[Mulheresdepartidos] Nota de apoio a Deputada Jandira Feghali

Tereza Vitale terezavitale em gmail.com
Sexta Maio 8 16:03:22 BRT 2015


Prezadas todas desta lista de e-mail,



Nada contra nenhum tipo de manifestação, seja ela pró ou contra meu
pensamento e minhas convicções. Entretanto, questionamos o trecho: *“As
mulheres de partidos políticos e lideranças feministas vêm manifestar...â€*
e o início da nota que diz: *“As mulheres brasileiras...â€*



Esta nota começa como se as suas signatárias fossem todas as mulheres
brasileiras. Da mesma forma, dá a entender que todas as dirigentes de
partidos e todas as líderes feministas tiveram a iniciativa da nota, que,
na verdade, na minha opinião, se constitui mais uma jogada contra um dos
principais líderes da oposição que sempre teve voz ativa para denunciar os
absurdos descalabros que o país está vivendo nos últimos anos, comandados
por um partido, que se dizia dos trabalhadores, e que está simplesmente, há
12 anos, fazendo tudo o que for possível para se manter no poder.



O deputado Roberto Freire, conforme relatos de pessoas que se encontravam
próximas dele, no momento do ocorrido, apenas  reagiu a um agressivo
comportamento do deputado Orlando Silva e, na sequência, da irritadiça
deputada Jandira Feghali. O calor de um debate no Plenário do Congresso,
todas sabemos a que grau chega.



Nós, e grande parte dos brasileiros e das brasileiras, conhecemos bem
Roberto Freire, que nos seus 73 anos de existência, sendo 50 de vida
pública absolutamente ilibada, democrática e corajosa, nenhuma mancha
apresenta em sua biografia. Seja de sua vida pessoal ou de sua vida pública.



         Em respeito a vocês todas que estão sendo convocadas a assinar ou
já assinaram esta nota, paro por aqui, apresentando apenas esta
reivindicação de ajustes ao texto. Não entrarei no mérito da “agressão à
deputadaâ€. As fotos, os vídeos e os textos de apoio a Roberto Freire falam
tudo e negam esta já conhecida e pouco criativa farsa parlamentar, que se
está querendo disseminar, via mulheres tentando fazer deste fato um barulho
maior do que ele merece, prestando, desta forma, um enorme desserviço à
luta das mulheres já que, desde a Constituinte, Freire esteve lado a lado
com todas nós.



        Saudações feministas,



Tereza Vitale

P/Coordenação Executiva das Mulheres do PPS

Em 8 de maio de 2015 15:18, Rosali Scalabrin <rosali.scalabrin em spm.gov.br>
escreveu:

> Acabei de denunciar aqui na conferência internacional da ONU mulheres que
> está acontecendo em Buenos Aires, a violência contra  a deputada Jandira e
>  uma série de violências contra as parlamentares brasileiras! Basta de
> violência! Basta de preconceito!
>
> Enviada do meu iPhone
>
> Em 08/05/2015, às 13:28, "regina perondi" <reginaperondi em gmail.com>
> escreveu:
>
> Parabéns à Secretaria Nacional de Mulheres do PT pela iniciativa de
> prestar solidariedade à Deputada Federal JANDIRA FEGHALI.
>
> Saudações Fraternas
> Regina Perondi
> PMDB MULHER DO RIO GRANDE DO SUL
>
> Em 8 de maio de 2015 12:30, Laisy Morière Cândiada Assunção <
> laisymoriere em globo.com> escreveu:
>
>> *NOSSA SOLIDARIEDADE À DEPUTADA JANDIRA FEGHALI*
>>
>>
>>
>>             Durante a sessão que debatia as medidas provisórias do ajuste
>> fiscal, na noite de quarta-feira, 06 de maio de 2015, enquanto fazia uso da
>> palavra, o deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) foi interrompido ao ser tocado
>> diversas vezes pelas costas pelo deputado Roberto Freire (PPS/SP) e reagiu
>> pedindo que não fosse tocado. Foi quando a deputada Jandira Feghali
>> (PCdoB/RJ), que estava ao lado de ambos, interveio e pediu que Freire não
>> tocasse Silva, colocando a mão no caminho. Nesse momento, Freire a segurou
>> pelo braço de maneira abrupta e jogou seu braço violentamente, como mostram
>> os registros fotográficos feitos pelo profissional Lula Marques.
>>
>>             Não bastasse a violência física, Jandira ainda foi ofendida
>> pelo deputado Alberto Fraga (DEM/DF), que inverteu a lógica da agressão e
>> acusou Jandira de ter agredido Freire, com a máxima machista que a mulher
>> “não se pode prevalecer da condição de mulher para querer agredir quem quer
>> que seja†e que se “bate como homem, tem que apanhar como homemâ€. Não
>> obstante, continuou incitando a violência dizendo “venha, venhaâ€. Essa
>> apologia à violência contra a mulher é inaceitável e merece todo o rigor da
>> lei. Não aceitamos que uma das parlamentares que ajudou a criar a Lei Maria
>> da Penha seja vítima de violência.
>>
>>             Em 2013, a ex-deputada federal Manuela D’Ãvila (PCdoB/RS) foi
>> vítima de declarações ofensivas, preconceituosas e machistas, com sua vida
>> pessoal atacada sem qualquer justificativa pelo deputado Duarte Nogueira
>> (PSDB/SP)  enquanto fazia uso da palavra como líder do seu partido, durante
>> audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em que se discutia
>> com o senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o caso de cartel e
>> de corrupção relacionado à Siemens e a outras empresas multinacionais.
>>
>>             Quase um ano atrás, em 20 de maio de 2014, na sessão solene
>> do Congresso que homenageava os 90 anos da Coluna Prestes, a deputada Alice
>> Portugal (PCdoB/BA) foi interrompida enquanto fazia uso da tribuna, sendo
>> interpelada de forma agressiva e teve o som do seu microfone cortado. A
>> agressão à Alice Portugal só não foi maior porque o agressor, um servidor
>> da Casa, foi segurado por outros colegas que acompanhavam a sessão.
>>
>>             Em 09 de dezembro de 2014, após a deputada Maria do Rosário
>> fazer um discurso defendendo os trabalhos da Comissão da Verdade e a
>> investigação de crimes da Ditadura Militar, ouviu da tribuna o deputado
>> Jair Bolsonaro (PP/RJ) se remeter a um episódio anterior e repetiu a
>> agressão de anos atrás dizendo que só não a estupraria porque ela não
>> merecia.
>>
>>             Em março deste ano, a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) foi
>> intimidada pelo deputado Roberto Góes (PDT/AP) enquanto
>> discursava, denunciando uma série de problemas enfrentados pela população
>> do Amapá, estado de ambos. Góes não teria gostado das críticas ao
>> governante daquele Estado, tendo interrompido por duas vezes o discurso da
>> parlamentar e, “não se limitando aos  impropérios  verbais  desferidos,
>> ousou deslocar-se  em  direção à deputada para  intimidá-la  ou  até
>> mesmo  agredi-la fisicamenteâ€, conforme denunciado pela deputada Jô Moraes
>> (PCdoB/MG), que era coordenadora da Bancada Feminina na época.
>>
>>             Essa onda crescente de agressões contra as deputadas refletem
>> como a Câmara Federal está impregnada com as piores referências do
>> conservadorismo, do machismo e da misoginia. Os parlamentares, assim como
>> os homens na nossa sociedade, se valem da sua condição de homens para
>> intimidar, atacar a vida pessoal e agredir verbal e fisicamente as
>> mulheres. Esses casos evidentes de violência contra as mulheres não pode
>> ser tolerado nem dentro nem fora da Câmara. A tribuna da Câmara é espaço
>> inviolável para homens e mulheres e as ameaças e agressões às mulheres não
>> podem ser invisibilizadas, ignoradas, toleradas nem chanceladas. Não podem
>> ser reduzidas à “mal entendidos†ou ser silenciadas com pedidos vazios de
>> desculpas, que legitimam que outras agressões sejam cometidas diariamente
>> contra as mulheres em suas mais distintas e perversas faces.
>>
>>
>>
>>             A agressão à deputada Jandira sofrida na noite de ontem
>> reflete a incapacidade de compressão de alguns homens sobre divisão do
>> espaço e do poder, utilizando a força física para imporem sua opinião sobre
>> a opinião de outrem. Tememos que o homem que sinta liberdade de fazer isso
>> em público, faça algo mais grave no privado. É inadmissível a agressão
>> física e verbal de deputados contra uma parlamentar, assim como é
>> inadmissível a agressão contra qualquer mulher.
>>
>>
>>
>>             Jandira é a única mulher líder de partido hoje na Câmara e
>> entendemos que um homem ver uma mulher defendendo outro homem deve ser uma
>> inversão em toda a sua lógica machista de mulheres subalternas e sem
>> expressão. Não vamos admitir que nenhuma outra mulher seja ameaçada,
>> agredida ou tenha seu corpo violado por disputar os espaços antes só eram
>> ocupado por eles. A tribuna da Câmara não é um lugar dos homens, não
>> pertence a eles o direito único de fala e opinião nesta Casa. A Câmara é
>> dos Deputados no nome, mas em sua essência é a Casa do Povo e representamos
>> aqui o povo, pois somos mais da metade da população. Por isso a importância
>> de ter mais mulheres na política, para que possamos inverter toda a lógica
>> desigual que trata as mulheres na sociedade.
>>
>>
>>
>>             Diariamente milhares de mulheres sofrem agressões, ameaças e
>> perdem suas vidas graças à cultura machista. Mas mulheres forjadas na luta
>> diária da sobrevivência e da quebra das amarras do patriarcado não serão
>> intimidadas com esse tipo de ameaça. Lutamos como mulher, lutamos juntas,
>> até que todas sejam livres. Por isso as deputadas se manifestaram em
>> plenário com as palavras de ordem "A violência contra a mulher não é o
>> Brasil que a gente querâ€. Estamos construindo um país mais justo, mais
>> igualitário e sem violência, sem machismo e sem sexismo!.
>>
>>
>>
>>
>>
>> Saudações de Força e de Luta.
>>
>>
>>
>> Deputadas federais do PT
>>
>>
>>
>> Secretaria Nacional de Mulheres do PT
>>
>>
>>
>> Brasília, 07 de maio de 2015.
>>
>>
>>
>> --
>> Laisy Moriére
>>  + 55 062 8413 9267
>> "Quando uma mulher entra na politica, muda a mulher. Quando muitas
>> mulheres entram na politica, muda a politica"  Michelle Bachelet!
>>
>> _______________________________________________
>> Mulheresdepartidos mailing list
>> Mulheresdepartidos em listas.planalto.gov.br
>> https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/mulheresdepartidos
>>
>>
> _______________________________________________
> Mulheresdepartidos mailing list
> Mulheresdepartidos em listas.planalto.gov.br
> https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/mulheresdepartidos
>
>
> _______________________________________________
> Mulheresdepartidos mailing list
> Mulheresdepartidos em listas.planalto.gov.br
> https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/mulheresdepartidos
>
>


-- 


*Tereza Vitale*
*Vivo: (61) 9986-3632*
*Vivo: (61) 9536-3403*
*(Coorden. Nac. de Mulheres do PPS)*


*Home Office/Editorial Abaré: (61) 3879-6881*

*terezavitale em gmail.com* <terezavitale em gmail.com>
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: http://www1.planalto.gov.br/pipermail/mulheresdepartidos/attachments/20150508/1fbc1980/attachment-0001.html


Mais detalhes sobre a lista de discussão Mulheresdepartidos