[Pactonacional] ENC: editorial: Violência inaceitável (Editorial)/Estado de Minas
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Quinta Março 21 08:56:08 BRT 2013
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: quinta-feira, 21 de março de 2013 08:43
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: ++: editorial: Violência inaceitável (Editorial)/Estado de Minas
Colegas,
o mesmo texto também foi publicado no Correio Braziliense.
CORREIO BRAZILIENSE - DF | OPINIÃO
LEI MARIA DA PENHA | OUTROS
Violência contra a mulher exige ação coletiva (Editorial)
Veja pagina da matéria
<http://www.linearclipping.com.br/Capa/201332173213.jpg
<http://www.linearclipping.com.br/Capa/201332173213.jpg> >
Estar entre os 10 países campeões da violência contra as mulheres causa
vergonha e indignação. Em pesquisa de 2012, o Centro Brasileiro de Estudos
Latino-Americanos (Cebela) analisou dados de 84 Estados. Ficamos em 7º
lugar. A média nacional é de 4,6 mortes para cada 100 mil cidadãs - a maior
parte atacada por marido, companheiro ou pessoa próxima, quase sempre da
família.
A tragédia não constitui fenômeno novo, mas a gravidade é crescente. Nos
últimos 30 anos, nada menos de 92 mil adultas, adolescentes e crianças
perderam a vida vítimas de homicídios. Na última década, a cifra chegou a
43,7 mil. Estudo divulgado esta semana pelo Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) apresenta informação relevante - a agressão deixou de ser vista com a
naturalidade de antes.
De 2006 a 2011, 677 mil processos contra a bárbara prática tramitaram no
país. Entre as 27 unidades da Federação, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Minas Gerais e o Distrito Federal lideram em número de ações. A busca do
Judiciário como forma de frear a covarde brutalidade tem várias razões.
Entre elas, sobressai a Lei Maria da Penha e a criação de órgãos voltados
exclusivamente para atendimento de público especial, que tem demandas
especiais.
A Lei Maria da Penha, de 2006, deu visibilidade e outro foco ao problema.
Antes, escondia-se a agressão e protegia-se o agressor. A vítima, além de
pancadas e humilhações, carregava o peso da responsabilidade. Ela era
culpada pela barbárie. Se falasse, corria o risco de abandono, privação e
perda dos filhos. O preço, alto demais, não compensava atos de rebeldia.
Há sete anos, a mudança na estrutura judiciária e na abordagem da violência
deu a vez a novo enredo no drama. A delegacia da mulher acolhe a queixa com
respeito e dá-lhe prosseguimento. Natural, cidadã e lógica, a providência
era fato excepcional nas instituições mistas, onde não raro a denúncia da
ocorrência recebia como resposta piadas, maledicências e o arquivamento.
O resultado não poderia ser outro - o desestímulo, que incentiva novos
ataques, que, impunes, aumentam em progressão assustadora. A perspectiva de
punição, porém, ainda não se traduziu em redução significativa da violência.
É possível que tenha crescido o número de denúncias em decorrência da
publicidade da Lei Maria da Penha. De qualquer forma, muitas vidas se
perdem.
A questão exige tratamento holístico. Além do cerco jurídico, mudanças
culturais se impõem. Escola, igreja, clube e o lar onde se criam os
agressores precisam educar os meninos com valores fincados na paz. Especial
atenção se exige das mulheres. Elas formam o maior contingente de
professores. Sobretudo, elas são as mães que, inconscientemente, reproduzem
o machismo.
-----Mensagem original-----
De: Isabel Clavelin
Enviada em: quinta-feira, 21 de março de 2013 08:29
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: editorial: Violência inaceitável (Editorial)/Estado de Minas
Colegas,
mais um editorial sobre violência de gênero e Lei Maria da Penha, o qual
expressa o posicionamento do Estado de Minas sobre as temáticas.
ESTADO DE MINAS - MG | OPINIÃO
LEI MARIA DA PENHA | OUTROS
Violência inaceitável (Editorial)
Veja a matéria no site de origem
<http://impresso.em.com.br/cadernos/opiniao/
<http://impresso.em.com.br/cadernos/opiniao/> >
Combate à agressão à mulher demanda mudança cultural
Publicação: 21/03/2013 04:00
Estar entre os 10 países campeões da violência contra as mulheres causa
vergonha e indignação. Em pesquisa de 2012, o Centro Brasileiro de Estudos
Latino-Americanos (Cebela) analisou dados de 84 Estados. Ficamos em 7º
lugar. A média nacional é de 4,6 mortes para cada 100 mil cidadãs - a maior
parte atacada por marido, companheiro ou pessoa próxima, quase sempre da
família.
A tragédia não constitui fenômeno novo, mas a gravidade é crescente. Nos
últimos 30 anos, nada menos de 92 mil adultas, adolescentes e crianças
morreram vítimas de homicídios. Na última década, o número chegou a 43,7
mil. Estudo divulgado esta semana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
apresenta informação relevante - a agressão deixou de ser vista com a
naturalidade de antes.
De 2006 a 2011, 677 mil processos contra a bárbara prática tramitaram no
país. Entre as 27 unidades da Federação, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Minas Gerais e o Distrito Federal lideram em número de ações. A busca do
Judiciário como forma de frear a covarde brutalidade tem várias razões.
Entre elas, sobressai a Lei Maria da Penha e a criação de órgãos voltados
exclusivamente para atendimento de público especial, que tem demandas
especiais.
A Lei Maria da Penha, de 2006, deu visibilidade e outro foco ao problema.
Antes, escondia-se a agressão e protegia-se o agressor. A vítima, além de
pancadas e humilhações, carregava o peso da responsabilidade. Ela era
culpada pela barbárie. Se falasse, corria o risco de abandono, privação e
perda dos filhos. O preço, alto demais, não compensava atos de rebeldia.
Há sete anos, a mudança na estrutura judiciária e na abordagem da violência
deu a vez a novo enredo no drama. A delegacia da mulher acolhe a queixa com
respeito e dá-lhe prosseguimento. Natural, cidadã e lógica, a providência
era fato excepcional nas instituições mistas, onde não raro a denúncia da
ocorrência recebia como resposta piadas, maledicências e o arquivamento.
O resultado não poderia ser outro - o desestímulo, que incentiva novos
ataques, que, impunes, aumentam em progressão assustadora. A perspectiva de
punição, porém, ainda não se traduziu em redução significativa da violência.
É possível que tenha crescido o número de denúncias em decorrência da
publicidade da Lei Maria da Penha. De qualquer forma, muitas vidas se
perdem.
A questão exige tratamento holístico. Além do cerco jurídico, mudanças
culturais se impõem. Escola, igreja, clube e o lar onde se criam os
agressores precisam educar os meninos com valores fincados na paz. Especial
atenção se exige das mulheres. Elas formam o maior contingente de
professores. Sobretudo, elas são as mães que, inconscientemente, reproduzem
o machismo.
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
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