[Pactonacional] ENC: sec. Aparecida em Porto Alegre

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Outubro 22 15:40:35 BRST 2012



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De: Nilza do Carmo Scotti 
Enviada em: segunda-feira, 22 de outubro de 2012 15:20
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: sec. Aparecida em Porto Alegre

Novo Centro de Referência da Mulher vai acolher vítimas de violência no RS
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Para a secretária Aparecida Gonçalves, os centros especializados são
fundamentais para a saída de uma mulher da situação de violência | Foto:
Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
<http://sul21.com.br/jornal/2012/10/novo-cento-de-referencia-da-mulher-vai-a
colher-vitimas-de-violencia-no-rs/
<http://sul21.com.br/jornal/2012/10/novo-cento-de-referencia-da-mulher-vai-a
colher-vitimas-de-violencia-no-rs/> > 

Natália Otto
Nesta sexta-feira (19), um passo foi dado rumo a uma maior proteção das
mulheres gaúchas contra a violência doméstica e sexual. A ordem de início
das obras da nova sede do Centro de Referência da Mulher do Estado Vânia
Araújo Machado (CRM-RS) foi assinada pelo secretário de obras públicas,
irrigação e desenvolvimento urbano, Luiz Carlos Busato, a secretária de
políticas para as mulheres do RS, Márcia Santana, e a secretária nacional de
enfrentamento à violência contra as mulheres da Secretaria de Política para
Mulheres da Presidência da República (SPM), Aparecida Gonçalves.
As obras reformarão uma sala cedida pelo Instituto de Previdência do Estado.
O local, de 153 m2, contará com áreas para a administração, terapia em
grupo, cabines para a escuta lilás (a central de atendimento) e um espaço
destinado às crianças, para que elas aguardem as mães. O investimento de R$
150 mil garantirá também a acessibilidade do local.
"Mais do que uma obra, o centro vai mexer na estrutura de acolhimento destas
mulheres", afirmou a secretária estadual de políticas para as mulheres,
Márcia Santana. "Vai criar um ambiente seguro, onde as marcas da violência
na alma das mulheres podem ser suavizadas. Queremos que elas ressignifiquem
suas vidas, que saiam com mais autonomia e cidadania, e que este seja um
espaço real de mudança na vida dessas mulheres".
Márcia afirmou que a previsão é de que o CRM seja inaugurado em março. Para
a secretária, a sede atual do centro, na rua Miguel Teixeira, não possui a
estrutura física adequada para fornecer o atendimento às mulheres. Ela conta
também que o novo centro contará com uma equipe reestruturada formada por
advogadas, psicólogas, assistentes sociais e administradoras.
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A secretária estadual Márcia Santana afirmou que a aquipe de atendimento do
Centro de Referência foi ampliada para trabalhar na nova sede | Foto:
Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Centros especializados são principal ponto de saída da situação de violência
Para a secretária nacional de políticas para as mulheres, Aparecida
Gonçalves, o espaço do Centro de Referência é fundamental. "É só a partir do
centro especializado que a mulher vai tomar a decisão e conseguir sair
definitivamente da situação de violência", afirmou.
Aparecida diz que é preciso ter em mente que tudo no espaço físico de um
centro de referência influencia na relação da mulher com a instituição. "A
cor, a divisão do espaço, como as coisas são colocas no local é que faz a
diferença se a mulher ficará no centro, se receberá atendimento e se
continuará em situação de violência". Para ela, a decisão de construir um
centro de referência é também a decisão política de oferecer um atendimento
diferenciado.
A secretária ressaltou que o poder público deve trabalhar dentro da
perspectiva de que o Centro de Referência é o serviço no qual a mulher
permanecerá por mais tempo. Aparecida estima que a mulher poderá ficar de
dois a três anos frequentando o espaço, fazendo terapia e cursos de
capacitação. "Ela só se desvinculará do centro quando não estiver mais
sofrendo violência, mas a relação afetiva com o local se manterá para
sempre. Este é o espaço que vai evitar que ela não se torne mais uma vítima
de assassinatos", afirmou. A secretária aproveitou para lembrar que o Brasil
é o sétimo país com mais mulheres assassinadas no mundo.
Crueldade e falta de recursos dificultam a implementação da Lei Maria da
Penha
Ainda na tarde desta sexta-feira, às 19h, a secretária Aparecida Gonçalves
integrará o seminário Políticas de enfrentamento à violência contra as
mulheres no Brasil: desafios para a implementação da Lei Maria da Penha, na
PUCRS. Adiantando o assunto, Aparecida apontou os três maiores desafios na
implementação da lei: a sociedade machista, a falta de recursos públicos e a
crescente crueldade dos crimes praticados contra as mulheres.
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"A cultura machista e patriarcal do nosso país assola toda a estrutura do
Estado", diz Aparecida Gonçalves | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
"A cultura machista e patriarcal do nosso país assola toda a estrutura do
Estado, tanto o executivo quanto o legislativo e o judiciário. Com isso,
temos problemas na aplicação da lei", argumentou a secretária. Ela também
apontou preconceitos referentes ao combate à violência doméstica - como a
idéia de que se a vítima receber ajuda, sua família será destruída - como
dificuldades no processo de consolidação da Maria da Penha.
Aparecida criticou a falta de recursos públicos, em âmbito federal, estadual
e municipal, para a criação de políticas afirmativas de proteção das
mulheres. "Nosso desafio é fazer com que tenha orçamento para todas as
políticas que precisamos oferecer", afirmou.
Porém, para a secretária, o maior desafio do enfrentamento à violência
contra a mulher é um fenômeno relativamente novo: a crescente crueldade dos
crimes contra a população feminina. "As mulheres hoje não morrem com três
facadas, morrem com 30. Não levam tiros apenas no coração, mas também na
vagina. Há a total destruição do corpo e da identidade da mulher", lamentou.
Aparecida mencionou também os estupros coletivos e corretivos (aqueles
cometidos contra lésbicas) como formas desta nova violência. "Na nossa
avaliação, o que ocorre é um crime de ódio. Com mulheres, a violência é uma
questão de posse, de provar que ela pertence inteiramente ao agressor",
argumentou. "A violência sexual e o assassinato são os principais
instrumentos dessa cultura, e se manifestam através de ataques contra
mulheres independentes, que estão indo para as ruas", explicou.


Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República
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