[Pactonacional] ENC: Vizinhos confirmam agressões a mulheres - assassino confesso de professora no Parque da Cidade

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Abril 1 08:57:22 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 1 de abril de 2013 08:47
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Vizinhos confirmam agressões a mulheres - assassino confesso de
professora no Parque da Cidade

CORREIO BRAZILIENSE - DF | CIDADES 
LEI MARIA DA PENHA 
Vizinhos confirmam agressões a mulheres
» GABRIELLA FURQUIM
Vizinhos, amigos e familiares de Walisson Santos Lemos, conhecido em Santa
Maria como Diguinho, confirmam que o acusado de matar a professora
Christiane Silva Mattos, 37 anos, na última quinta-feira, agrediu outras
mulheres antes do crime praticado no Parque da Cidade. Uma delas,
ex-companheira de Walisson, morou com o suspeito por dois anos - o casal tem
uma filha de 5 anos. Ela teria sido uma das vítimas. "Lembro-me bem do dia
em que escutei uma briga feia, e ela saiu gritando com a menina no colo
dizendo que ele iria para a cadeia, que não ia ficar barato o que ele fez",
contou uma vizinha, que pediu para não ser identificada. 
Outros moradores confirmaram que o casal tinha uma relação tumultuada. "Ele
é um bom rapaz, mas, realmente, era violento com as mulheres", afirmou outro
vizinho. Há dois anos, o casal teria se separado definitivamente. Ela voltou
a morar com os pais, em um condomínio, também em Santa Maria. De acordo com
informações da Polícia Civil, Walisson tem duas acusações da Lei Maria da
Penha. 
Na casa de Walisson, a família está chocada. "Entreguei para Deus. Não
consigo entender o que aconteceu. Só consigo me apegar à fé agora", disse a
mãe do acusado, que se identificou apenas como Maria - o pai morreu em 2007.
Wesley, irmão mais velho do acusado, confirmou que deu carona ao irmão até o
shopping Pátio Brasil no dia do crime. Segundo ele, o irmão pediu para
acompanhá-lo a fim de entregar currículos nas lojas. "Também estamos
esperando para entender o que aconteceu. Estamos em choque. Não conseguimos
dormir, comer, não sei o que fazer, o que pensar, o que falar", disse.
Wesley trabalha em uma casa lotérica no subsolo do centro comercial. 
Apelidado de Diguinho desde a adolescência, quando era conhecido por dançar
funk nos bailes de Santa Maria, Walisson queria ser jogador de futebol. Há
quatro anos, após desistir da carreira, trabalhava como carregador em um
supermercado, no Gama. "Ele estava insatisfeito com o trabalho. Queria um
emprego mais bacana, como o do irmão", revelou o amigo de infância. O irmão
mais novo da família de nove filhos seguiu o sonho de Walisson. Ele é
jogador da categoria de base de um time de São Paulo. 
"Estranho" 
Mesmo sabendo das agressões contra a ex-companheira, a prisão de Walisson
Lemos surpreendeu quem vive na região. "Eu não acreditei quando o vi na
televisão. Não consigo comer nem dormir. Ele é o meu melhor amigo, e eu não
consigo entender o que o levou a fazer uma besteira dessas. Ele sempre lutou
para ser uma pessoa do bem, sempre foi o meu exemplo", contou um amigo de
infância. 
Segundo ele, Walisson estava estranho dias antes do crime. "Ele é calado,
mas estava ainda mais. Tinha cara de preocupado, de tenso", detalha. O
conhecido conversou com o acusado após uma partida de futebol, na semana
passada. "Ele enrolou e disse que era um problema no trabalho. Eu insisti
(no assunto), mas ele desconversou. Fiquei desconfiado, porque somos muito
amigos, e ele me conta tudo", detalhou. Na manhã do assassinato, às 5h31,
Walisson postou em uma rede social a mensagem: "Essa foi a pior noite da
minha vida, estressado e com dor de cabeça....Bom dia". Christiane morreu à
tarde. 

					
CORREIO BRAZILIENSE - DF | CIDADES 
LEI MARIA DA PENHA 
Vídeo mostra vítima e suspeito em shopping
» MARA PULJIZ» ANA MARIA CAMPOS
Veja pagina da matéria
<http://www.linearclipping.com.br/Capa/20134171210.jpg
<http://www.linearclipping.com.br/Capa/20134171210.jpg> >
As imagens das câmeras do Pátio Brasil revelam a professora Christiane e o
acusado de matá-la no mesmo andar do centro comercial e, pouco depois,
deixando o local no veículo dela. A polícia investiga se a mulher sofria
ameaças. Não há certeza sobre a motivação do crime
  
Imagens do sistema de segurança do Pátio Brasil mostram o carregador
Walisson Santos Lemos, 23 anos, e a professora Christiane Silva Mattos, 37
anos, andando no shopping, no dia do crime. Ela morreu esganada na última
quinta-feira, no Estacionamento 9 do Parque da Cidade. No vídeo, os dois
aparecem no mesmo piso do centro de compras. A polícia apura se ela estava
sob ameaça. Na filmagem, ela aparece ainda pagando o tíquete de
estacionamento, por volta das 14h. A mulher sai dirigindo acompanhada de
Walisson, que estava ao lado dela, no banco do carona do carro, um Fiat
Bravo. As informações são de várias fontes da Polícia Civil do DF ouvidas
pelo Correio. 
Os investigadores trabalham com uma convicção: Walisson é o assassino. Ele
confessou o homicídio depois que os policiais o identificaram por meio das
impressões digitais deixadas no veículo de Christiane. Mas algumas perguntas
essenciais precisam ser respondidas. A motivação ainda é uma dúvida, assim
como as circunstâncias da abordagem (leia quadro). A polícia não descarta a
tese de latrocínio (roubo com morte), mas a linha mais forte é a de
homicídio. Walisson já tem passagem pela polícia por duas agressões
enquadradas na Lei Maria da Penha. Nas ocorrências, consta que ele atacou
uma mulher com quem tinha relação. Um dos pontos analisados é o de que
Walisson tenha escolhido a vítima aleatoriamente para matá-la. 
Nesta semana, a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) espera receber das
operadoras de telefonia o resultado da quebra do sigilo telefônico
autorizado pela Justiça. Serão analisadas as ligações e as mensagens de
torpedo feitas pela professora e pelo suspeito. Esse levantamento é
importante para detectar se há outros envolvidos. No momento da prisão de
Walisson, na última sexta-feira, os agentes apreenderam o telefone dele,
mas, aparentemente, ele apagou todos os registros para não deixar rastros
das comunicações que fez nos últimos dias, especialmente aquelas do dia do
crime, segundo relatos da polícia. 
Christiane saiu de casa na última quinta-feira a fim de comprar ovos de
Páscoa para a família, entre os quais os dois filhos, de 2 e 7 anos (leia
infográfico). Como ela não buscou as crianças na escola, o marido, Marcos
Aurélio Mattos, registrou ocorrência do sumiço. A educadora foi encontrada
morta no Parque da Cidade com o cinto de segurança, no banco do motorista.
Objetos pessoais e de valor, como um smartphone, a carteira com cartões de
crédito e dinheiro, não foram roubados. Walisson teria levado apenas a
aliança de casamento de Christiane. A joia foi recuperada no sábado pelos
investigadores. Estava na casa de Walisson, em Santa Maria, e foi entregue
por familiares dele à polícia. 
Segundo a delegada-chefe da 1ª DP, Mabel Alves de Farias, Walisson assumiu a
autoria do crime, mas apresenta diversas versões para a motivação. "Percebo
que ele não primou pela verdade e está tentando esconder alguma coisa. As
circunstâncias da abordagem e a motivação do assassinato ainda precisam ser
analisadas", disse. Em sua página no Facebook, Walisson, que se apresenta
como Diguinho, deixou uma mensagem enigmática na última quinta-feira, dia em
que Christiane morreu: "Essa foi a pior noite da minha vida, estressado e
com dor de cabeça....Bom dia" (veja fac-símile). 
Walisson teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Mário Henrique
Silveira de Almeida, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
Territórios (TJDFT). Álvaro Gustavo Chagas, advogado do suspeito, entrou com
pedido de revogação da detenção na tarde de ontem, mas a juíza Marina
Cusinato Xavier indeferiu sob a justificativa de manter a ordem pública e
para a conveniência da instrução processual. 
Muitos aspectos da investigações ainda são mantidos em sigilo pela Polícia
Civil. A intenção é não contaminar as provas que ainda precisam ser
analisadas. Algumas diligências devem ocorrer durante esta semana para a
conclusão do inquérito. As imagens obtidas no Pátio Brasil, que mostram a
passagem de Christiane pelo shopping, passarão por um exame iconográfico.
Para efeito de instrução do processo, os peritos precisam ter condições de
comprovar que os personagens da filmagem são mesmo Christiane e Walisson. As
roupas que ele vestia também serão comparadas com as apreendidas pela
polícia na casa dele. 
O advogado Álvaro Chagas disse ter entrado na Justiça para pedir um novo
exame de corpo de delito no suspeito. Segundo ele, o cliente apanhou para
confessar a autoria do crime. O diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge
Xavier, rebateu a acusação: "Todas as provas colhidas são legais. Isso é uma
estratégia da defesa". 
A investigação 
Evidências 
O assassino 
Walisson Santos Lemos, 23 anos, confessou o assassinato da professora
Christiane Mattos. Também havia digitais dele em um saco, dentro do carro da
vítima, um Fiat Bravo. Segundo a polícia, a linha mais forte da investigação
é de que se trata de um homicídio. 
O local da abordagem 
Imagens das câmeras de segurança do Pátio Brasil, no início da Asa Sul,
mostram assassino e vítima no mesmo piso. O vídeo confirma inclusive o
horário em que Christiane pagou o tíquete do estacionamento. 
A "arma" do crime 
Laudo preliminar do Instituto de Medicina Legal (IML) aponta que a
professora foi morta por esganadura. Havia marcas de dedos no pescoço da
vítima e diversos hematomas pelo corpo. Houve luta corporal. 
Dúvidas 
O motivo 
A Polícia Civil ainda não sabe quais os motivos levaram Walisson a matar
Christiane. Por enquanto, não há informação sobre o que aconteceu dentro do
carro da vítima, um Fiat Bravo, no Parque da Cidade. O latrocínio (roubo com
morte) não está descartado. 
A dinâmica 
Os investigadores ainda apuram em qual situação o suspeito entrou no carro
da vítima, se sob ameaça ou não, ou se passaram em algum outro local antes
de ir para o Parque da Cidade. A polícia também tenta confirmar se
Christiane tentou ligar para alguém nesse período. 
A relação 
A polícia ainda investiga se Christiane e Walisson se conheciam. Os peritos
analisam os computadores apreendidos na casa dele e da vítima, assim como
aguardam o resultado da quebra do sigilo telefônico de ambos. 
 


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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