[Mulheresdepartidos] Fwd: Dia Internacional das Mulheres 2016

Tereza Vitale terezavitale em gmail.com
Segunda Março 7 19:09:31 BRT 2016


Mensagem da Coordenação  Nacional de Mulheres do PPS
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: "Tereza Vitale" <terezavitale em gmail.com>
Data: 07/03/2016 14:09
Assunto: Dia Internacional das Mulheres 2016
Para: "ppsdn" <ppsdn em googlegroups.com>, "PPS-DF em yahoogrupos.com.br" <
PPS-DF em yahoogrupos.com.br>, <cnmdopps em googlegroups.com>, "
mulheresdopps em googlegroups.com" <mulheresdopps em googlegroups.com>
Cc:

Sonhamos com o dia em que escreveremos num Dia Internacional das Mulheres
um artigo que diga que tudo são flores para todas as mulheres do Brasil e
do planeta. Claro que não passa de sonho. NUNCA chegaremos a isso! Mas
sonhar é bom e sem sonho não há lutas. Há acomodação!

Temos certeza que tudo poderia ser melhor para nós e para todas. As
barbaridades poderiam terminar e as injustiças reduzidas a quase zero. Mas
a falta de vontade política dos governantes é visível. Só não vê quem não
quer. Quando se diz que avançamos nas conquistas de nossos direitos, as
pessoas não relativizam. Acham que continuamos na luta por besteiras! Vejam
no texto abaixo o que a Coordenação Nacional de Mulheres diz. Vejam a
conexão feita com a razão da criação do Dia Internacional, pela ONU: com
justiça a homenagem vai para as 129 mulheres mortas à porta de fábrica em
Nova Iorque, em 1857, mas nossa homenagem vai também para as milhares e
milhares de mulheres brasileiras mortas por falta de direitos básicos de
saúde, educação, segurança pública e, a não menos abominável, violência
urbana e violência doméstica.

Viva as mulheres! Viva sua luta! Viva suas conquistas!

Vamos à reflexão de que nosso partido pode ser ainda melhor do que é!

Saudações feministas!

Tereza Vitale


*8 de Março de 2016*
* Dia Internacional da Mulher*

Reafirmamos alto e em bom som que nesta data nos mobilizamos enfaticamente
pela luta das mulheres por seus direitos! Nela, homenageamos as 129
operárias de Nova Iorque, mortas e queimadas, em reivindicação por melhores
salários e condições de trabalho, nos idos de 1857.

De lá para cá, não temos mulheres mortas às portas das fábricas, mas temos
mortes e mais mortes delas por falta de direitos à saúde, à educação, ao
empoderamento, daí nossas homenagens a estas também.

O quadro de educação deficitária ou da falta dela, de cultura do machismo e
sua reafirmação nos levam a números exagerados de mortes de mulheres que
não têm força física e emocional para se contrapor à violência masculina
física e psicológica. Vejamos alguns números do Mapa da Violência:

• Femicídios – Em 2012, houve 4.719 mortes por meios violentos (4,7
assassinatos por 100 mil mulheres), sendo que 38% foram mortas pelos
parceiros. Num universo de 84 países, o Brasil ocupa o 7º lugar! Se não
houver mudança, até 2050, 330 mil de nossas mulheres serão assassinadas.

O Brasil é o país que mais mata travestis no mundo. Mata quatro vezes mais
do que o México, o segundo mais violento. Essas pessoas nunca foram
tratadas como cidadãs, sempre foram empurradas para as ruas pelas famílias,
pela escola e pela sociedade. Queremos tratá-las como gente, com a opção de
se prostituir ou não – afirma Rogério Sottili, secretário de Direitos
Humanos do município de São Paulo.

Segundo a ONU Mulheres, ‘existe uma combinação cruel entre sexismo e
racismo’: só em 2013 foram mortas 66,7% mais mulheres negras do que
brancas. A exploração sexual de mulheres e meninas indígenas é um problema
crescente. Pesquisa realizada pelo  DataSenado, naquele ano, identificou
que 13,5 milhões de mulheres já haviam sofrido algum tipo de agressão.
Saúde, segurança pública, justiça, educação, trabalho, habitação,
assistência social, entre outras áreas enfrentam juntas esta questão ou
nunca avançaremos para reduzir tais índices.

• Mortalidade Materna – Em 2013, 65 mil mulheres morreram no Brasil por
hemorragia, hipertensão, infecção e aborto. A altíssima taxa de cesáreas, o
excesso de intervenções desnecessárias, a falta de treinamento de equipes
especializadas e a proibição do aborto são alguns dos fatores apontados
como barreiras para que o risco diminua mais no país.

De todos os fatores de risco, o aborto é o que menos depende do sistema de
saúde, esbarrando na legislação que só permite o procedimento em caso de
estupro, feto anencéfalo ou risco à saúde da mulher.

As projeções variam, mas estima-se que entre 800 mil e 1,2 milhão de
mulheres fazem abortos a cada ano, em casa ou em clínicas clandestinas. E
dia sim, dia não, uma mulher morre porque o procedimento deu errado.

• Empoderamento – Empoderamento significa a mulher apropriar-se de seu
direito de existir na sociedade, ter voz ativa em todas as instituições de
governança participando em igualdade com os homens no diálogo público e nas
tomadas de decisão além de influenciar naquelas que irão determinar o
futuro de suas famílias e de seus países. Os esforços mundiais e nacionais
para incluir a igualdade de gênero e o empoderamento feminino nas ações
para redução da pobreza, construção da governabilidade democrática,
prevenção de crises e recuperação e promoção do desenvolvimento sustentável
têm que ser prioridades governamentais.
Luta por seus direitos quem os reconhece, mas acima de tudo quem se
reconhece como digno deles. A educação permanece como o único caminho
seguro para aí chegar. A consciência da cidadania, o conhecimento de seus
direitos por sua inclusão social, a educação da sociedade para que
considere a mulher e a respeite abre portas e facilita o árduo caminho a
ser percorrido.

Empoderamento passa também pelo conceito de cidades mais democráticas, mais
inclusivas. Cidades que considerem o poder econômico das mulheres, seu
papel de chefe de família, seu direito de ir e vir, de se preparar e aos
seus para uma vida digna e prazerosa partilhando suas escolhas, suas dores
e suas alegrias com seus companheiros, seus filhos, seus idosos...

Enfim, mais um 8 de Março que atravessamos, um dia de reflexões pelas
mortes das operárias americanas de 1857, e das milhares de mortes de
mulheres de todas as idades, de todas as seitas, de todas as cores que
mancham impiedosamente a democracia brasileira com a falta de direitos
civis e cidadania aos brasileiros e às brasileiras indistintamente.

Mas nós acreditamos! Acreditamos na política e no seu poder de
transformação. Não deixaremos que nenhum dos direitos conquistados com
muita luta se perca nas cabeças do Legislativo mais conservador dos últimos
tempos. Nem se perca no meio desta crise sem precedentes. Vamos continuar
acolhendo a ideia de que princípios éticos e sociais e política se
misturam. Continuaremos nossa luta! Ela é nobre! Ela é possível! Mulheres e
direitos são sinônimos!

Coordenação Nacional de Mulheres do PPS
Brasília, 8 de Março de 2016


-- 


*Tereza Vitale*
*Vivo: (61) 9986-3632 <%2861%29%209986-3632>*
*Home Office/Editorial Abaré: (61) 3879-6881 <%2861%29%203879-6881>*

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