[Pactonacional] ENC: +SPM na mídia : Diretor do CNPq aponta avanços e desafios para igualdade na ciência

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Março 12 09:50:11 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: terça-feira, 12 de março de 2013 09:45
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: +SPM na mídia : Diretor do CNPq aponta avanços e desafios para
igualdade na ciência

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Diretor do CNPq aponta avanços e desafios para igualdade na ciência
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O Programa Mulher e Ciência, instituído pelo governo federal, em 2005,
representou um marco na história de política científica brasileira, por
focar a equidade de gênero nas ciências. Essa é a avaliação do diretor de
Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CNPq/MCTI), Guilherme Sales Melo.
Ele destaca a necessidade de mais avanços e a complexidade do desafio a
superar.
"Essa iniciativa parte do reconhecimento que, apesar do aumento da
participação feminina na ciência e tecnologia, de maneira geral, ainda há a
sub-representação em posições de liderança e em áreas do conhecimento como
as ciências exatas e as engenharias", conta. Estatísticas indicam a
proporção de dois homens para cada mulher nessas áreas, e a pesquisadora
Betina Stefanello aponta a existência de um "labirinto de cristal" no
caminho para as mulheres chegarem a determinadas posições de prestígio nas
profissões.
Para reverter tal quadro, o programa estimula a produção científica e a
reflexão acerca das relações de gênero, mulheres e feminismos no país e
promove a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras
acadêmicas. Ele resulta de parceria entre a Secretaria de Políticas para
mulheres (SPM) da Presidência da República, o Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPq, o Ministério da Educação (MEC), o
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Entidade das Nações Unidas
para a Igualdade de Gênero e o empoderamento das mulheres (ONU mulheres).
O dirigente destaca o papel do MCTI no processo, como um dos principais
articulares do programa, tendo formado, em 2004, um grupo de trabalho
interministerial com o CNPq e a SPM, para pensar ações sobre o tema
definindo três ações como principais: o edital Relações de Gênero mulheres e
Feminismos, o prêmio Construindo a Igualdade de Gênero e o Encontro Pensando
Gênero e Ciência.
Mais sobre as ações
Para o edital de apoio a pesquisas, o ministério tem apoiado, com recursos
financeiros, desde a primeira chamada de 2005. Nos quatro editais lançados,
o órgão aportou recursos no valor de R$ 9,2 milhões. Já o CNPq é responsável
pela execução do edital de pesquisas e do prêmio, juntamente com a SPM, e
concede bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado aos agraciados
como incentivo para a continuidade de seus estudos.
"Sem dúvida, os editais têm fortalecido as pesquisas na área de gênero e,
como consequência, temos percebido um aumento das inscrições de trabalhos
científicos, teses e dissertações que concorrem ao prêmio", afirma Guilherme
Sales Melo. "E tanto as pesquisas contempladas como os trabalhos premiados
são de diversas áreas do conhecimento, mas, apesar dessa expansão, ainda
temos muito que avançar. Esta é uma questão complexa que envolve questões
culturais e históricas".
O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero é um concurso anual de redações e
de artigos científicos. Nas oito edições do prêmio, já se inscreveram 24.833
estudantes, do nível médio ao doutorado. Neste ano, as inscrições chegaram a
5.139, em todas as categorias, das quais 4.105 foram redações. Nos quatro
editais de pesquisa, lançados desde 2006, a agência recebeu a demanda de
1.372 propostas, das quais 656 foram apoiadas. O aporte total de recursos,
envolvendo todas as parceiras desde o primeiro edital, chegou a
aproximadamente R$ 21 milhões.
Segundo o diretor, para este ano, além das atividades já em curso, a
preocupação do Programa Mulher e Ciência é motivar as meninas para as
carreiras científicas, em especial ciências exatas, engenharias e
computação. "Além de contribuir com a maior participação feminina em áreas
em que estão sub-representadas, está-se considerando a importância
estratégica de ampliar a base de profissionais em áreas prioritárias ao
desenvolvimento do Brasil", informou.
Ele ressalta ainda o debate promovido sobre a temática, que contribuiu para
a divulgação sobre as mulheres cientistas do Brasil, inclusive com o
lançamento da página Pioneiras da Ciência no Brasil. Para Melo, o país vive
um momento histórico propício para se tratar das questões de gênero. "Pela
primeira vez temos uma mulher presidenta do Brasil e as ações conduzem ao
empoderamento das mulheres. Fatos que, sem dúvida, inspiram jovens meninas
em todas as carreiras", observa.
Fonte: Ascom do MCTI | Por: Denise Coelho


Juliana Camelo
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