[Pactonacional] ENC: Barbárie com testemunhas - assassinato no Terraço Shopping
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Março 4 12:10:02 BRT 2013
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: domingo, 3 de março de 2013 10:30
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Barbárie com testemunhas - assassinato no Terraço Shopping
CORREIO BRAZILIENSE - DF | CIDADES
LEI MARIA DA PENHA | OUTROS
Barbárie com testemunhas
Luiz CalcagnoRenato Alves
Funcionários das lojas e clientes assistiram aos últimos minutos de vida de
Fernanda Grasielly Almeida Alves. Após ser esfaqueada pelo ex-marido no
shopping, ela cambaleou alguns metros, pedindo socorro, diante de dezenas de
pessoas
A notícia do crime logo se espalhou pelo Terraço Shopping. Várias
funcionários e clientes saíram das lojas e restaurantes para saber o que
havia acontecido. O corpo de Fernanda Grasielly Almeida Alves, 25 anos,
estava caído na entrada principal do centro comercial, ensanguentado e com
três graves ferimentos de faca no pescoço. Ainda havia marcas de cortes nas
mãos, prova que ela tentou se proteger do acusado. Para manter os curiosos à
distância, seguranças logo cercaram o corpo com um pano preto. Como não
resolveu, usaram uma lona branca para cobrir todo o local e ainda evitar
imagens. Apesar da violência, as praças de alimentação permaneceram lotadas
durante toda a hora do almoço. Muitos clientes lanchavam nas duas cafeterias
em frente ao local do crime, enquanto parentes da vítima choravam e
policiais faziam a perícia.
Uma vendedora da farmácia ao lado da loja onde Victor Gabriel Medeiros, 29,
esfaqueou Fernanda falava ao celular quando viu o acusado sair correndo do
estabelecimento com a faca na mão. Em seguida, se deparou com a vítima ainda
viva, caminhando com a mão no pescoço, apoiada na parede, pedindo socorro.
"Eu estava no telefone e ouvi um grito abafado. Ela sangrava muito. Os
brigadistas correram para socorrê-la. O agressor estava nervoso, quando
correu, e se batia com os braços. Foi tudo muito rápido. Fiquei apavorada",
contou a moça, que não quis se identificar.
Farmacêutico da mesma drogaria, Gustavo Freitas relatou que saiu da loja
após ouvir os gritos. Segundo ele, era Fernanda quem pedia socorro. "Saí
para ver o que estava acontecendo. As pessoas comentavam que ela (a vítima)
tinha sido atacada pelo ex. Os brigadistas se dividiam nos trabalhos.
Tentavam estancar o sangue do pescoço, enquanto faziam massagem cardíaca na
mulher. Cerca de 10 minutos depois, chegaram os bombeiros. Havia marcas de
sangue nas paredes, na roupa dela e no chão. Durante o socorro, ela ainda se
esforçava para respirar, ofegante e de olhos abertos", detalhou.
Um grupo de funcionárias de uma loja de eletrodomésticos mostrou-se
revoltado com o crime. Uma delas contou que, depois do crime, conversou com
a gerente da loja onde ocorreu o assassinato e a mulher contou que Victor
perseguia e ameaçava Fernanda com frequência. "Tentávamos acalmá-la (a
gerente). Todo mundo está apavorado", comentou uma delas. Por volta das
12h40, familiares da vítima chegaram aflitos ao local. Não quiseram falar
com a imprensa. A mãe chorava copiosamente, amparada por outra mulher. Uma
tia da vítima teve de ser atendida pelos bombeiros. Funcionários do shopping
deram assistência a todos. Em nota, o Sindicato dos Comerciários do DF
lamentou o episódio. O shopping informou, também por meio de nota, que o
acusado foi detido pelos seguranças do centro comercial.
Denúncias
A criação da Lei Maria da Penha provocou um aumento extraordinário de
denúncias de todos os tipos de violência contra a mulher. Dados da
Secretaria de Segurança Pública do DF mostram que em 2007, o primeiro ano
completo após a sanção da lei em 2006, as delegacias do Distrito Federal
registraram 1.650 ocorrências em 23 modalidades diferentes de agressões
contra mulheres. Em 2012, o número foi quase 11 vezes superior, com 17.675
registros.
A ameaça corresponde a 35% das denúncias feitas à polícia, com 6.272
ocorrências. Em seguida, vem a injúria, motivando 4.870 queixas e a lesão
corporal, que respondeu por 3.288 registros. Apesar dos avanços na punição
aos agressores e proteção às vítimas de abusos domésticos, ao longo dos
últimos cinco anos, 38 mulheres foram assassinadas por homens com quem
tiveram relacionamentos. O pico foi 2011, com 15 mortes. No ano passado,
foram oito mulheres assassinadas.
» Colaborou Ariadne Sakkis
Luta contra
a violência
O assassinato da comerciária no Terraço Shopping aconteceu a uma semana do
Dia Internacional da Mulher e coincide com o lançamento da campanha do Banco
Mundial para sensibilizar a população sobre o problema que envolve a
violência contra a mulher. Por meio da iniciativa, atores como Cauã Reymond,
Gabriel Braga Nunes e Thiago Fragoso e de atletas, como o judoca Flávio
Canto, aceitaram posar, gratuitamente, segurando cartazes onde se lê a frase
"Homem de Verdade Não Bate em Mulher". Uma das fotos oficiais da campanha
traz a biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Militante na luta
pelos direitos das mulheres, ela ficou paraplégica após o ex-marido tentar
matá-la. A lei que prevê penas para os agressores é conhecida como Maria da
Penha, em sua homenagem.
Opinião do internauta
Leitores comentaram na página do Correio Braziliense no facebook o crime
bárbaro ocorrido no shopping. Leia alguns trechos:
Mirna Lopes
"Que absurdo!"
Tânia Paiva
"Barbárie! Quanta falta de Deus!"
Christiann Silva
"Pra que isso gente!?"
Rafael Ribeiro
"Fico de cara com esse tipo de atitude."
Fellipe Marlon
"Essa hora eu pergunto onde está Deus. Onde está o amor pelo próximo?"
Bruno Parente
"Tá aí a prova de que quem quer cometer um crime arruma os meios
disponíveis."
Letícia Rodrigues
"Deus está sempre no mesmo lugar e as pessoas é que não querem saber Dele!"
Sabrina Silva
"Tragédia! Até quando as mulheres serão vítimas desse tipo de violência?"
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
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