Re: [Mulheresdepartidos] RES: Utilizao do forum virtual

t.vitale em terra.com.br t.vitale em terra.com.br
Quarta Setembro 1 13:25:13 BRT 2010


 Caríssimas, esta lista do Planalto tem dispositivo que impede
entrada de quem não é convidado. Não se preocupem com isso. Eu ter
adicionado este endereço a outros de uso meu não foi nada sério.
Vejam a mensagem que recebemos mensalmente de
mailman-request em listas.planalto.gov.br [1] . A privacidade não foi
quebrada.
 Tereza Vitale (PPS)
 On Qua 1/09/10 13:17 , Maria Liège Rocha liegerocha em uol.com.br
sent:
   Prezada Bete Pereira Seu esclarecimento veio em boa hora.
Participo de várias listas do movimento feministas e elas tem um
objetivo específico, regras de funcionamento e não podemos
disponibilizar os e-mails destas listas aleatoriamente para outros
e-mails que enviamos. Isto é sério! Grata e um abraço Liège Rocha
  Em 30 de agosto de 2010 18:46,  escreveu:
   Prezadas integrantes do Fórum   Como Coordenadora do Fórum e
Moderadora do grupo que compõe a lista de discusão, venho através
deste solicitar que não utilizem a referida ferramenta virtual de
discussão do Fórum para debater questões referentes ao processo
eleitoral naquilo que tange a posição referente a qualquer
candidatura; seja pró ou contra. Esta ferramenta foi criada para
ajudar a comunicação entre as integrantes do Fórum naquilo que une
a todas, ou seja, buscar ampliar os espaços de poder e decisão das
mulheres e é parte dos recursos existentes no governo federal e como
tal sobre as restrições legais do processo leitoral. Entendemos a
preocupação de todas voces no que se refere a posição de
canditados e candidatas, no entanto, entendemos que estas discussões
servirão de base para nossa reunião de avaliação.  Por fim,
solicito ainda, que ao se comunicarem via e-mail com outras listas
não incluam o endereço eletronico da lista do Fórum, pois esta
ferramenta é de uso exclusivo das integrantes do Fórum Nacional de
Mulheres de Instâncias de Partidos Políticos.   Atenciosamente    

	Maria Elisabete Pereira 
 Diretora - Subsecretaria de Articulação Institucional 
 Secretaria de Politicas para Mulheres/PR 
 Fone: 3411.42.48   -----Mensagem original-----
 DE: mulheresdepartidos-bounces em listas.planalto.gov.br
[mailto:mulheresdepartidos-bounces em listas.planalto.gov.br]EM NOME DE
Vera Cordeiro de Britto
 ENVIADA EM: domingo, 29 de agosto de 2010 21:29
 PARA: mulheresdepartidos em listas.planalto.gov.br
 ASSUNTO: RE: [Mulheresdepartidos] De cidadã para cidadã - De
militante para militante - De mulher para mulher 
 Leda e Tereza
 Compartilho do mesmo sentimento expresso por voc6es.
 verabritto
-------------------------
 From: ltribeiro em hotmail.com
 To: mulheresdepartidos em listas.planalto.gov.br
 Subject: RE: [Mulheresdepartidos] De cidadã para cidadã - De
militante para militante - De mulher para mulher 
 Date: Sun, 29 Aug 2010 21:26:12 -0300
 CC: 
 Olha, Tereza, você não imagina como me sinto aliviada ouvindo isso
de você. Esse sentimento - que compartilho com você como mulher
participante das lutas pela ampliação dos poderes de ação e de
participação das mulheres - foi, em mim, antes de tudo, a
manifestação do grito de repúdio de uma cidadã democrata. O que
Lula está fazendo para eleger seu robot falante é  primeiramente um
ultraje à Democracia. E onde está a Justiça Eleitoral? Quem vai
barrar o avanço incontrolável do Chefe da Nação na rota do
desrespeito às leis e ao decoro? 
 Muitas vezes fico pensando nas mulheres dos partidos aliados do
Governo e me indago o que estarão achando de tudo isso. Será que
estão de fato lutando para eleger uma mulher que põe abaixo todos
os conceitos pelos quais têm lutado bravamente por todos esses anos?
Seria um bom momento este para que fossem provocadas a debater essa
contradição em que se acham mergulhadas.
  Ficam aqui minhas felicitações por esse importante desabafo, que
tem meu inteiro apoio.
    Grande abraço,
  Lêda
-------------------------
 From: t.vitale em terra.com.br
 To: mulheresdopps em googlegroups.com;
coordnacmulheres em googlegroups.com
 Date: Sun, 29 Aug 2010 12:09:40 -0300
 CC: PPS-DF em yahoogrupos.com.br;
mulheresdepartidos em listas.planalto.gov.br;
mulheresdobdr em googlegroups.com; ppsdn em googlegroups.com
 Subject: [Mulheresdepartidos] De cidadã para cidadã - De militante
para militante - De mulher para mulher
	DE CIDADã PARA CIDADã, 

	DE MILITANTE PARA MILITANTE, 

	DE MULHER PARA MULHER, 
	Muitos me conhecem da minha militância partidária na área das
mulheres. No meu partido político procuro construir uma ponte
amistosa com os movimentos sociais, de mulheres, de feministas. Creio
que estamos nos saindo bem quando tentamos mostrar que somente por
meio de um partido político podemos nos eleger e ocupar espaços nos
parlamentos. 

	 Elegi, há dez anos, “mulher na política” como o foco central
das minhas atenções, ocupando um espaço necessário no meu partido
frente aos reclamos da sociedade e acreditando que o mundo político
pode melhorar, que a prática política estava esgotada com a
maxirrepresentação dos homens nos parlamentos. Ao mesmo tempo, as
políticas dos movimentos de mulheres e feministas davam uma guinada
para essa temática por ser uma bandeira planetária._ “_Mais
mulheres no poder”, “lugar de mulher é na política”, são
bordões que passaram a ocupar os meus estudos e meu engajamento, por
acreditar serem muito mais do que palavras de ordem, por acreditar que
estava passando da hora de termos assegurado nossos lugares nos
espaços de decisão institucionais e não institucionais. 

	 Acredito ainda fortemente que nossa luta é inequívoca, pois dela
também depende o fortalecimento da nossa democracia. Trata-se de uma
luta por igualdade de direitos, luta pelo combate à cultura
patriarcal da qual somos as maiores vítimas e dela depende a
libertação e a emancipação das mulheres para banirmos de nossas
estatísticas os números assustadores de mortalidade materna e
violência doméstica. Da emancipação da mulher depende, em igual
medida, entendermos a masculinidade de nossos filhos e de novas
gerações, que é possível que seja respeitosa, para nos
transformarmos num mundo justo e equitativo. 

	 Estou indignada, muito indignada! Por isso este meu “grito”.
Por isso as palavras não cabem mais na minha boca, estou abafada e
também desolada. Por razões de trabalho, só na segunda semana das
exibições dos programas eleitorais na TV aberta pude assistir a
alguns deles e constatar o que esta campanha do lulopetismo está
fazendo com o povo brasileiro. Em meio a essa constatação, pude ler
comentário da jornalista Dora Kramer (_A menor graça, _24 de agosto,
_Estadão_) cujo título nos remete a um “Antigamente” muito
recente. Ela diz que “logo depois de eleito, em outubro de 2002,
Lula fez um pronunciamento público em que, entre outros
reconhecimentos, dizia-se grato ao então presidente Fernando
Henrique Cardoso por sua ‘imparcialidade’ durante o processo
eleitoral”. A articulista completa que: “segundo Lula, a conduta
de FH e a Justiça Eleitoral ‘contribuíram para que os resultados
das eleições representassem a verdadeira vontade do povo
brasileiro’”. 

	No dia seguinte (25 de agosto de 2010), o senador Roberto Freire, em
artigo na _Folha de S. Paulo_, intitulado _Não ao "dedazo" de Lula_, 
afirma que “há dois anos o presidente da República abusa de todos
os meios à sua disposição e de todas as pessoas sob sua
influência para fazer o seu sucessor. Lula não escolheu nenhum
líder petista calejado nas lutas políticas, como os petistas José
Dirceu ou Antônio Palocci, que foram expelidos de seu governo por
motivos éticos. Muito menos um aliado, como o ex-ministro da
Integração Nacional Ciro Gomes, cuja legenda lhe foi negada pelo
PSB a pedido do próprio presidente da República. Optou por uma
auxiliar direta, sem projeto político próprio ou experiência
eleitoral, mas capaz de cumprir à risca suas determinações: a
ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff”.  

	 Claro que Dilma, como qualquer outro candidato indicado pelo
presidente, dispararia no horário eleitoral como decorrência
natural do abuso de imagem do mandatário maior do país que tem
quase 80% de aprovação popular. Mas trata-se de um acinte à nossa
democracia. Por conta do cinismo e da ilegalidade de ações do chefe
da nação, o país assiste estarrecido a um permanente e contínuo
atropelo das leis. E logo por parte de quem deveria, pelo cargo que
exerce, ser o principal defensor e não o maior transgressor das
normas de conduta da democracia e da República, atitude que de tão
repetitiva poderá roubar o direito de escolha dos brasileiros. 

	Desnecessário citar todas as implicações encarnadas por esse
projeto de poder alavancado pelo aparelhamento de Estado, comandado
por uma personalidade com elevadíssimos índices de aprovação,
como ora ocorre. Além da partidarização da máquina governamental,
do controle e da estatalização dos principais movimentos sociais, o
dominante são práticas assistencialistas, práticas cada vez mais
capilarizadas de desmandos éticos e ainda práticas clientelistas ao
velho estilo político que tanto queremos combater para poder de fato
promover a transformação de nosso povo e dos povos de todas as
nações.  

	Está doendo demais conviver com essa velha política de benefícios
pessoais ou de grupelhos ladrões do dinheiro público e da dignidade
humana. 

	E que mulher é essa que hoje vemos disputando o poder do maior
cargo da República? 

	Que satisfação daremos às nossas companheiras de 1º hora?,
nossas filhas? e netas? Que satisfação daremos às mulheres da
comunidade as quais dirigimos nossos trabalhos? O que falar às
companheiras que conquistamos visitando o país todo chamando para se
juntar a nós como agentes da política? Como explicar-lhes, sem
escandalizar, que Dilma – embora uma burocrata competente em sua
área, não possui projeto político próprio nem experiência
eleitoral – mudou a cara, o cabelo, o guarda-roupa, a personalidade
para ser a candidata do presidente da República que a escolheu, no
seu (do presidente) projeto de poder pessoal, confundindo-a com um
animal dócil e facilmente manipulável? Como pregar a emancipação
para a mulher – no seu sentido mais amplo – chegar ao poder? 

	Eu estava me dizendo constantemente: está certo ela ser treinada
para fazer discursos para as massas, ser treinada para participar de
debates e programas de TV. É difícil essa prática da oratória.
Mas, ouvindo tanta besteira da boca de seu criador, não posso deixar
de me incomodar com a aceitação dessa candidata a tanta truculência
e desrespeito à dignidade de uma mulher. É um reforço ao
patriarcado do qual somos vítimas. 

	 Não dá para aplaudir, não dá para votar, NãO Dá PARA NOS
ORGULHAR E MAIS TARDE DIZER: “Vencemos! Uma mulher no mais alto
cargo da República nos representa!” 

	NOSSA FALA SERá NOSTáLGICA: “Tanto trabalho por que mesmo?” 

	Os fins não justificam os meios. Este preço é muito alto,
altíssimo!!! 

	_Tereza Vitale_ 

	_Cidadã brasileira, 29/08/2010 _ 
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