[Pactonacional] ENC: + spm mídia: Comissão vai dar ênfase à violência contra mulheres
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Março 25 14:33:44 BRT 2013
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De: Juliana Camelo da Silva
Enviada em: segunda-feira, 25 de março de 2013 11:07
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: + spm mídia: Comissão vai dar ênfase à violência contra mulheres
O ESTADO DE S. PAULO - SP | NACIONAL
SECRETARIA DE MULHERES | LEI MARIA DA PENHA | DIREITOS SEXUAIS E
REPRODUTIVOS
Comissão vai dar ênfase à violência contra mulheres
Veja a matéria no site de origem <http://digital.estadao.com.br/home.asp
<http://digital.estadao.com.br/home.asp> >
Resistência feminina à ditadura terá destaque na campanha publicitária que
colegiado nacional vai lançar; abuso sexual é tema de difícil abordagem
Roldão Arruda
A Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva
realizam hoje, em São Paulo, um encontro aberto sobre a questão das mulheres
que participaram da resistência à ditadura e das violências que sofreram. O
objetivo é dar mais visibilidade ao sofrimento das mulheres diretamente
envolvidas com o conflito e também daquelas cujos familiares foram
perseguidos, torturados, assassinados ou estão desaparecidos até hoje.
A questão das mulheres também deverá ter destaque na campanha publicitária
que a Comissão Nacional da Verdade deve lançar nos próximos dias para
divulgar suas atividades. Um dos objetivos da campanha é estimular o
depoimento de pessoas de sofreram violências e que ainda não tiveram
opoitunidade ou estímulo para falar.
Já se sabe, pelos trabalhos de outras comissões, em outros países, que a
violência sexual sofrida pelas mulheres é um dos temas de mais difícil
abordagem e exposição. Na campanha que está sendo finalizada, a comissão vai
esclarecer que os depoentes podem ficar anônimos, se quiserem. O que se
busca, entre outras questões, é a identificação dos autores das violências.
No final do ano passado, a comissão já havia criado o grupo temático
denominado Ditadura e Gênero, para pesquisar e analisar a violência contra a
mulher no período entre 1964 e 1985. Coordenadas por Paulo Sérgio Pinheiro,
um dos sete integrantes da comissão nomeados diretamente pela presidente
Dilma Rousseff, as atividades do grupo estão sendo levadas adiante pelas
pesquisadoras Glenda Mezzaroba e Luci Buff.
Em entrevista ao Estado, Glenda Mezzaroba observou que também está sendo
analisada a participação de mulheres que não se envolveram diretamente com
os movimentos de oposição à ditadura, mas participaram da resistência. "As
mulheres foram protagonistas na busca pela verdade, na organização de
comitês de anistia, na luta por informações sobre mortos e desaparecidos",
afirmou. "Quase todas tiveram de enfrentar em algum momento o aparato de
repressão e sofreram algum tipo de violência, como ameaças, injúrias,
humilhações."
Ela também lembrou as mulheres que tiveram companheiros e filhos presos. "Em
alguns casos isso significou uma carga maior na criação dos filhos, pois
tiveram de fazer isso sozinhas. Freqüentemente enfrentavam humilhações nas
visitas aos com panheiros presos. Uma delas foi levada até a prisão para
assistir tortura do marido quando estava grávida. E um tipo de violência que
não deixa marca no corpo, mas que vai ter um impacto na vida inteira", disse
Glenda.
Em relação à violência sexual, a pesquisadora observou que ela vai muito
além do estupro, a primeira questão levantada quando se trata do assunto. "É
um tema muito mais amplo. Ficar nua diante de um grupo de homens para ser
interrogada é uma violência que pode ter um impacto maior para a mulher do
que para o homem", disse. "Entre as sobreviventes que passaram pelos
cárceres em períodos de repressão política surgem relatos de golpes
destinados a afetar a capacidade de reprodução, casos de indução ao aborto,
estupros repetidos, prostituição forçada, escravidão sexual."
Sobrevivente. Na sessão que será realizada hoje à noite na Assembléia
Legislativa, será homenageada a ex-presa política Inês Etienne, única
sobrevivente da Casa da Morte - centro de tortura da ditadura que funcionava
em Petrópolis, no Rio. A abertura será feita pela teóloga Ivone Gebara.
A Ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as mulheres,
foi convidada e deverá participar do evento.
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No cárcere
GLENDA MEZZAROBA
PESQUISADORA
"Há relatos de golpes destinados a afetar a capacidade reprodutora, casos de
indução ao aborto, estupros repetidos, prostituição forçada, escravidão
sexual"
Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República - SPM/PR
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