[Pactonacional] ENC: sogros confessam ter matado alemã Jennifer Kloker
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Quinta Dezembro 13 14:54:58 BRST 2012
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De: Nilza do Carmo Scotti
Enviada em: quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 17:20
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: sogros confessam ter matado alemã Jennifer Kloker
No 3º dia do júri, sogros confessam ter matado alemã Jennifer Kloker
Delma Freire contou à juíza detalhes sobre a execução do crime.
Alemã foi morta em 2010, às margens da BR-408, em São Lourenço, PE.
Na manhã desta quarta-feira (12), Ferdinando Tonelli e Delma Freire
confessaram ter matado a nora, a turista alemã Jennifer Kloker, em fevereiro
de 2010. Este é o terceiro dia de julgamento do caso, em São Lourenço da
Mata, na Região Metropolitana do Recife. Eles e outros três réus são
acusados do crime. Delma Freire, acusada de ser a mandante, contou detalhes
à juíza Marinês Marques Viana. "Fiz tudo isso por amor ao meu filho e à
minha família. Eu não ia falar nada disso, mas não ia conseguir dormir.
Queria pedir desculpas à sociedade pela mentirosa que eu sou. Hoje em dia
não agiria assim", afirmou Delma. Ferdinando Tonelli havia confessado
envolvimento no crime pouco tempo antes, em seu terceiro depoimento.
Jennifer, 22 anos, foi morta a tiros em fevereiro de 2010, em São Lourenço
da Mata. Além de Ferdinando e Delma, respondem pelo assassinato Pablo
Richardson Tonelli, marido de Jennifer; Alexsandro Neves dos Santos, que
teria efetuado os disparos; e Dinarte Dantas de Medeiros, irmão de Delma.
Logo no início da sessão, na segunda-feira (10), foi suspenso o julgamento
de Alexsandro Neves dos Santos, porque o advogado que o defendia ficou
doente. O júri dele foi remarcado para o dia 27 de fevereiro de 2013.
Segundo Delma Freire, tanto Pablo quanto Ferdinando sabiam que Jennifer ia
ser morta. Ainda na Itália, ela conta que Pablo e Ferdinando não sabiam mais
o que fazer para lidar com Jennifer - Delma repetiu a versão contada por
Ferdinando, de que a alemã usava drogas, traía Pablo e espancava o filho.
"Então eu disse aos dois para matar. Eles ficaram meio assim, mas como eu
sou cabeça de tudo, meio que obriguei eles a aceitar", falou.
A ré contou no júri que, no dia do crime, tinha combinado com Alexsandro e
Dinarte de parar o carro na estrada para urinar. Nessa hora, segundo a
versão de Delma, Alexsandro entrou no carro, todos saltaram, Jennifer
abraçou Pablo, mas foi segurada por Alexsandro, que atirou na alemã.
"Alexsandro me afirmou que Dinarte estava na área, de olho em tudo", disse
Delma.
Delma Freire disse que o neto, filho de Jennifer e Pablo, à época com dois
anos, estava no colo dela na hora do crime e conta que ouviu dois tiros. "A
gente pediu ajuda de um caminhão fingindo que tinha sido assaltado. "Foi
muito difícil pra mim fingir durante todo esse tempo e até mentir para a
sociedade que tinha sido um assalto", disse ela à juíza.
Enganado
De acordo com o advogado de Delma, José Carlos Penha, o crime aconteceu no
Brasil porque a família já estava de viagem marcada. "Ela me disse que tinha
apenas apresentado Dinarte a Pablo e Ferdinando, que eles teriam planejado
tudo. Eu me sinto um pouco enganado", protestou.
Delma Freire disse que Ferdinando Tonelli era companheiro dela. "No começo
ele quis casar comigo porque gosta muito do Brasil e queria cidadania
brasileira, mas eu não quis. Disse que ele já tinha adotado Pablo, então
teria o visto", relatou. Ferdinando disse que o crime foi cometido porque a
jovem alemã era "muito cruel" com a criança e com a família. "Foi por amor
ao meu neto", afirmou.
Ao ser questionada sobre os motivos para escolha do irmão Dinarte como
parceiro no crime, Delma afirmou: "Ele era a única pessoa errada que eu
conhecia, do mundo do crime". A acusada afirmou que houve uma tentativa
frustrada anterior ao crime. "Eu pensei em desistir, mas ele [Dinarte] disse
que não dava para voltar atrás porque ia prejudicar o comparsa dele", disse.
Depois do crime, contou Delma, o plano era que Pablo permanecesse no Brasil
enquanto Ferdinando e Delma voltariam para a Itália. A família pretendia
ainda comprar uma oficina em Fortaleza.
O terceiro dia de julgamento do caso Jennifer Kloker, esta quarta-feira
(12), começou com uma hora de atraso. É o dia dos debates e os promotores
André Rabelo e Ana Cláudia Walmsley teriam até quatro horas para expor
argumentos e evidências para convencer os jurados da culpa dos réus. Na
sequência, os advogados fariam a defesa dos suspeitos, com direito a uma
hora e meia para cada um deles. Na segunda-feira (10), o Conselho de
Sentença foi formado e as testemunhas de acusação prestaram depoimento. Na
terça-feira (11), os quatro réus foram ouvidos .
saiba mais
Próximos passos
Seis mulheres e um homem formam o Conselho de Sentença, que vai decidir o
destino desses quatro acusados. Após os debates desta quarta, o júri entra
na fase da réplica e da tréplica, com duração prevista de duas horas para
cada parte.
Depois, os jurados são levados para uma sala isolada, para decidir pela
condenação ou absolvição dos réus - em maioria simples e caráter sigiloso.
Caso sejam condenados, a juíza é quem define a duração da pena
O caso
Jennifer Kloker foi morta com dois tiros, em 16 de fevereiro de 2010. O
corpo dela foi achado no dia seguinte, às margens da BR-408, em São Lourenço
da Mata <http://g1.globo.com/pe/pernambuco/cidade/sao-lourenco-da-mata.html
<http://g1.globo.com/pe/pernambuco/cidade/sao-lourenco-da-mata.html> >,
próximo ao Terminal Integrado de Passageiros (TIP). A previsão é que o
julgamento se estenda até quinta-feira (13).
Os Tonelli disseram à polícia terem sido vítimas de latrocínio - assalto
seguido de morte - logo no começo do inquérito policial. Com o desenrolar
das investigações, os policiais descobriram que Jennifer tinha um seguro de
vida e concluíram que a morte foi tramada pela família.
Os acusados foram indiciados pela Polícia Civil por formação de quadrilha e
homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e uso de recurso que
tornou impossível a defesa da vítima). O grau de parentesco e a convivência
entre Kloker e três acusados (Pablo, Delma e Ferdinando) são considerados
circunstâncias agravantes.
Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República
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