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        <span style="font-size: 10pt;">Boa tarde!</span></div>
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                        <span>Segue Nota do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da cidade de Londrina, em apoio à manutenção da atual estrutura e autonomia da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.</span></div>
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                        <span>Atenciosamente,</span></div>
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                        <span>Rosalina Batista </span></div>
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                        <span>Presidente</span></div>
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                        <span>Conselho Municipal dos Direitos da Mulher</span></div>
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                        <span>Londrina - Paraná</span></div>
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                                <span><strong>NOTA DE APOIO À SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA</strong></span></div>
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                                <span>O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher do município de Londrina vem a público manifestar sua indignação com a proposta de fusão das Secretarias Nacionais de Políticas para as Mulheres, Promoção da Igualdade Racial e Direitos Humanos em um único Ministério. Consideramos a fusão dessas secretarias um retrocesso injustificável pois entendemos que a perda política que teremos com tal proposta, que afetará negativamente o desenvolvimento dessas políticas públicas, não repercutirá em resultado significativamente importante para o “enxugamento da máquina” do Governo.</span></div>
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                                <span>Como bem lembra a socióloga Eva Blay, vivemos ainda hoje um patriarcado extremamente violento. Num<em> ranking</em> mundial de homicídios de mulheres o Brasil aparece como 7º entre 84 países. Registram-se, cotidianamente, inúmeros casos de violência sexual e toda sorte de ofensas à dignidade das mulheres, além de tantas outras situações de opressão, discriminação e desvalorização, que comprometem o bem-estar e a cidadania das mulheres brasileiras. Diante deste quadro, é fundamental que os governos garantam políticas públicas efetivas voltadas à eliminação das desigualdades de gênero e à proteção de nossos direitos.</span></div>
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                                <span>Entendemos que a perda de <em>status</em> de ministério e da autonomia política da SPM, resultará em sérios prejuízos aos avanços conquistados pelos movimentos de mulheres e que nas últimas décadas começaram a se consolidar como políticas públicas. Tememos ainda o efeito cascata desta medida que, ao enfraquecer a pauta das demandas das mulheres no nível nacional, levará ao fim muitos organismos de políticas para as mulheres nos estados e municípios.</span></div>
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                                <span>Justamente neste momento em que enfrentamos no Congresso Nacional uma ofensiva conservadora que ameaça nossos direitos, a perda da SPM abalará, ainda mais, qualquer processo de resistência a essa ofensiva, além de trazer um prejuízo simbólico incalculável do ponto de vista da força política das mulheres, por este processo ocorrer justamente no mandato da primeira mulher presidenta.</span></div>
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                                <span>Diante disso, o CMDM de Londrina se une aos movimentos de mulheres de todo o Brasil que defendem, veementemente, a manutenção da SPM-PR como órgão autônomo, com estrutura adequada, recursos humanos e orçamento compatível à sua missão: garantir a cidadania das mulheres brasileiras e defender seus direitos humanos.</span></div>
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                                <span>Londrina, 1º de outubro de 2015.</span></div>
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