<br /><strong><span style="font-size: large;">Não dá para obrigar mulher a ter filho, diz nova ministra <br /><br /><!--/TITLE--><!--LINE--></span>Iriny Lopes afirma que, pessoalmente, defende respeitar a opção de cada mulher<br /><br />Para a futura ministra de Políticas para as Mulheres, papel do governo federal na questão é cumprir a lei</strong><br /><!--/LINE--><br /><!--Fotografia/Auto/Inicio--><!--FOTO-->
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<td><span>Sérgio Lima/Folhapress</span><br /><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2712201001.jpg" border="0" alt="" /></td>
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<span><em>A deputada federal (PT-ES) e futura ministra Iriny Lopes</em></span> <br /><br /><!--/FOTO--><!--Fotografia/Auto/Final--><!--BYLINE--><strong>JOHANNA NUBLAT</strong><br /><!--/BYLINE--><!--ORIGIN--><span>DE BRASÍLIA </span><br /><br /><!--/ORIGIN-->"Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. Ninguém defende o aborto, é respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar."<br />Essa é a posição pessoal declarada pela atual deputada federal pelo PT do Espírito Santo e futura ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, 54.<br />Iriny tem histórico de militante dos direitos humanos e sua declaração toca num dos pontos mais explorados durante a disputa eleitoral.<br />O tema consta em programa do PT do início do ano. A futura presidente Dilma Rousseff, porém, se disse contrária a mudanças na legislação -que prevê o aborto apenas em caso de estupro ou risco à saúde m
aterna.<br />Em 2007, durante votação de uma resolução que incluía a descriminalização do aborto no 3º Congresso do PT, Iriny defendeu a proposta.<br />Indicada ministra, diz que a bola está com o Congresso e com a sociedade. "O governo precisa cumprir a legislação que está em vigor." <br /><br /><!--STAR--> <img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif" alt="" /><!--/STAR--><br /><strong>Folha - Quais são suas propostas no curto prazo? <br />Iriny Lopes -</strong> Desenvolver políticas que sejam coerentes com o combate à miséria, colocado pela nossa companheira presidenta.<br />A feminização da pobreza, no Brasil, é algo concreto, não há eficácia no combate se não estiver claro que as mulheres ganham menos, estão mais desempregadas, e que cresce o número de mulheres chefes de família.<br />É preciso dar empoderamento econômico para garantir sua autonomia.<br /><br /><strong>Como se posicionou frente à polêmica da terceira versão do
Programa Nacional de Direitos Humanos [PNDH-3]?</strong><br />Houve uma polêmica exagerada em torno de todos os temas. O governo precisa cumprir a legislação que está em vigor hoje.<br /><br /><strong>A sra. fala sobre o aborto?</strong><br />Sim. Temos a responsabilidade no zelo da saúde pública, dentro da lei, de não permitir nenhum risco às mães.<br /><br /><strong>O que isso significa? Ampliar locais de abortamento legal?</strong><br />É garantir o atendimento das mulheres que procurem a rede pública. Os demais debates acontecem na Câmara.<br /><br /><strong>A sra. tem uma posição pessoal sobre o assunto?</strong><br />Minha posição é que temos que ter muitas políticas de prevenção e de esclarecimento. Agora, eu não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. "Ah, é defesa do aborto..."<br />Ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar.<br /><br
/><strong>Há espaço para discutir o tema, depois da polêmica na campanha eleitoral?</strong><br />O debate vai durar ainda muito tempo, não é "pa-pum": vamos definir.<br />