[Pactonacional] ENC: Capacitação ainda é desafio ao empreendedorismo feminino

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Março 5 10:30:29 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: terça-feira, 5 de março de 2013 09:36
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Capacitação ainda é desafio ao empreendedorismo feminino

FOLHA DE S. PAULO - SP | MERCADO
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Capacitação ainda é desafio ao empreendedorismo feminino
CRISTINA BONER
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CRISTINA BONER
ESPECIAL PARA A FOLHA

Análise

O crescimento das mulheres no mercado de trabalho e no meio empreendedor é
um fato já observado há anos. A transformação que merece destaque é que a
busca pela inclusão profissional não se restringe às classes mais
favorecidas.

O movimento de mulheres nas classes C, D e E que almejam uma emancipação
profissional e ampliam a sua participação no orçamento familiar aumentou nos
últimos cinco anos.

O Data Popular aponta que as mulheres hoje circulam R$ 741 bilhões por ano
na economia brasileira. Elas são referência da movimentação econômica e,
acima de tudo, a base do desenvolvimento de nossa sociedade.

Na visão de empreendedora, nas classes A e B, segundo dados do Sebrae
(Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), as mulheres
somam metade dos novos empreendimentos brasileiros, número que era inferior
a 30% há dez anos.

No entanto, é com as mulheres das classes C e D que observamos a
transformação mais rápida e significativa.

Cada vez mais as atividades do lar são acrescidas de novos afazeres, como
auxiliares domésticas, atendentes de telemarketing e mesmo em funções antes
reservadas aos homens, como técnicos de informática.

A procura por cursos de capacitação gratuitos oferecidos pela ONG AME
(Associação de mulheres Empreendedoras) atesta isso. Mais de 3.000 mulheres
já foram atendidas e um número bem maior busca, diariamente, essa
oportunidade. Fica claro, portanto, que a barreira cultural está ruindo. Mas
ainda existe outra que precisa ser superada: a da capacitação.

Não se trata da formação de grandes executivas ou donas de grandes negócios,
mas do apoio às mulheres para transformar uma situação que muitas vezes é
vista como imutável e precária.

Afinal, o empreendedorismo está no conceito da transformação de uma condição
de vida, e não apenas no advento monetário.

Esse é o primeiro passo para as futuras empreendedoras, que, muitas vezes,
se unem para montar cooperativas e passam a oferecer serviços, produtos e
mão de obra especializada.

Elas acreditam que o investimento numa aprendizagem profissional é vantajoso
para suas vidas e para quem vive com elas. A sociedade depende de uma
transformação contínua, e o enriquecimento cultural, de apoio.

Essa transformação só ocorre para quem tem coragem de buscar isso.

As mulheres de famílias menos favorecidas ensinam como a união do esforço
com a oportunidade de aprender é o caminho mais eficiente para o ingresso na
estatística positiva de nossa economia.




Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República -  SPM/PR
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