[Pactonacional] ENC: SPM mídia: entrevista secretária Tatau Godinho - trabalho doméstico
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Novembro 23 09:56:49 BRST 2012
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: terça-feira, 20 de novembro de 2012 10:54
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: entrevista secretária Tatau Godinho - trabalho doméstico
Colegas,
segue entrevista da secretária Tatau Godinho à Agência Brasil, publicada no
sábado (17/11), sobre trabalho doméstico.
Ainda há espaço para aumentar a valorização dos trabalhadores domésticos,
diz diretora da OIT
17/11/2012 - 10h57
* Nacional <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/nacional
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/nacional> >
* Política <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/politica
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/politica> >
Thais Leitão*
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A configuração do trabalho doméstico no Brasil indica que ainda
há "muito terreno" para um aumento da valorização dos profissionais que
atuam na área, sem que se corra o risco de tornar a atividade restrita às
camadas mais ricas da sociedade, nos moldes do que ocorre nos Estados Unidos
e em países europeus. A avaliação é da diretora da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo.
Para ela, o pagamento do trabalho doméstico no Brasil é muito inferior ao
valor que ele tem para a sociedade. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
(IBGE), mostram que o salário médio dos trabalhadores domésticos no Brasil é
R$ 507, incluindo os profissionais formalizados, que têm carteira assinada,
e os que são informais. A média mais elevada foi encontrada no Sudeste (R$
587) e a mais baixa, no Nordeste (R$ 336).
"Em média, as trabalhadoras domésticas no Brasil recebem menos de um salário
mínimo, o que revela uma disparidade salarial muito grande. Acho que ainda
se tem aqui muito terreno para que isso avance. É preciso pensar o trabalho
doméstico como muito importante, que é a ponta da cadeia de cuidado, e
precisa ser valorizado", disse à Agência Brasil, ao comentar os efeitos da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10, em tramitação na Câmara dos
Deputados, que amplia os direitos dos empregados domésticos, incluindo
obrigatoriedade de recolhimento do FGTS.
Tatau Godinho, secretária nacional de Autonomia Econômica das Mulheres, da
Secretaria de Políticas para as Mulheres, também não acredita que esta seja
uma tendência no Brasil, que, conforme aponta, tem um perfil diferente
desses países. A entrada e a consolidação das mulheres brasileiras no
mercado de trabalho são fatores importantes para que elas continuem
precisando de ajuda profissional nos afazeres domésticos.
"No Brasil, as mulheres estão entrando mais rápido no mercado de trabalho,
por exemplo, do que em alguns países europeus. Em todas as pesquisas,
percebemos que elas querem trabalhar, ter renda própria e fazer outras
coisas fora de casa, além do trabalho e, portanto, vão buscar alternativas
que possam facilitar o compartilhamento [das atividades]", avaliou.
A jornalista Vivianne da Costa conta que uma das principais diferenças que
percebeu ao mudar-se para os Estados Unidos, há quatro anos, foi a estrutura
de contratação de serviços domésticos e os valores pagos pelos americanos
aos profissionais da área.
"Aqui, quase ninguém tem empregada doméstica fixa, o mais comum é pagar pela
faxina. Só que quem trabalha com isso passa, em geral, três horas em uma
casa, cobra até US$ 150, e não faz os mesmos serviços que no Brasil. Elas
tiram o pó, varrem a casa, mas o mais pesado não está incluído no trabalho
delas", disse a jornalista que teve que se habituar a atividades que antes
não faziam parte de sua rotina, como passar roupa e lavar os banheiros da
casa.
A psicóloga Rhode Oliveira também se assustou com os valores cobrados pelos
serviços domésticos quando mudou-se, há quase três anos, para a França.
Acostumada aos serviços fixos de uma empregada doméstica no Rio de Janeiro,
onde morava, ela também assumiu os serviços da casa.
"Aqui é muito diferente. Além das pessoas que trabalham com faxina não
fazerem uma limpeza mais completa, cobram muito pelo serviço. Uma moça que
contratamos logo que chegamos aqui cobrava 19 euros por hora para fazer uma
limpeza muito simples. Agora, eu mesma faço o que tem que fazer por aqui".
*Colaborou Carolina Sarres
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
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