<FONT face="Default Sans Serif,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif" size=2><DIV><BLOCKQUOTE style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 5px; MARGIN-LEFT: 5px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; MARGIN-RIGHT: 0px"><DIV style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: #000; FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif; BACKGROUND-COLOR: #fff"><DIV id=div_data_texto style="RIGHT: auto"><DIV style="RIGHT: auto; FLOAT: left; WIDTH: 100%">&nbsp; <DIV class=texto_titulo style="RIGHT: auto"><STRONG style="RIGHT: auto">Homens contra a violência machista </STRONG></DIV><DIV id=div_separador5></DIV><DIV id=div_line></DIV><DIV id=div_separador5></DIV><DIV style="RIGHT: auto; FLOAT: right"></DIV><DIV class=texto_autor style="RIGHT: auto">&nbsp; </DIV><DIV class=texto_autor_desc style="RIGHT: auto">Artemisa Noticias - <SPAN class=texto_data style="RIGHT: auto">27.04.11 </SPAN></DIV><DIV class=texto_cidade style="RIGHT: auto">&nbsp; </DIV><DIV class=texto_texto style="FONT-SIZE: 14px; LINE-HEIGHT: 20px"><DIV>Por Alejandra Waigandt <BR>Tradução: ADITAL </DIV><DIV>Crescer o número de homens argentinos que combatem a violência de gênero. Em 2011, estão participando na campanha &#8216;260 homens contra o machismo&#8217;, impulsionada pelo governo nacional, que visibiliza os feminicídios que aconteceram em 2010. Ao aderir, os homens se comprometem a não exercer práticas machistas. Essa política soma-se à campanha &#8216;Laço Branco&#8217; e a outros espaços onde os homens refletem sobre suas masculinidades e propõem ações concretas a favor da equidade de gênero. </DIV><DIV>Na Argentina, cada vez são mais os homens envolvidos na busca da igualdade de oportunidades, destacando sua participação na luta contra a violência de gênero. Para eles, introduzir-se nesses temas não é fácil porque começam a ser isolados por seus próprios pares nos espaços que frequetam. Também são duramente criticados devido a que questionam a situação de privilégio que a sociedade lhes destinou em detrimento da mulher. Nesse contexto, crescem atividades que, anos atrás, eram inconcebíveis. Por exemplo, a campanha nacional &#8216;260 homens contra o machismo&#8217;, lançado no dia 28 de março na cidade de Buenos Aires. A cifra representa o número de argentinas assassinadas violentamente por seus companheiros, ex-companheiros ou outros familiares em 2010, e surge do registro de casos realizado pelo Observatório da Sociedade Civil sobre Feminicídios na Argentina Adriana Marisel Zambrano. </DIV><DIV>Essa campanha é impulsionada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e persegue o objetivo de erradicar a violência contra as mulheres, envolvendo aos homens na tarefa de transformar o machismo que para eles pode ser opressivo, enquanto que para elas pode significar a morte. Essa ação conseguiu a participação de funcionários de diferentes lugares, como o Ministro da Economia, Amado Boudu ou o titular de Aerolíneas Argentinas, Mariano Recalde; como também de outros dirigentes que, possivelmente, estejam interessados nas possibilidades de promover suas candidaturas eleitorais; porém, que, sem dúvida, contribuem para visibilizar o problema da violência de gênero devido à sua representação no âmbito político. </DIV><DIV>A campanha está conseguindo adesões em todo o país. No dia 5 de abril, Morón aderiu, conseguindo uma participação massiva. A cidadania dessa localidade ganhou mais consciência sobre as iniqüidades de gênero que o município instrumenta há anos. Nesse sentido, foi chave o envolvimento de Martín Sabatella, quando esteve na Prefeitura. Atualmente, é deputado nacional e foi quem impulsionou a adesão de Morón à campanha, conseguindo o apoio do atual chefe municipal Lucas Ghi. No ato que realizou-se na praça principal, Sabatella destacou a estratégia de comprometer os homens porque "os direitos das mulheres ou a violência contra as mulheres são temas de todas/os e a luta pela equidade permitirá construir uma sociedade distinta&#8221;. </DIV><DIV>Por outro lado, o coordenador geral da Fundação Buenos Aires Aids, Alex Freyre, uma das personalidades comprometidas com a política impulsionada pelo Ministério de Desenvolvimento Social nessa matéria, disse que no país está acontecendo uma revolução cultural e combater o machismo é parte dessa revolução. Esclareceu também que a quantidade de vítimas de violência de gênero é maior do que 260, uma vez que os registros de casos se baseiam em divulgações dos meios de comunicação. Não existem cifras oficiais sobre esse problema. </DIV><DIV>Em Morón, foram vistos ao redor de 300 homens levantando cartazes nos quais se liam os nomes e os lugares de origem das vítimas de feminicídio. O coordenador geral da Dirección de Políticas de Género do município, Leonardo Di Dio, também levantou um cartaz e assinou o documento mediante o qual os envolvidos se comprometem a lutar contra a violência de gênero e a não exercer o machismo. "Não conhecia o enfoque de gênero e o incorporei quando comecei a trabalhar na Prefeitura de Morón, em 2004; fui conhecendo o problema da violência machista ou de gênero e a novidade de impulsionar, a partir das políticas públicas, uma mudança cultural, combatendo os estereótipos e gerando condições mais equitativas para homens e mulheres&#8221;, disse o funcionário a Artemisa Notícias. </DIV><DIV>Di Dio foi percebendo que aspectos muito negativos do machismo, como a desvalorização do outro gênero, estavam condicionando seu comportamento, a começar pela piada degradante. Entendeu rapidamente que o machismo é uma forma de interpretar o mundo partilhado tanto por homens quanto por mulheres e os feminicídios são uma expressão extrema dessa perspectiva cultural, onde as mulheres são as principais vítimas. "Antes, eu pensava que os homens ocupávamos naturalmente a maioria dos postos de tomada de decisão no âmbito público e também nas empresas porque tínhamos mais méritos. Creio que a primeira coisa que devemos conseguir é reconhecer que internalizamos esses preconceitos e que, apesar de sermos conscientes de que a violência e a discriminação existem, nós mesmos reproduzimos esses comportamentos. É saudável reconhecer-se machista porque isso te permite refletir, começar a ter um olhar critico e modificar esses comportamentos. As coisas que antes eu naturalizava, agora questiono. Consegui contagiar a outros homens para que se somem a essa ideia de que a equidade de gênero trará um mundo melhor&#8221;. </DIV><DIV>Os homens que lutam contra o machismo terão benefícios porque os papeis e comportamentos a eles destinados segundo essa perspectiva cultural são opressivos. "Devemos ter coragem diante de qualquer situação ou força e não demonstrar emoções, tudo isso gera opressão&#8221;, diz o funcionário, que comemorou a realização de campanhas como a de &#8216;260 homens contra o machismo&#8217;, porque têm impacto público e sensibilizam à sociedade. </DIV><DIV>Não é a primeira vez que se realiza na Argentina esse tipo de ações. A convocatória da Fundação Casa Abierta María Pueblo, que recebe mulheres e crianças vítimas de violência familiar, foi pioneira, em setembro de 2010. Uns 231 homens se mobilizaram até o Obelisco em repúdio aos assassinatos de mulheres que aconteceram em 2009. Nessa oportunidade, Darío Witt, diretor da Casa Abierta María Pueblo, explicou aos meios que "os homens devemos assumir-nos como principais culpados por esse tipo de delitos&#8221;. </DIV></DIV></DIV></DIV></DIV><BR><EM>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prefeitura Municipal de Hortolândia</EM><P style="MARGIN: 0px"><EM>&nbsp; Departamento de Políticas Públicas para Mulheres</EM></P><P class=MsoHeader style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><EM><FONT face="Default Sans Serif,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif" size=2>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (19) 3965-1400 </FONT></EM></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><EM><FONT face="Default Sans Serif,Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif" size=2>ramal 6605 / 6648</FONT></EM></SPAN></P><BR></BLOCKQUOTE></DIV></FONT>