[Pactonacional] Enc: Clipping 17/08/14: Com medo, mulheres em Goiânia se arrumam menos e evitam a rua

Susan Sousa Alves susan.alves em spm.gov.br
Segunda Agosto 18 11:56:57 BRT 2014


-----Mensagem original-----
Assunto: Clipping 17/08/14: Com medo, mulheres em Goiânia se arrumam menos e evitam a rua
Remetente: "Cilene Alves Menezes de Freitas Pinheiro" <cilene.pinheiro em spm.gov.br>
Para: geral em spm.gov.br
Data: 18/08/2014 10:53:45


SPM

 

 





  CORREIO BRAZILIENSE - DF- OPINIÃO
  Oito anos que mudaram a vida das mulheres
  (Artigo)
  » ELEONORA MENICUCCI
  Ministra
  da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
  A Lei Maria da Penha acaba de completar oito anos.
  Ela constitui uma das maiores conquistas dos movimentos feministas e
  de mulheres para a prevenção e punição da violência contra
  elas no país. Sua sanção, em 2006, representou um duro golpe no patriarcado
  brasileiro, que tem no machismo sua representação maior e
  que insiste em banalizar a violência doméstica e familiar
  como "briga de marido e mulher".
  Com a lei, o Estado pode "meter a colher nessa briga". Pode,
  assim, contribuir decisivamente para o rompimento desse câncer, para a
  democracia de gênero e, dessa maneira, para o aperfeiçoamento do Estado
  democrático brasileiro. Reconhecida pela ONU como uma das três leis mais
  modernas do mundo nesse campo, a Lei Maria da Penha vem
  transformando a vida das brasileiras e a própria estrutura do Estado, que tem
  enfrentado os desafios mediante o desenvolvimento e aperfeiçoamento de
  políticas públicas.
  Seu nome homenageia a farmacêutica cearense Maria da Penha. Em 1983,
  ela sofreu duas tentativas deassassinato por parte do marido,
  que causaram lesões irreversíveis e a tornaram paraplégica. Mas ela não se
  deixou derrotar. E, por isso, viu sua tragédia converter-se em luta e
  solidariedade, que se institucionalizaram na lei - num processo que contou
  com os movimentos feministas e de mulheres e
  da sociedade. Esses oito anos demonstram que o sofrimento seu e o de outras
  brasileiras não foram em vão.
  Segundo dados da Secretaria de Políticas para as mulheres da
  Presidência da República (SPM/PR), em mais de 80% dos casos, a
  violência é praticada por pessoas com algum vínculo afetivo com a vítima. A
  lei inovou ao abarcar, além da violência física, a psicológica, a
  sexual, a moral e a patrimonial.
  Definiu os procedimentos judiciais e os da autoridade policial para
  esses crimes. Enquadrou a violência doméstica como violação
  dos direitos humanos, alterando o Código Penal. E estabeleceu a prisão
  preventiva de agressores. Isso possibilitou a emissão de aproximadamente 370
  mil medidas protetivas, que impõem o afastamento do agressor do domicílio e
  da mulher agredida ou ameaçada, e dos filhos. Com isso,
  milhares de vidas foram salvas.
  Uma das mudanças no comportamento das mulheres a
  partir dessa lei pode ser comprovada pelo aumento de denúncias, por meio do ligue
  180, e de delegacias. Em 2013, o 180 recebia média de 12 mil
  ligações/dia. Em junho de 2014, com a campanha nacional Violência
  Contra a mulher - Eu Ligo, e com sua conversão em
  disque-denúncia, a média teve 8 mil ligações a mais.
  Só de março a julho deste ano, o novo ligue 180 já
  havia encaminhado mais de 15 mil denúncias à Segurança Pública e ao
  Ministério Público em todo o país. Nas quatro semanas da campanha, o novo 180
  recebeu volume de denúncias igual ao dos quatro meses anteriores. Isso indica
  que as mulheres sentem-se mais protegidas pelo Estado,
  denunciam cada vez mais e submetem-se cada vez menos à violência.
  As brasileiras contam hoje com uma rede nacional de serviços
  especializados (ligue 180, varas e juizados, delegacias, núcleos
  especiais, casas-abrigo, unidades móveis etc.) que tem na Lei Maria
  da Penha seu pilar de sustentação. A Casa da mulher Brasileira,
  um dos eixos do programa mulher, Viver sem Violência e
  já em fase de implantação na maioria das capitais, constitui o instrumento
  mais recente desse enfrentamento. Nela, serviços especializados e integrados
  reunir-se-ão num único e estratégico local para facilitar o acesso e o
  atendimento. Lá haverá desde os primeiros cuidados até o encaminhamento a serviços
  de saúde especializados, casas-abrigo, atendimento psicossocial e orientação
  para emprego e renda. A autonomia econômica da mulher é
  crucial para a interrupção do ciclo de violência doméstica.
  Em 7 de agosto, mais uma conquista. O Senado aprovou por unanimidade a
  transferência do ligue 180 para a SPM/PR. Criado
  antes da existência do órgão, o serviço estivera ligado às Delegacias
  Especializadas de Atendimento à mulher (Deams). Essa aprovação
  do primeiro projeto de lei da CMPI da Violência Contra asmulheres institucionaliza
  a Central de Atendimento 180 como política de Estado.
  Por isso tudo, não me canso de agradecer a generosidade desta grande mulher que
  é Maria da Penha - e tenho convicção de que o faço em nome de todas que
  cotidianamente se espelham em sua coragem para adquirir forças, denunciar, e,
  desta maneira, romper o bárbaro ciclo da violência doméstica.
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  CORREIO BRAZILIENSE - DF- REVISTA DO CORREIO
  Populações invisíveis
  Maria Paula
  Muitos de vocês devem ter me visto ontem apresentando o Criança
  Esperança! O projeto que mencionei no ar vem sendo desenvolvido desde o
  começo do ano e, nos próximos meses, deve ganhar ainda mais força. Trata-se
  de um programa de incentivo ao estabelecimento do vínculo afetivo entre as
  mães que estão cumprindo pena no sistema carcerário e seus bebês.
  A ideia surgiu quando eu estava fazendo uma campanha junto à Sociedade
  Brasileira de Pediatria. No filme, eu dizia aos empresários que eles podem e
  devem criar, em suas empresas, salas de amamentação, possibilitando às mulheres que
  voltam da licença-maternidade retomar a carreira sem ter que
  interromper a amamentação. Assim, ganham os bebês, as mães e as empresas, já
  que está mais do que provado que bebê que mama no peito fica com o sistema
  imunológico mais forte e, por consequência, as mães faltam menos ao trabalho,
  já que eles ficam doentes com menor frequência. Isso sem falar no imenso
  gannho relacionado a uma estrutura de personalidade fundada sobre uma base
  emocional firme.
  No meio da campanha, fiquei pensando nos bebês que ninguém vê. Existem
  pessoas que, literalmente, formam populações invisíveis! Pessoas com quem
  quase ninguém se importa. As mulheres encarceradas, por
  exemplo.
  Resolvi que tentaria criar as salas de amamentação nas penitenciárias
  femininas do país e fui à luta. Bati na porta da ministra para Assuntos das mulheres, Eleonora
  Menicucci, e contei a ela todo o meu plano. À medida que eu
  falava, ela foi arregalando os olhos cada vez mais e, por fim, me perguntou
  se eu sabia da história pessoal dela. Respondi que não. E ela me contou,
  emocionada, que não conseguiu amamentar a filha, pois estava presa pela
  ditadura militar e seu leite secou depois de ser brutalmente torturada.
  Imediatamente, a ministra criou um grupo com representantes dos
  ministérios da Justiça, da Saúde, da própria Secretaria para Assuntos das mulheres e
  do Depen (Departamento Penitenciário). Juntas, estamos trabalhando firme para
  melhorar a situação dos bebês que nascem nas prisões, filhos de mulheres que
  estão cumprindo pena. A equipe é incrível e eu gostaria de expressar minha
  especial admiração por Gisele Pereira, do Depen, que parece um anjo.
  Nos próximos meses, farei palestras em presídios femininos de vários
  estados do país e pretendemos aprofundar ainda mais nossa atuação. Essa foi a
  forma que encontrei de contribuir para a formação de uma sociedade melhor,
  composta por seres humanos gerados na base do respeito. E do afeto.
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  VIOLÊNCIA CONTRA A
  MULHER
   
  FOLHA DE S. PAULO - SP- COTIDIANO
  Com medo, mulheres em Goiânia se arrumam
  menos e evitam a rua
  Neste
  ano, 15 jovens foram mortas a tiros por motociclista que passou com o rosto
  coberto Tive uma cliente que fez uma corrida só de três quarteirões porque
  ela temia andar a pé , afirma um taxista Jovens vaidosas preferem agora
  prender o cabelo e se arrumar menos para ir à faculdade à noite. Outras se
  escondem atrás da cobertura do ponto de ônibus e há quem chame um táxi para
  andar apenas três quarteirões.
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  FOLHA DE S. PAULO - SP- COTIDIANO
  Pais escurecem os vidros do carro e
  proíbem passeios
  Garotas
  que antes faziam trajetos a pé passaram a ser levadas de carro pelos
  familiares após mortes na cidade Menina não pode mais caminhar com cachorro,
  por causa dos assassinatos; tarefa foi transferida a seu irmão Também
  preocupados com a série de mortes de mulheres em Goiânia, pais da cidade
  proibiram as filhas de andarem sozinhas, mesmo durante o dia, e chegaram a
  colocar película escura nos vidros do carro.
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  CORREIO BRAZILIENSE - DF- CIDADES
  Mandou
  mal (Eixo capital)
  Uma semana depois do estupro e da morte da
  jovem Leudiquele Santos da Conceição, 17 anos, em Ceilândia, ninguém foi
  preso. Os
  familiares vão diariamente à 24º Delegacia de Polícia (Setor O) e recebem a
  mesma resposta dos investigadores: não há novidades no caso.
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  CORREIO BRAZILIENSE - DF- BRASIL
  Preso professor acusado de estupros
  A
  polícia de Goiás prendeu ontem um professor de educação física de 25 anos
  suspeito de estuprar pelo menos sete garotas, entre 9 e 15 anos de idade, em
  Caldas Novas, na região sul de Goiás. O educador trabalharia, segundo a
  Polícia Civil, em três colégios de Morrinhos, na mesma região, e usava uma
  motocicleta para abordar as vítimas em Caldas Novas.
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  JORNAL DE LONDRINA - ON LINE
  Mulher é encontrada morta e com sinais de
  agressão no Uberaba
  Uma
  mulher foi encontrada morta dentro de casa na tarde deste domingo, no bairro
  Uberaba, em Curitiba. De acordo com a Polícia Militar, o corpo da vítima ? de
  31 anos -- tinha lesões na coxa e sangramento no nariz e boca. Segundo a PM,
  o corpo de Janicleia Aparecida Santos, 31, foi localizado dentro do quarto de
  uma residência na Rua Formosa.
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  UNIDADES
  PRISIONAIS
  
 
  FOLHA - ON LINE
  Leia a
  versão ampliada do texto de capa deste domingo (Ilustríssima)
  Elias da Silva, 55. Estou há 1 ano e 2
  meses, acusado de tráfico. Me levaram no fórum duas vezes, mas as audiências
  foram canceladas. Sou
  viúvo. Meus 6 filhos tão lá fora. Quem cuida deles? Deus. Outro pede a
  palavra, Denide Jr. Cardoso, 20 e poucos anos. Sou preso condenado a 19 anos
  por furto e roubo. Cumpri quase 5. Há 4 meses nessa unidade.
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  AUTONOMIA
  ECONÔMICA 
   
  O GLOBO - RJ- OPINIÃO
  As
  pessoas e os números (Artigo)
  Jorge
  Werthein é sociólogo e foi representante da Unesco no Brasil e nos Estados
  Unidos. Aproximadamente 57 milhões de crianças estão fora da escola em todo o
  planeta. Esse número pode não assustar quem lembra que há cerca de sete
  bilhões de habitantes no mundo, mas deveria preocupar - e muito. Os motivos,
  tão evidentes quanto frequentemente esquecidos, são de ordem individual e
  coletiva.
  Do ponto
  de vista coletivo, está provado que a educação de qualidade ao longo de toda
  a vida é uma das bases - se não a principal - para o desenvolvimento
  econômico-social sustentável. Dela derivam numerosos benefícios coletivos,
  como equidade, coesão e justiça sociais; consciência cívica e ambiental;
  saúde e segurança públicas etc. Do ponto de vista individual, a educação
  favorece o crescimento pessoal e profissional, a capacidade produtiva, a
  criatividade, o discernimento, o bem-estar. Naturalmente, ambos os aspectos
  (coletivo e individual) complementam-se.
  No ano
  2000, a Organização das Nações Unidas estabeleceu os oito Objetivos do Desenvolvimento do
  Milênio (ODM): 1 - Reduzir a pobreza; 2 - Alcançar a educação básica
  universal; 3 - Garantir a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; 4 - Reduzir a mortalidade infantil; 5 - Melhorar a saúde
  materna; 6 - Combater o HIV/aids, a malária e outras doenças; 7 -
  Garantir a sustentabilidade ambiental; 8 - Estabelecer uma parceria mundial
  pelo desenvolvimento. No entanto, sem a devida ênfase na educação, é
  praticamente impossível atingir os demais objetivos.
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   SAÚDE
   
   
  CORREIO BRAZILIENSE - DF- REVISTA DO CORREIO
  O
  "novo" pré-natal
  A mudança do papel social do casal grávido
  é uma questão que pode gerar conflitos internos. Durante nove meses, instala-se uma nova
  identidade aos dois, que deixarão de ser apenas filhos para se tornarem
  também pais. É uma transição que faz parte do processo de desenvolvimento e
  envolve a necessidade de restruturação em várias dimensões.
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  INTERNACIONAL
   
  FOLHA - ON LINE- COTIDIANO
  Assassinatos de mulheres chegaram às
  centenas em cidade do México
  Ciudad
  Juárez, município mexicano na fronteira com os Estados Unidos, é conhecido
  pelos crimes contra mulheres. Somente entre 2008 e 2011, foram 723 homicídios
  de mulheres na cidade, segundo o Observatório de Segurança e Convivência
  Cidadãs do Município de Ciudad Juárez. Esse tipo de crime voltado contra a
  mulher tem assustado moradores de Goiânia.
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  O GLOBO - ON LINE- SAÚDE
  Derrubada de lei anti-homossexual no
  Quênia não garante sossego aos gays no país
  NAIRÓBI
  - Quando um tribunal ugandense derrubou a lei anti-homossexual do país,
  ativistas de direitos em todo o mundo consideraram uma vitória. Mas os
  homossexuais ugandenses que fugiram da perseguição para viver em um campo de
  refugiados no Quênia, não. "A reação me chocou. Fui lá, pensei que seria
  uma festa, mas...
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  ZERO HORA - RS- SUA VIDA
  Na China, mulheres se transformam em
  prisioneiras
  Em uma
  pequena sala de conferência com vista para o horizonte poluído da cidade,
  Huang Jinlai exibe sua oferta para a elite sem filho da China: por 180 mil
  euros (R$ 540 mil), é possível ter um bebê com o seu DNA, sexo preferido,
  nascido de uma agricultora paparicada, porém, prisioneira. O acordo é
  oferecido pela Empresa de Tecnologia em Medicina Baby Plan, com mais de 300
  nascimentos de sucesso por ano.
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Cilene de Freitas
Assessora de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as
Mulheres
Presidência da República
Setor de Clubes Esportivos Sul –
Trecho 02 – Lt. 22
Ed. Tancredo Neves – 1º andar
Tel: (61) 3313-7406/ 7061
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