[Pactonacional] ENC: Sociedade precisa rever papel da mulher para aumentar participação na política, diz ministra
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Sábado Fevereiro 23 18:24:43 BRT 2013
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 17:32
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Sociedade precisa rever papel da mulher para aumentar participação
na política, diz ministra
Sociedade precisa rever papel da mulher para aumentar participação na
política, diz ministra
22/02/2013 - 14h00
* Política <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/politica
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/politica> >
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Homens precisam dividir as responsabilidades sobre as
tarefas domésticas para que as mulheres possam ter mais participação na
política, disse hoje (22) a ministra da Secretaria de Políticas para as
Mulheres (SPM) da Presidência da República, Eleonora Menicucci, durante
encontro com prefeitas e vice-prefeitas do Rio de Janeiro, para comemorar os
81 anos do voto feminino.
"É fundamental mudar a cultura da divisão sexual do trabalho dentro de casa.
E trabalho doméstico não é só lavar, passar e cozinhar, mas também ter a
responsabilidade pelos filhos. As mulheres mais pobres são as mais
penalizadas. Elas podem participar da associação de bairro, mas na hora em
que resolvem assumir um compromisso partidário, não têm com quem deixar as
crianças", disse a ministra.
"O homem vai para o Parlamento e tem certeza de que a casa está funcionando,
os filhos estão na escola. As mulheres que vão para o Parlamento, em
Brasília, por exemplo, e largam tudo", destacou.
Segundo a ministra, as crianças precisam aprender desde cedo que as tarefas
domésticas devem ser compartilhadas. "Isso só se muda com educação. No
ensino básico, a criança ouvindo na escola que a mãe dela pode ocupar um
cargo político ou aprendendo que tem que lavar a cuequinha. Ele,
seguramentes será um homem que lavará sua cueca e ajudará em casa.
Simbolicamente é isso. Mas essa cultura já está mudando", disse.
Eleonora voltou a defender uma reforma eleitoral que privilegie a
participação das mulheres na política, com listas partidárias que tenham o
mesmo número de candidatos homens e mulheres e com o financiamento público
de campanhas. Segundo a ministra, com o atual modelo de financiamento de
campanhas, centrado em doadores privados, homens costumam receber mais
dinheiro que mulheres.
Atual prefeita de Paty do Alferes, Lúcia Fonseca já havia chefiado o Poder
Executivo do município em duas outras ocasiões, entre 2001 e 2008. Aos 54
anos, Lúcia, que já foi professora, acredita que a participação das mulheres
na política tem crescido, mas que ainda falta "coragem" para que muitas
encarem esse desafio.
"As mulheres admiram a gente, que já ocupou um espaço, mas ainda falta um
pouco de coragem. Algumas, talvez por submissão ou porque o marido já está
na política. Mas elas estão chegando. A eleição [da presidenta] Dilma [a
primeira mulher a ocupar a Presidência do Brasil] foi um marco. A chegada
dela vai preceder a de muitas. Nós [mulheres] mostramos que temos capacidade
de ocupar qualquer cargo, seja na Presidência, nos estados ou nos
municípios", disse a prefeita.
Hoje deputada federal, Benedita da Silva foi a primeira mulher a ocupar o
cargo de governadora do estado do Rio de Janeiro. "Ainda estamos aquém da
nossa proporcionalidade, já que mais da metade da população é formada por
mulheres. Mas o Brasil vem tendo avanços significativos na última década,
que são demonstrados por mulheres que assumem cargos nos poderes
Legislativo, Judiciário e Executivo. E o crescimento de nossa participação
tem se dado por competência, por luta e por conquistas", disse Benedita.
Ela ficou à frente do governo fluminense por oito meses em 2002 e foi
sucedida por outra mulher, Rosinha Garotinho, que foi governadora entre 2003
e 2006 e atualmente é prefeita de Campos dos Goytacazes, no norte do estado.
Dos 15.076 candidatos a prefeito do país em 2012, apenas 2.017 (ou seja,
13%) eram mulheres. Entre os eleitos, o percentual é ligeiramente menor
(12%), já que dos 5.549 dos prefeitos eleitos, 657 são do sexo feminino.
Na eleição para vereador, a participação da mulher foi muito maior: 133 mil
ou 32% do total de candidatos. Mas entre os eleitos para as câmaras
municipais, apenas 7,6 mil, ou 13% dos 57,3 mil vereadores, são mulheres.
Edição: Lílian Beraldo
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
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Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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