresentada no dia 15 de dezembro (dia da
Economia Solidária):
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5635&Itemid=1
» Por uma Secretaria Especial de Economia Solidária: situação atual
Por Coordenação Executiva do FBES
Em outros relatos, partilhamos que em outubro do ano passado, durante a reunião
do Conselho Nacional de Economia Solidária, criamos uma comissão, composta por
representantes de todas as principais forças da economia solidária, tanto na
sociedade civil quanto gestores (federais e locais) quanto da setorial do pt de
economia solidária. Esta comissão trabalhou por consensos, tendo como orientação
as resoluções da II Conferência Nacional de Economia Solidária.
Esta comissão escreveu a "Carta a Dilma", que contou com o apoio de um grande
leque de organizações, redes, gestores, parlamentares e movimentos sociais, além
de apoios internacionais significativos. Para a entrega desta carta, a comissão
dialogou com integrantes centrais da Comissão de Transição do então futuro
governo Dilma, em especial José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo e Gilberto
Carvalho, além de contarmos com a ajuda da deputada Luiza Erundina. Assim, a
carta chegou às mãos de Dilma na primeira quinzena de dezembro.
A comissão então elaborou uma Proposta de Criação da Secretaria Especial de
Economia Solidária, entregue à Comissão de Transição no dia 23 de dezembro de
2010, junto a uma solicitação de audiência com a futura Presidenta e o futuro
Ministro da Secretaria Geral Gilberto Carvalho. Esta proposta traz uma
justificativa, orientações, diretrizes e estrutura de uma futura Secretaria
Especial de Economia Solidária, construída a partir dos acúmulos dos vários
atores até aqui. Na virada do ano, com a posse da nova equipe de governo, a
comissão solicitou audiência com o Ministro Gilberto Carvalho para discutir
sobre a ampliação do espaço da execução da política de Economia Solidária.
Infelizmente, até o momento a comissão não foi recebida, e a recepção da
comissão pelo núcleo do gabinete do Ministro da Secretaria Geral da Presidência
(a Chefe de Gabinete, o Secretário Executivo e a Secretária Adjunta de
Articulação Social) não apontou novidades.
A carta a Dilma com os apoios nacionais, o documento com os apoios
internacionais, e o documento com a proposta de criação da Secretaria Especial
de Economia Solidária encontram-se na seguinte página: http://miud.in/mD9 .
Agradecemos fortemente os apoios recebidos até aqui, que deram o peso político
dos setores sociais envolvidos: parabéns a todas e todos!
A situação atual é a seguinte: as forças integrantes da comissão estão se
movimentando em seus espaços, e no caso específico do FBES, nosso papel agora é
o de mobilizar e mostrar nossa insatisfação com o silêncio do atual governo com
relação à política de economia solidária.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5707&Itemid=1
» Convocatória à Mobilização: por uma Secretaria Especial de Economia Solidária
Convocamos os/as integrantes e simpatizantes do movimento de economia solidária
a enviarem mensagens à presidência da república e membras/os do governo, além de
Deputados (Estaduais e Federais), Senadores e Governadores Estaduais que
contaram com nosso apoio nestas últimas eleições para apoiarem a demanda do
movimento pela criação da Secretaria Especial de Economia Solidária.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5711&Itemid=1
» Conselhos Gestores Nacionais do CFES e Brasil Local fizeram última reunião de
2010
Por Secretaria Executiva do FBES
Antecedendo o início da II Mostra Nacional de Economia Solidária ocorreram em
Salvador as reuniões dos Conselhos Gestores Nacionais dos programas Brasil Local
e do Centro de Formação em Economia Solidária.
Estas foram as últimas reuniões do ano destes conselhos, e tiveram como pautas
gerais a avaliação dos programas, debate sobre conjuntura e planejamento para
2011.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5624&Itemid=1
» Fórum Paraibano encerrou o ano de 2010 com muitas comemorações
O Fórum Estadual de Economia da Paraíba, através de sua coordenação, reunida na
tarde do dia 20 de dezembro de 2010, vem partilhar com os membros do Fórum às
seguintes informações:
1. Devido o encerramento do Ano e das muitas atividades compartilhadas e
construídas a muitas mãos, está divulgando um Informativo (impresso e
eletrônico) contendo matérias, artigo e entrevista, com o propósito de realizar
um balanço dessas atividades e de sistematizar as ações muito importantes para a
nossa construção. Esperamos que vocês possam fazer uma boa leitura do Ciranda de
Saberes e considerar o caráter experimental de mais este instrumento de
comunicação.
Acesse o Boletim Informativo Cirandas de Saberes pelo link: http://miud.in/kIk
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5626&Itemid=1
» Lei cria Programa de Fomento à Economia Popular Solidária no Estado do Rio de
Janeiro
Fonte: http://jusclip.com.br
Agora é lei: foi criado o Programa de Fomento à Economia Popular Solidária,
dedicado a promover a criação de empresas, cooperativas e grupos organizados e
autogeridos de atividades econômicas no estado do Rio de Janeiro. A proposição,
de número 5.872/11, é da deputada Inês Pandeló (PT/RJ) e foi publicada no Diário
Oficial do Executivo desta sexta-feira (14/01).
A nova norma define, entre as diretrizes do programa, a promoção e difusão dos
conceitos de associativismo, solidariedade, autogestão, desenvolvimento
sustentável e de valorização das pessoas e do trabalho e a incorporação de
tecnologias nos empreendimentos da economia popular solidária, entre outros.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5670&Itemid=1
» Seminário em Manaus: Economia Solidária e geração e renda
Fonte: http://www.manaus.am.gov.br/geracao-de-renda/
Implantar a política de Economia Solidária na esfera municipal, envolvendo
moradores tanto da zona urbana quanto rural, será o novo desafio da Prefeitura
de Manaus, na área de geração de empregos e renda. Para iniciar esse processo, a
Prefeitura realiza nos dias 18 e 19 de março a primeira edição do Seminário
Municipal de Economia Solidária, no auditório da Reitoria da Universidade do
Estado do Amazonas (UEA), na avenida Djalma Batista.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5671&Itemid=1
» Cartas de Oficinas Formativas durante a II Mostra Nacional de Economia
Solidária
Por Secretaria Executiva do FBES
As atividades formativas durante a II Mostra Nacional de Economia Solidária
geraram uma série de reflexões e debates. Como um dos produtos das Oficinas "O
futuro da Economia Solidária" e de uma comissão formada na "Roda de Conversa
sobre Finanças Solidárias" tornaram-se públicas duas cartas que dialogam com o
atual momento político do movimento de economia solidária.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5627&Itemid=1
» Banco Comunitário será implantado em Porto Velho
Fonte: Blog do microcredito
Porto Velho será contemplado com o projeto Bancos Comunitários na Amazônia, uma
iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego, via Secretaria Nacional de
Economia Solidária (Senaes), que na região Norte é coordenado pelo Instituto
Capital Social, de Belém (PA). O projeto está sendo viabilizado pela prefeitura
da capital, por meio da secretaria municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e
Turismo (Semdestur).
Os bancos comunitários são uma nova modalidade de instituição financeira que
consistem em oferecer serviços financeiros em rede de natureza associativa e
comunitária. Estão voltados à geração de emprego e renda, na perspectiva de
reorganizar as economias locais tendo por base os princípios da economia
solidária, como: autogestão, solidariedade, cooperação e sustentação econômica.
É uma iniciativa que visa a democratização do crédito.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5672&Itemid=1
» Economia Solidária gera renda e sustenta mais de 200 famílias em Novo
Hamburgo/RS
Fonte: http://cafecomunitariofeevale.blogspot.com
Desde 2009 a Prefeitura de Novo Hamburgo trabalha com a Economia Solidária, que
é uma nova forma de organizar a produção de bens e de serviços, a distribuição,
o consumo responsável e o crédito com base nos princípios de autogestão,
cooperação e solidariedade. Quando a Economia Solidária foi lançada, o projeto
era formado por 30 empreendimentos. Nos dois anos seguintes, houve uma elevação
de 60% no número de empreendimentos criados.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5669&Itemid=1
» Erradicação da miséria, proposição ousada
Por Paul Singer
A erradicação da miséria exigirá tamanho empenho da sociedade e do governo que
só a mobilização total de suas forças a tornará realidade.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5674&Itemid=1
» FETRAECE: Modelos que estão dando certo serão aprofundados na Secretaria de
Desenvolvimento Agrário
Fonte: O Povo online
No setor de políticas agrárias, as mudanças previstas para a segunda gestão se
constituem na ampliação e no aprofundamento da gestão que já vinha em andamento
na Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA). Essa é a visão da Federação dos
Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar (Fetraece).
"Acreditamos que as ações na SDA serão ampliadas e que as demandas serão
contempladas. Estamos negociando com o novo secretário, Nelson Martins, mais
assistência técnica para os projetos de agricultura familiar, além da liberação
de cerca de três mil projetos produtivos", avaliou o diretor de política
agrícola da Federação, Luiz Carlos Ribeiro.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5675&Itemid=1
» Petrobras assinou Convênio de Economia Solidária para beneficiar catadores
Fonte: http://acordocoletivo.wordpress.com
Evento organizado pelo Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis teve
presença do presidente Lula e da presidente eleita, Dilma Rousseff
A Petrobras assinou na quinta-feira (23/12) o "Convênio de Economia Solidária",
em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), BNDES e Ministério do Trabalho
e Emprego, que visa trabalhar a logística reversa para as redes de catadores de
todo o Brasil, oferecendo a estrutura necessária para os catadores trabalharem,
como caminhões, prensas e balanças. A solenidade, que contou com a presença do
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidente eleita,
Dilma Rousseff, ocorreu em São Paulo durante a Reviravolta Expocatadores 2010,
evento organizado pelo Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5632&Itemid=1
» Japeri apresenta projeto de economia solidária
Fonte: Portal da Baixada Fluminense
A prefeitura de Japeri sediou, na tarde desta quinta-feira (13/01), o encontro
regional de apresentação do projeto Economia Solidária. A iniciativa foi
promovida pela Secretaria de Governo (SEMUG), através da Coordenadoria de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial (COPPIR). O encontro contou com a
presença de técnicos dos governos federal e estadual, além de representantes de
prefeituras da região.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5677&Itemid=1
» Economia solidária está sendo mapeada no Tocantins
Fonte: Jornal do Tocantins - Tatiane Souza
Foi realizada no domingo, em Guaraí - a 200 quilômetros de Palmas, Noroeste do
Tocantins - a primeira reunião de trabalho da coordenação do Fórum Tocantinense
de Economia Solidária em 2011. Os principais pontos discutidos foram:
sustentabilidade econômica e financeira dos fóruns de economia solidária
existentes no Tocantins e no País; empreendimentos; plano de trabalho anual;
diálogo com o governo para estabelecer diretrizes; calendário de plenárias; e
mapeamento de economia solidária no Estado.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5681&Itemid=1
» Aprovada a lei Municipal de Ecosol em Novo Hamburgo/RS
Projeto de lei cria conselho e fundo municipais
A cidade terá uma política de fomento à economia solidária - inclusive com
conselho e fundo municipais. Essa novidade está prevista no Projeto de Lei nº
147/2010, do Executivo, aprovado por unanimidade em primeiro turno na sessão
extraordinária de 22 de dezembro de 2010. Representantes de empreendedores
acompanharam a votação do plenário.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5634&Itemid=1
» II Encontro Regional de catadores ocorre nesta quinta-feira em Ijuí
Fonte: Incubadora Unijuí
A Itecsol/Unijuí, em parceria com a ACATA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente
de Ijuí, programa Reviva promove nesta quinta-feira, 20 de janeiro de 2010 o II
Encontro Regional de catadores: associações e políticas públicas de resíduos
sólidos, no Auditório da Sede Acadêmica da Unijuí/FIDENE, a partir das 8h da
manhã, com programação até as 17h.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5682&Itemid=1
» Pacificação de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro favorece empreendedorismo
Por Thais Leitão, repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A pacificação do complexo de favelas do Alemão e da Vila
Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, além de aumentar a segurança
nas comunidades, ampliou as possibilidades de quem deseja fazer negócios. De
acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário,
Marcelo Henrique da Costa, desde a ocupação pelas forças policiais, 300 pequenos
empreendedores locais já se formalizaram ou estão com o processo de legalização
em andamento.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5636&Itemid=1
» Feirinha da Economia Solidária em Santana do Ipanema
Fonte: http://apalavraeparadizer.blogspot.com
O Projeto Nacional de Comercialização Solidária realiza feirinha na Praça
Adelson Isaac de Miranda, no centro da cidade, desde ontem. Participam artesãos,
artistas, agricultores e apicultores do interior do estado.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5685&Itemid=1
» Com 1ª moeda social do estado do RJ, Silva Jardim agita sua economia
Fonte:Blog do Microcredito - http://microcredito.blog.br
Em apenas um mês, Capivari aumentou movimento no comércio. Prefeitura espera que
atrações turísticas também atraiam mais visitantes.
A rotina dos moradores de Silva Jardim, na Baixada Litorânea, mudou há pouco
mais de um mês, quando foi lançada e começou a circular a primeira moeda social
do Estado do Rio de Janeiro, o Capivari. A nova moeda, que é administrada com
recursos do município, ganhou a adesão de grande parte da população e passou a
financiar o comércio local, provocando um "boom" na economia da cidade.
Em frente aos supermercados, açougues e drogarias, carros de som anunciam as
promoções em produtos que são adquiridos com o novo dinheiro. Com faixas e
outras publicidades, comerciantes fazem propagandas para atrair mais clientes
com capivaris no bolso.
Em alguns casos os descontos chegam a 20% do valor da compra. "Achei a ideia
excelente. Isso está revitalizando o comércio de Silva Jardim", elogiou Sonia
Maria Cruz, 42, enquanto fazia compras no supermercado usando seus capivaris.
Muitos comerciantes garantem que o movimento aumentou em até 60% depois da nova
moeda.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5637&Itemid=1
» Feirinha da Economia Solidária em Santana do Ipanema
Fonte: http://apalavraeparadizer.blogspot.com
O Projeto Nacional de Comercialização Solidária realiza feirinha na Praça
Adelson Isaac de Miranda, no centro da cidade, desde ontem. Participam artesãos,
artistas, agricultores e apicultores do interior do estado.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5686&Itemid=1
» Fórum Regional de Economia Solidária debate sobre a centralidade do
desenvolvimento no Maranhão
Usinas hidrelétricas, projeto Carajás, Suzano Papel e Celulose. Estes e outros
grandes empreendimentos mudaram e vêm mudando há muito tempo à realidade
política, econômica, social e cultural do nosso povo. Os impactos decorrentes
destas mutações são perceptíveis, dentre elas, o crescimento demográfico,
agravando os problemas de regularização fundiária, numa região já marcada por
sérios e sistemáticos conflitos pela posse da terra e trabalho escravo.
Dentro desse conjunto de problemáticas e interesses, os movimentos sociais são
importantíssimos para se debater, avaliar e lutar por direitos tanto ambientais
quanto étnicos.
Com o intuito de discutir e considerar perspectivas melhores para se equacionar
a necessidade ao mesmo tempo de industrialização (geração de emprego e renda)
com a preservação e a utilização sustentável dos recursos naturais, várias
entidades e representantes do poder público e judiciário se reuniram nesta
ultima sexta, dia 14 no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Imperatriz/MA.
Dentre as entidades e órgãos presentes estavam representantes do poder público
de Imperatriz, Açailândia, defensoria pública, Centru, Miqcb, Casa familiar
rural de Coquelândia, Cáritas, Pastorais católicas e CDVH de Açailândia.
O Fórum foi organizado pelas entidades que participam do projeto "Brasil
Solidário", de iniciativa federal.
Na pauta da reunião momentos de autocrítica e de avaliação que levantaram a tona
questões delicadas como a participação de entidades e militantes sociais na
articulação de projetos duvidosos ligados ao grande capital e a degradação
ambiental. Também se fez uma profunda explanação histórica das frentes de
ocupação no Maranhão e nos projetos de desenvolvimento aos quais o estado esteve
articulado durante sua existência e, dessa forma, situo-se economicamente nas
linhas gerais construídas a partir da lógica das sociedades urbano-industriais e
nos planos demográfico e estatístico.
Em resumo, cada vez mais a certeza de quê defender uma nova concepção de
existência para o ser humano e de sua civilização é urgente. A reprodução desse
modo de consumo de produção capitalista é insustentável neste planeta. A idéia
de que padrão de vida dos Eua, Europa, Japão e Canadá, são o que devemos
alcançar para chegar ao primeiro mundo beira a esquizofrenia. Chegar ao primeiro
mundo nestes termos significa inventar ou descobrir mais quatro planetas Terras,
pois esse dito primeiro mundo, possui 20% da população mundial consumindo cerca
de 80% dos recursos naturais.
» Gov. Tarso Genro e Sec. Dziedricki definem o acesso ao "crédito" como
prioridade à Ecosol
Fonte: Blog Iran Pas
Por Jakson Lagoas no Portal RS - Setor até então pouco incentivado pelo poder
público, o micro e pequeno empreendedorismo passará a ter atenção e apoio do
Governo do Estado. "É decisão do governador Tarso Genro", afirmou o secretário
de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa, Maurício Dziedricki,
após reunião no Palácio Piratini na terça-feira (11). Para democratizar o
crédito aos pequenos negócios, um grupo de trabalho será criado com
representantes do Banrisul, CaixaRS, BRDE e Banco do Brasil para atender à
demanda. Isso significa que serão adotados procedimentos para desburocratizar o
processo de concessão do crédito ao micro e pequeno empreendedor, adiantou
Dziedricki.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5657&Itemid=1
» Conselho municipal de Economia Solidária de São José dos Pinhais toma posse
Fonte: Renata Sciammarella - Economia Solidária da Prefeitura Municipal de São
José dos Pinhais
Pouco tempo depois da aprovação da Lei de Economia Solidária em São José dos
Pinhais- PR, tomou posse nesta quinta-feira (20) o Conselho Municipal da
atividade. A criação do órgão está estipulada na lei e tem o objetivo de debater
questões pertinentes ao assunto e gerir o Fundo de Economia Solidária, que
destinará subsídios para empreendimentos, e do Selo, que identificará os
produtos. Quinze pessoas foram escolhidas para fazer parte do conselho – 5 do
governo, 5 de entidades de apoio e 5 de empreendimentos.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5691&Itemid=1
» Programa de Economia Solidária continua dando frutos em Mafra
Fonte: http://www.clickriomafra.com.br/portal/noticias/riomafra/?p=3274
O Programa de fomento à economia solidária Dando Linha, desenvolvido pela
Prefeitura de Mafra através da Secretaria municipal do Bolsa Família, tem
apresentado resultado positivos e crescentes a cada mês. Implantado há apenas
oito meses - em abril de 2010 - com apenas 10 participantes, atinge hoje mais de
100 pessoas com produção diversificada, chegando a cerca de 180 produtos, entre
decorativos de casa e moda cotidiana.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5658&Itemid=1
» Programação para a II Feira de Economia Solidária do Médio Sertão
Fonte: Blog do Sertão
A II ECOCOMPE - Feira de Economia Solidária do Médio Sertão acontece nos dias 18
e 19 de janeiro, em Santana do Ipanema.
Acesse o Cartaz do evento na biblioteca do site: http://miud.in/lZ4
Veja, programação:
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5659&Itemid=1
» Manifesto do Fórum de Economia Solidária do DF e entorno
O Fórum de Economia Solidária do DF e Entorno parabeniza o Governador do
Distrito Federal Agnelo Queiroz pela vitória e congratula-se com a construção de
uma nova era na administração do Distrito Federal, notadamente pela criação de
espaço de interlocução com o Movimento Distrital de Economia Solidária.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5664&Itemid=1
» Fórum Municipal de Economia Solidária de Balneário Camboriú apresenta
planejamento de 2011
Foi realizada na tarde da sexta-feira, 14 de janeiro, no Centro Comunitário Casa
da Sogra, a reunião do Fórum Municipal de Economia Solidária de Balneário
Camboriú, que apresentou o Planejamentode Ações/2011.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5695&Itemid=1
» Salão do Artesanato na Paraíba
Fonte: Blog do Fórum Paraibano de Economia Solidária
O governo do Estado da Paraíba está promovendo o Salão do Artesanato Paraibano,
no período de 14 de janeiro à 06 de fevereiro, no Espaço Cultural. O Salão reúne
boa parte dos empreendimentos que se organizam no interior do fórum estadual de
economia solidária e funciona como uma grande vitrine para os seus produtos.
Durante o evento milhares de pessoas, entre consumidores e comerciantes, irão
visitar a exposição de produtos e realizar negócios.
» Plenária do Fórum Paraibano
Por Fórum de Economia Solidária da Paraíba
Como haviamos comunicado anteriormente, estamos convidando os integrantes do
Fórum Estadual de Economia Solidária da Paraíba para a primeira Planária
Estadual do ano (2011), que deverá acontecer no dia 18 de janeiro (terça-feira)
às 09h00 na Casa Brasil, em João Pessoa. O propósito central dessa Plenária é
que possamos planejar às ações do FEES/PB para o ano, sobretudo para o primeiro
semestre.
Para tanto, a nossa PAUTA fica assim definida:
1. Acolhimento e Mística
2. Planejamento
3. Sustentabilidade
4. Projeto Brasil Local
O Planejamento será elaborado a partir da construção de uma Matriz de Marco
Lógico (o que fazer, quando e onde, como fazer, responsáveis), por isso,
solicitamos principalmente aos integrantes dos Fóruns Microrregionais que nos
enviem sugestões para esse momento que reflitam as necessidades específicas de
cada região (Zona da Mata, Sertão e Agreste/ Cariri). As sugestões podem ser
encaminhadas até o dia 17/01 (segunda-feira) por e-mail ou podem ser trazidas à
Plenária.
Para ajudar na construção do Planejamento estamos adiantando alguns pontos a
serem discutidos:
Atividades: a. Plenárias Estaduais (pautas, atas/ resoluções, rotatividade,
custos de organização);
b. Plenárias Microrregionais (comunicação, acompanhamento, pautas e custos de
organização);
c. Encontro Estadual (local, pautas, agenda, custos de organização);
d. Seminários (temas, agenda, responsáveis);
e. Funcionamento dos GTs (Produção Comercialização e Consumo; Marco Legal;
Finanças Solidárias e Formação);
f. Audiências Públicas (Relação com o Poder Legislativo, temas e agenda).
Um outro olhar que precisaremos priorizar nesse debate diz respeito à relação do
Fórum com as políticas públicas que estão acontecendo em parceria com o Fórum:
1. Comercialização Solidária; 2. Centro de Formação em Economia Solidária.
Do ponto de vista de nossa estratégias precisaremos discutir:
Sustentabilidade do FEES/PB
* Campanha de Assinatura
* Relação com os governos municipais (João Pessoa, Patos, Pombal e Campina
Grande) e Estadual
* Discussão do Sistema Nacional
* Selo da Economia Solidária
* Pedimos aos companheiros e companheiras das Microrregiões do Agreste/ Cariri e
do Sertão que se articulem com as prefeituras e oranizações de assessoria de
suas regiões para viablizar o transporte. O funcionamento do Salão do Artesanato
nos ajudará a encontrar alguns empreendimentos que estarão hospedados em João
Pessoa nessa data e, a coordenação fará um levantamento dos que estão no Salão a
fim de realizar os convites.
Durante a reunião haverá um lanche coletivo solidário, por isso, pedimo que cada
um/a traga algo para compartilhar.
Assim, esperamos contar com a participação de todos e todas em nossa reunião.
Abraços solidários,
A coordenação.
» Fundação assina termo de cooperação com associação e cooperativas do Morro do
Alemão (RJ)
No Complexo do Alemão , conjunto de favelas pacificadas da zona norte do Rio de
Janeiro (RJ), a Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil (BB) assinam,
terça-feira (25), um termo de cooperação com as Associação do Moradores do Morro
do Adeus, Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis do Complexo do
Alemão - COOPCAL, Cooperativa Coopquitungo Cooperando e Reciclando o Rio -
COOPQUITUNGO e Cooperativa dos Trabalhadores do Complexo de Bonsucesso -
COONTRABON.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5701&Itemid=1
Notícias internacionais da Economia Solidária
» X Cúpula Social do Mercosul publica carta sobre integração produtiva
Por Felipe Pateo (Faces do Brasil)
Mesa redonda sobre Integração Produtiva redige carta sobre o tema, durante os
trabalhos da X Cúpula Social do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu, no dia 15
de dezembro de 2010.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5625&Itemid=1
» Equador ratifica protocolo em matéria econômica com Cuba
Fonte: site Terra
O Equador ratificou o protocolo em matéria econômica com Cuba, informou neste
sábado o Ministério das Relações Exteriores, Comércio e Integração da nação
andina.
O presidente do Equador, Rafael Correa, oficializou esta decisão via decreto, o
que possibilita exportar produtos que tradicionalmente não estabeleceram
relações comerciais com o mercado cubano.
"Pertencem à oferta produtiva de pequenos e médios produtores e organizações da
economia popular e solidária", informou a Chancelaria em comunicado.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5652&Itemid=1
» Chamada de Seleção de iniciativas de economia solidária para evento em
Montreal
Secretaria Executiva do FBES (forum em fbes.org.br)
A Coordenação Executiva do FBES vem por meio desta publicizar chamada pública
para iniciativas de Economia Solidária (empreendimentos, redes, entidades,
projetos e poder público) para participar do Fórum Internacional de Economia
Social e Solidária (FIESS2011), em que o FBES e a RIPESS/LAC são parte da
comissão organizadora. O Fórum é promovido pelo Chantier de Economia Solidária
em parceria com o governo do Quebec. Os objetivos, critérios e prazos estão no
edital (veja link abaixo), junto com o formulário de inscrições.
Participe! Vamos mostrar o que o Brasil tem construído de economia solidária!
Acesse o edital e o formulário de inscrição em http://miud.in/m0H
» Resultado do processo de seleção para evento em Montreal
O Fórum Brasileiro de Economia Solidária através da comissão responsável pelo
processo seletivo para o FIESS 2011 - Montreal divulga publicamente a relação de
experiências selecionadas:
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5706&Itemid=1
Notícias Gerais
» FSM 2011: Atividades expandidas de Dacar
Organizadores do Fórum Social Mundial em Dacar põem em prática a
descentralização das atividades para permitir que grupos e indivíduos de todo o
mundo participem do evento. São três as possibilidades: encontros à distância
com um grupo que esteja em Dacar, participação à distância numa atividade
realizada em Dacar ou realizar uma atividade externa e transmiti-la.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5673&Itemid=1
» Pré Cumbre Interamericana de movimientos sociales
A casi un mes de cumplirse un año del terremoto (22F), de aquel desastre natural
que produjo una de las catástrofes sociales más brutales de nuestra historia; y
también a sólo semanas de haber detenido una de las reformas -en materia
habitacional- mas neoliberales de las últimas décadas, interesa hacer un
balance. Realizar un compartir de aprendizajes y de experiencias entre los
movimientos sociales que participamos de dicho proceso. Entre aquellas fuerzas
vivas de una sociedad en movimiento que, con sabiduría ha sabido hacer frente a
este nuevo escenario, no sólo defendiendo los avances conseguidos anteriormente,
sino también logrando otros nuevos.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5651&Itemid=1
» Cáritas Brasileira e CNBB lançam campanha "SOS Sudeste"
A Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
lançaram na última quinta-feira (13), a campanha "SOS Sudeste". A iniciativa
visa despertar na população a solidariedade, incentivando doações financeiras de
todo o Brasil para amparar as vítimas das enchentes no Sudeste do país.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5676&Itemid=1
» Governo nomeará em fevereiro grupo para criar política nacional de resíduos
sólidos
Fonte: Agência Brasil
O governo federal tem até junho para elaborar proposta do Plano Nacional de
Resíduos Sólidos que inclua metas de redução, reutilização, reciclagem de
resíduos, aproveitamento energético e extinção de depósitos de lixo a céu
aberto. O plano será elaborado por grupo de técnicos e dirigentes de 12
ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Segundo o MMA, a nomeação do grupo interministerial sairá até fevereiro, mesma
época da instalação do comitê orientador para a implantação dos sistemas de
logística reversa - formado pelos ministros do Meio Ambiente, da Saúde, Fazenda,
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Agricultura.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5655&Itemid=1
» Belo Monte não é o Problema. É uma consequência!
Por Alan Boccato
Novamente movimentos sociais, ongŽs ambientalistas, formadores de opinião, redes
sociais, organizadores de petições on-line e outros setores da sociedade
levantam-se para protestar contra o Complexo Hidroelétrico de Belo Monte que
será implementado no rio Xingú. Repete-se assim o que já se tornou rotina no
Brasil: se mobilizar ao redor de consequências e não atacar as causas que tornam
necessários esses grandes empreendimentos altamente destruidores do ambiente e
da sociedade.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5678&Itemid=1
» Lista suja"do trabalho escravo inclui 88 novos empregadores; confira os nomes
Fonte: http://www.cartacapital.com.br
Empresas do setor sucroalcooleiro como a Elcana Goiás Usina de Álcool e a Usina
Fortaleza de Açúcar entraram na "lista suja" do trabalho escravo pela primeira
vez. A Energética do Cerrado Açúcar e Álcool retorna após a queda de uma liminar
judicial que a mantinha fora da lista. As três são de Goiás, pólo de expansão da
cana no país. Fiscais do grupo móvel do governo federal encontraram, no final de
agosto de 2009, trabalhadores em condições análogas à de escravidão no desmate
de áreas para a construção da Usina Hidrelétrica Salto do Rio Verdinho. A Lima &
Cerávolo era prestadora de serviço terceirizado de supressão vegetal à Rio
Verdinho Energia S/A (administrada pela Votorantim Energia). A obra no Sul de
Goiás, entre os municípios de Caçu e Itarumã, faz parte do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5654&Itemid=1
» Desastre no Rio é o maior da história do país. Saiba como ajudar as vítimas
Fonte: Redação Carta Capital (Com informações da Agência Brasil)
A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro já é a maior da história do
Brasil. O número de mortos pelas enxurradas e deslizamentos de terra chegou a
509 na manhã desta sexta-feira 14, mas a Defesa Civil não consegue calcular
quantas pessoas ainda estão soterradas nas diversas cidades da região atingidas
pelo temporal.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5661&Itemid=1
» Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo se mobiliza para aprovar
a PEC 438/01
Fonte: Blog Ecodebate
Frente quer aprovar confisco de terras onde há trabalho escravo
Antes do início da nova legislatura, a Frente Nacional pela Erradicação do
Trabalho Escravo já se mobiliza para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição
438/01, que permite o confisco de terras em que houver trabalho escravo.
Em sua primeira reunião do ano, a Frente definiu uma programação de atos,
seminários e mobilizações a serem realizadas de 28 de janeiro a 3 de fevereiro,
durante a Segunda Semana Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5689&Itemid=1
» SP: as chuvas e as opções equivocadas de política de mobilidade
Fonte: Blog da Raquel Rolnik
Assim como as chuvas, as opções equivocadas de política de mobilidade se repetem
a cada ano em São Paulo. Até quando?
As fortes chuvas que atingem São Paulo desde a noite de ontem já causaram mais
de 120 pontos de alagamento na cidade segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de
Emergências) da prefeitura.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5662&Itemid=1
» Fórum de Pescadores e Aquicultores aponta os desafios do setor baiano durante
reunião com Ministra
Desenvolvimento da aquicultura, pesca industrial e valorização da pesca
artesanal foram definidos como prioridades
O licenciamento das águas públicas para produção de pescado em cativeiro
(aquicultura) foi a principal preocupação levantada pelos pescadores e
aquicultores da Bahia durante reunião com a Ministra da Pesca e Aquicultura,
Ideli Salvatti. O encontro com o Fórum da Pesca, que reúne 116 entidades desse
setor produtivo baiano, aconteceu na sede da Superintendência do Banco do
Brasil, nesta sexta-feira (21), em Salvador.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5696&Itemid=1
» Desastre Amazonico
Por Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz
O Presidente do IBAMA se demitiu ontem sob forte pressão para permitir a
construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar
uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas. Proteja a Amazônia
seus povos e suas espécies -- assine a petição para Presidente Dilma contra a
barragem e pedindo eficiência energética:
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5663&Itemid=1
» Porto Velho inicia projeto de sítio ecológico com 30 famílias
Fonte: Rondonia Digital
O seminário "Projeto sitio ecológico", ocorrido na noite de sexta-feira, 21/01,
no auditório do Sebrae, em Porto Velho, reuniu chacareiros, produtores rurais e
artesãos. Fizeram parte da mesa de discursos o secretário municipal de
Agricultura, José Wildes, o presidente do sindicato dos trabalhadores da
agricultura familiar de Porto Velho, Pedro Bordallo, a representante da
Associação de Desenvolvimento da Agroecologia e Economia Solidária da Amazônia
Ocidental - Ada Açaí -, Iluska Lobo Braga, e representando os produtores rurais
e famílias chacareiras, seu Didi e o ecologista acreano Moisés Matias que vem
difundindo por toda a Amazônia a proposta do sítio ecológico. O evento contou
ainda com a participação da coordenadora de políticas públicas para as mulheres,
Mara Regina.
Antes da apresentação do projeto, o secretário municipal de Agricultura, José
Wildes, agradeceu a presença dos chacareiros, que em breve, segundo ele, serão
os grandes beneficiados com o projeto. Wildes destacou a importância de ações
que levam ao desenvolvimento da agricultura familiar, difusão da economia
solidária e aproveitamento da terra de forma sustentável sem agressão ao meio
ambiente. "Este projeto -sitio ecológico- visa exatamente isto e queremos apoiar
o desenvolvimento dele em nossa região chacareira. Os sítios ecológicos, se
tiverem o apoio necessário e as ferramentas adequadas, podem proporcionar renda
familiar e a diminuição do êxodo rural. Se as famílias rurais puderem produzir
seus próprios alimentos e criações, como também a partir da orientação adequada
despertar para a cultura que podem desenvolver em sua área rural, permanecerão
ali mesmo, tendo uma vida mais saudável, no lugar de origem, sem precisar ir
para a cidade", discursou o secretário. O presidente do sindicato dos
trabalhadores da agricultura familiar de Porto Velho, Pedro Bordallo,
parabenizou a iniciativa e o projeto que vem para incrementar ainda mais as
atividades no campo.
A representante da Ada Açaí enfatizou que o sítio ecológico é uma ação que está
sendo realizada em toda a Amazônia e que tem garantido o desenvolvimento da
agroecologia e da economia solidária. "O Sitio ecológico é uma opção de
desenvolvimento sustentável, traz uma vivência mais saudável e harmoniosa e
ainda a preservação de plantas e árvores nativas", disse.
O sítio Ecológico
O acreano Moisés Matias, que reside atualmente no estado do Maranhão, implantou
há 10 anos seu primeiro sítio ecológico. Ele foi o palestrante convidado para
falar sobre o projeto, que para ele, foi o melhor investimento que fez na vida.
"O sitio ecológico nos ensina muitas coisas. Uma delas é a importância de
cuidarmos melhor da nossa saúde. Eu era uma pessoa totalmente estressada e hoje
tenho um lugar de muita paz, onde posso cultivar alimentos saudáveis, ter
contato com a natureza, ter minhas pequenas criações, viver longe dos
agrotóxicos e dos alimentos cheios de hormônios e conservantes. Quando você
entende a importância de investir numa área, por menor que seja, e cuidar mais
do que está a sua volta e começa a perceber o retorno que isto traz, você não
quer mais parar. Então começa a cuidar das plantas, das arvores, incrementar
ainda mais o lugar com outras espécies e criações, e daí por diante tem um
espaço todo seu e que além da vida mais saudável, com o devido apoio pode levar
benefícios a outras pessoas, como por exemplo, cultivando frutas e hortaliças
sem agrotóxicos e permitindo que cheguem à mesa das comunidades próximas", disse
o ecologista.
Matias mostrou fotos e vídeos de seu sitio Panakui (panã= cesto. Kui= pequeno),
em São Luiz. Esclareceu como iniciou o projeto, das pesquisas que realizou, das
suas produções e do resultado. O ecologista que também é jornalista, relatou
sobre as experiências de outros sítios ecológicos e da proposta para Porto
Velho. Mostrou também os benefícios das pequenas indústrias e de que forma o
poder público poderia participar do projeto. "Temos excelentes artesãos,
cozinheiras, cultivadores, pessoas do campo que são verdadeiros artistas e
profundos conhecedores da terra e do que ela pode produzir. O que falta é
investimento para que estas pessoas possam incrementar as atividades que já
realizam e que possam fazer tudo isso no local que escolheram para viver, que é
o campo", relatou Luís.
Implantação
A implantação de sítios ecológicos já vinha sendo discutido pela Semagric,
segundo Wildes. "O projeto do sitio Pakanã, do ecologista, Moisés Matias, veio
como reforço para iniciarmos o projeto. Estaremos trabalhando inicialmente com
30 famílias, estudando qual a melhor cultura a ser desenvolvida, se é a de
hortaliças ou frutas, ou ainda criações, vamos desenvolver estudos para saber
qual o melhor gado para a região, e levar as técnicas adequadas e dar o apoio
necessário para que os sítios ecológicos também sejam uma realidade em Porto
Velho", destacou.
José Wildes falou ainda que a prefeitura já vem investindo em programas que tem
a mesma finalidade, "dar condições ao homem do campo para permanecer no campo" e
que este será mais um. "Hoje temos o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas
(Prade), que beneficia 850 produtores rurais, com a recuperação de áreas tomadas
pela capoeira, devido à falta de produção, e torna-as novamente produtivas, pois
a prefeitura além de limpar o lugar, corrige o solo com o serviço de gradagem e
incorporação do calcário. E ainda orienta sobre a melhor cultura para o local,
por meio das equipes técnicas e dá o apoio para o escoamento, em parceria com as
associações rurais. Temos também o Programa de Agroecologia Integrada e
Sustentável - Pais- que incentiva o produtor rural a produzir alimentos sem
agrotóxicos, realizando cursos de qualificação em horticultura e ainda incentivo
a criação de agroindústrias, com doação de máquinas de arroz, despopadeira, casa
de farinha e outras", completou.
Os participantes foram convidados para um dia vivência, no sitio do seu Didi, na
BR 364, sentindo Candeias do Jamari, um segundo momento do evento, para que os
participantes pudessem sentir como será o projeto. Por: Meiry Santos
» Projeto construindo desenvolvimento
Com o objetivo de debaterem, juntamente com os apicultores, cooperativas,
associações e produtores da Região do Cariri a cadeia produtiva do mel de
abelha, além de discutirem novas perspectivas para esse setor na região, e de
propiciarem mais um instrumento para a elaboração do Plano Territorial das
Cadeias Produtivas, uma das principais tendências ao desenvolvimento
sustentável, as autoridades do setor financeiro, governo estadual, governo
federal e municipal, foram reunidas, em Barbalha, com vários segmentos ligados à
agricultura, apicultura, associações comunitárias, sindicatos de trabalhadores
rurais da região, FETRAECE, EMATERCE, CENTEC, CEVETEC, FATEC, SEBRAE, Instituto
Agropolos, além das instituições financeiras como o Banco do Brasil e Banco do
Nordeste.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5704&Itemid=1
Oportunidades
» Chamada: Proteção da Mata Atlântica II
Fonte: http://www.rumo.com.br
A chamada vai té 18/02/11, do Fundo Brasileiro para a biodiversidade - FUNBIO.
Projeto PROTEÇÃO DA MATA ATLÂNTICA II - AFCoF II, co-financiado pela República
Federal da Alemanha por intermédio do KfW Chamada de projeto 05/2010
Responsável: Fundo Brasileiro para a Biodiversidade Rio de Janeiro, 22 de
dezembro de 2010.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5639&Itemid=1
» Chamada: Seleção de Artigos para publicação
Fonte: http://www.rumo.com.br
O prazo até 15/02/2011, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD).
Objetivo
O PNUD Brasil lança chamada para seleção de artigos para fazerem parte de uma
publicação, cujo intuito é apresentar uma perspectiva crítica na problematização
da questão da sustentabilidade ambiental, tendo como escopo o ODM 7 - Garantir a
Sustentabilidade Ambiental, metas 9, 10 e 11 e, nesse sentido, acompanhar o
cumprimento dessas metas nos âmbitos regional e local.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5640&Itemid=1
» Contratação de Técnico Socioambiental
Fonte: http://www.rumo.com.br
O prazo para envio de currículo vai até o dia 31/01/2011, da Associação de
Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção - ANSA
A região do Araguaia-Xingu está localizada no nordeste do estado de Mato Grosso,
em uma área "de transição" entre os biomas Cerrado e Amazônia. A região sofre
ainda com as consequências de um modelo de ocupação injusto que, orientado para
favorecer os interesses do grande latifúndio, ocasionou conflitos de terra,
pobreza, diminuição de povos indígenas e destruição ambiental. O projeto
socioambiental da ANSA é uma iniciativa que procura trabalhar a problemática
social, econômica e ambiental nas áreas rurais entorno a São Félix do Araguaia,
contribuindo na construção de alternativas de plantio, de produção e de vida
junto com as pessoas e comunidades que moram no campo.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5641&Itemid=1
» Contratação de consultor Banco de Sementes Comunitárias
Fonte: http://www.rumo.com.br
O envio de currículo é até 21/01/11, da Coordenação de
Agroecologia/CGDS/DEPROS/SDC/MAPA - MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E
ABASTECIMENTO, Coordenação de Agroecologia/CGDS/DEPROS/SDC/MAPA
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5642&Itemid=1
» Contratação de bolsista
Fonte: http://www.rumo.com.br
O prazo para envio de currículo é até 20/01/11, da Embrapa Amazônia Oriental e o
Museu Emílio Goeldi.
A Embrapa Amazônia Oriental e o Museu Emílio Goeldi abrem vaga para um
estagiário para colaborar no desenvolvimento do projeto "Sustentabilidade dos
usos da terra na Amazônia: uma investigação multidisciplinar"
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5643&Itemid=1
» Edital de seleção deprojetos para implantação do cartão C3
O Cartão c3 e a ONG EDUCOOP, instituição parceira e pioneira no fomento desta
iniciativa, torna público edital com o objetivo de selecionar 15 instituições
privadas, sem fins lucrativos para fomentarem ações de microfinanças através do
Cartão c3.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5648&Itemid=1
» Talentos do Brasil Rural: prazo para envio de propostas é prorrogado
Projeto vai apoiar 24 roteiros turísticos comercializados. As candidaturas
deverão ser feitas por uma instituição ou entidade representativa
Brasília, DF (05/01/2011) - Foi prorrogado para o dia 28 de janeiro o prazo para
envio de propostas de roteiros turísticos para serem trabalhados pelo Eixo
Serviços do projeto Talentos do Brasil Rural. A Chamada Pública pretende
selecionar 24 roteiros comercializados compostos por, no mínimo, 10% de
empreendimentos da agricultura familiar.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5653&Itemid=1
» Contratação de Agentes para o Brasil Local da Região Sul
Fonte: AVESOL
A AVESOL publica o processo seletivo para Agente de Desenvolvimento Local da
política pública Brasil Local. A contratação está prevista para os estados do
Rio grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O prazo para o envio de currículo é 31 de janeiro de 2011. O edital está
disponível no site do FBES: http://miud.in/lKK
» Edital de contratação de estagiário para o Faces do Brasil
O Faces do Brasil prorrogou o prazo para contratação de um(a) estagiário(a) para
a área de comunicação, o edital deste processo já se encontra publicado no site
do Faces: http://www.facesdobrasil.org.br/
Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail: adm em facesdobrasil.org.br
» Contratação de estagiário de nível médio
O Centro Público de Economia Solidária do Estado do Espírito Santos lança Edital
para estagiário de Nível Médio. Os interessados deverão enviar currículo até o
dia 25 de janeiro de 2011 para o e mail centropublicoes em gmail.com
O edital está disponível no site do FBES: http://miud.in/mDN
Artigos ou reflexões
» A economia solidária e a erradicação da miséria - Paul Singer
Fonte: Blog Brasil Autogestionario
Especial para o Blog Trabalho
As afirmações do Prof. Dagnino* (acesse http://miud.in/lZb) se referem ao
programa governamental de erradicação da miséria no Brasil. Ele sugere que para
o êxito do programa as compras públicas deveriam ser feitas de empreendimentos
de economia solidária porque "estarão gerando trabalho e renda em espaços onde a
tecnologia convencional - desenvolvida pelas empresas - é crescentemente incapaz
de fazê-lo."
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5665&Itemid=1
» O que está em jogo no Fórum Social Mundial 2011
As questões do Fórum Social Mundial de Dakar estão organizadas em três grandes
temas: a conjuntura global e a crise, a situação dos movimentos sociais e
cívicos e o processo do Fórum Social Mundial. O FSM Dakar também será o momento
para o debate sobre o caráter incompleto da descolonização e devir de uma nova
fase descolonização.
Por Gustave Massiah e Nathalie Péré-Marzano*, em Carta Maior
A situação global está marcada pelo aprofundamento da crise estrutural da
globalização capitalista. As quatro dimensões da crise (social, geopolítica,
ambiental e ideológica) serão abordadas em Dakar. A crise social será enfrentada
em particular sob os pontos de vista da desigualdade, da pobreza e da
discriminação, enquanto a crise geopolítica será discutida em particular da
perspectiva da guerra e do conflito, do acesso às matérias primas e da
emergência de novas potências.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5699&Itemid=1
» Forjando instrumentos para a construção de uma nova hegemonia
Por Luiz Carlos Fabbri*
São Paulo, 1o de janeiro de 2011
1. A débâcle do socialismo realmente existente, e do sistema que havia criado,
tornou o horizonte da esquerda e do PT repentinamente nebuloso e problemático.
Ficamos com medo da luta de classes e da sua desventurosa dialética. Sem o
socialismo, como farol visível e reconhecível, fomos caindo no pragmatismo
político e perdendo o sentido da construção histórica coletiva e persistente.
2. Embora o ideal socialista ainda precise ser reconstruído, nós não podemos
perder de vista alguns dos princípios estratégicos que dele fazem parte,
inexoravelmente. O desafio que a esquerda pode aceitar hoje não é o da criação
de um novo modelo, como ocorria nos primórdios da luta revolucionária e,
posteriormente, no interior do campo socialista. Pelo contrário, temos que
manter os olhos bem abertos e procurar apreender os processos de mudança em
curso, à luz de alguns atributos do socialismo que fazem parte de nosso legado
histórico.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5649&Itemid=1
» Revisão do Código Florestal pode legalizar área de risco e ampliar chance de
tragédia
Fonte: Ecodebate
As mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal - pensadas
para o ambiente rural e florestas- ampliam as ocupações de áreas sujeitas a
tragédias em zonas urbanas.
A reportagem é de Vanessa Correa e Evandro Spinelli e publicada pelo jornal
Folha de S. Paulo, 16-01-2011.
O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como
áreas de preservação permanente e libera a construção de habitações em encostas.
Locais como esses foram os mais afetados por deslizamentos de terra na semana
passada na região serrana do Rio, que mataram mais de cinco centenas de pessoas.
O projeto ainda reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o
que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal,
área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.
A legislação atual proíbe a ocupação em áreas de encostas a partir de 45 de
inclinação, em topo de morro e 30 metros a partir das margens dos rios - a
distância varia de acordo com a largura do rio.
A proposta já foi aprovada por uma comissão especial e deve ser votada pelo
plenário da Câmara em março. Se aprovada, vai para o Senado.
Para que serve
Nos morros, o objetivo da lei atual é preservar a vegetação natural, que aumenta
a resistência das encostas e reduz deslizamentos de terra.
Nas margens dos cursos d"água - rios, córregos, riachos, ribeirões etc.-, a área
reservada visa preservar as várzeas, espaços onde os alagamentos são naturais
nas épocas das chuvas fortes.
Boa parte da legislação não é cumprida, principalmente nas cidades. Mas as
prefeituras, responsáveis por fiscalizar as regras e impedir a ocupação dessas
áreas, têm os dispositivos à disposição.
Mesmo que a ocupação irregular ocorra, os limites atuais facilitam a remoção sem
necessidade, por exemplo, de desapropriação de terras, afirma Marcio Ackermann,
geógrafo e consultor ambiental, autor do livro "A Cidade e o Código Florestal".
Ele diz que as áreas de preservação permanente previstas no Código Florestal
coincidem, na maioria, com as áreas de risco de ocupações.
Ackermann cita como exemplo os locais onde morreram pessoas na semana passada em
Mauá (Grande SP), e Capão Redondo (zona sul de SP). O mesmo ocorre, diz, na
maioria dos locais atingidos pelos deslizamentos na região serrana do Rio.
Críticas
O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, critica as mudanças. "O
que ocorreu no Rio - [já] tinha acontecido antes em Santa Catarina e outras
áreas - mostra um pouco onde leva essa ocupação desordenada das margens de rios
e das encostas. Eu acho que isso mostra a irresponsabilidade dessa proposta",
diz.
O relator do projeto de revisão do Código Florestal, deputado federal Aldo
Rebelo (PC do B-SP), nega mudança nas regras de ocupação das cidades, embora o
texto fale, com todas as letras, sobre regularização fundiária em áreas urbanas
consolidadas.
Rebelo critica Minc, de quem é desafeto. "Não é por acaso que acontece essa
tragédia no Rio, é por causa de secretários incompetentes e omissos como Carlos
Minc."
(Ecodebate, 17/01/2011) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do
EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, em São Leopoldo, RS.]
» Tragédia na região serrana do Rio deve acirrar discussões sobre "revisão" do
Código Florestal
Fonte: Blog Ecodebate
Assim que a Câmara dos Deputados retomar os trabalhos legislativos a partir do
início de fevereiro, ruralistas e ambientalistas terão que encontrar um ponto
comum que viabilize a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro. A matéria
está pronta para ir à votação em plenário. Essa é a opinião do deputado Ricardo
Berzoini (PT-SP) que praticamente resume a situação de um dos assuntos mais
polêmicos hoje na pauta do Congresso Nacional.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5679&Itemid=1
» Nova crise alimentar e produção de alimentos?
Fonte: Blog Ecodebate, por Milton César Gerhardt
Em meio à notícia publicada no dia 14/01/11, tendo como manchete "os sintomas de
uma nova crise alimentar mundial", neste artigo são refletidas algumas
considerações que ajudem a pensar a temática da falta e da produção de
alimentos. Como podemos entender a falta de alimentos com tantas tecnologias
disponíveis em pleno século XXI?
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5709&Itemid=1
» MPF/PA: condicionantes para autorizar Belo Monte não foram cumpridas
Fonte:Blog Ecodebate, por Ministério Público Federal no Pará
Procuradores vão analisar Licença emitida ontem pelo Ibama, mas em vistoria de
dezembro já constataram que a região não foi preparada para os impactos da obra
O Ministério Público Federal ainda não teve acesso ao documento integral em que
o Ibama autorizou, hoje, o início das obras da hidrelétrica de Belo Monte. A
hipótese de uma nova ação judicial, no entanto, não está descartada, já que os
procuradores que acompanham o caso haviam recomendado expressamente ao Ibama
para evitar fragmentação das licenças na tentativa de apressar o licenciamento.
A recomendação, emitida em novembro do ano passado, dizia ao então presidente do
Instituto para se abster de "emitir qualquer licença, em especial a de
Instalação, prévia ou definitiva, do empreendimento denominado AHE Belo Monte,
enquanto as questões relativas às condicionantes da Licença Prévia 342/2010 não
forem definitivamente resolvidas de acordo com o previsto".
Após a recomendação, em dezembro, técnicos do MPF foram até o local onde deve
ser construído o canteiro de obras e constataram que as condicionantes exigidas
pela Licença Prévia não foram cumpridas. "Até agora, a maioria das
condicionantes encontra-se, se não no marco zero, muito aquém do previsto",
disseram os procuradores.
"Precisamos ainda avaliar o teor dessa permissão. Mas é fato que, ao conceder
licença para a instalação física da obra sem o cumprimento das condicionantes o
Ibama está colocando a região em alto risco social e ambiental. Não houve
nenhuma preparação estrutural para receber operários e máquinas e, muito menos,
para a população que será atraída pelo empreendimento, sem chance de ser
aproveitadas na obra, direta ou indiretamente. Estamos muito preocupados com o
que pode acontecer", declarou hoje o procurador da República no Pará Ubiratan
Cazetta ao saber da concessão da licença.
Existem estimativas extra-oficiais de que o simples anúncio da obra em 2010 já
atraiu cerca de 8 mil pessoas em busca de emprego para a cidade de Altamira, a
maior da região. A atração populacional pode causar um colapso nos já precários
sistemas de abastecimento, saneamento, saúde e educação.
É para evitar esse tipo de colapso que a legislação brasileira determina rigor
no rito de licenciamento ambiental: o empreendimento só é considerado viável se
cumprir uma série de condições e só após o cumprimento dessas condições é
concedida a permissão de instalação. No caso de Belo Monte, são 40
condicionantes impostas pelo próprio Ibama para que projeto tenha viabilidade
social e ambiental.
» Consumindo (nos)
Por Esther Vivas (Tradução: Paulo Marques)
Ano após ano se repete o mesmo ritual: chega o Natal e com ele os cânticos ao
consumo e a compra sem limites. Nos dizem que necessitamos mais para ser mais
felizes. Mas, isso é certo? Na realidade, e em um contexto de crise ecológica e
climática global, de transbordamento dos limites do planeta, de desperdício
coletivo, deveríamos repensar nosso modelo de consumo e avançar no sentido de
uma cultura de "melhor com menos", combatendo um consumo excessivo,
antiecológico, supérfluo e injusto, promovido pelo mesmo sistema capitalista.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5629&Itemid=1
» Avaliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
Por Vanessa Ramos, da Página do MST
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003, tem garantido a
comercialização de produtos agrícolas de assentados e pequenos agricultores, em
determinadas regiões brasileiras. Dessa forma, o governo federal busca
viabilizar o acesso a alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar e
nutricional.
O programa visa também contribuir para formação de estoques e permitir aos
agricultores familiares que armazenem seus produtos para que sejam
comercializados a preços considerados justos no mercado.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5650&Itemid=1
» O antropoceno: uma nova era geológica
Por Leonardo Boff
As crises clássicas conhecidas, como por exemplo a de 1929, afetaram
profundamente todas as sociedades. A crise atual é mais radical, pois está
atacando o nosso modus essendi: as bases da vida e de nossa civilização. Antes,
dava-se por descontado que a Terra estava aí, intacta e com recursos
inesgotáveis. Agora não podemos mais contar com a Terra sã e abundante em
recursos. Ela é finita, degradada e com febre não suportando mais um projeto
infinito de progresso.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5680&Itemid=1
» 'A crise capitalista também é uma crise de urbanização'. Entrevista com David
Harvey
Enquanto alguns especialistas se esforçam em mostrar que a crise atual é uma
crise das hipotecas subprimes ou a explosão de um capitalismo que se
financeirizou, David Harvey prefere falar de "crises urbanas", provocadas por
uma febre da construção "não importa de que". Autor de Breve história do
neoliberalismo, Harvey não só acusa à desregulação do setor financeiro como um
dos fatores que levaram ao descalabro atual, como adverte que a supremacia do
capital concentrado sobre as decisões políticas seguirá sendo um impedimento
para sair da crise. Em sua passagem por Buenos Aires, convidado pelo Cemop, o
geógrafo britânico dialogou com Cash sobre as transformações do mercado
imobiliário nas últimas décadas, a orientação que teve a inversão em
infraestrutura e a conseqüente "acumulação por espoliação". Frente a um modelo
que não é sustentável, Harvey propôs pensar "um novo tipo de urbanização".
A entrevista é de Natalia Aruguete e publicada no jornal Pagina/12, 16-01-2011.
A tradução é do Blog Boca do Mangue.
De sua perspectiva como geógrafo, que conexões encontra entre a urbanização e
esta crise?
Uma das coisas que gostaria de enfatizar é a relação entre urbanização e
formação da crise. Nas décadas de 50 e 60, o capitalismo se estabilizou com uma
forma de massiva suburbanização: estradas, carros, um estilo de vida. Uma das
perguntas é se são sustentáveis a longo prazo. No sul da Califórnia e da
Flórida, que são epicentros da crise, estamos vendo que este modelo de
suburbanização não serve mais. Alguns querem falar da crise do subprime, eu
quero falar das crises urbanas.
O que você acha das crises urbanas?
Na década de 80, pensava-se que o Japão era uma potencia e ele caiu nos anos 90
com a crise dos preços da terra. Desde então, não se recuperou mais. Também
existe uma preocupação nos Estados Unidos de que a crise imobiliária impeça a
recuperação, apesar das tentativas feitas. Outra questão é que a forma de uso
intensivo da energia requeria muitas extensões de terreno e criava um estilo de
vida de lugares dispersos. Isso está concebendo, justamente, um novo tipo de
urbanização. O que é surpreendente é que a China está copiando os Estados
Unidos, o que é muito bobo. Observa-se que não é sustentável em vista da crise
ambiental. Existe uma alta conexão entre desenvolvimento capitalista, crise
capitalista e urbaniazação.
Em que medida a transformação do mercado imobiliário influenciou na crise da
urbanização?
Onde as pessoas ricas puseram seu dinheiro nos últimos 30 anos? Até os anos 80,
por dinheiro na produção dava mais lucro do que investir no negócio imobiliário.
Daí em diante, começou a se pensar onde por o dinheiro para ter uma taxa de
retorno maior. Os mercados imobiliários e da terra são muito interessantes: se
eu invisto, o preço sobe, como o preço sobe, mais gente investe, então os preços
continuam subindo. Em meados da década de 70, em Manhattan (Nova York), podia-se
vender por 200 mil dólares um edifício que hoje custa milhões de dólares. Desde
então, houve bolhas de diferentes tipos, que se arrebentaram uma a uma. Os
mercados de ações enlouqueceram nos anos 90. Se você observar a participação dos
diferentes setores no produto interno bruto (PBI) dos Estados Unidos, em 1994, o
mercado acionário tinha uma participação de 50% no PBI. Em 2000 subiu para uns
120% e começou a cair com a "crise das pontocom". Enquanto que a participação do
mercado imobiliário no PBI começou a crescer e passou dos 90% a 130% no mesmo
período.
O que você acha da direção que tomou o investimento em infraestrutura nas
últimas décadas?
O capitalismo não pode funcionar sem sua infraestrutura típica: estradas, portos
e vias, edifícios e fábricas. A grande pergunta é como se constroem estas
infraestruturas e em que medida contribuem para a produtividade no futuro. Nos
Estados Unidos se fala muito de pontes que não vão a lugar algum. Existe
interesses muito grandes de lobbistas da construção que querem construir, não
importa o que. Podem corromper governos para fazer obras que não terão utilidade
nenhuma.
Um exemplo do que você descreve é o que aconteceu na Espanha, com o boom da
construção.
Uma parte da explicação da crise na Grécia e na Espanha pode estar ligada com os
investimentos em infraestrutura. A Grécia é também um caso típico, com os Jogos
Olímpicos, grandes obras de infraestrutura que agora não tem uso. Nos anos 50 e
60, a rede de estradas e autopistas, nos Estados Unidos, foi muito importante
para o melhoramento da produtividade. Algo similar se observa atualmente na
China, com estradas, ferrovias e novas cidades, que nos próximos anos terão um
alto impacto na produtividade.
Você acredita que a China está enfrentando a crise de forma diferente dos
Estados Unidos?
Tem melhores condições que outros países, sobretudo porque conta com grandes
reservas de divisas. Os Estados Unidos têm um grande déficit e a China, um
grande superávit. O outro problema nos Estados Unidos é político.
Quais são os fatores políticos que dificultam sair da crise?
Quem tenta construir obras de infraestrutura úteis é imediatamente acusado de
"socialista", que é o que está sofrendo Barack Obama. Na China isso não importa
porque têm outras condições políticas. O governo na China é autoritário e pode
por as coisas em seu devido lugar. No caso do Congresso norteamericano, está
dominado por grupos republicanos e democratas que dirigem os interesses
econômicos e as condições para tomar decisões são outras.
Segue-se uma diferença na relação entre o poder político e o poder econômico
nestes países.
Na China, por efeito da crise americana, a resposta foi fazer grandes projetos
de infraestrutura de imediato. Além disso, o governo centralizado da China tem
enorme poder sobre os bancos. Deu a ordem: "Concedam empréstimos aos governos
municipais para obras e para o setor privado que estavam executando-as". O
governo central dos Estados Unidos não pode fazer isso. Mantém-se dizendo aos
bancos:"Emprestem" e os bancos dizem: "Não". A China está crescendo a ritmos de
10% após a crise e os Estados Unidos está no chão.
Quais são as falhas institucionais que levaram a esta crise?
Desde a década de 70 houve uma idéia dominante de que a resposta era privatizar.
Existem muitas alternativas para que o setor público proporcione melhores
serviços do que o setor privado.
Você acha que esta opinião também entrou no sistema financeiro?
Nos Estados Unidos, na década de 30, os bancos de investimento estavam separados
dos bancos comerciais. Nos últimos anos se permitiu que se unissem. É um caso de
mudança de regulamentação, onde o Estado se retira do controle.
Como você avalia o tipo de regulação que se propuseram a implementar a partir da
crise?
Existe uma teoria chamada "captura regulamentar". Supõe por as galinhas para
serem controladas pelas raposas. Se você observa as formas de regulamentação
propostas até agora, verá que as raposas estão ganhando e isso acontece porque
as raposas controlam também o Congresso dos Estados Unidos.
Existem diferenças entre as políticas promovidas nos Estados Unidos e na Europa?
Sim, existem diferenças. Um dos temas que estou estudando é justamente as
diferenças que existem nos diferentes lugares. Por exemplo, na América Latina a
reação dos governos foi muito mais sensível à crise do que se observa nos
Estados Unidos e na Europa. Na Europa existe um grande conflito entre os países
maiores e menores. A Alemanha, que por razões históricas tem uma obsessão com o
tema da inflação, impõe o tema da austeridade. O triunfo de um governo
conservador na Inglaterra também fortalece a idéia de austeridade. Por isso, não
surpreende que a Europa esteja estagnada, enquanto a China está crescendo forte.
Que impacto têm as políticas de austeridade?
A austeridade é algo totalmente errôneo. Em primeiro lugar, pelas diferenças de
impacto entre classes sociais. Em geral, as classes mais baixas são as mais
prejudicadas. Além disso, as classes mais baixas, quando têm algum dinheiro,
gastam-no, enquanto que as classes altas o usam para gerar mais dinheiro e não
necessariamente para fazer coisas produtivas.
Por exemplo?
Muitos ricos dos Estados Unidos compraram terras na América Latina. Isto levou
ao aumento do preço da terra. No longo prazo, devemos pensar como o mundo pode
viver dentro de suas possibilidades. Isso não significa austeridade, mas uma
forma mais austera de viver, que não é o mesmo.
Em que se diferenciam?
Deveremos pensar sobre o que realmente precisamos para ter uma boa vida, pois
muitas das coisas que pensamos do consumo são uma loucura; é dilapidar recursos
naturais e humanos. Temos que pensar como fazemos no longo prazo para que 6
bilhões e 800 milhões de pessoas possam viver, ter moradia, saúde, alimento para
ter uma vida razoável e feliz.
( Ecodebate, 19/01/2011) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do
EcoDebate na socialização da informação.
[ IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, em São Leopoldo, RS.]
» Os desafios e as perspectivas dos bancos comunitários e da ecosol. Entrevista
especial Genauto Filho
Ainda que a economia solidária esteja presente cada vez mais na sociedade, sua
concepção ainda não é algo tão natural. Assim, como entender a influência desta
natureza econômica mais solidária e suas especificidades e projetos já em
expansão? A IHU On-Line aproveitou a presença do professor Genauto de França
Filho durante o Seminário: Assessoria e Formação na Economia Solidária: diálogo
entre alternativas para entrevistá-lo sobre os desafios e possibilidades da
economia solidária no país. "É a dimensão de autopolítica na economia solidária
que permite distingui-la da economia popular", diferencia ele no início da
entrevista, durante a qual falou também sobre as redes sociais de economia
solidária e os bancos comunitários.
O uso do marketing pela economia solidária e sobre a presença da competitividade
no setor também foram questões analisadas pelo sociólogo. "O marketing é um
conceito que, na minha avaliação, não se aplica à economia solidária. O
marketing significa mercado. O que se aproxima de uma ideia de marketing para a
economia solidária é uma educação para o consumo consciente ou para o consumo
ético", opinou.
Genauto de França Filho é graduado em Administração pela Universidade Federal da
Bahia, onde também fez o mestrado na mesma área. Na Université de Paris VII -
Université Denis Diderot realizou o doutorado em Sociologia. Atualmente, é
professor na UFBA.
Confira a entrevista.
IHU On-Line - Conceitualmente, como o senhor distingue a economia popular e
solidária?
Genauto de França Filho - Trabalhamos com uma distinção conceitual elaborada com
grande cuidado, já que grande parte das experiências com economia solidária tem
uma base de organização popular. A economia dos setores populares constitui,
literalmente, um oceano de experiências multifacetadas, incluindo um pouco de
tudo, como a informalidade na economia e as práticas individuais de ambulantes
em grandes cidades. São experiências que não se apóiam em práticas de
solidariedade para desenvolver atividades econômicas. A economia popular é
caracterizada por uma série de experiências e práticas que se apóiam em relações
de solidariedade e que acabam realizando as atividades econômicas como uma
espécie de extensão dessas práticas de solidariedade que constituem o cotidiano
da vida de muitas pessoas. E muitas dessas práticas de solidariedade têm origem
nas relações de parentesco, vizinhança, de proximidade de uma maneira geral.
Introduzimos um aspecto importante para tentar fazer essa distinção, já que a
economia popular tem uma base um tanto quanto precarizada no plano do direito.
Enquanto um trabalho, em boa parte das práticas da economia solidária também
existe uma base de relação econômica precária. Então como você distingue? A
questão é que a economia solidária introduz um componente político nas relações
de trabalho que está ausente na economia popular. É o fato de que, na economia
solidária, muitos empreendimentos de organização popular, e relativamente
precários na capacidade de gerar renda, estão articulados a um movimento mais
amplo, ou seja, participam de processos de auto-organização política.
É a dimensão de autopolítica na economia solidária que permite distingui-la da
economia popular. Claro que você pode contar também com uma série de outras
práticas na economia solidária que são muito mais robustas do ponto de vista da
escala e do tamanho. Então, ela é caracterizada por uma base popular, mas há uma
série de experiências que diversificam e ampliam, sobretudo aqui no Sudeste e no
Sul do Brasil, onde se têm grandes cooperativas de economia solidária. A
diferença está no processo de auto-organização política. A economia popular está
dispersa, fragmentada no território, pulverizada. Já a economia solidária está
constituída como uma espécie de movimento.
IHU On-Line - O que caracteriza as atuais formas de organização das redes
sociais de economia solidária?
Genauto de França Filho - Existem redes em diferentes níveis. Há aquelas de
empreendimentos, que é algo fundamental na economia solidária, como, por
exemplo, a em que participo, que é a Rede Brasileira de Bancos Comunitários.
Existem aquelas redes de comercialização transterritoriais, que ainda são pouco
desenvolvidas no Brasil e que têm enorme importância estratégica para o
fortalecimento da economia solidária. O exemplo mais conhecido e emblemático é a
Rede da Justa Trama [1]. As redes são o caminho estratégico para a economia
solidária representar uma alternativa efetiva de desenvolvimento no país. Porém,
essas experiências de redes ainda estão iniciando.
IHU On-Line - O Brasil já possui mais de 50 bancos comunitários. Como o senhor
vê o desenvolvimento deste segmento?
Genauto de França Filho - Os bancos comunitários têm sido alvos de uma espécie
de reconhecimento institucional extremamente significativo. Tanto as comunidades
têm impulsionado essas práticas quanto as instituições de diversos tipos, desde
financeiras como Banco Central e Banco do Brasil, passando por governos, veem os
bancos comunitários como uma instituição extremamente inovadora e eficiente para
gerar dinâmicas e fortalecimento econômico em território escuso. Por outro lado,
têm sido alvo de tentativas que visam se apropriar dessa prática sem o devido
reconhecimento da importância rede. Os bancos comunitários têm uma capacidade de
interlocução importante com as instituições. No entanto, as instituições
precisam ser capazes de perceber a importância dos bancos comunitários enquanto
movimento social. Estes não são apenas uma tecnologia social que pode ser
replicada sem a preocupação com o movimento que está por trás dando sustentação.
Os bancos privados funcionam dentro de uma lógica que não é a dos bancos
comunitários. Inclusive, isso acaba pondo uma dificuldade na relação. Grande
parte dos bancos comunitários não pode basear a sua sustentabilidade e
manutenção na receita suficiente para pagar todas as suas despesas. Isso não é
compreendido pelos bancos oficiais, que não conseguem enxergar, por exemplo, que
na dinâmica dos bancos comunitários existe um resultado em termos de utilidade
social que pode ser coberto ou financiado a partir de uma outra forma de
utilizar recursos que não é via comercialização de serviços.
Isso é importante de ser reconhecido porque faz parte de um outro debate sobre o
que é economia, o que é a democracia econômica em um território e o direito ao
crédito. Para nós, isto é o que há de mais importante e significativo nesta
relação. Os bancos oficiais não enxergam a capacidade que os bancos comunitários
têm de serem profundamente eficientes naquilo que fazem, ou seja, prestar um
serviço não público para a população que os bancos oficiais não conseguem
atingir porque não conseguem enxergar este público.
IHU On-Line - E como o marketing é utilizado pela economia solidária?
Genauto de França Filho - Há práticas de economia solidária que usam o marketing
tal como ele é usado nas empresas. É o caso de cooperativas que precisam
comercializar e estão tentando sobreviver dentro de uma dinâmica muito
semelhante a uma pequena ou média empresa. Desta forma, muitas vezes usam o
marketing para comunicar sobre seu produto ou serviço.
No entanto, o marketing é um conceito que, na minha avaliação, não se aplica à
economia solidária. O marketing significa mercado. O que se aproxima de uma
ideia de marketing para a economia solidária é uma educação para o consumo
consciente ou para o consumo ético. É por isso que uma das grandes iniciativas
no campo da economia solidária que teria a ver, em tese, com essa noção de
marketing no mundo capitalista, e que corresponderia sobre certo aspecto à noção
de fidelização de clientela na linguagem de mercado, são exatamente as formas de
certificação do comércio justo.
A lógica da economia solidária é constituir um comércio justo. Mas, para, isso
os consumidores precisam ser conscientes e precisam também agir eticamente. Uma
forma de estimular isso é criar modalidades de certificação que informam e
esclarecem sobre a origem daquele produto, em que condições ele foi fabricado. O
marketing, em princípio, não é uma coisa que se aplica à economia solidária, mas
pensar estratégias de comercialização não necessariamente no sentido de vender
mais, mas de educar a população, isso sim, passa pela questão do comércio justo.
Para mim, uma bela "estratégia de marketing", neste sentido, para a economia
solidária é você se articular em redes e constituir mercados negociados e
desenvolver relações com grupos de consumidores, é a forma de evitar até a
competição.
IHU On-Line - Nesse sentido, há competitividade dentro da economia solidária?
Como ela se manifesta?
Genauto de França Filho - Essa noção, em princípio, não é da natureza da
economia solidária. Porém, é evidente que competição existe em muitas
organizações de economia solidária que têm relações de mercado. Existe,
portanto, uma competição, mas ela é mais esclarecida eticamente. Uma das
dificuldades da economia solidária é perceber que é preciso sair do registro da
competição.
Isso porque às vezes parece que há uma certa resignação entre atores da própria
comunidade que dizem "mas nós vivemos dentro do marketing capitalista e nós não
podemos fazer nada, temos que competir". Quando, na verdade, você tem
estratégias de relação de cooperação que estão na vocação da economia solidária
e que vão justamente permitir não competir.
Então, a competição não faz parte da economia solidária, porque a natureza desta
economia é diferente. Já a economia capitalista não admite que produção e
consumo devam necessariamente estar afastadas e que a produção e consumo podem
estar rearrumadas, dentro de uma ideia de redes de consumidores.
IHU On-Line - Como os bancos comunitários interferem na economia local?
Genauto de França Filho - De maneira muito significativa. Eles influenciam
através do estímulo à constituição de um sistema de microcrédito local
solidário, na medida em que eles permitem acesso ao crédito para uma população
que não tem essa oportunidade. Os bancos comunitários injetam recursos em uma
espécie de microeconomia local através destes empréstimos e eles ainda são
capazes de fortalecer as economias locais a partir de uma perspectiva de
internalização de renda. Os bancos comunitários fortalecem a economia local
tanto no plano do consumo quanto do crédito para a produção e prestação de
serviços. Isso gera uma dinâmica impressionante.
IHU On-Line - Quais as singularidades dos bancos comunitários no universo das
microfinanças?
Genauto de França Filho - O que é mais fundamental é a dimensão de finanças de
proximidade. As microfinanças, diga-se de passagem, têm sido enxergadas, na
dinâmica do capitalismo contemporâneo, como uma espécie de nicho mercadológico
importante. Os bancos oficiais descobriram que têm um público que pode ser
explorado enquanto fatia de mercado que é público de baixa renda e, então,
começa a introduzir os microcréditos. No entanto, existem microcréditos que não
são microfinanças. São, na verdade, microcréditos para determinados segmentos da
população.
Assim, se nós simplesmente definirmos microfinanças a partir do montante de
crédito que circula, vamos ter uma visão de microfinança muito limitada. Se
analisarmos dessa forma, entenderemos a microfinança apenas como uma espécie de
finança capitalista de pequeníssimo monte. Porém, na verdade, a microfinança é
um universo heterogêneo de experiências.
E dentro desta heterogeneidade, sem dúvidas, as experiências que têm se
destacado são as de finanças solidárias e de proximidade. Nesse sentido, existem
duas grandes mobilidades que destacamos: os fundos rotativos solidários e os
bancos comunitários de desenvolvimento. Isso porque eles são capazes de fazer
circular uma renda de pequeníssima monta, introduzindo nessas situações relações
de mediação social que permita que as pessoas tenham um outro tipo de relação
com dinheiro. Assim, podemos começar a falar de uma outra lógica de circulação
econômica.
» O mito do agronegócio empresarial
O setor no Mato Grosso do Sul concentra muita terra, gera pouco emprego e
desperdiça recurso público. Confira mais uma análise da CPT MS sobre a produção
e as transformações da agropecuária no estado.
A Comissão Pastoral da Terra-Regional Mato Grosso do Sul (CPT/MS), em mais uma
análise que resgata o estudo da doutora Rosemeire Aparecida de Almeida, da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), apresenta a análise
comparativa das transformações na agropecuária entre a região Leste do MS e
Norte Central Paranaense. A pesquisa teve como referência os censos
agropecuários do IBGE de 1995/96 e 2006. A primeira parte da matéria resgatou
que, comparativamente, os pequenos estabelecimentos tiveram mais eficiência
produtiva que as grandes unidades de produção. Nesta parte fica demonstrada que,
comparando os dados de posse e uso da terra entre as duas regiões, a
concentração fundiária na região Leste bloqueia a geração de trabalho, renda e
riqueza.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5690&Itemid=1
» Desastre revela urgência da reforma urbana
Fonte Adital
Por Marcelo Semer *
Depois da tragédia, o Rio tem sido inundado de solidariedade, mas também de
desculpas esfarrapadas e atribuição de culpas para todos os lados. A chuva, o
povo, e, principalmente, os outros, são sempre estes que deixaram tudo isso
acontecer.
O país foi capaz de elaborar uma lei de responsabilidade fiscal, mas ainda não
uma de responsabilidade social.
Com fundo na política neoliberal de redução do Estado, pune-se o governante que
gasta muito - mas não o que gasta pouco ou o que gasta mal.
O abandono progressivo do Estado é visível no liberalismo que toma conta da
fiscalização da ocupação imobiliária. Parte significativa das regras existe
justamente para ser burlada ou contornada, às vezes com a própria anuência ou
estímulo do poder público.Não faz tempo, em São Paulo, criou-se a figura da
operação urbana, permitindo um acréscimo a ser pago pelo construtor para
ultrapassar o limite legal da edificação. Resumindo: pagando bem, que mal tem?
E o desvario do esvaziamento do Estado estava prestes a ser aprovado no
Congresso Nacional com o pomposo nome de Código Florestal, reduzindo a tutela
pública sobre a ocupação do solo.
Supõe-se que a idéia tenha naufragado com as enchentes. Quem se atreveria hoje a
anistiar ocupações irregulares, pela simples existência de um "fato consumado",
ou aumentar as áreas de construção em encostas, depois do desastre?
Quer se pense nas culpas, quer se pense nas soluções, o que falta é mais Estado
e não menos. Mais regulação e não menos. Mais gasto público e não menos. Tal
como as crises econômicas que têm se reproduzido mundo afora, as catástrofes
demonstram que a ausência do Estado é, disparado, o maior dos riscos sociais.
É essa a tragédia anunciada: quando o Estado se retira, se omite ou se vende, a
atividade predatória das especulações e o desespero dos excluídos fulmina a
natureza, o bom-senso e, principalmente, a prudência.
A inserção do Estado na solução dos problemas não pode se dar apenas no auxílio
à reparação dos danos, pois ainda que a conta possa demorar para chegar,
remediar é sempre mais dolorido e dispendioso do que prevenir.
Mas para prevenir, não adianta só firmar a impossibilidade de se construir ou
morar em certos lugares perigosos. É certo criticar quem mora onde não pode. Mas
quem não pode, mora onde?
O país abriu mão de fazer, décadas atrás, sua reforma agrária. Consolidou
gigantescos latifúndios e expandiu como nunca a população das cidades, com o
êxodo rural que a concentração da propriedade gerou. E agora, imprensado contra
o muro das cidades superpovoadas e da habitação inacessível, vai se negar também
a tocar a reforma urbana?
As cidades estão coalhadas de privilégios a quem deles não necessita. Clubes
privados construídos sobre terrenos públicos, obras particulares com recursos do
Estado, grandes áreas desabitadas e tantas outras cortesias com os chapéus do
povo.
Mas para a habitação popular, os recursos sempre minguam, nunca são suficientes.
Não estranha que os mais pobres acabem por morar em localidades irregulares, em
morros, em encostas, em represas, em mananciais, e até junto a linhas de trem.
A excessiva valorização dos terrenos nas cidades vai, paulatinamente, expulsando
os moradores de baixa renda para lugares inóspitos e insalubres. Ou o entulhar
de milhões de pessoas nos morros cariocas é algo que se deve achar normal? Se a
tragédia atingiu a região serrana, imagina-se o que aconteceria se se
reproduzisse na capital?
O Estado deve intervir urgentemente na urbanização das cidades, principalmente
privilegiando a habitação popular. Urbanizar moradias da população carente,
gigantesca nesse país, é muito mais importante do que construir estádios ou
abrir grandes avenidas.
Que as desgraças que sofremos neste começo de ano, não sirvam apenas para por à
prova a incúria das autoridades ou a imensa solidariedade do povo.
Que as águas levem junto com elas, a equivocada proposta de reformar o Código
Florestal, fragilizando a proteção da natureza, de acordo com os interesses da
especulação rural. E que tragam de volta a idéia de reforma urbana, sempre
cercada de preconceitos por todos os lados.
A reforma urbana é delicada, difícil, demorada e custosa. Mas sem ela, vamos
continuar assistindo a conseqüências devastadoras, que não poderão ser
atribuídas apenas ao mau humor do tempo.
A dimensão das perdas humanas no terremoto do ano passado no Haiti, já deveria
ter nos advertido: a natureza castiga, mas a desigualdade castiga muito mais.
* Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a
Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho"
(LTr)
» La soberanía alimentaria como alternativa
Epílogo del libro "Qué son los transgénicos" de Jorge Riechmann* - via Blog de
Esther Vivas
La globalización neoliberal, en su trayectoria por privatizar todos los ámbitos
de la vida, ha hecho lo mismo con la agricultura y los bienes naturales,
sometiendo al hambre y a la pobreza a una inmensa parte de la población mundial.
Hoy se calcula que en el mundo hay 925 millones de personas hambrientas, según
datos de la FAO, cuando, paradójicamente, se producen más alimentos que nunca en
la historia.
Como indica la organización internacional GRAIN, la producción de comida se ha
multiplicado por tres desde los años 60, mientras que la población mundial tan
sólo se ha duplicado desde entonces, pero los mecanismos de producción,
distribución y consumo, al servicio de los intereses privados, impiden a los más
pobres la obtención necesaria de alimentos.
El acceso, por parte del pequeño campesinado, a la tierra, al agua, a las
semillas no es un derecho garantizado. Los consumidores no sabemos de dónde
viene aquello que comemos, no podemos escoger consumir productos libres de
transgénicos. La cadena agroalimentaria se ha ido alargando progresivamente
alejando, cada vez más, producción y consumo, favoreciendo la apropiación de las
distintas etapas de la cadena por empresas agroindustriales, con la consiguiente
pérdida de autonomía de campesinos y consumidores.
Frente a este modelo dominante del agribusiness, donde la búsqueda del beneficio
económico se antepone a las necesidades alimentarias de las personas y al
respeto al medio ambiente, surge el paradigma alternativo de la soberanía
alimentaria. Una propuesta que reivindica el derecho de cada pueblo a definir
sus políticas agrícolas y alimentarias, a controlar su mercado doméstico,
impedir la entrada de productos excedentarios a través de mecanismos de dumping,
a promover una agricultura local, diversa, campesina y sostenible, que respete
el territorio, entendiendo el comercio internacional como un complemento a la
producción local. La soberanía alimentaria implica devolver el control de los
bienes naturales, como la tierra, el agua y las semillas, a las comunidades y
luchar contra la privatización de la vida.
Más allá de la seguridad alimentaria - Se trata de un concepto que va más allá
de la propuesta de seguridad alimentaria, defendida por la FAO a partir de los
años 70 con el objetivo de garantizar el derecho y el acceso a la alimentación a
toda la población. La seguridad alimentaria no representa un paradigma
alternativo al no cuestionar el actual modelo de producción, distribución y
consumo y ha sido, a menudo, desposeído de su significado original. La soberanía
alimentaria, por su parte, incluye esta propuesta, garantizar que todo el mundo
pueda comer, a la vez que se opone al sistema agroindustrial dominante y a las
políticas de las instituciones internacionales que le dan apoyo.
Alcanzar este objetivo requiere una estrategia de ruptura con las políticas
agrícolas neoliberales impuestas por la Organización Mundial del Comercio, el
Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional, que han erosionado la
soberanía alimentaria de los pueblos a partir de sus dictados de libre comercio,
planes de ajuste estructural, endeudamiento externo, etc. Frente a estas
políticas, hay que generar mecanismos de intervención y de regulación que
permitan estabilizar los precios, controlar las importaciones, establecer
cuotas, prohibir el dumping y en momentos de sobre-producción crear reservas
específicas para cuando estos alimentos escaseen. A nivel nacional, los países
tienen que ser soberanos a la hora de decidir su grado de autosuficiencia
productiva y priorizar la producción de comida para el consumo doméstico, sin
intervencionismos externos.
Pero, reivindicar la soberanía alimentaria no implica un retorno romántico al
pasado, sino que se trata de recuperar el conocimiento y las prácticas
tradicionales y combinarlas con las nuevas tecnologías y los nuevos saberes. No
debe consistir tampoco en un planteamiento localista, ni en una "mistificación
de lo pequeño" sino en repensar el sistema alimentario mundial para favorecer
formas democráticas de producción y distribución de alimentos.
Una perspectiva feminista - Avanzar en la construcción de alternativas al actual
modelo agrícola y alimentario implica incorporar una perspectiva de género. Se
trata de reconocer el papel que las mujeres tienen en el cultivo y la
comercialización de aquello que comemos. Entre un 60 y un 80% de la producción
de alimentos en los países del Sur, según datos de la FAO, recae en las mujeres.
Éstas son las principales productoras de cultivos básicos como el arroz, el
trigo y el maíz, que alimentan a las poblaciones más empobrecidas del Sur
global. Pero a pesar de su papel clave en la agricultura y en la alimentación,
ellas son, junto a los niños y niñas, las más afectadas por el hambre.
Las mujeres, en muchos países de África, Asia y América Latina enfrentan enormes
dificultades para acceder a la tierra, conseguir créditos, etc. Pero estos
problemas no sólo se dan en el Sur, en Europa muchas campesinas padecen una
total inseguridad jurídica, ya que la mayoría de ellas trabajan en explotaciones
familiares donde los derechos administrativos son propiedad exclusiva del
titular de la explotación y las mujeres, a pesar de trabajar en ella, no tienen
derecho a ayudas, a la plantación, a una cuota láctica, etc.
La soberanía alimentaria tiene que romper no sólo con un modelo agrícola
capitalista sino también con un sistema patriarcal, profundamente arraigado en
nuestra sociedad, que oprime y supedita a las mujeres. Una soberanía alimentaria
que no incluya una perspectiva feminista estará condenada al fracaso.
La Vía Campesina - El concepto de soberanía alimentaria fue propuesto por el
movimiento internacional de La Vía Campesina, que agrupa a unas 150
organizaciones campesinas de 56 países, en el año 1996 coincidiendo con la
Cumbre Mundial sobre la Alimentación de la FAO en Roma.
La Vía Campesina se constituyó en 1993, en los albores del movimiento
antiglobalización, y progresivamente se convertiría en una de las organizaciones
de referencia en la crítica a la globalización neoliberal. Su ascenso es la
expresión de la resistencia campesina al hundimiento del mundo rural, provocado
por las políticas neoliberales y la intensificación de las mismas con la
creación de la Organización Mundial del Comercio.
La membresía de La Vía es bastante heterogénea, en términos de procedencia
ideológica y de los sectores representados (sin tierra, pequeños campesinos),
pero todos coinciden en pertenecer a las franjas campesinas más golpeadas por el
avance de la globalización neoliberal. Uno de sus logros ha sido el de superar,
de forma bastante satisfactoria, la brecha entre los campesinos del Norte y del
Sur, articulando una resistencia conjunta al actual modelo de liberalización
económica.
Desde su creación, La Vía ha creado una identidad "campesina" politizada, ligada
a la tierra y a la producción de alimentos, construida en oposición al actual
modelo del agribusiness y en base a la defensa de la soberanía alimentaria. La
Vía encarna un nuevo tipo de "internacionalismo campesino" que podemos
conceptualizar como el "componente campesino" del nuevo internacionalismo de las
resistencias representado por el movimiento altermundialista.
Una opción viable - Uno de los argumentos que utilizan los detractores de la
soberanía alimentaria es que la agricultura ecológica es incapaz de alimentar al
mundo. Pero contrariamente a este discurso, varios estudios demuestran que tal
afirmación es falsa. Así lo constatan los resultados de una exhaustiva consulta
internacional impulsada por el Banco Mundial en partenariado con la FAO, el
PNUD, la UNESCO, representantes de gobiernos, instituciones privadas,
científicas, sociales, etc., diseñado como un modelo de consultoría híbrida, que
involucró a más de 400 científicos y expertos en alimentación y desarrollo rural
durante cuatro años.
Es interesante observar como, a pesar de que el informe tenía detrás a estas
instituciones, concluía que la producción agroecológica proveía de ingresos
alimentarios y monetarios a los más pobres, a la vez que generaba excedentes
para el mercado, siendo mejor garante de la seguridad alimentaria que la
producción transgénica. El informe del IAASTD, publicado a principios del 2009,
apostaba por la producción local, campesina y familiar y por la redistribución
de las tierras a manos de las comunidades rurales. El informe fue rechazado por
el agribusiness y archivado por el Banco Mundial, aunque 61 gobiernos lo
aprobaron discretamente, a excepción de Estados Unidos, Canadá y Australia,
entre otros.
En la misma línea, se posicionaba un estudio de la Universidad de Michigan,
publicado en junio del 2007 por la revista Journal Renewable Agriculture and
Food Systems, que comparaba la producción agrícola convencional con la
ecológica. El informe concluía que las granjas agroecológicas eran altamente
productivas y capaces de garantizar la seguridad alimentaria en todo el planeta,
contrariamente a la producción agrícola industrializada y el libre comercio. Sus
conclusiones indicaban, incluso las estimaciones más conservadoras, que la
agricultura orgánica podía proveer al menos tanta comida de media como la que se
produce en la actualidad, aunque sus investigadores consideraban, como
estimación más realista, que la agricultura ecológica podía aumentar la
producción global de comida hasta un 50%.
Varios estudios demuestran como la producción campesina a pequeña escala puede
tener un alto rendimiento, a la vez que usa menos combustibles fósiles,
especialmente si los alimentos son comercializados local o regionalmente. En
consecuencia, invertir en la producción campesina familiar es la mejor opción
para luchar contra el cambio climático y acabar con la pobreza y el hambre,
garantizando el acceso a los bienes naturales, y más cuando Ÿ partes de las
personas más pobres del mundo son pequeños campesinos.
En el ámbito de la comercialización se ha demostrado fundamental, para romper
con el monopolio de la gran distribución, el apostar por circuitos cortos de
comercialización (mercados locales, venta directa, grupos y cooperativas de
consumo agroecológico), evitando intermediarios y estableciendo unas relaciones
cercanas entre productor y consumidor, basadas en la confianza y el conocimiento
mutuo, que nos conduzcan a una creciente solidaridad entre el campo y la ciudad.
En este sentido es necesario que las políticas públicas se hagan eco de las
demandas de estos movimientos sociales y apoyen un modelo agrícola local,
campesino, diversificado, orgánico y que se prohíban los transgénicos, se
promuevan bancos de tierras, una ley de producción artesana, un mundo rural vivo
En definitiva, una práctica política al servicio de los pueblos y del
ecosistema.
*Riechmann, J. (2011) Qué son los alimentos transgénicos. Barcelona. RBA libros
» Manifesto da Relatoria de Cidade sobre as tragédias das chuvas na região
Sudeste do Brasil
Por Orlando Alves dos Santos Junior, Relator do Direito Humano à Cidade
Nos últimos dias tem sido angustiante acompanhar na mídia nacional as notícias
das tragédias das chuvas e queda de encostas dos morros que tiraram a vida, até
o presente momento (10hs do dia 17 de janeiro de 2011) de nada mais nada menos
do que 635 pessoas, só na região de serrana do Estado do Rio de Janeiro,
soterradas pela água, lama e entulho.
Como resposta rápida a essa verdadeira catástrofe, o governo federal anunciou
que estará destinando a quantia de R$ 780 milhões para os atingidos pelas
chuvas, além de possibilitar o saque de parte do FGTS das vítimas dessas
enchurradas. De outro lado, no âmbito local, os poderes públicos municipais e
estadual limitam-se a utilizar a sua pouca estrutura para resgate e atendimento
emergencial das vítimas, contagem dos mortos, tentativa de restabelecimento de
um ou outro serviço público como luz e telefonia.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5708&Itemid=1
» Adesão e incentivo à economia solidária
Fonte: Jornal O Globo, artigo do leitor Thiago Edel
Muitos já perceberam que os resíduos que jogamos fora têm um grande valor e
podem movimentar uma economia solidária muito importante no combate à pobreza
mundial. A economia solidária objetiva a geração de renda num circuito de
excluídos sociais e desempregados, contando com a cooperação entre Estado,
sociedade e mercado. Com essa fórmula dando certo, teremos um razoável montante
de capital sendo redistribuído para pessoas de baixa e baixíssima renda.
Leia a íntegra em:
www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5638&Itemid=1
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Elaboração do boletim: Adriana Queiroz (adriana em fbes.org.br)
Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Economia Solidária
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