<p>Segue aí um bom texto do Fórum Social Mundial e de várias organizações que lutam em defesa dos direitos das mulheres !!!! </p>
<div>Saudações e Boas reflexões </div>
<div><br>parabens pelo dia 08 que vem chegando ai<br>a luta continua e parabens pelas vitorias</div>
<div><br>Carta de solidariedade à luta das mulheres do mundo<br>Elaborada em Dakar, Senegal, ao 11 de Fevereiro de 2011, durante o Forum Social Mundial<br>Neste ano em que o Forum Social Mundial, depois do Mali em 2006 e do Kenya em 2007, se junta pela 3ª vez aos povos de África, nós, as mulheres de diferentes partes do mundo, reunidas em Dakar, conscientes de que a união das forças poderá com o tempo provocar uma mudança, reafirmámos a nossa solidariedade e admiração pelas lutas das mulheres Senegalesas, das mulheres africanas e de todas mulheres do mundo. As suas lutas, conjuntamente com as lutas de todos os homens e mulheres, reforçam a resistência levada por todo lado contra o sistema capitalista e patriarcal globalizado.<br>
Nos dias de hoje atravessámos sempre as mesmas crises mundiais – económica, alimentar, ecológica e social – e constatámos com inquietude que essas crises perduram e se aprofundam. Reformulámos aqui a nossa análise segundo a qual essas crises não estão isoladas mas sim são a expressão da crise do modelo caracterisado pela super exploração do trabalho e do meio ambiente, e pela especulação financeira da economia. Por isso, nós as mulheres, continuámos a dizer que é preciso mudar esse modelo de sociedade, este modelo económico, este modelo de produção e de consumo que provoca uma pobreza ainda maior para nossos povos, e em particular para as mulheres.<br>
Nós as mulheres, engajadas ao respeito e à defesa dos princípios de justiça, de paz e de solidariedade, temos necessidade de avançar na criação de alternativas face à essas crises: todavia as respostas paliativas baseadas na lógica do mercado não nos interessam. Não podemos aceitar que as tentativas de manter o sistema actual no seu lugar, sejam feitas a custa das mulheres.<br>
Neste contexto, dizemos não a intolerância e a perseguição da diversidade sexual e às práticas culturais que lesionam a saúde, o corpo e a alma das mulheres.<br>Condenámos todas violências feitas às mulheres, em particular os &quot;femicídios&quot;, o tráfico de mulheres, a prostituição forçada, as violências físicas, o assédio sexual, as mutilações genitais, os casamentos prematuros, os casamentos forçados, o estupro, o estupro utilizado como arma sistemática de guerra, e a impunidade daqueles que cometem esses actos de horror contra as mulheres.<br>
Dizemos não ainda, àquela sociedade que viola os direitos das mulheres não lhes permitindo o acesso aos recursos, à terra, ao crédito, ao emprego em condições dignas, onde o capital para se reproduzir torna precários os empregos das mulheres. <br>
Condenamos o açambarcamento e a colonização das terras das camponesas e dos camponeses, quaisquer que sejam as formas, pelos Estados ou por empresas transnacionais, e condenamos as culturas transgénicas, que prejudicam a biodiversidade e a vida. <br>
Dizemos não à corrida armementista e nuclear, que é feita em detrimento do investimento dos estados nos programas sociais, sanitários e educativos. <br>Condenamos a sociedade que nega às mulheres o acesso ao conhecimento e à educação, onde as mulheres são marginalisadas e descriminadas na tomada de decisões. <br>
Dizemos não aos conflitos armados e às guerras e as ocupações. Dizemos SIM a paz justa para os povos oprimidos. <br>Face a tudo isso, propomos reforçar nossas lutas para que os nossos países tenham sua soberania econômica, política e cultural face às instituições financeiras internacionais. Queremos a anulação das dívidas externas e ilegítimas e uma auditoria cidadã que permita aos povos de obterem reparação: as mulheres não devem nada, elas são as primeiras credoras das dívidas externas. Pedimos também aplicação efetiva da taxa Tobin. <br>
Revindicamos a soberania alimentar dos povos e o consumo de produtos locais, a utilização de nossas sementes tradicionais, e acesso das mulheres à terra e aos recursos produtivos. <br>Queremos um mundo onde os homens e as mulheres tenham os mesmos direitos, as mesmas oportunidades no acesso ao conhecimento, à escolarização, à alfabetização e à educação e às tomadas de decisões, e os mesmos direitos ao trabalho e ao salário justo. <br>
Pretendemos um mundo onde os Estados invistam na saúde das mulheres e dos nossos filhos, em particular na saúde materna. <br>Pedimos a ratificação e aplicação efectiva de todas as convenções internacionais, em particular a convenção 156 e a convenção 183 da OIT. <br>
Queremos a democratização da comunicação e do acesso à informação. <br>Estámos solidárias com as mulheres palestinianas por um Estado Palestiniano democrático, independente, soberano, Jerusalém como a capital, e o regresso dos refugiados de acordo com a resolução 194 das Nações Unidas. <br>
Estamos solidárias com as mulheres de Casamance pelo regressso à paz. <br>Estamos a favor da luta dos povos na Tunísia e no Egito pela democrácia. <br>Com as mulheres da República Democrática do Congo pelo fim do conflito. <br>
Com as mulheres Kurdas, por uma sociedade democrática, ecológica, livre e igualitária entre as mulheres e os homens, e onde exista o direito de utilisar a sua língua materna na educação. <br>Estámos solidárias com o direito à autodeterminação das mulheres Saharaui, em conformidade com a resolução das Nações Unidas, e por encontrar uma solução pacífica segundo a Carta do Forum Social Magrebino. <br>
Estamos solidárias com todas mulheres víctimas de catastrofes naturais, como Haïti, o Brasil, o Paquistão, Australia... <br>Estamos solidárias com os milhões de mulheres e crianças refugiadas e deslocadas. Apelámos o regresso à sua terra e à liberdade de circulação. <br>
Propómos a criação de redes de alertas e de informações para as mulheres que se encontram em zonas de conflito ou ocupação. Propómos o dia 30 de Março como o dia de solidariedade internacional com o povo Palestino e chamamos ao boicote dos produtos provenientes de ocupantes israelitas. Apelámos à realização de um Forum internacional de solidariedade pela luta do povo Palestiniano em 2012. <br>
Reconhecemos todos os esforços de todas as mulheres do mundo e nos identificamos com as suas revendicações: O que lhe passa a uma de nós, passa-nos a nós todas. É por isso que devemos lutar todas juntas. <br>Dakar, ao 11 de Fevereiro de 2011 <br>
Organizações Assinantes: <br>A Marcha Mundial das Mulheres <br>La Via Campesina <br>A Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM) <br>Articulação Feminista MARCOSUR <br>IFWF -International Free Women Foudation <br>
WILDAF – Senegal (Women in Law and Development in Africa) <br>AWID <br>CADTM- (Comité pela Anulação da Divida do Terceiro Mundo) <br>WIDE <br>Organização Continental Latino-Américana dos Estudantes (OCLAE) <br>UBM – União Brasileira das Mulheres <br>
CEBRAPAZ <br>CTB <br>CUT (Brasil) <br>AMB- Articulação de Mulheres Brasileiras <br>Democratic Women Freedom Movement &quot;DOKH&quot; <br>Kurdish Women Peace Office <br>Women Center UTAMARA <br>Coordinacion de Mujeres del Paraguay CMP <br>
Isis International <br>La Red de Mujeres de AMARC (AMARC-RIM/AMARC-RIF/AMARC-WIN  <br> <br> Marcha Mundial de Mulheres - Bahia<br clear="all"><br>-- <br><font color="#993399"><strong>Cleidenea Bastos <br>Assessora Parlamentar da Deputada Estadual Neusa Cadore - Departamento de Gênero <br>
71 81184513 / 71 91578572 /  75 82297211 / 71 3115 5451 - MSN </strong></font><a href="mailto:neia13bastos@hotmail.com" target="_blank"><font color="#993399"><strong>neia13bastos@hotmail.com</strong></font></a><br><font color="#993399"><strong>&quot;A igualdade de direitos e oportunidades que buscamos, resultará não apenas numa sociedade mais justa, mas numa prática política mais rica e transformadora&quot;.</strong></font><br>
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