[Pactonacional] Enc: Participação na política e o empoderamento das mulheres são debatidos em Florianópolis

Susan Sousa Alves susan.alves em spm.gov.br
Quinta Fevereiro 25 11:55:42 BRT 2016


-----Mensagem original-----
Assunto: Participação na política e o empoderamento das mulheres são debatidos em Florianópolis
Remetente: "Sonia Magalhaes Sousa" <sonia.sousa em spm.gov.br>
Para: geral em spm.gov.br
Data: 25/02/2016 09:53:14


Participação na política e o empoderamento das mulheres são debatidos em Florianópolis
porPublicado: 25/02/2016 09h46Última modificação: 25/02/2016 09h46

Autoridades e representantes de entidades da sociedade civil durante a abertura da 4ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres de Santa Catarina Foto: Lis Sayuri

Mais de 300 participantes estão reunidas para a 4ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres de Santa Catarina, em Florianópolis. A abertura do evento, realizada na noite desta terça-feira (23), contou com a participação da secretária adjunta da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Linda Goulart. Na ocasião, a secretária adjunta defendeu a maior participação das mulheres na política e pediu o fortalecimento dos mecanismos estaduais e municipais de atendimento à mulher.“Na América do Sul, o Brasil ocupa o último lugar no ranking de participação política das mulheres no parlamento. Se queremos equidade de gênero, precisamos de bancadas femininas fortes em todas as instânciasâ€, afirmou. Linda Goulart apresentou o balanço das etapas preparatórias da 4ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres (4ª CNPM). Mais de 300 mil mulheres participaram das conferências estaduais e municipais até o momento. Santa Catarina é o último Estado a realizar sua etapa.A representante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Sheila Sabag, lembra que Santa Catarina ficou na quarta posição entre os Estados que realizaram maior número de etapas municipais da 4ª CNPM. Foram 156 conferências, entre municipais e intermunicipais. “Mobilizamos quase 6 mil mulheres em todo o Estado. A Conferência serve para aferir e avaliar o que foi feito e o que ainda precisamos fazer. Só se consegue avançar com resistência. Não há autoridade nenhuma capaz de tirar o direito de sermos mulheresâ€, afirmou.Para a coordenadora do Conselho Estadual da Mulher, Célia Fernandes, o empoderamento e o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres estão entre os principais desafios. “A Conferência é a oportunidade que temos para reivindicar e expressar as nossas necessidades. Em Santa Catarina, temos que discutir formas de ampliar e fortalecer os Conselhos Estaduais da Mulher e, principalmente, discutir a participação na política. Somos a maioria da população brasileira, mas no parlamento somos minoria. Precisamos mudar este cenário urgenteâ€.Presente na abertura do evento, o secretário da Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina, Geraldo Althoff, disse que a desigualdade de gênero no país é, sobretudo, uma questão cultural.  “Precisamos empoderar as mulheres. Esta é a melhor maneira para demonstrar respeito e superar as desigualdadesâ€, afirmou.Coordenadora da bancada feminina na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a deputada Ana Paula Lima criticou a baixa representatividade feminina no parlamento. “Aqui no nosso Estado, por exemplo, só temos quatro deputadas na bancada estadual. Precisamos de muito mais mulheres neste e nos demais espaços de poder do paísâ€, destacou. A avaliação também foi compartilhada pela deputadaestadual Dirce Heiderscheidt e  pelo deputado César Souza, que participaram da cerimônia de abertura.Reação – A secretária executiva da Rede Nacional Feminista, Clair Castilhos, fez duras críticas à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do destaque ao texto-base da Medida Provisória 696/15, que retira a expressão “perspectiva de gênero†como uma das atribuições do recém-criado Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. “A sociedade patriarcal que nos oprime se acha no direito de administrar a nossa causa. Temos que lutar contra isso. Uma Secretaria da Mulher que não pode tratar da questão de gênero não existeâ€. A matéria, aprovada na Câmara no último dia 18, ainda poderá sofrer mudanças no Senado Federal.Vera Lúcia Fermiano da Articulação das Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) apresentou dados que mostram a desigualdade do acesso da mulher negra às políticas públicas no país. “Estamos atentamente em marcha contra o racismo, contra a violência, pelo direito de bem viver das mulheres negras e pelos nossos filhosâ€, afirmou.As atividades da conferência estadual de Santa Catarina seguem até esta quinta-feira (25) com palestras e debates das propostas a serem enviadas para a etapa nacional da 4ª CNPM, marcada para 10 a 13 de maio, em Brasília.Ascom – 4ªCNPM






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