[Pactonacional] ENC: SPM mídia: artigo ministra Eleonora - Margaridas que renascem
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Outubro 22 08:51:51 BRST 2012
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: segunda-feira, 22 de outubro de 2012 08:33
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: artigo ministra Eleonora - Margaridas que renascem
Colegas,
segue artigo da ministra Eleonora publicado ontem (21/10) no jornal Correio
Braziliense.
CORREIO BRAZILIENSE - DF | OPINIÃO
SECRETARIA DE MULHERES | AUTONOMIA FEMININA | OUTROS | PLANO NACIONAL DE
POLÍTICAS PARA AS MULHERES
Margaridas que renascem (Artigo)
» ELEONORA MENICUCCIMinistra de Estado chefe da Secretaria de Políticas para
as Mulheres da Presidência da República
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4361398
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<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
361398
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Veja pagina da matéria
<http://www.linearclipping.com.br/Capa/20121021201437.jpg
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Chamada de capa
A cada dois anos acontece a Marcha das Margaridas, que mostra para a
sociedade brasileira o cotidiano das mulheres do campo e da floresta. Em
nosso país, as Trabalhadoras rurais vêm construindo uma longa trajetória de
resistência para ter o seu trabalho e os seus direitos reconhecidos. Elas
têm abraçado o desafio de articular sua agenda específica com as lutas mais
gerais, a exemplo da luta pela reforma agrária, pelo acesso à propriedade da
terra, assim como pelos direitos sociais e previdenciários.
Para elas, a década de 1980 representa um marco, com a consolidação de
organizações próprias, apoiadas numa agenda política voltada para a
superação das discriminações e desigualdades e para a afirmação de sua
identidade de trabalhadora rural. As conquistas asseguradas na Constituição
de 1989 foram um impulso fundamental para a ampliação de seus direitos.
A conquista da cidadania plena é a expressão da igualdade de oportunidades
entre mulheres e homens, entre as diferentes classes sociais, raças e
etnias. Elas exigem a superação das muitas barreiras criadas pelo
preconceito e a discriminação, dificuldades reconhecidamente maiores para as
mulheres do campo e da floresta. Por essa razão, apesar dos avanços
alcançados, a situação das trabalhadoras no campo ainda é marcada por uma
tradição que percebe o trabalho rural como atividades econômicas associadas
aos homens, enquanto o trabalho das mulheres é visto apenas como ligado ao
autoconsumo familiar.
Em 2006, segundo o Censo Agropecuário, a agricultura familiar respondia por
87% da produção nacional de mandioca, 70% da de feijão, 46% da de milho. E
na pecuária, por 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30%
dos bovinos. Mas, contraditoriamente, ainda que a agricultura familiar seja
a responsável, em larga medida, pela cesta básica dos brasileiros, o mesmo
censo nos informava que quase 1/3 dos trabalhadores da agricultura familiar
declarou não ter obtido receita ou rendimentos naquele ano.
É importante assinalar que grande parte do trabalho executado pelas mulheres
do campo não é computado sequer como "trabalho não remunerado". É, na
verdade, um trabalho invisível, pois elas, sistematicamente, são reduzidas a
coadjuvantes nas atividades produtivas - são "ajudantes" de seus maridos,
pais e companheiros, ainda que tenham participação significativa em
diferentes instâncias da produção.
Repensar a relação entre o trabalho reprodutivo e o produtivo é um dos
desafios mais importantes para as políticas de igualdade de gênero e de
incentivo à autonomia econômica das mulheres, historicamente as principais -
e em muitos casos, as únicas - responsáveis pelas práticas do cuidado, no
âmbito da família e da própria comunidade.
A Secretaria de Políticas para as mulheres (SPM), em parceria com o
Ministério do Desenvolvimento Agrário, vem atuando para reconhecer e
valorizar as Trabalhadoras rurais. Para além de importantes políticas
previstas no Plano Nacional de Políticas para as mulheres, a incorporação de
suas demandas se reflete em diferentes programas do governo, como o Plano
Nacional de Reforma Agrária, o Programa Nacional de Fortalecimento da
Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão
Rural.
Um bom exemp lo são os programas de compras governamentais, como o de
Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar
(Pnae), ferramentas que têm possibilitado o acesso das mulheres à
comercialização e estimulado o fortalecimento de suas organizações
produtivas.
Em paralelo a políticas de autonomia econômica, a SPM tem discutido,
elaborado e implementado, em parceria com diferentes ministérios e
organizações, outras políticas dirigidas às mulheres rurais. São exemplos as
ações desenvolvidas no âmbito do Fórum Nacional para o Enfrentamento da
Violência contra as mulheres do campo e da floresta, que tem por objetivo
prevenir e enfrentar a violência sofrida pelas mulheres rurais em todo o
país.
Enfrentar as desigualdades com vistas à conquista da autonomia das mulheres
do campo e da floresta é uma das prioridades da pasta. Superar desigualdades
presentes no cotidiano do mundo do trabalho rural, que ainda guarda relações
e valores incompatíveis com as conquistas das mulheres, é necessidade de um
país inteiro, para que as margaridas possam florescer.
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Presidência da República
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