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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Georgia size=2>Olá Liège,</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Georgia size=2>Está muito boa a sua sistematização, parabéns.
Estou estudando a minha complementação...</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Georgia size=2>Regina Perondi.PMDB Mulher</FONT></DIV>
<BLOCKQUOTE
style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 5px; MARGIN-LEFT: 5px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; MARGIN-RIGHT: 0px">
<DIV><FONT face=Georgia size=2></FONT> </DIV>
<DIV>Companheiras</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Na última reunião do Fórum, realizada em Brasília, no dia 08 de abril,
fui indacada pelas presentes para fazer uma síntese dos pontos debatidos
e consensuados sobre o Documento "Cartilha de Formação Política para
Mulheres de Partidos Políticos":</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>1. Consideramos que o documento não é uma cartilha e apesar de já se ter
levantado em reuniões anteriores sobre esta caracterização, a mesma continua
sendo utilizada.</DIV>
<DIV>2. No nosso entendimento este deveria ser um documento a ser
apresentado aos partidos como contribuição para os cursos de capacitação
destinados às mulheres, em cumprimento a determinação da mini reforma
eleitoral sobre os 5% do Fundo Partidário.</DIV>
<DIV>3. Na Unidade I, entendemos que o documento deveria abordar as várias
concepções existentes sobre a opressão da mulher na sociedade. O documento
apresenta apenas uma visão, não cumprindo assim ao objetivo a que se propõe,
de estimular o debate e possibilitar o conhecimento sobre as várias correntes
existentes no Brasil, que se refletem no próprio movimento feminista
brasileiro, não se referindo sobre os debates classe, raça e genero, entao é
texto parcial. A autora inclusive honestamente declara que explorou mais
textos academicos, e mesmo assim direcionados a uma visão.
<DIV>Para ser "cartilha" deveria ser mais informativo o texto sobre
diversidades de feminismos, contribuicao dos classicos em escritos sobre
direitos das mulheres, e inclusive mais provocativo sobre o por que as
mulheres nao estarem no exercicio da politica.</DIV></DIV>
<DIV>4. Na Unidade II, que enfoca "O que é gênero", a autora afirma que
abordará "o enfoque do feminismo <A
href="http://xn--acadmico-n1a.im">acadêmico.im</A> em apresentar apenas uma
visão da discussão, não fazendo a relação/interação com a questão de classe,
raça e etnia.</DIV>
<DIV>5. Na Unidade III - Breve história da trajetória da luta das
mulheres no Brasil - apresenta interessante pesquisa, mas observamos algumas
lacunas importantes. Ao citar as Conferências, não se refere a Conferência de
Viena sobre os Direitos Humanos, onde a violência contra a mulher teve um
destaque nos debates, resultando no reconhecimento desta violência como uma
questão de direitos humanos. Ao falar do papel das mulheres na luta não se
refere a; Movimento Feminino pela Anistia, Movimento Contra a Carestia (das
Panelas Vazias) e o Movimento por Creches, tres momentos importantes da
participação política das mulheres, algumas das lideranças destes
movimentos ingressaram no parlamento. </DIV>
<DIV>6. Na Unidade IV - pensamos ser forte a afirmativa de que no tema
do aborto "agenda praticamente intocada até hoje". Onde fica a Comissão
Tripartite? E a mobiliação das mulheres em articulações nacionais?</DIV>
<DIV> A Secretaria da Mulher criada por Fernando Henrique Cardoso
não tinha o mesmo caráter da criada no Governo Lula - a SPM. A primeira não
tinha status de Ministério e era liga da ao MJ. A SPM tem status de Ministério
e é ligada à Presidência da República. E hoje já é Ministério.</DIV>
<DIV>7. No Módulo II A Mulher na Política - Não se pode generalizar que nos
partidos são os "caciques" que decidem as candidaturas das mulheres. Não se
deve reforçar "a falta de ambição política das mulheres", que elas não querem
buscar a reeleição....</DIV>
<DIV>Se olharmos no quadro nacional muitas são as mulheres reeleitas!!!</DIV>
<DIV>Lembramos que este documento vai para os partidos, devemos retratar a
realidade, mas devemos jogar para cima o papel das mulheres na política e sua
importância.
<DIV>Não podemos reforçar a tese de que a mulher traz à politica qualidades
que poderiam (nao é a autora que diz) ser interepretadas como femininas, como
o cuidar, ser mais atenta ao local, à experiencias do cotidiano. Assim
resvalamos para um principio do essencialismo de genero, e nao sua
realizacao hoje em uma sociedade de classe e racista, e
discriminadora.</DIV></DIV>
<DIV>O documento fala das cotas, mas em nenhum momento coloca a importância
das sanções para o seu não cumprimento como fator decisivo na ampliação da
participação das mulheres.</DIV>
<DIV>8. No item que trata do partido político como instrumento de participação
política enfoca com prioridade a via parlamentar, mas a participação
mais efetiva das mulheres nas lutas sociais, fica subrepresentada. E ao citar
com mais amplitude experiências internacionais, faz afirmações "não há
realização de políticas efetivas sendo implementadas", o que não é bem assim.
Ou bem ou mal, as mulheres nos partidos vêm se movimentando para fazer avançar
o processo e pensamos que o documento deva estimular a participação e não
jogar para baixo. E as iniciativas com a discussão da reforma eleitoral e a
conquista da mini reforma tem que ser implementadas.</DIV>
<DIV>9. O segundo documento consideramos, também, muito extenso e com
informações detalhadas demais e em alguns aspectos conjunturais, que
não cumprem papel para um curso de capacitação continuado.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Solilcito que as companheiras que estavam na reunião complementem a minha
sistematização.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Coloco-me à disposição para maiores esclarecimentos.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Saudações</DIV>
<DIV>Liège Rocha</DIV>
<DIV>Secretária Nacional da Mulher/PCdoB</DIV>
<DIV> </DIV>
<P>
<HR>
<P></P>_______________________________________________<BR>Mulheresdepartidos
mailing
list<BR>Mulheresdepartidos@listas.planalto.gov.br<BR>https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/mulheresdepartidos<BR></BLOCKQUOTE></BODY></HTML>