[Pactonacional] ENC: Estudo revela que cidades ainda são um ambiente hostil para as mulheres.

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Abril 9 10:18:52 BRT 2013



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> De: 	Nilza do Carmo Scotti  
> Enviada em:	terça-feira, 9 de abril de 2013 09:25
> Para:	SPMULHERES - GERAL
> Assunto:	Estudo revela que cidades ainda são um ambiente hostil para
> as mulheres.
> 
> 
> O GLOBO - RJ | O GLOBO AMANHÃ
> SECRETARIA DE MULHERES | LEI MARIA DA PENHA
> 09/04/2012
> Relação difícil
> Estudo revela que cidades ainda são um ambiente hostil para as mulheres.
> Falta garantir direitos básicos para trabalhadoras.
> Felipe Sil
> Em 2012, Cleonice Maria da Silva, de 36 anos, foi expulsa do Engenho
> Tiriri, na cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, devido à
> expansão do Porto de Suape. Hoje, mora na periferia. Devido à violência,
> Marta Lúcia da Silva tem dificuldades para caminhar no bairro pobre de
> Ibura, no Recife. No Camboja, uma mulher identificada apenas como Keo
> precisa ter vários empregos para sustentar quatro filhos. Na Etiópia,
> vendedoras de um mercado sofrem para trabalhar com a falta de água e de
> eletricidade.
> Os casos foram citados pela ONG ActionAid no documento "Women and the
> city" (em português, "mulheres e cidades: combatendo a violência contra
> mulheres e meninas em espaços públicos - o papel dos serviços públicos"),
> que associa o combate da violência contra a mulher com a necessidade de
> garantir a inclusão destas nos espaços públicos. Isto significa um maior
> acesso a empregos, à moradia, à assistência do sistema judiciário e até ao
> transporte público, onde, segundo o documento, podem sofrer todo tipo de
> intimidação. É o segundo trabalho da instituição neste sentido. O
> primeiro, divulgado em 2011, mostrava a precariedade das mulheres que
> trabalham em empregos informais ou que lhe rendessem algum tipo de
> vulnerabilidade a abusos.
> No Brasil, os pesquisadores optaram por analisar o caso de Pernambuco
> depois que um artigo publicado na revista britânica "Lancet" mostrou que
> 14,8% das mulheres da região de cultivo de cana-de-açúcar sofriam algum
> tipo de violência.
> O trabalho lembra o acelerado desenvolvimento urbano do estado, citando a
> expansão do Porto de Suape, em Cabo de Santo Agostinho, e a construção da
> ferrovia Transnordestina. Estima-se que as duas obras levarão à região
> cerca de 40 mil trabalhadores de outras áreas do país. Os investimentos
> levam à valorização dos imóveis.
> O estudo reforça o fato de que faltam no Brasil leis específicas que
> tratem da violência contra mulheres em espaços públicos. A Lei Maria da
> Penha, que entrou em vigor em 2006, trata de casos domésticos. "mulheres e
> a cidade" também associa a violência com o descaso da infraestrutura no
> Camboja, Etiópia, Quênia, Libéria e Nepal. O termo "violência" não aborda
> somente casos de agressão física. É levando em conta, por exemplo, o fato
> que apenas 38% das mulheres etíopes sabem ler (67% dos homens do país são
> alfabetizados). Na Libéria, 32% das jovens (menores de 20 anos) engravidam
> e apenas 11% das mulheres usam métodos contraceptivos. Todos os dados
> usados na pesquisa foram obtidos pela ActionAid junto a órgãos locais dos
> respectivos países.
> Na escala global, de acordo com dados da Secretaria de Políticas para as
> mulheres (SPM), a situação do Brasil não é boa. O país ocupa a sétima pior
> posição entre os 84 países do mundo que possuem dados coletados pela
> Organização Mundial da Saúde, entre 2006 e 2010. São 4,4 homicídios para
> cada 100 mil mulheres. Em primeiro lugar no ranking está El Salvador
> (10,3). No Brasil, as maiores vítimas são as mulheres entre 20 e 29 anos.
> Em números absolutos, foram 4.465 homicídios em 2010. Um crescimento de
> 230% em relação a 1980 (1.353 casos).
> - O estudo surge num momento histórico significativo. Em 2008, o mundo
> atingiu um marco importante: pela primeira vez, mais da metade de sua
> população, 3,3 bilhões de pessoas, passou a viver em áreas urbanas. Em
> 2010, a população urbana global ultrapassou a rural, com 3,56 bilhões de
> pessoas (51,5% da população global) morando em cidades. Pensar políticas
> inclusivas para as mulheres nas áreas urbanas, é essencial - conta Ana
> Paula Ferreira, coordenadora do Programa de Direitos das mulheres da
> ActionAid.
> Segundo a Ministra Eleonora Menicucci, da SPM, a inclusão da mulher em
> áreas urbanas é um processo que demanda tempo, mas conta que foram
> investidos recentemente R$ 210 milhões em estados e municípios para a
> criação e manutenção de serviços especializados. Ela destaca também que
> foi aprovada, em 2006, a Lei Maria da Penha, considerada um marco no
> combate à violência doméstica.
> [Nilza do Carmo Scotti]  
> Nilza Scotti
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