[ForumCoordenadorias] conversa com agressor parte II
Subsecretaria de Políticas para as Mulheres
spmulheresmarica em yahoo.com.br
Sexta Setembro 23 12:03:05 BRT 2011
Olá Companheiras,
Nós aqui no Centro de Referência da Mulher temos muito claro qual o Papel do CRAM: atendimento exclusivo à Mulher. No entanto, a dinâmica cotidiana, às vezes, nos impõe a tomada de decisões que não estão previstas na norma técnica dos CRAM's.
Por exemplo: num dia desses um homem chegou ao Centro de Referência solicitando ajuda porque a mulher o colocou para fora de casa acusando-a de problemas psiquiátricos. Nós o informamos do Papel do CRAM, o orientamos a procurar o CRAS e solicitamos que ele nos passasse o telefone para fazermos contato com a mulher. Como suspeitamos, a mulher nos informou que ele abandonou o lar, deixando-a com as contas p/ pagar e sem dinheiro (já que ela não trabalha por impedimento dele), agendamos, então, uma visita domiciliar (conforme ela preferiu e a psicóloga logo avaliou que os problemas psiquiátricos advinham dele, haja vista que o mesmo apareceu em casa no momento da visita). O encaminhamento dado foi assitir a mulher e encaminhá-lo para a subsecretaria da pessoa idosa (pois ele tem idade compatível para tal) para que este Órgão possa encaminhá-lo ao CAPS.
Num outro caso, a mulher foi expulsa de casa (que ñ pertence a nenhum dos dois - pois ambos trabalham de caseiros) já algum tempo, não tem intenção de retornar, só demanda reaver alguns bens móveis e solicitou nossa intermediação para isso. Avaliamos que poderíamos tentar contato telefônico com o homem no sentido de negociar a partilha. E o fizemos, sem sucesso. Encaminhamos a mulher à Defensoria Pública para que ela possa entrar na justiça solicitando partilha de bens, guarda dos filhos e pensão alimentícia - já que a mesma insiste em não registrar ocorrência.
Portanto, nosso entendimento é de que o CRAM atende exclusivamente Mulheres. Porém, temos de ter a sensibilidade de compreender as demandas de cada uma, respeitar os desejos delas (buscando, óbvio, mostrá-la os caminhos da superação da situação de violência), como também não podemos ser radicais e se negar absolutamente em receber esta primeira demanda masculina para q possamos encaminhar devidamente ou até mesmo chegar à Mulher - que realmente necessita dos nossos serviços.
Saudações Feministas!
Luciana Piredda
Subsecretaria de Políticas para as Mulheres/Maricá
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Enviadas: Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011 16:14
Assunto: [ForumCoordenadorias] conversa com agressor parte II
Querida colegas
Mais cedo, enviei um e-mail solicitando ajuda sobre como proceder quando a mulher solicita que nossa equipe chame seu marido/companheiro agressor para uma "conversa". Entendo que a Lei Maria da Penha prevê atendimento para o agressor e pretendemos sim criar grupos de atendimento especializado a eles aqui. O que me referi foi se devemos chamar este homem para uma conversa, ou seja, essa mulher nao quer denunciar, nao quer tomar atitude alguma, quer que nossa equipe resolva o problema por ela, entende? Talvez agora me fiz entender.
Ela quer que nós demos "um jeito", "um susto".
Aguardo
Débora
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