<div dir="ltr"><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:center;background-image:initial;background-repeat:initial"><b><span style="font-family:Arial,sans-serif">NOSSA SOLIDARIEDADE À DEPUTADA
JANDIRA FEGHALI</span></b><span style="font-family:Arial,sans-serif"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif">
Durante a sessão que debatia as medidas provisórias do ajuste fiscal, na noite
de quarta-feira, 06 de maio de 2015, enquanto fazia uso da palavra, o deputado
Orlando Silva (PCdoB/SP) foi interrompido ao ser tocado diversas vezes pelas
costas pelo deputado Roberto Freire (PPS/SP) e reagiu pedindo que não fosse
tocado. Foi quando a deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que estava ao lado de
ambos, interveio e pediu que Freire não tocasse Silva, colocando a mão no
caminho. Nesse momento, Freire a segurou pelo braço de maneira abrupta e jogou
seu braço violentamente, como mostram os registros fotográficos feitos pelo
profissional Lula Marques.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> Não
bastasse a violência física, Jandira ainda foi ofendida pelo deputado Alberto
Fraga (DEM/DF), que inverteu a lógica da agressão e acusou Jandira de ter
agredido Freire, com a máxima machista que a mulher “não se pode prevalecer da
condição de mulher para querer agredir quem quer que seja” e que se “bate como
homem, tem que apanhar como homem”. Não obstante, continuou incitando a
violência dizendo “venha, venha”. Essa apologia à violência contra a mulher é
inaceitável e merece todo o rigor da lei. Não aceitamos que uma das
parlamentares que ajudou a criar a Lei Maria da Penha seja vítima de violência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:black">Em 2013, a ex-deputada federal Manuela
D’Ávila (PCdoB/RS) <span style="letter-spacing:-0.75pt">foi vítima de
declarações ofensivas, preconceituosas e machistas, com sua vida pessoal
atacada sem qualquer justificativa pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP)
enquanto fazia uso da palavra como líder do seu partido, durante
audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)</span> em que se
discutia com o senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o caso de
cartel e de corrupção relacionado à Siemens e a outras empresas multinacionais.</span><span style="font-family:Arial,sans-serif"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> Quase
um ano atrás, em 20 de maio de 2014, na sessão solene do Congresso que
homenageava os 90 anos da Coluna Prestes, a deputada Alice Portugal
(PCdoB/BA) foi interrompida enquanto fazia uso da tribuna, sendo interpelada de
forma agressiva e teve o som do seu microfone cortado. A agressão à Alice
Portugal só não foi maior porque o agressor, um servidor da Casa, foi segurado
por outros colegas que acompanhavam a sessão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> Em 09
de dezembro de 2014, após a deputada Maria do Rosário fazer um discurso
defendendo os trabalhos da Comissão da Verdade e a investigação de crimes da
Ditadura Militar, ouviu da tribuna o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) se remeter
a um episódio anterior e repetiu a agressão de anos atrás dizendo que só não a
estupraria porque ela não merecia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:black"> Em
março deste ano, a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) foi intimidada pelo
deputado Roberto Góes (PDT/AP) enquanto discursava, denunciando
uma série de problemas enfrentados pela população do Amapá, estado de ambos.
Góes não teria gostado das críticas ao governante daquele Estado, tendo
interrompido por duas vezes o discurso da parlamentar e, “não se limitando
aos impropérios verbais desferidos, ousou
deslocar-se em direção à deputada para intimidá-la
ou até mesmo agredi-la fisicamente”, conforme denunciado pela
deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), que era coordenadora da Bancada Feminina na
época.</span><span style="font-family:Arial,sans-serif"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:black"> Essa
onda crescente de agressões contra as deputadas refletem como a Câmara Federal
está </span><span style="font-family:Arial,sans-serif">impregnada com as
piores referências do conservadorismo, do machismo e da misoginia. Os
parlamentares, assim como os homens na nossa sociedade, se valem da sua
condição de homens para intimidar, atacar a vida pessoal e agredir verbal e
fisicamente as mulheres. Esses casos evidentes de violência contra as mulheres
não pode ser tolerado nem dentro nem fora da Câmara. A tribuna da Câmara é
espaço inviolável para homens e mulheres e as ameaças e agressões às mulheres
não podem ser invisibilizadas, ignoradas, toleradas nem chanceladas. Não podem
ser reduzidas à “mal entendidos” ou ser silenciadas com pedidos vazios de
desculpas, que legitimam que outras agressões sejam cometidas diariamente
contra as mulheres em suas mais distintas e perversas faces.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> A agressão
à deputada Jandira sofrida na noite de ontem reflete a incapacidade de
compressão de alguns homens sobre divisão do espaço e do poder, utilizando a
força física para imporem sua opinião sobre a opinião de outrem. Tememos que o
homem que sinta liberdade de fazer isso em público, faça algo mais grave no
privado. É in</span><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:rgb(20,24,35)">admissível a
agressão física e verbal de deputados contra uma parlamentar, assim como é
inadmissível a agressão contra qualquer mulher.</span><span style="font-family:Arial,sans-serif"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:rgb(20,24,35)"> </span><span style="font-family:Arial,sans-serif"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:rgb(20,24,35)"> </span><span style="font-family:Arial,sans-serif">Jandira é a única mulher líder de
partido hoje na Câmara e entendemos que um homem ver uma mulher defendendo
outro homem deve ser uma inversão em toda a sua lógica machista de mulheres
subalternas e sem expressão. Não vamos admitir que nenhuma outra mulher seja
ameaçada, agredida ou tenha seu corpo violado por disputar os espaços antes só
eram ocupado por eles. A tribuna da Câmara não é um lugar dos homens, não
pertence a eles o direito único de fala e opinião nesta Casa. A Câmara é dos
Deputados no nome, mas em sua essência é a Casa do Povo e representamos aqui o
povo, pois somos mais da metade da população. Por isso a importância de ter
mais mulheres na política, para que possamos inverter toda a lógica desigual
que trata as mulheres na sociedade<a name="14d300bbb0a1b358_14d2f8652b58a46e__GoBac"></a>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif">
Diariamente milhares de mulheres sofrem agressões, ameaças e perdem suas vidas
graças à cultura machista. Mas mulheres forjadas na luta diária da
sobrevivência e da quebra das amarras do patriarcado não serão intimidadas com
esse tipo de ameaça. Lutamos como mulher, lutamos juntas, até que todas sejam
livres. Por isso a</span><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:rgb(20,24,35)">s deputadas se manifestaram em plenário com as palavras de ordem "A
violência contra a mulher não é o Brasil que a gente quer</span><span style="font-family:Arial,sans-serif">”. Estamos construindo um país mais
justo, mais igualitário e sem violência, sem machismo e sem sexismo!.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif">Saudações de Força e de Luta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif">Deputadas federais do PT</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif">Secretaria Nacional de Mulheres do PT</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif"> </span></p>
<p class="MsoNormal" align="right" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:right;background-image:initial;background-repeat:initial"><span style="font-family:Arial,sans-serif">Brasília, 07 de maio de 2015.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;background:rgb(241,241,241)"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial,sans-serif"></span><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial,sans-serif"></span></p>
<p class="MsoNormal"> </p><div><br></div>-- <br><div class="gmail_signature">Laisy Moriére<br> + 55 062 8413 9267<br><font color="#6600cc">"Quando uma mulher entra na politica, muda a mulher. Quando muitas mulheres entram na politica, muda a politica" Michelle Bachelet!</font></div>
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