Re: [ForumCoordenadorias] Enc: Câncer de Mama - Exposição virtual A Mulher e o câncer de mama no Brasil e outras informações

Coordenadoria de Políticas Públicas da Mulher mulheres em dourados.ms.gov.br
Quinta Outubro 2 10:23:36 BRT 2014


Bom dia...
Gostaríamos de saber mais informações sobre as condições para receber a
exposição.
Primeiramente, gostaríamos de saber como são esses painéis, se são
eletrônicos, e qual a estrutura necessária para o seu funcionamento.
Outra questão seria saber se há a possibilidade de instalarmos a exposição
no espaço de um Shopping Center, pois já temos esses espaço reservado de 25
a 30 de novembro.
Atenciosamente.
Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres

Em 1 de outubro de 2014 12:34, Rurany Ester Silva <rurany.silva em spm.gov.br>
escreveu:

> Prezadas,
> Segue link com a exposição *A Mulher e o câncer de mama no Brasil*, com
> 21 painéis que buscam abordar aspectos históricos, médicos e culturais
> das mamas, com foco especial no câncer e nas ações para o seu controle no
> Brasil.
> Para que o INCA autorizar download da exposição, é necessário encaminhar
> solicitação para o e-mail *comunicacao em inca.gov.br <#148cc598302f32e1_>*,
> juntamente com o termo de responsabilidade anexo, devidamente preenchido e
> assinado.
>
> http://www.historiadocancer.coc.fiocruz.br/index.php/pt-br/imagens/controle-do-cancer-de-mama
> Segue, abaixo,  umas informações sobre o câncer de mama no Brasil. O
> material de divulgação esta sendo elaborado pelo INCA e o Ministério da
> Saúde, mas ainda não foi autorizado pelo tribunal Eleitoral, assim que for
> liberado será enviado para vocês.
> AT - Rurany
>
> Rurany Ester Silva
>
> Coordenadora Geral de Saúde
>
> Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas Secretaria de
> Políticas para as Mulheres Presidência da República
>
> Setor de Clubes Esportivo Sul Trecho 02 - Lote 22 – CCBB - Ed. Tancredo
> Neves, 1º andar, sala 23 e 25  CEP: 70200-002 Brasília/DF - Brasil
>
> (61) 3313.7071
>
> rurany.silva em spm.gov.br
>
> www.spm.gov.br
>
> *Outubro Rosa* é uma campanha de conscientização realizada por diversos
> entes no mês de outubro dirigida a sociedade e às mulheres sobre a
> importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
>
> O Outubro Rosa surgiu como um movimento popular e atualmente tem adesão e
> reconhecimento internacional. O nome remete à cor do laço rosa que
> simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a
> participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos
> Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao
> câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a
> aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional
> (americano) de prevenção do câncer de mama.
>
> O movimento Outubro Rosa, que ganha adesões a cada ano, chegou ao Brasil
> em 2008. O câncer que mais afeta a mulher brasileira é o de mama, conforme
> dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
>
>
> O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos
> distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas
> manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e
> consequentes diferenças nas respostas terapêuticas.
>
> O espectro de anormalidades proliferativas nos lóbulos e ductos da mama
> inclui hiperplasia, hiperplasia atípica, carcinoma in situ e carcinoma
> invasivo. Dentre esses últimos, o carcinoma ductal infiltrante é o tipo
> histológico mais comum e compreende entre 80 e 90% do total de casos.
>
> O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo,
> geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de
> consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de
> mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea;
> dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e
> secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A
> secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada
> ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir
> linfonodos palpáveis na axila.
>
> Na medida em que as ações de rastreamento do câncer de mama forem
> expandidas na população-alvo, espera-se que a apresentação da doença seja
> cada vez mais por imagem e menos por sintoma, ampliando-se as
> possibilidades de intervenção conservadora e prognóstico favorável.
> Destaca-se, no entanto, que mesmo nos países com rastreamento bem
> organizado e boa cobertura, aproximadamente metade dos casos são detectados
> em fase sintomática, o que aponta a necessidade de valorização do
> diagnóstico precoce.
>
>
>
> *Magnitude *
>
> O câncer de mama é o mais incidente em mulheres, excetuando-se os casos de
> pele não melanoma, representando 25% do total de casos de câncer no mundo
> em 2012, com aproximadamente 1,7 milhão de casos novos naquele ano. É a
> quinta causa de morte por câncer em geral (522.000 óbitos) e a causa mais
> frequente de morte por câncer em mulheres [1].
>
>
>
> No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama
> também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, exceto na região
> Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a primeira posição. Para o ano
> de 2014 foram estimados 57.120 casos novos, que representam uma taxa de
> incidência de 56,1 casos por 100.000 mulheres [2].
>
>
>
> A taxa de mortalidade por câncer de mama ajustada pela população mundial
> apresenta uma curva ascendente e representa a primeira causa de morte por
> câncer na população feminina brasileira, com 11,88 óbitos/100.000 mulheres
> em 2011 [3]. As regiões Sudeste e Sul são as que apresentam as maiores
> taxas, com 13,67 e 13,18 óbitos/100.000 mulheres em 2011, respectivamente.
>
> Como mostra a tabela a seguir, o Brasil apresenta valores intermediários
> no padrão de incidência e mortalidade por câncer de mama. Cabe destacar
> que, proporcionalmente, as diferenças entre as taxas de incidência e
> mortalidade nos países desenvolvidos são maiores, sugerindo maior alcance
> das ações de rastreamento em diagnosticar precocemente a doença e acesso
> aos avanços no tratamento.
>
> Taxas de incidência e mortalidade por câncer de mama, por 100.000
> mulheres, em países selecionados, 2012
>
> *Região\País*
>
> *Incidência*
>
> *Mortalidade*
>
> *Taxa Bruta*
>
> *Taxa Padronizada*
>
> *Taxa Bruta*
>
> *Taxa Padronizada*
>
> Finlândia
>
> 162,9
>
> 89,4
>
> 31,3
>
> 13,6
>
> Reino Unido
>
> 164,5
>
> 95,0
>
> 36,7
>
> 17,1
>
> Espanha
>
> 106,6
>
> 67,3
>
> 25,7
>
> 11,8
>
> Estados Unidos
>
> 145,6
>
> 92,9
>
> 27,5
>
> 14,9
>
> Canadá
>
> 134,1
>
> 79,8
>
> 28,2
>
> 13,9
>
> Austrália
>
> 128,0
>
> 86,0
>
> 25,7
>
> 14,0
>
> Japão
>
> 85,9
>
> 51,5
>
> 21,3
>
> 9,8
>
> Paraguai
>
> 37,1
>
> 43,8
>
> 13,0
>
> 15,6
>
> Bolívia
>
> 15,7
>
> 19,2
>
> 5,8
>
> 7,2
>
> Zâmbia
>
> 11,9
>
> 22,4
>
> 5,9
>
> 1,1
>
> *Brasil **
>
> 66,8
>
> 59,5
>
> 16,3
>
> 14,3
>
> *Brasil *(dados oficiais) **
>
> 56,1
>
> -
>
> 13,5
>
> 11,9
>
> Fonte: GloboCan. IARC (WHO), 2012 * Os dados do Globocan são diferentes
> dos dados das fontes nacionais por diferenças metodológicas no cálculo das
> taxas.
>
> ** Referem-se à estimativa de incidência para 2014/2015 (INCA, 2013) e à
> taxa de mortalidade do ano de 2011 (Sistema de Informação sobre
> Mortalidade/Ministério da Saúde).
>
>
> Na mortalidade proporcional por câncer em mulheres, em 2011, os óbitos por
> câncer de mama ocupam o primeiro lugar no país, representando 15,7% do
> total de óbitos. Esse padrão é semelhante para as regiões brasileiras, com
> exceção da região Norte, onde os óbitos por câncer de mama ocupam o segundo
> lugar, com 12,5%. Neste ano, os maiores percentuais na mortalidade
> proporcional por câncer de mama foram os do Sudeste (16,7%) e Centro-Oeste
> (15,6%), seguidos pelos Sul (15,3%) e Nordeste (14,5%)  [5].
>
> A incidência do câncer de mama tende a crescer progressivamente a partir
> dos 40 anos , com exceção de países da Ãsia [4]. A mortalidade também
> aumenta progressivamente com a idade, conforme dados para o Brasil
> apresentados a seguir [5]. Na população feminina abaixo de 40 anos, ocorrem
> menos de 20 óbitos a cada 100 mil mulheres, enquanto na faixa etária a
> partir de 60 anos o risco é mais do que o dobro.
>
>
> Taxas de mortalidade por câncer de mama feminina, específicas por faixas
> etárias, por 100.000 mulheres. Brasil, 1980 – 2011
>
>  [image:
> http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/47f119804eb691ae83a293f11fae00ee/1/graf+mort+ca+mama+faixa+et%C3%A1ria.JPG?MOD=AJPERES]
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> *Neoplasias*
>
>
>
> Taxa de incidência anual de neoplasias malignas específicas em mulheres,
> por 100.000 habitantes, por Grandes Regiões e segundo os tipos de
> neoplasias – Brasil, 2012-2013
>
>
>
> Tipos de neoplasias
>  Brasil
>
> Norte
>
> Nordeste
>
> Sudeste
>
> Sul
>
> Centro-Oeste
>
>   Pulmão, traquéia e brônquios
>
> *10,1*
>
> 5,1
>
> 5,6
>
> 11,2
>
> 18,6
>
> 9,1
>
>
>   Esôfago
>
> *2,7*
>
> 0,6
>
> 1,7
>
> 2,9
>
> 5,1
>
> 2,1
>
>
>   Estômago
>
> *7,4*
>
> 5,8
>
> 5,6
>
> 8,7
>
> 8,4
>
> 6,8
>
>
>   Cólon, junção retossigmóide, reto e ânus
>
> *15,9*
>
> 4,9
>
> 6,7
>
> 23,0
>
> 19,8
>
> 14,7
>
>
>   Mama
>
> *52,5*
>
> 19,4
>
> 31,9
>
> 68,9
>
> 64,8
>
> 47,6
>
>
>   Colo do útero
>
> *17,5*
>
> 23,6
>
> 17,9
>
> 15,5
>
> 13,9
>
> 27,7
>
>
>   Lábio e cavidade oral
>
> *4,2*
>
> 1,9
>
> 3,2
>
> 5,8
>
> 3,0
>
> 3,2
>
>
>   Melanoma maligno da pele
>
> *3,1*
>
> 0,6
>
> 1,0
>
> 4,1
>
> 5,6
>
> 2,6
>
>
>   Outras neoplasias malignas da pele
>
> *71,3*
>
> 43,0
>
> 41,9
>
> 90,9
>
> 68,0
>
> 108,6
>
>
>
>
> Fonte: Ministério da Saúde/Instituto Nacional do Câncer – INCA. Brasília-DF,
> 2012-2013.
>
> Notas: As estimativas do INCA atualmente são feitas a cada 2 anos, em
> função da estabilidade da ocorrência, com pouca variação anual; portanto, a
> taxa de incidência calculada é anual e os valores apresentados na tabela
> são válidos para o ano de 2012 e para o ano de 2013.
>
>
>
>  Exames citopatológicos, cévico-vaginal e microflora, total e
> distribuição percentual, realizados segundo grupos de idade, por Grandes
> Regiões – 2013
>
>
>
> Grandes Regiões
>
> Total
>
> Distribuição (%)
>
> Menor de 14 anos
>
> 15 a 19 anos
>
> 20 a 34 anos
>
> 35 a 49 anos
>
> 50 anos ou mais
>
> *Total*
>
> *8.550.438*
>
> *0,4*
>
> *5,8*
>
> *33,1*
>
> *33,3*
>
> *27,4*
>
> Norte
>
> 454.349
>
> 0,4
>
> 6,2
>
> 40,3
>
> 33,2
>
> 19,9
>
> Nordeste
>
> 2.126.222
>
> 0,6
>
> 6,0
>
> 37,1
>
> 33,1
>
> 23,2
>
> Sudeste
>
> 4.010.160
>
> 0,4
>
> 5,6
>
> 31,1
>
> 33,1
>
> 29,8
>
> Sul
>
> 1.302.870
>
> 0,3
>
> 5,7
>
> 29,4
>
> 33,5
>
> 31,1
>
> Centro-Oeste
>
> 656.837
>
> 0,4
>
> 6,1
>
> 34,1
>
> 34,7
>
> 24,7
>
>
>
> Fonte: Ministério da Saúde/SISCOLO. Brasília-DF, 2013.
>
>
>
> – Exames de mamografia, total e distribuição percentual, realizados
> segundo grupos de idade, por Grandes Regiões – 2013
>
>
>
> Grandes Regiões
>
> Total
>
> Distribuição (%)
>
> 20 a 34 anos
>
> 35 a 49 anos
>
> 50 anos ou mais
>
> *Total*
>
> *2.222.412*
>
> *1,0*
>
> *39,8*
>
> *59,1*
>
> Norte
>
> 97.667
>
> 1,6
>
> 45,8
>
> 52,5
>
> Nordeste
>
> 529.642
>
> 0,6
>
> 40,8
>
> 58,5
>
> Sudeste
>
> 1.197.156
>
> 1,0
>
> 38,6
>
> 60,3
>
> Sul
>
> 249.216
>
> 1,4
>
> 40,0
>
> 58,5
>
> Centro-Oeste
>
> 148.731
>
> 1,3
>
> 42,1
>
> 56,5
>
>
>
> Fonte: Ministério da Saúde/SISMAMA. Brasília-DF, 2013.
>
> Nota: Os totais incluem 2.894 exames (0,1% do total) referentes aos exames
> realizados em meninas menores de 14 anos (307 exames), em meninas entre 15
> e 19 anos de idade (875 exames), além de 1.712 casos com informação
> inconsistente.
>
>
>
> – Taxa padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por
> 100.000 mulheres, segundo as Grandes Regiões – Brasil, 2012
>
>
>
> Grandes Regiões
>
> Câncer de mama
>
> Câncer de colo de útero
>
> *Brasil*
>
> *12,9*
>
> *5,0*
>
> Centro-Oeste
>
> 12,5
>
> 5,6
>
> Nordeste
>
> 10,6
>
> 6,3
>
> Norte
>
> 8,1
>
> 11,3
>
> Sudeste
>
> 14,2
>
> 3,7
>
> Sul
>
> 14,2
>
> 4,5
>
>
>
> Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre
> Mortalidade (SIM). Brasília-DF, 2012.
>
> Nota: Dados preliminares para 2012.
>
> – Taxa padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por
> 100.000 mulheres, segundo grupos de idade – Brasil, 2012
>
>
>
> Grupos de idade
>
> Câncer de mama
>
> Câncer de colo de útero
>
> 15 a 19 anos
>
> 0,0
>
> 0,1
>
> 20 a 24 anos
>
> 0,1
>
> 0,5
>
> 25 a 29 anos
>
> 0,8
>
> 1,5
>
> 30 a 39 anos
>
> 5,7
>
> 3,9
>
> 40 a 49 anos
>
> 17,5
>
> 8,3
>
> 50 a 59 anos
>
> 32,5
>
> 11,2
>
> 60 a 69 anos
>
> 45,3
>
> 15,5
>
> 70 anos ou mais
>
> 74,1
>
> 22,7
>
>
>
> Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre
> Mortalidade (SIM). Brasília-DF, 2012.
>
> Nota: As taxas de mortalidade de câncer de mama e colo do útero é igual a
> zero para as faixas etárias até 14 anos de idade. Para o cálculo das taxas
> foram utilizados os óbitos notificados ao SIM, sem redistribuição dos
> óbitos com causa mal definida nem correção da subnotificação. População
> padrão: 2010 – IBGE. Dados preliminares para 2012.
>
>
>
> – Taxa padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por
> 100.000 mulheres, segundo cor ou raça – Brasil, 2012
>
>
>
> Cor ou raça
>
> Câncer de mama
>
> Câncer de colo de útero
>
> Amarela
>
> 8,8
>
> 1,5
>
> Branca
>
> 13,4
>
> 3,8
>
> Indígena
>
> 3,3
>
> 5,7
>
> Parda
>
> 10,1
>
> 6,5
>
> Preta
>
> 13,3
>
> 5,4
>
>
>
> Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre
> Mortalidade (SIM). Brasília-DF, 2012.
>
> Nota: Para o cálculo das taxas foram utilizados os óbitos notificados ao
> SIM, sem redistribuição dos óbitos com causa mal definida nem correção da
> subnotificação. População padrão: 2010 – IBGE. Dados preliminares para 2012.
>
>
>
> *Promoção da Saúde*
>
>
>
> Ações que atuem sobre os determinantes sociais do processo saúde-doença e
> promovam qualidade de vida são fundamentais para a melhoria da saúde da
> população e o controle de doenças e agravos.
>
> Para o controle do câncer de mama, destaca-se a importância de ações
> intersetoriais que promovam acesso à informação e ampliem oportunidades
> para controle do peso corporal e a prática regular de atividade física. A
> redução das dificuldades de acesso aos serviços de saúde para o alcance da
> cobertura adequada da população-alvo no rastreamento é também componente
> estratégico que requer a qualificação contínua do Sistema Único de Saúde.
> O amplo acesso da população a informações claras, consistentes e
> culturalmente apropriadas deve ser uma iniciativa dos serviços de saúde em
> todos os níveis. O INCA desenvolve ações de informação e comunicação em
> saúde que servem de subsídio aos gestores para o planejamento das suas
> atividades. O folheto A Informação pode Salvar Vidas e o programa de rádio
> são exemplos.
>
>  Nos últimos anos, a Política Nacional de Promoção da Saúde no Brasil tem
> intensificado a atuação na perspectiva de promoção da qualidade de vida e
> ampliação das oportunidades para práticas saudáveis.
>
>  O câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e
> brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma.
> Políticas públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde
> meados dos anos 80 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em
> 1998. O controle do câncer de mama foi reafirmado como prioridade no *plano
> de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer,*
> lançado pela presidente da República, em 2011.
>
> As diretrizes aqui apresentadas atualizam a linha de cuidados e apontam o
> papel e as ações do INCA no controle do câncer de mama. O objetivo é
> oferecer aos gestores e aos profissionais de saúde subsídios para o avanço
> do planejamento das ações de controle deste câncer, no contexto da atenção
> integral à saúde da mulher e da Estratégia de Saúde da Família como
> coordenadora dos cuidados primários no Brasil.
>
>
>
>
>
> *Prevenção*
>
>
>
> A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos
> fatores de risco reconhecidos. Os fatores hereditários e os associados ao
> ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança,
> porém fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade pós-menopausa,
> sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal,
> são modificáveis. Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e
> atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher
> desenvolver câncer de mama.
>
>  Evidências científicas sobre a relação entre alimentos, nutrição,
> atividade física e prevenção de câncer
> <http://srvprt01.inca.local:10038/wps/PA_1_GJ1Q8I93009H70276RSLLA1000/jsp/html/doc.html>
>  podem ser consultadas no resumo traduzido para o português pelo INCA. O Sumário
> Executivo Políticas e Ações para Prevenção do Câncer no Brasil
> <http://srvprt01.inca.local:10038/wps/PA_1_GJ1Q8I93009H70276RSLLA1000/jsp/html/doc.html>
> dá continuidade à publicação anterior, apontando prioridades e perspectivas
> de ações para prevenção do câncer.
>
> O câncer de mama identificado em estágios iniciais, quando as lesões são
> menores de dois centímetros de diâmetro, apresenta prognóstico mais
> favorável e elevado percentual de cura.
>
> As estratégias para a detecção precoce são o diagnóstico precoce -
> abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas da doença -  e o rastreamento
> -  aplicação de teste ou exame numa população assintomática, aparentemente
> saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer e
> encaminhar as mulheres com resultados alterados para investigação e
> tratamento [1]. Em ambas estratégias, é fundamental que a mulher esteja bem
> informada e atenta a possíveis alterações nas mamas (breast awareness) e,
> em caso de anormalidades, busque prontamente o serviço de saúde.
>
>    - Diagnóstico Precoce
>
> A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de
> apresentação do câncer, sendo conhecida algumas vezes como down-staging.
> Nesta estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos
> profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do
> câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de
> saúde.
>
> Na década de 50, nos Estados Unidos, o autoexame das mamas surgiu como
> estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de mama em fase avançada.
> Ao final da década de 90, ensaios clínicos mostraram que o autoexame das
> mamas não reduzia a mortalidade pelo câncer de mama. A partir de então,
> diversos países passaram a adotar a estratégia de breast awareness, que
> significa estar alerta para a saúde das mamas.
>
> A política de alerta à saúde das mamas destaca a importância do
> diagnóstico precoce e significa orientar a população feminina sobre as
> mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo de vida e os
> principais sinais do câncer de mama.
>
> A orientação é que a mulher realize a auto palpação das mamas sempre que
> se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa
> ou em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de técnica
> específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações
> mamárias. É necessário que a mulher seja estimulada a procurar
> esclarecimento médico sempre que houver dúvida em relação aos achados da
> auto palpação das mamas e a participar das ações de detecção precoce do
> câncer de mama. O sistema de saúde precisa adequar-se para acolher,
> informar e realizar os exames diagnósticos adequados em resposta a esta
> demanda estimulada. Prioridade na marcação de exames deve ser dada às
> mulheres sintomáticas, que já apresentam alguma alteração suspeita na mama.
>
> Esta estratégia mostrou ser mais efetiva do que o autoexame das mamas,
> isto é, a maior parte das mulheres com câncer de mama identificou o câncer
> por meio da palpação ocasional em comparação com o autoexame
> (aproximadamente 65% das mulheres identificam o câncer de mama ao acaso e
> 35% por meio do autoexame).
>
> O estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em
> contextos de apresentação avançada do câncer de mama.
>
>    - Rastreamento
>
> O rastreamento é uma estratégia dirigida às mulheres na faixa etária em
> que o balanço entre benefícios e riscos da prática é mais favorável, com
> maior impacto na redução da mortalidade. Os benefícios são o melhor
> prognóstico da doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade
> associada, enquanto os riscos ou malefícios incluem os resultados
> falso-positivos e falso-negativos, que geram ansiedade ou falsa
> tranquilidade à mulher; o sobrediagnóstico e o sobretratamento,
> relacionados à identificação de tumores de comportamento indolente; e o
> risco da exposição à radiação ionizante, se excessiva ou mal controlada.
>
> O rastreamento pode ser oportunístico ou organizado. No primeiro, o exame
> de rastreio é ofertado às mulheres que oportunamente chegam às unidades de
> saúde, enquanto o modelo organizado é dirigido às mulheres elegíveis de uma
> dada população que são formalmente convidadas para os exames periódicos. A
> experiência internacional tem demonstrado que o segundo modelo apresenta
> melhores resultados e menores custos.
>
> Em países que implantaram programas efetivos de rastreamento, com
> cobertura da população-alvo, qualidade dos exames e tratamento adequado, a
> mortalidade por câncer de mama vem diminuindo. As evidências do impacto do
> rastreamento na mortalidade por esta neoplasia justificam sua adoção como
> política de saúde pública, tal como recomendado pela Organização Mundial da
> Saúde (OMS).
>
> No Brasil, a mamografia e o exame clínico das mamas (ECM) são os métodos
> preconizados para o rastreamento na rotina da atenção integral à saúde da
> mulher.
>
> A recomendação para as mulheres de 50 a 69 anos é a realização da
> mamografia a cada dois anos e do exame clínico das mamas anual. A
> mamografia nesta faixa etária e a periodicidade bienal é a rotina adotada
> na maioria dos países que implantaram o rastreamento organizado do câncer
> de mama e baseia-se na evidência científica do benefício desta estratégia
> na redução da mortalidade neste grupo. Segundo revisões sistemáticas
> recentes, o impacto do rastreamento mamográfico na redução da mortalidade
> por câncer de mama pode chegar a 25%.
>
> Para as mulheres de 40 a 49 anos, a recomendação é o exame clínico anual e
> a mamografia diagnóstica em caso de resultado alterado do ECM. Segundo a
> OMS, a inclusão desse grupo no rastreamento mamográfico tem hoje limitada
> evidência de redução da mortalidade. Uma das razões é a menor sensibilidade
> da mamografia em mulheres na pré-menopausa devido à maior densidade mamária.
>
> Além desses grupos, há também a recomendação para o rastreamento de
> mulheres com risco elevado de câncer de mama, cuja rotina deve se iniciar
> aos 35 anos, com exame clínico das mamas e mamografia anuais . Segundo o
> Consenso de Mama, risco elevado de câncer de mama inclui: história familiar
> de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos ou de
> câncer bilateral ou de ovário em qualquer idade; história familiar de
> câncer de mama masculino; e diagnóstico histopatológico de lesão mamária
> proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ. A definição sobre a
> forma de rastreamento da mulher de alto risco não tem ainda suporte nas
> evidências científicas atuais e é variada a abordagem deste grupo nos
> programas nacionais de rastreamento. Recomenda-se que as mulheres com risco
> elevado de câncer de mama tenham acompanhamento clínico individualizado.
>
>
>
> O êxito das ações de rastreamento depende dos seguintes pilares:
>
>    -     Informar e mobilizar a população e a sociedade civil organizada;
>    -     Alcançar a meta de cobertura da população-alvo;
>    -     Garantir acesso a diagnóstico e tratamento;
>    -     Garantir a qualidade das ações;
>    -     Monitorar e gerenciar continuamente as ações.
>
>
>
> *=> SISMAMA - Sistema de Informação do Câncer de Mama*
>
>
>
> O Sistema de Informação do Câncer de Mama – SISMAMA -  foi desenvolvido
> pelo INCA, em parceria com o Departamento de Informática do SUS (DATASUS),
> como ferramenta para gerenciar as ações de detecção precoce do câncer de
> mama. O Sistema foi instituído pela Portaria SAS nº 779, de 2008, e entrou
> em vigor em junho de 2009. Os dados gerados pelo sistema permitem estimar a
> cobertura da população-alvo e qualidade dos exames, a distribuição dos
> diagnósticos, a situação do seguimento das mulheres com exames alterados,
> dentre outras informações relevantes ao acompanhamento e melhoria das ações
> de rastreamento, diagnóstico e tratamento.
>
> O sistema está implantado nas clínicas radiológicas e nos laboratórios de
> citopatologia e histopatologia que realizam exames pelo Sistema Único de
> Saúde (módulo do prestador de serviço) e nas coordenações estaduais,
> regionais e municipais de detecção precoce do câncer (módulo de
> coordenação).
>
> Os formulários-padrão para a coleta de dados do SISMAMA e os locais onde
> estão disponíveis são:
>
> Requisição de mamografia:  disponível nas unidades básicas de saúde para
> solicitação de mamografia de rastreamento (mulheres assintomáticas) e
> mamografia diagnóstica (mulheres com alterações no exame clínico da mama).
> Também deverá estar disponível em unidades secundárias para o
> acompanhamento das mulheres com exames prévios alterados ou em tratamento;
>
> Resultado de mamografia:  disponível nos serviços que realizam a
> mamografia (clínicas radiológicas, hospitais). Neste formulário serão
> complementadas algumas informações relativas à anamnese da paciente e
> informadas as alterações observadas no exame mamográfico, seguidas do laudo
> e recomendações conforme a categoria BI-RADs, adaptada do Colégio
> Brasileiro de Radiologia;
>
> Requisição de Exame Citopatológico: disponível nas unidades secundárias de
> referência para patologias mamárias e em unidades básicas que dispõem de
> profissional capacitado para realização de Punção Aspirativa por Agulha
> Fina (PAAF). As informações do resultado são inseridas pelo profissional do
> laboratório que realiza o exame;
>
> Requisição de Exame Histopatológico: disponível nas unidades secundárias
> de referência para patologias mamárias e hospitais. As informações do
> resultado são inseridas pelo profissional do laboratório que realiza o
> exame.
>
> As orientações básicas para uso do sistema pelos laboratórios e pelas
> coordenações podem ser acessadas nos manuais operacionais
> <http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=02> disponíveis. Também
> está disponível o manual gerencial
> <http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=02> que auxilia na
> análise dos relatórios. Outras informações podem ser acessadas na seção de perguntas
> frequentes <http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=05> e no Fórum
> SISMAMA <http://forum.datasus.gov.br/viewforum.php?f=153>, espaço virtual
> onde usuários, gestores e profissionais da saúde trocam informações,
> experiências e orientações.
>
> Os dados do SISMAMA <http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=0402>
> são disponibilizados ao público no site do DATASUS e podem ser tabulados
> por Brasil e Unidades da Federação.
>
> Atualmente está sendo desenvolvida a versão web do SISMAMA, que será
> integrada ao SISCOLO e passará a se chamar SISCAN - Sistema de Informação
> do Câncer.
>
>
>
> Os novos formulários já podem ser visualizados nos links abaixo, mas ainda
> é necessário aguardar a implantação do Sistema para sua reprodução e
> utilização:
>
>
>
> Formulário de requisição do exame de mamografia (SISCAN)
> <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/6f6b86804eb68439893b9bf11fae00ee/332+%28REQUISI%C3%87%C3%83O+MAMOGRAFIA%29+Modificado+em+19-04-2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=6f6b86804eb68439893b9bf11fae00ee>
>
>
>
> Formulário de resultado do exame de mamografia (SISCAN)
> <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/c68054004eb6845789e39bf11fae00ee/333+%28Resultado+de+mamografia%29+Modificado_12_07_2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=c68054004eb6845789e39bf11fae00ee>
>
>
>
> Formulário de requisição do exame citopatológico de mama (SISCAN)
> <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/e0e90c004eb6841c88a99af11fae00ee/416+%28Requisi%C3%A7%C3%A3o+de+exame+Citopatol%C3%B3gico+-+Mama%29+Modificado+em+19-04-2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=e0e90c004eb6841c88a99af11fae00ee>
>
>
>
> Formulário de requisição do exame histopatológico de mama (SISCAN)
> <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/c412ff804eb6844189709bf11fae00ee/335+%28Requisi%C3%A7%C3%A3o+de+exame+Histopatol%C3%B3gico+-+Mama%29+Modificado+19-04-2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=c412ff804eb6844189709bf11fae00ee>
>
>
>
> A ficha técnica dos procedimentos ambulatoriais relacionados ao controle
> do câncer de mama podem ser consultadas na página do Sigtap (
> http://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/inicio.jsp).
>
>
>
> *=> Programa Nacional de Qualidade em Mamografia*
>
>
>
> O Programa de Qualidade em Mamografia (PQM)
> <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/controle_garantia_qualidade_mamografia>,
> é uma iniciativa do INCA e do Colégio Brasileiro de Radiologia com vistas a
> garantir a qualidade da mamografia realizada pelo SUS no âmbito da detecção
> precoce do câncer de mama. As ações envolvem o controle da dose, da
> qualidade da imagem e do laudo (interpretação da imagem radiológica). Os
> órgãos estaduais de Vigilância Sanitária são os parceiros desta iniciativa
> mediante termos de cooperação técnica.
>
>
>
>
>
> *=> Aperfeiçoamento da Gestão das Ações de Detecção Precoce*
>
>
> Esta linha de atuação envolve apoio técnico às coordenações estaduais de
> detecção precoce do câncer mediante as seguintes atividades: acompanhamento
> cotidiano das ações e projetos; realização de encontros nacionais para
> suporte técnico ao planejamento e à avaliação; e produção de boletins
> informativos para acompanhamento de indicadores do Pacto pela Saúde,
> difusão de experiências e int
>
> _______________________________________________
> ForumCoordenadorias mailing list
> ForumCoordenadorias em listas.planalto.gov.br
> https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/forumcoordenadorias
>
>
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