[Pactonacional] ENC: Mulheres querem impedir show da banda New Hit
em Fortaleza
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Quarta Março 27 13:47:05 BRT 2013
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De: Josi Negreiros
Enviada em: quarta-feira, 27 de março de 2013 12:02
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Mulheres querem impedir show da banda New Hit em Fortaleza
G1 | CEARÁ
LEI MARIA DA PENHA
Mulheres querem impedir show da banda New Hit em Fortaleza
Veja a matéria no site de origem
<http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/03/mulheres-querem-impedir-show-da-b
anda-new-hit-em-fortaleza.html
<http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/03/mulheres-querem-impedir-show-da-b
anda-new-hit-em-fortaleza.html> >
Banda New Hit é acusada de estuprar duas adolescentes na Bahia.Integrantes
da banda ficaram 38 dias presos.
Banda New Hit é acusada de estuprar duas adolescentes na Bahia.Integrantes
da banda ficaram 38 dias presos.
Um grupo de 30 mulheres fez um protesto nesta terça-feira (26), em
Fortaleza, contra a realização de show da banda New Hit, previsto para
ocorrer em 30 de março, em uma barraca de praia na capital cearense. Os
integrantes da banda são acusados de cometer estupro contra duas mulheres
após a realização de um show em Ruy Barbosa, na Bahia.
Por telefone, o advogado da banda New Hit, Cléber Andrade, disse ser contra
esse tipo de manifestação, já que "estão impedindo o grupo de trabalhar". O
advogado disse, ainda, que os integrantes da banda não foram julgados e
estão em liberdade provisória por determinação do Tribunal de Justiça da
Bahia. "Estão querendo impedir a banda de exercer o direito de trabalhar. O
que isso vai mudar na vida dessas pessoas?", questiona.
Formado por integrantes de três movimentos populares - Marcha Mundial da
mulheres, Levante Popular da Juventude e Movimento dos Sem Terra (MST) - o
grupo pretende supender a realização do show. "Vamos fazer outras
manifestações durante esrta semana para tentar impedir que o grupo se
apresente. Já tivemos uma vitória, pois o proprietário da loja onde os
ingressos estavam sendo comercializados suspendeu as vendas e disse que não
poderia compactuar com a apresentação", revela Gabriela Soares, da Marcha
Mundial das mulheres.
Crime
Nove integrantes da banda New Hit ficaram presos durante 38 dias sob a
suspeita de envolvimento no estupro de duas mulheres. Eles foram soltos em 3
de outubro por meio de habeas corpus. Um policial militar que fazia a
segurança do grupo também é suspeito de ter sido conivente com o crime.
Todos eles, inclusive o PM, foram indiciados por estupro e formação de
quadrilha, no dia 25 de setembro.
O suposto crime ocorreu em agosto de 2012, após show do grupo na cidade de
Ruy Barbosa, distante 323 quilômetros de Salvador (BA). O grupo New Hit
tocou em um trio elétrico e depois as duas fãs foram até o ônibus da banda,
para pedir autógrafo, parabenizar um dos integrantes que fazia aniversário e
tirar fotos. Lá, teriam sido levadas para o banheiro e estupradas, sob a
conivência de um policial militar que fazia a segurança da banda.
Segundo a polícia, dois integrantes admitiram que fizeram sexo com as
adolescentes, porém com consentimento. Os outros negaram que tiveram relação
sexual com as garotas. Os músicos disseram que não têm costume de receber
fãs no ônibus da produção e que isso teria ocorrido por se tratar de uma
ocasião especial.
"Como foi um lance de trio, foi uma ocasião especial porque não tinha onde
tirar foto, já tinha outra banda para subir para levar o percurso do trio e
foi uma ocasião especial", disse Eduardo Martins, vocalista da New Hit na
época do ocorrido. Laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), de Feira
de Santana (BA), apontou que foi encontrada uma quantidade de sêmen nas
roupas das meninas e de um dos músicos. Segundo a polícia, o resultado foi
considerado prova material e influenciou no indiciamento dos suspeitos.
Denúncia
A juíza da Vara Crime de Ruy Barbosa, Márcia Simões da Costa, recebeu em 4
de outubro, da promotora Marisa Marinho, a denúncia de estupro qualificado
contra os integrantes da banda. De acordo com a denúncia, "uma das vítimas
foi puxada pelos cabelos, agredida fisicamente e xingada" por seis dos
suspeitos. Na denúncia, a promotora classifica como "vis e animalescos" os
atos cometidos contra a outra adolescente envolvida no caso.
Previsto para acontecer em 20 de fevereiro, o interrogatório do grupo foi
adiado a pedido dos advogados da banda e deferido pela juíza Márcia Simões.
De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a razão de adiar o
interrogatório se deve ao fato de que todas as testemunhas precisam ser
ouvidas antes dos suspeitos. O interrogatório dos nove músicos e do policial
militar que fazia a segurança do grupo está previsto para os dias 3, 4 e 5
de setembro.
Josi Negreiros
Assessora de Imprensa
Campanha Compromisso e Atitude
Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
Presidência da República - PR
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