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<TITLE>ENC: Ela fez a diferença na Petrobras</TITLE>
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<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#800080" FACE="Bookman Old Style">Para conhecimento.</FONT><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Nilza do Carmo Scotti<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> segunda-feira, 13 de agosto de 2012 09:59<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Ela fez a diferença na Petrobras</FONT><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">ISTO É DINHEIRO | NEGÓCIOS </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">REFORMA ELEITORAL </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Ela fez a diferença </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Formato A4:</FONT><B></B><U></U><U> <FONT COLOR="#0000FF" FACE="Times New Roman">PDF &lt;exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=3802556&gt;</FONT></U><B></B><FONT FACE="Times New Roman"></FONT><B></B><U></U><U> <FONT COLOR="#0000FF" FACE="Times New Roman">WEB &lt;exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=3802556&gt;</FONT></U><B></B><FONT FACE="Times New Roman"> </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Chamada de capa </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Ao adotar uma política de transparência e reconhecer os problemas vividos pela Petrobras, a presidente Graça Foster virou o jogo e recuperou a confiança do mercado, fazendo com que as ações voltassem a subir. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Por Rosenildo Gomes FERREIRA </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">A executiva Graça Foster, presidenta da Petrobras, viveu o maior desafio de sua curta gestão, iniciada há pouco mais de seis meses, na segunda-feira 6. Nesse dia, ela apresentou os números do balanço do segundo trimestre de 2012, cujo desempenho surpreendeu até mesmo o mais pessimista dos analistas. Os dados falam por si: um prejuízo de R$ 1,34 bilhão, o pior resultado da estatal desde 1999. A expectativa era de um lucro em torno de R$ 2 bilhões, número que já seria 78% inferior ao dos três primeiros meses deste ano. Como explicar essa situação? A variação cambial, é certo, teve sua parcela de culpa. No entanto, fatores estruturais ligados à exploração de petróleo também colaboraram. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Graça Foster, presidenta da Petrobras: &quot;Justificamos, com números, todos </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">os itens negativos do balanço e o que estamos fazendo </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">para corrigir a situação&quot;. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Um deles foi o reconhecimento da inviabilidade comercial de 41 poços perfurados, considerados secos e nos quais foram investidos R$ 2,73 bilhões. Diante desse cenário, com potencial de causar efeitos nefastos na carreira de qualquer executivo, Graça cresceu. Em vez de se encastelar no seu escritório, ela foi para a linha de frente da crise. Primeiro fez questão de comandar a reunião com os analistas do mercado financeiro, algo inédito na rotina da estatal. Normalmente, quem conduz esse tipo de encontro é o diretor-financeiro, Almir Barbassa. No dia seguinte, Graça rumou para São Paulo, onde participou do 13º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Fiesp. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Aposta no futuro: com a descoberta da camada do pré-sal, o Brasil dobrou suas reservas </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">de petróleo para 31 bilhões de barris. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">No evento, ela recebeu afagos do empresário Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que elogiou sua capacidade de se comunicar com o mercado. Depois, a executiva enfrentou um batalhão de repórteres e cinegrafistas. Tudo na maior tranquilidade. Graça fez uma apresentação otimista, lembrando os pontos fortes da estatal e os benefícios que a campanha de exploração do pré-sal deve gerar para a economia brasileira (veja quadro ao final da reportagem). &quot;Mais do que dar uma explicação ao mercado, nós justificamos, com números, todos os itens negativos do balanço e o que estamos fazendo para corrigir a situação&quot;, disse Graça. A atitude da executiva deu resultado. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">As ações preferenciais da empresa, que, na segunda-feira chegaram a cair 5,46%, encerraram o pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com ligeira baixa de 0,1%. Na sequência, os papéis inverteram a tendência e fecharam na quinta-feira 9 em R$ 21, acumulando uma alta de 5,42% em apenas três dias. A melhora no &quot;humor&quot; dos investidores em relação à Petrobras foi fruto direto da atuação de Graça. &quot;Com sua postura transparente, ela conquistou a confiança do mercado&quot;, disse Marcus Sequeira, analista especializado em petróleo da filial do Deutsche Bank, em Nova York. &quot;Desde que a Petrobras revisou seu plano de investimentos ficou claro que Graça estaria disposta a mostrar também os eventuais problemas vividos pela companhia.&quot; </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">O cenário, no entanto, mantém-se desafiador para a estatal, um colosso que no ano passado faturou R$ 244 bilhões, lucrou R$ 33 bilhões e emprega 81,9 mil funcionários. É que além de dificuldades conjunturais, com a valorização do dólar sobre o real, a Petrobras tem de enfrentar uma série de questões estruturais. As mais urgentes são a redução de custos e a recuperação da capacidade produtiva dos poços de petróleo e gás da Bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Apenas a exploração dos campos consumiu 35% mais recursos em relação ao período anterior. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Para melhorar esse desempenho, a Petrobras separou US$ 5,1 bilhões. A queda de 5% na produção, aliada ao aumento da demanda de gasolina, em 16%, e de diesel, 5%, também ajudam a explicar o resultado negativo da petrolífera. Para abastecer o mercado, foi preciso importar 170 mil barris de petróleo por dia, volume mais de três vezes superior ao do primeiro trimestre. &quot;Quando o dólar atingiu a marca de R$ 2, soou o sinal de alerta na empresa&quot;, afirmou Graça. Em um cenário no qual o preço de venda do diesel e da gasolina estão defasados em até 20%, de acordo com estimativas de Auro Rozenbaum, analista de petróleo da Bradesco Corretora, a conta não poderia, realmente, fechar no azul. Nem por passe de mágica. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">No comando: Graça (à dir.) mostra à presidenta Dilma detalhes da sala de controle </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">da plataforma P-59, lançada em julho, no litoral da Bahia. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">REAJUSTE Se por um lado o prejuízo colocou a estatal na &quot;linha de tiro&quot;, por outro, ajudou a abrir espaço para as discussões em relação ao reajuste dos combustíveis, um velho pleito de sua direção e do próprio mercado. Esse, aliás, é um dos motivos que explicam a decisão dos investidores de voltar a apostar nos papéis da Petrobras. &quot;Não existe nenhuma indicação de que a cotação do barril do petróleo vá cair para a faixa abaixo de US$ 100&quot;, diz Rozenbaum. &quot;Por conta disso, não há dúvida de que a Petrobras está perdendo dinheiro.&quot; O último aumento para o consumidor, nos postos de serviço, ocorreu em setembro de 2005. A presidenta da Petrobras garantiu que não fez nenhum pedido nesse sentido. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Apenas vem deixando claro em todas as reuniões do Conselho de Administração da estatal - a última delas ocorreu na sexta-feira 3 - a necessidade aproximar a paridade entre o preço interno e o cobrado no exterior. &quot;Quem produz e tem volume sempre espera vender por um preço melhor&quot;, disse. O debate reacendeu a discussão entre o Ministério de Minas e Energia e o da Fazenda. &quot;O reajuste é necessário&quot;, afirmou Edson Lobão, ministro de Minas e Energia. Guido Mantega, que preside o Conselho da estatal, disse, por meio de sua assessoria, que &quot;não há perspectiva no horizonte para novos reajustes&quot;. Ao longo do governo do PT, uma das estratégias para manter os preços sob controle sem afetar muito o desempenho da empresa tem sido mexer na tributação sobre o setor. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Especialmente, nas alíquotas da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), reduzidas a zero, em 22 de junho. Com isso, a Petrobras embolsa mais reais por cada litro de combustível vendido, mas sem afetar o bolso dos consumidores. São esses argumentos que Mantega utiliza para defender seu ponto de vista. Sem contar, é claro, o receio de que um reajuste contamine os índices de inflação, dada a repercussão sobre o restante da economia provocado pelo preço dos combustíveis. Ao que tudo indica, a questão terá como árbitro a presidenta Dilma Rousseff. Afinal, com uma necessidade de gerar caixa para cumprir o plano de investimentos, orçado em US$ 236,5 bilhões para o período 2012-2016, a Petrobras não pode se dar ao luxo de perder dinheiro. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Operação refino: meta da Petrobras é inaugurar, até 2017, o Complexo Petroquí-mico </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">do Rio (foto) e a refinaria Abreu e Lima, no Recife. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Com essa bolada, Graça pretende colocar a Petrobras em um novo patamar. E sua principal arma é a exploração dos poços situados na região do pré-sal, que deverão quase dobrar as reservas brasileiras, dos atuais 15,7 bilhões para 31 bilhões de barris de petróleo, até o final de 2020. O patamar atual de 2,1 milhões de barris diários já garante a autossuficiência do País. Mas para atingir o objetivo previsto para o final da década, a executiva precisará desatar alguns nós. Com ou sem aumento, não há indicação de que o ritmo do consumo de gasolina deva parar de crescer. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">A intensificação do uso de fontes renováveis, como etanol, esbarra em questões que não dependem da ação da estatal, como a falta de capacidade instalada das usinas de álcool para atender à demanda interna. A ampliação da capacidade de refino de gasolina também está descartada. É que as refinarias em construção, a unidade de Abreu e Lima, no Recife, e o Polo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foram desenhados para trabalhar com nafta, diesel e querosene de aviação. Hoje, os dois últimos têm um grande peso na balança de importações da companhia. &quot;Quando programamos esses projetos, o cenário que vislumbramos era de crescimento da produção e demanda por etanol&quot;, afirmou Graça. &quot;Agora, não temos como mudar isso.&quot; </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">DESAFIOS É nesse ponto que os analistas enxergam os maiores desafios da primeira mulher a dirigir a maior empresa do País. O relatório assinado por Sequeira, distribuído aos clientes globais do Deutsche Bank, aponta dois riscos estruturais para a companhia. O primeiro deles é a capacidade da Petrobras de construir no prazo, com um custo competitivo, essas refinarias. A mais problemática é a situada no Recife. Na semana passada, o canteiro de obras se transformou em uma praça de guerra, por conta do conflito entre trabalhadores e policiais, que resultou na queima de diversos ônibus. Eles protestam contra o impasse nas negociações salariais. Apesar disso, a estatal garante que a obra deverá ser concluída até o final de 2014 e, ao custo de US$ 20,1 bilhões, nove vezes mais que o orçamento original. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">&quot;Existe o temor de que o mesmo aconteça em relação ao Comperj&quot;, afirmou Sequeira. &quot;A localização dessas obras obedeceu a um viés mais político que econômico.&quot; Com as refinarias, a estatal poderá ampliar para 3,4 milhões de barris/dia sua capacidade de processamento de petróleo. O tema da transparência em relação à formação de seus preços e a outras políticas da Petrobras é visto como elemento delicado na relação entre os acionistas e a direção da petroleira. Ele assumiu uma maior importância no noticiário após setembro de 2010, quando a Petrobras fez a histórica captação de R$ 120,4 bilhões na Bovespa, a maior feita até hoje em bolsa no mundo. &quot;Cada vez que aumenta o grau de transparência de uma empresa cresce a confiança e reduz as incertezas&quot;, disse Carlos Eduardo Lessa Brandão, conselheiro de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">&quot;E isso vale para qualquer empresa, seja de controle estatal ou privado.&quot; Essa preocupação do mercado estaria por trás do desempenho insatisfatório dos papéis da companhia. A ausência de sinais nesse sentido fez com que as ações da empresa entrassem em trajetória descendente. É exatamente isso que Graça, com seu estilo franco e direto, tenta reverter. Outra questão que preocupa o mercado é em relação à exigência de um conteúdo nacional elevado, no mínimo 60%, dependendo do equipamento ou o tipo de serviço contratado (veja também reportagem aqui). A concentração de encomendas de suas sondas e plataformas em poucas empresas locais preocupa os investidores. &quot;Trata-se de um contrassenso do ponto de vista estratégico&quot;, diz Rozenbaum, da Bradesco Corretora. </FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Graça rebate: &quot;Tem de produzir aqui mesmo, debaixo de nossos olhos&quot;, afirmou. &quot;Isso gera mais competitividade para a companhia, pois conseguimos monitorar melhor os custos, sem a perda da qualidade.&quot; Mas reconhece as dificuldades. &quot;A Plataforma P-55 está com atraso de 22 meses.&quot; Apesar disso, os analistas se mostram otimistas em relação ao futuro da empresa, especialmente devido à postura de sua presidenta. &quot;Ter uma gestora com perfil técnico e gerencial é importante no momento em que a Petrobras se encontra em um ciclo de grandes investimentos&quot;, afirma Rozenbaum, concedendo um crédito de confiança à executiva que ocupa o gabinete mais importante do edifício-sede de 27 andares da petroleira, no centro do Rio de Janeiro.</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Nilza Scotti</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessora de Imprensa</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessoria de Comunicação Social</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">(61)3411.4229</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="mailto:nilza.scotti@spmulheres.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">nilza.scotti@spmulheres.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="http://www.spm.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">www.spm.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Arial"> </FONT></P>

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