[Pactonacional] ENC: Delegado é exonerado no Rio após fazer críticas a policiais mulheres nas redes sociais

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Janeiro 22 10:15:34 BRST 2013


A Chefe da Política Civil, Delegada Martha Rocha, em ação.

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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: terça-feira, 22 de janeiro de 2013 09:17
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Delegado é exonerado no Rio após fazer críticas a policiais
mulheres nas redes sociais

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Delegado é exonerado no Rio após fazer críticas a policiais mulheres nas
redes sociais
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<http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/22/delegado-e
-exonerado-do-cargo-apos-fazer-criticas-a-policiais-mulheres-nas-redes-socia
is-no-rio.htm
<http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/22/delegado-e
-exonerado-do-cargo-apos-fazer-criticas-a-policiais-mulheres-nas-redes-socia
is-no-rio.htm> >
Críticas a colegas de trabalho, particularmente mulheres, derrubaram na
noite desta segunda-feira (21) o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular
da delegacia do bairro do Catete (9ª DP), na zona sul do Rio de Janeiro. 

Em sua conta no Twitter, Pinho postou a seguinte mensagem: "tenho 14
mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento, coragem
e disposição pra encarar a atividade policial". Essas e outras declarações
levaram a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, a destituir o
delegado de sua função. 

As declarações do delegado ganharam repercussão após publicação de
reportagem no site da revista "Veja". Segundo a reportagem, "Pinho, no
mínimo, considera que mulheres não têm a mesma aptidão que os homens para o
trabalho policial". 

Por meio de nota, a chefe da Polícia Civil afirmou que decidiu exonerar
Pinho da distrital por considerar que "o delegado tem dificuldades em gerir
os recursos humanos que lhes são disponíveis". Martha Rocha designou a
delegada Monique Vidal, ex-titular da 12ª DP (Copacabana), como nova
titular.  A nota informa ainda que a delegada foi escolhida para ocupar a 9ª
DP "considerando sua trajetória como mulher policial". 

O delegado Pedro Paulo Pinho vai para o Centro Integrado de Investigação
Criminal, considerada a 'geladeira" da Polícia Civil. 

Comentários polêmicos 

As postagens polêmicas do agora ex-titular da 9ª DP começaram por volta das
13h desta segunda-feira. Pinho escreveu: "O que mata o serviço público é a
tal da estabilidade", para logo em seguida emendar, criticando parte dos
próprios subordinados "do efetivo da 9ª DP, 21 [policiais] (ou 42%) não
possui qualquer vocação para a atividade policial. Alguns destes teriam
dificuldade num emprego comum", declarou. 

O delegado, que até então não fazia distinção quanto a gênero nas
afirmações, prosseguiu disparando "A atividade policial exige certos
talentos, e sacrifícios pessoais que poucos têm disposição a dar, como o
risco à própria vida, exemplo", disse. "Se inscrevem num concurso policial
como se fosse uma vaga num escritório, só depois se dão conta do salário,
plantões, riscos, cobranças...", completou. 

Nos comentários seguintes, o delegado faz referência ao trabalho das
mulheres que comandava até esta segunda-feira na distrital da zona sul
"Tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne
talento, coragem e disposição pra encarar a atividade policial", afirmou. "E
essa uma, entre 14, jovem ainda, não tem nenhum homem que a supere. A mulher
quando é boa no que faz ninguém supera, mas o contrário...", continuou.
Respondendo a uma internauta, o delegado mencionou a ausência de uma
policial da distrital que teria faltado ao trabalho, alegando razões de
saúde, mas que estaria online no Twitter "Uma delas, inclusive, faltou ao
serviço hoje e enviou um "atestado", porém está por aí, na internet...".
Delegado rebate acusações 

Procurado pela reportagem do UOL, o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho negou
que tenha sido sexista nas declarações no Twitter. Pinho afirmou que fez
críticas a policiais em geral, sem distinção de gênero. "Eu tuitei que 42%,
ou seja, 21 policiais do meu efetivo possuem vocação para atividade
policial. Não fiz qualquer distinção de gênero neste comentário", disse. "Eu
falo que apenas uma das 14 mulheres da delegacia não tem capacidade para
atividade policial, isso não é discriminação, é apenas uma constatação. Não
faço qualquer discriminação contra a mulher. Eu digo inclusive sobre essa
agente que nenhum homem a supera na delegacia", alegou o delegado. 

O delegado rebateu as palavras da chefe Polícia Civil. "Eu tuitei hoje e
sempre tuíto no horário de trabalho. Tuitar pra mim é o mesmo que tomar um
cafezinho, especialmente hoje quando o sistema estava fora do ar e eu não
poderia fazer absolutamente nada. Dou conta do serviço. Dou conta tanto que
nós fomos premiados pelo governo do Estado como a melhor delegacia do Rio",
disse. 

Sobre a frase "A mulher quando é boa no que faz ninguém supera, mas o
contrário...", o delegado afirmou que a intenção era dizer que "a mulher
quando não é boa no que faz sai de baixo, uma expressão popular. Mas isso
não é apenas com relação à mulher, vale também para o homem", comentou. 

Pinho atacou novamente a policial que se ausentou no plantão desta
segunda-feira. "Eu fui derrubado por uma policial que falta ao trabalho para
ficar tuitando. Isso me deixou revoltado. Aí tuitei que o que falta ao
serviço público é a estabilidade. Quem devia estar sendo punido não era eu",


Perguntado por esta reportagem se não era antiético ou pelo menos
deselegante expor a público problemas relacionados ao trabalho dentro da
distrital, Pinho disse que a "polícia é pública e não deve esconder da
população as suas falhas, os seus problemas". 

Segundo a edição online da "Veja", a policial criticada pelo delegado é a
investigadora Ana Maria Abdo Roale, 48. A revista afirma que o estágio
probatório dela terminou ontem, e, segundo afirma a policial, esta foi a
primeira falta. A reportagem do UOL tentou entrar em contato com a agente,
mas não teve sucesso. 



Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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