[Pactonacional] ENC: SPM mídia: entrevista secretária Vera Soares à Agência Brasil

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Novembro 12 19:29:06 BRST 2012



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: sexta-feira, 9 de novembro de 2012 18:18
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: entrevista secretária Vera Soares à Agência Brasil


Colegas,

segue matéria sobre igualdade de gênero, da Agência Brasil, que tem
entrevista da secretária Vera Soares.


Estudante é premiada por trabalho que cria índice de desigualdade de gênero
para o Brasil

09/11/2012 - 17h09 

*	Cidadania <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/cidadania
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/cidadania> >
*	Economia <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/economia
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/economia> >

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Mulheres e homens têm acesso praticamente igual à educação no
Brasil, mas quando se fala em política e economia, os homens têm vantagem
considerável. Eles estão em cerca de 54,4 milhões de posições no mercado de
trabalho, enquanto elas ocupam 43 milhões. O peso também está no orçamento
do final do mês: na média, os homens ganham R$ 4,9 por hora a mais que as
mulheres em cargos semelhantes. Na política, são 2.013 homens e 292 mulheres
no poder.

Os dados estão no trabalho A Mensuração da Desigualdade de Gênero: um Índice
para os Estados Brasileiros, da estudante de economia Luísa Cardoso,
premiado pelo Conselho Regional de Economia do Distrito Federal
(Corecon-DF). Luísa propõe a criação do Índice Nacional de Desigualdade de
Gênero (INDG) capaz de medir, por estado, o acesso das mulheres à educação,
saúde, economia e política.

A estudante se baseia no Índice Global de Desigualdade de Gênero (do inglês
Global Gender Gap Index - GGGI) medido pelo Fórum Econômico Mundial em 135
países, no qual, em 2012, o Brasil aparece em 62º lugar. "O Brasil não tem
um índice próprio. O GGGI considera variáveis que não fazem parte da nossa
realidade. O INDG seria uma forma de monitoramento das desigualdades
brasileiras e pode ser atualizado constantemente", justifica a autora.

Com base em dados de 2009, 2010 e 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), do Congresso Nacional e outros bancos de dados
oficiais, ela aplicou a escala internacional de 0 a 1, na qual quanto mais
próximo a 1, maior o nível de igualdade para cada estado brasileiro. No
total, o Brasil obteve 0,71 ponto. Se utilizado o INDG, o país estaria na
45ª posição no ranking mundial.

Na escala, Santa Catarina, com 0,676, aparece como o estado mais desigual,
enquanto Rio Grande do Norte (0,779), como o estado com maior igualdade de
acesso, seguido por Roraima (0,776) e Maranhão (0,768). O resultado mostra
que a desigualdade não está ligada a uma menor renda, já que o Rio Grande do
Norte tem quase metade (R$ 456,94) da renda per capita de Santa Catarina (R$
864,51) de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de
Domicílios (Pnad) 2009.

"O Brasil tem uma desigualdade regional imensa. Mensurar isso com dados
nacionais é mais interessante e confiável. Embora a discriminação por
gênero, uma das principais causas da desigualdade, não possa ser medida por
dados quantitativos, ela continua existindo na sociedade como um todo",
afirma a integrante do colegiado de gestão do Centro Feminista de Estudos e
Assessoria (Cfemea), a socióloga Nina Madsen.

A socióloga explica que a discriminação começa na educação e se estende ao
mercado de trabalho, prejudicando os salários e as promoções de mulheres a
altos cargos. Segundo Nina, um dos fatores da diferenciação é que as
mulheres ainda são responsáveis ao mesmo tempo pela produção e reprodução, o
que faz com que acumulem funções.

O acesso à economia teve pontuação 0,730, quase igual ao índice nacional. Já
a política foi a área com os menores índices: o Brasil obteve 0,102. O
estado de Santa Catarina aparece mais uma vez em última posição (0,035),
seguido por Paraná (0,044) e Ceará (0,055). Os primeiros lugares também se
repetem: são Rio Grande do Norte (0,404), Maranhão (0,321) e Roraima
(0,273).

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil aparece como
penúltimo país do ranking da América Latina em representatividade política:
somente 9% dos candidatos eleitos são mulheres. "É preciso uma reforma de
âmbito partidário para inclusão de mulheres. Tem que haver um trabalho de
base, de trabalho junto à sociedade, para que as mulheres tenham mais
destaque em propagandas políticas", afirma a oficial de Monitoramento e
Avaliação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no
Brasil,  Juliana Winceslau.

A secretária nacional de Articulação Institucional e Ações Temáticas da
Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Vera Soares, afirma que o
governo tem se esforçado para diminuir as desigualdades. "Os países mais
produtivos são os que têm menor desigualdade de gênero. É onde se aproveita
melhor a capacidade produtiva e onde se utiliza o capital humano de maneira
mais completa. Ganha o mercado, ganha o governo e ganham as pessoas." Ela
informou que a secretaria discute a elaboração de indicadores complexos,
como o INDG.

Edição: Davi Oliveira


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
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Presidência da República
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