[Pactonacional] ENC: Interação entre HIV e anticorpo é mapeada

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Quinta Abril 4 11:23:56 BRT 2013



_____________________________________________
De: Nilza do Carmo Scotti 
Enviada em: quinta-feira, 4 de abril de 2013 09:53
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Interação entre HIV e anticorpo é mapeada 

CORREIO BRAZILIENSE - DF | SAÚDE 
DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS 
Interação entre HIV e anticorpo é mapeada 
MARCELA ULHOA 
Formato A4: PDF <exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5887633> WEB
<exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5887633> 
Chamada de capa 
Pesquisadores destrincharam a evolução do vírus da Aids e a reação do
sistema de defesa em um paciente que conseguiu reduzir as replicações do
micro-organismo. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de vacinas
contra a doença 
Uma das grandes barreiras que travam o desenvolvimento de uma vacina contra
o vírus da aids é a alta taxa de mutação das proteínas do envelope desse
micro-organismo. Nos últimos anos, a identificação de anticorpos altamente
neutralizantes que têm como alvo as porções mais estáticas da molécula do
vírus abriu uma importante porta para o desenvolvimento de um sistema eficaz
de combate à doença. No entanto, a ciência ainda pouco sabe sobre o processo
de desenvolvimento dos anticorpos logo após a infecção. O que se conhece é
que uma pequena parcela dos pacientes infectados pelo HIV tipo 1 é capaz de
desenvolver anticorpos amplamente neutralizantes, mas isso apenas depois de
dois anos infectados. 
Para melhor compreender o mecanismo de defesa do corpo humano contra o vírus
da aids, pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, fizeram
um mapeamento completo da evolução simultânea tanto do vírus quanto dos
anticorpos neutralizantes em um único paciente africano durante um período
de 34 meses a partir do início da infecção. Eles descobriram que os
anticorpos são acionados e dirigidos pela evolução de uma proteína contida
no envelope do vírus e que podem ser detectados antes da 14ª semana de
infecção. Os pesquisadores ressaltam ainda que o anticorpo isolado do
paciente apresenta um número menor de mutações do que a maioria das outras
células de defesa neutralizantes, o que pode ser uma explicação para o
rápido desenvolvimento dessa estrutura no paciente estudado. 
De acordo com os pesquisadores, o mapeamento pode ser uma grande ferramenta
na construção de estratégias de vacinas contra HIV-1 baseadas em anticorpos
capazes de neutralizar de forma mais eficiente o vírus. "Pela primeira vez,
mapeamos não só a via evolutiva do anticorpo, mas também a via evolutiva do
vírus, definindo a sequência de eventos envolvidos que induzem a formação
dos anticorpos amplamente neutralizantes", afirma Barton F. Haynes, um dos
autores do estudo. Segundo ele, o próximo passo da pesquisa é utilizar as
informações adquiridas desse mapa para sintetizar algumas sequências de
envelopes do vírus e testá-los com vacinas experimentais. 
"O interessante da pesquisa é parar de olhar somente para o antígeno (o
vírus) e passar a entender como é a resposta imunológica do organismo. De
acordo com as mutações do vírus da aids, as feições do anticorpo também vão
mudando", analisa Unai Tupinambas, professor da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Minas Gerais. No caso do estudo americano, foi
isolado um anticorpo específico produzido pelo paciente, chamado CH103, e
algumas de suas variantes. De acordo com os pesquisadores, essa célula de
defesa seria capaz de barrar 55% dos casos de infecção por HIV-1. Sua
eficiência é devido à ação direta no local específico em que o vírus se liga
às moléculas de CD4 da superfície dos linfócitos B, células de defesa
imunológica atacadas pelo HIV. 
Invasão dificultada 
Para invadir as células de defesa do organismo, o vírus da aids utiliza as
proteínas de sua superfície como se fosse uma chave bioquímica que se
encaixa no receptor CD4, uma verdadeira fechadura das células do sistema de
defesa humano. Ao interagir diretamente com as proteínas do vírus que ainda
não sofreu mutação, os anticorpos CH103 impedem o encaixe do antígeno no
anticorpo e, portanto, evitam a infecção. Mas, como são poucas as pessoas
que naturalmente conseguem produzir essa resposta rápida, o desafio da
medicina é reproduzir o processo a todos os organismos. "Esse anticorpo
seria, então, o nosso alvo de produção. Teríamos que fazer um protótipo de
vacina com uma proteína capaz de induzir a produção do CH103 no organismo",
destaca Tupinambas. 
De acordo com Vítor Laerte Pinto Júnior, professor da Faculdade de Medicina
da Universidade Católica de Brasília, uma futura vacina fará com que o
indivíduo receba não só um, mas vários antígenos que forcem os linfócitos B
a se adaptarem e produzirem anticorpos mais específicos. O professor
acrescenta que o HIV é um alvo complicado porque ele se multiplica tão
rápido que pode até mesmo criar subtipos diferentes do vírus dentro de uma
mesma pessoa. 
Mas não é somente o vírus que sofre mutação, os anticorpos também vão se
modificando para criar uma ação imunológica eficiente. "Acontece que o
anticorpo inicial tem ação contra o vírus também inicial, mas não contra o
vírus que se modifica depois", explica. Uma das principais descobertas do
estudo americano é a de que o anticorpo precursor germinal do CH103 tem
elevada afinidade para a proteína do envelope expressa pelo vírus fundador
que infectou o indivíduo, ainda antes da mutação. Segundo os autores do
estudo, a ideia de que determinadas proteínas do envelope são mais
susceptíveis de induzir anticorpos amplamente neutralizantes é suportada por
experiências em macacos que mostram que alguns envelopes em particular
induzem respostas ao HIV nos símios, enquanto outros não o fazem. 
"O interessante da pesquisa é parar de olhar somente para o antígeno (o
vírus) e passar a entender como é a resposta imunológica do organismo. De
acordo com as mutações do vírus da aids, as feições do anticorpo também vão
mudando" 
Unai Tupinambas, 
professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais 

Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República
(61)3411.4229
nilza.scotti em spmulheres.gov.br <mailto:nilza.scotti em spmulheres.gov.br> 
www.spm.gov.br <http://www.spm.gov.br>  
facebook.com/spmulheres
twitter.com/spmulheres


-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: http://www1.planalto.gov.br/pipermail/pactonacional/attachments/20130404/6d3dd2d9/attachment-0001.html


Mais detalhes sobre a lista de discussão Pactonacional