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<TITLE>ENC: Pesquisa mostra violência contra mulher durante o parto</TITLE>
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<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#800080" FACE="Bookman Old Style">Prezadas,</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#800080" FACE="Bookman Old Style">Para conhecimento.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#800080" FACE="Bookman Old Style">Att,</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#800080" FACE="Bookman Old Style">Susan Alves</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Tiago Cantalice da Silva Trindade<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> terça-feira, 5 de junho de 2012 13:34<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Pesquisa mostra violência contra mulher durante o parto</FONT><B></B></P>
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<P ALIGN=LEFT><B><FONT SIZE=6 FACE="Times New Roman">Pesquisa mostra violência contra mulher durante o parto</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT SIZE=5 FACE="Times New Roman">Mulheres associam experiência ruim a sentimento de angústia nas primeiras semanas com o bebê em casa</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Danielle Nordi - iG São Paulo | 04/06/2012 09:43:51</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">- Atualizada às</FONT></B> <FONT FACE="Times New Roman">05/06/2012 10:29:10 </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Uma pesquisa divulgada no final de maio avaliou o atendimento obstétrico em quase dois mil partos realizados em todo o país. As mulheres compartilharam suas experiências e os resultados mostram os maus tratos mais comuns sofridos por elas. O "Teste da Violência Obstétrica" englobou mães que tiveram filhos por cesárea, parto normal, em casa e em hospitais privados e públicos, e foi feito coletivamente por mais de 70 blogs.<BR>
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O resultado enfoca a conduta dos profissionais de saúde que atendem as gestantes no momento do parto. "Tivemos relatos de todo tipo de violência obstétrica, como negligência, abuso verbal, físico e sexual", afirma a jornalista e mestranda de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Ana Carolina Franzon, uma das coordenadoras da pesquisa.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT FACE="Times New Roman">"Cheiro de churrasco"</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">A pesquisa mostra que 21% das parturientes ouviram comentários irônicos em tom depreciativo por parte da equipe médica que as assistiam. Uma das participantes relata que os profissionais fizeram comentários "sobre o cheiro de churrasco da minha barriga durante a cesárea". Em outro relato, a mulher afirma que uma das profissionais da equipe médica reclamou por ter que auxiliar o parto no momento do jogo de futebol do seu time. Segundo Ana Carolina, a violência verbal foi apontada como a mais cometida pelos médicos.<BR>
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"Não temos dúvida de que alguns profissionais desrespeitam as mulheres no momento do parto. Infelizmente isso acontece, mas não deveria. Na maioria das vezes falta um acolhimento da gestante, que passa por um momento importante e único da sua vida", afirma Coríntio Mariani Neto, obstetra presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e diretor da Maternidade Leonor Mendes de Barros.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT FACE="Times New Roman">Angústia</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">A pesquisa também revela que 38% das mulheres se sentiram angustiadas nas primeiras semanas após o parto. Metade delas acredita que os sentimentos que tiveram logo depois de ir para casa com o bebê foram influenciados pela maneira como o parto ocorreu.<BR>
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A psicóloga Karla Rapaport Goldenberg atende gestantes e mulheres no pós-parto e afirma que as mulheres que sofrem violência obstétrica se sentem vítimas e não protagonistas de um momento especial em sua vida. "Ela fica insegura para cuidar de uma criança, já que sente que não conseguiu cuidar de si mesma. A violência sofrida pode contribuir para que ela se sinta angustiada e triste. Além disso, pode surgir aversão a médicos, hospitais ou mesmo ao ato sexual, já que partes íntimas da mulher são manipuladas durante o parto com relativa frequência."</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">"A parturiente não espera ser recebida em um ambiente cheio de amores, onde todos a parabenizem e sorriam para ela. Mas ela espera ser tratada com respeito, como uma mulher em trabalho de parto que em alguns minutos será mãe", ressalta a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">As primeiras semanas com um bebê em casa são propícias para mudanças de humor das mães </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT FACE="Times New Roman">A primeira semana</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Apesar das participantes da pesquisa terem estabelecido uma relação direta entre os sentimentos negativos na primeira semana com o bebê e o tratamento recebido na maternidade, outros fatores devem ser considerados como possíveis estopins para essa situação.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Aline Melo, psicóloga especialista em psicologia social, diz que muitas gestantes têm uma grande expectativa com relação ao momento do parto e não se preparam para o pós-parto. "Cerca de 80% das mulheres apresentam o que se chama de 'tristeza materna', causada pela alteração hormonal própria do pós-parto."<BR>
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As primeiras semanas com um bebê em casa são propícias para mudanças de humor por conta não só da alteração hormonal, mas também porque as mães enfrentam noites em claro e passam por um período de adaptação com a amamentação, lembra Aline.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">"Existe um fenômeno de depressão no pós-parto que é um processo fisiológico, mesmo que o parto tenha sido excelente. Mas não há dúvidas de que não ter uma boa assistência no parto tem consequências ruins para a mulher", afirma Corintio Mariani Neto.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Outros dados revelados pela pesquisa "Teste da Violência Obstétrica":</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 82% das mulheres estavam respondendo a pesquisa com base no parto do primeiro filho</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 56% tiveram seus filhos em hospitais particulares através do convênio; 26% em hospitais públicos; 12% em hospitais particulares; 4% em casa; 3% em casas de parto</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 35% das mulheres entrevistadas tinham de 25 a30 anos; 27% de 20 a25 anos; 23% de 30 a35 anos</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 53% das gestantes declararam ter sido compreendida, amparada e tratada com respeito</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 12% das entrevistadas disseram que os profissionais de saúde fizeram piadas sobre o comportamento delas</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 9% disseram que os médicos e enfermeiros mandaram a parturiente parar de gritar</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 43% das mulheres se sentiram seguras e à vontade durante todo o processo de internação para o parto</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 37% das gestantes sentiram medo pela sua própria saúde ou a do bebê</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 45% das parturientes foram informadas e consultadas sobre todos os procedimentos realizados</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 24% disseram não ter conhecimento prévio ou não ter consentido a necessidade da realização da episiotomia (corte na vagina no momento que o bebê está nascendo)</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">- 23% declararam não ter conhecimento prévio ou não ter consentido com a administração de ocitocina (remédio usado para acelerar o trabalho de parto</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Tiago Cantalice</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Secretaria de Políticas para as Mulheres</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Subsecretaria de Planejamento e Gestão Interna</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">(61) 3411-4227</FONT></P>
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