[Pactonacional] NOTÍCIAS DO DIA
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Abril 22 10:16:10 BRT 2013
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De: Nilza do Carmo Scotti
Enviada em: segunda-feira, 22 de abril de 2013 09:20
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto:
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NÃO
Lançada em Guaíba a Frente Parlamentar dos Homens pelo fim da Violência
contra as Mulheres
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A Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres da
Câmara Municipal de Guaíba foi lançada nesta quarta-feira (17). Durante a
cerimônia, foi ressaltada a importância do espaço político e plural para
assegurar a discussão dos temas ligados ao combate à violência contra
mulheres e meninas, pautados pelos movimentos sociais e de gênero. O
coordenador da Frente Parlamentar da Assembleia Legislativa, deputado Edegar
Pretto, saudou a iniciativa dos vereadores Alex Medeiros e Alexandre
Santana, e demais vereadores e vereadoras que assinaram a proposição, que se
unem ao trabalho da Frente do Parlamento gaúcho.
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Edegar Pretto reforçou que a Frente em Guaíba funcionará como um canal de
diálogo, e será mais um instrumento dentro da Câmara para a luta em defesa
dos direitos de mulheres e meninas. "É tarefa do Estado e dos municípios
desenvolverem ações concretas para atacar o problema, e Guaíba dá uma passo
adiante no processo da eliminação de toda forma de violência de gênero",
avaliou o deputado.
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No espaço destinado às manifestações das entidades representativas, houve
ênfase em relação ao trabalho da Frente Parlamentar desenvolvido na capital,
baseado no compromisso político sólido e na sistemática apoiada em
mecanismos institucionais permanentes e especializados.
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CORREIO BRAZILIENSE - DF | OPINIÃO
SECRETARIA DE MULHERES | OUTROS
A vulnerabilidade e a força das mulheres negras (Artigo)
ELEONORA MENICUCCIMinistra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para
as Mulheres
Formato A4: PDF <exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=6064854> WEB
<exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=6064854>
Veja pagina da matéria </Capa/2013420163914.jpg >
Chamada de capa
Basta um mínimo de sensibilidade para perceber que ser mulher no Brasil
exige lutar o tempo todo, desde pelo direito à vida própria (autonomia) até
o direito à própria vida (no enfrentamento à violência). Se a mulher for
negra, essa exigência chegará ao absurdo. Isso, apesar do espaço conquistado
por meio das lutas históricas das mulheres em geral, e das negras em
particular. Lutas que conseguiram se traduzir em políticas públicas; aliás,
razão de ser da Secretaria de Políticas para as mulheres (SPM):
enfrentamento à violência, acesso a trabalho e renda, à educação e saúde e
de empoderamento político.
Mas como a vulnerabilidade é mais aguda para as negras? Uma leitura das
estatísticas, somada à escuta de narrativas delas, abre uma fresta para o
entendimento dessa realidade.
As mulheres são mais da metade da nossa população (51,5%, ou 100,5 milhões).
As negras são metade das brasileiras: 50,2 milhões (Pnad/IBGE, 2011). Além
do peso do estigma sexista, elas, as mulheres negras, suportam sozinhas o
peso da herança escravista. E a desigualdade trazida pelo sexismo é mais
desigual ainda para com as negras. Por exemplo, no trabalho. Se para as
mulheres em geral, a dedicação desigual às tarefas domésticas e aos cuidados
com filhos e idosos dificulta seu ingresso e ascensão no mercado, para as
negras essas barreiras tornam-se verdadeiros pedágios sociais.
Esses, se conseguido o acesso, geram diferença de ganho. Se as mulheres em
sua grande maioria ganham menos do que os homens, e os negros também no
geral ganham menos do que os brancos, essas duas condicionantes enfeixam-se
perversamente nas negras e derrubam mais ainda os seus rendimentos. Para a
sociedade, consideradas as mesmas funções, é "natural" que uma negra ganhe
30% menos do que uma branca.
Acrescente-se que o mapa do país tem gradação de cor, determinada pela
pobreza. Há mais negras nas regiões mais pobres: no Nordeste, 68,9% delas
são negras; no Norte, 73,4%; no Centro-Oeste, 54,5%; no Sudeste, 42,1%; e no
Sul, 20%.
É por tudo isso que, além das políticas públicas voltadas às mulheres, a SPM
alinha todas as suas ações ao combate ao racismo. Uma dessas iniciativas
terá seu ponto alto na terça-feira, quando se homenagearão as vencedoras do
Prêmio mulheres negras Contam sua História.
O prêmio contempla relatos das negras e as tira do anonimato para assim
reposicioná-las como sujeitos na construção da história do Brasil. Com isso,
permite ao país conhecer (e se reconhecer num) um acervo de narrativas
preciosas pelos dramas, pela coragem e pelas atitudes.
Cito três exemplos, dos 520 redações e ensaios inscritos:
- Uma menina foge da guerra em Angola, exila-se em Portugal e finalmente
chega ao Brasil. Na dura vida de empregada doméstica no Paraná, sua moeda de
troca com os patrões é o estudo. Ele será sua porta de saída para o
escritório, isso, depois de fugir para Cuiabá. Já em Brasília, cursa
jornalismo, contata a Embaixada de Angola e revê sua família. Hoje, essa
angolana-brasileira é repórter da TV Angolana.
- Menina da periferia paulistana sonha com a USP - isso, antes das políticas
afirmativas do governo Lula. Essa narrativa, em forma de ensaio, compara o
antes e o depois dessas políticas para a população negra. No antes, as
tentativas de entrar na USP, os cursinhos comunitários, a alimentação à base
de pão e iogurte barato. Finalmente, enfermagem. Mas ali, de negros, só
estudantes - e, mesmo assim, apenas 10%.
- O bullying marca o relato de uma pernambucana filha de famoso militante e
poeta. Já no Rio, na mistura de militância e poesia do duro dia a dia, ela
teve de conviver com o apelido dado a quem estudava na sua escola. Com o
lanche ali resumido a mate e angu, viram-se todos e todas ainda por cima
cruelmente carimbados de "mate com angu".
É essa realidade, contada pela voz forte dessas mulheres e pelos números,
que cabe a todos mudarmos. O que já foi conquistado, pela sociedade e pelo
governo, deve ser cada vez mais consolidado - e como marca de compromisso,
para banir de vez o preconceito racial. Por fim, lembro que o enfrentamento
cotidiano à violência e aos preconceitos em nosso país tem três faces
inseparáveis: gênero, raça e classe social - mulheres, negras e pobres, na
grande maioria. Só será possível erradicá-los por meio de uma mudança de
valores e comportamentos na sociedade, para que ela se torne mais justa,
baseada no respeito, na autonomia e na igualdade entre homens e mulheres.
Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República
(61)3411.4229
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