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<TITLE>ENC: + SPM mídia: Sem doméstica e sem apoio público a famílias</TITLE>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Juliana Camelo da Silva<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 14:20<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> + SPM mídia: Sem doméstica e sem apoio público a famílias</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">O GLOBO - RJ | ECONOMIA</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">OUTROS</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Sem doméstica e sem apoio público a famílias</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem <</FONT></U><B></B><A HREF="https://www.oglobodigital.com.br/"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">https://www.oglobodigital.com.br/</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Especialistas dizem que faltam </FONT><B><FONT FACE="Arial">creches</FONT></B><FONT FACE="Arial"> e escolas em tempo integral, serviços que existem no </FONT><B><FONT FACE="Arial">exterior</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Nice de Paula</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Serviços domésticos caros e escassos começam a desenhar no Brasil uma situação parecida com a de países da América do Norte e da Europa. Mas a semelhança, dizem especialistas, termina aí, porque o país está muito longe de oferecer uma estrutura de apoio para que as famílias vivam sem o apoio da empregada doméstica.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- A sociedade não vai mais conseguir colocar a mulher de volta dentro de casa. Elas vão continuar trabalhando, tendo filhos, então precisamos repensar as políticas públicas, Isso é caro, mas o Brasil precisa - diz Hildete Araújo, professora da Universidade Federal Fluminense e estudiosa do trabalho doméstico.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Segundo Hildete, as mudanças passam por várias áreas. Na educação, as escolas cm tempo integral precisam deixar de ser um privilégio e a cobertura de </FONT><B><FONT FACE="Arial">creches</FONT></B><FONT FACE="Arial">, hoje restrita a 21% das crianças, tem que aumentar muito. A legislação trabalhista terá de dar mais flexibilidade para pais com filhos menores de 7 anos. As indústrias alimentícia e de limpeza precisarão de produtos mais práticos e, o mais importante, tem de haver uma mudança cultural.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- A História não volta. Esse mundo com essa nova perspectiva feminina é uma realidade que o país precisa discutir. Os homens vão ter que dividir mais o trabalho, as casas vão ter que ficar mais bagunçadas - prevê a professora.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">É mais ou menos o que acontece na casa da francesa Nathalie Armstrong, típica representante da classe média parisiense, que nunca teve empregada e divide com o marido engenheiro as tarefas domésticas.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">BABÁ É COMPARTILHADA</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">A babá de Thomas, de 2 anos, é compartilhada com outro casal. E ela é a segunda maior fonte de despesa da família, atrás apenas da prestação do apartamento no valor de 6 1.500. Além disso, a família recebe cerca de EUR 200 por mês do governo francês a título de ajuda com o bebê.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Agora, grávida do segundo filho, decidiu por Thomas na escola pública e gratuita a partir dos três anos, e dispensar a babá. O bebê mais novo vai para creche, serviço que custará 600 mensais.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Morando no Canadá, advogada brasileira Marina Spearing e o marido passam o dia fora e colocaram Oliver, de 2 anos, numa creche.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- As mais comuns aqui são aquelas em que uma mulher cuida da própria casa e de cerca de 15 crianças ao mesmo tempo. Empregada doméstica é só para a classe alta e cobra por hora. Após os 8 anos de idade, a escola é em tempo integral - conta Marina, que optou por um modelo de creche mais parecido com o maternal brasileiro e paga US$ 650 por mês por oito horas diárias.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No país, conta ela, o serviço da casa é feito por todos os membros da família e, desde pequenas, as crianças cuidam da própria roupa, arrumam cama, passam aspirador, lavam o próprio banheiro. O trabalho é facilitado pelas máquinas e inúmeros produtos de limpeza.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">FALTA POLÍTICA EMPRESARIAL</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Juíza aposentada do Tribunal Regional do Trabalho do Rio e ex- integrante da Comissão do Direito das</FONT><B><FONT FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Arial"> na Assembléia Nacional Constituinte, Comba Marques Porto é uma feminista. E acredita que o fim do trabalho doméstico representará um avanço, porque ele mantém "um modelo meio escravocrata e reforça um tratamento diferenciado que mantém as </FONT><B><FONT FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Arial"> na cozinha e os homens na rua" Mas ressalta que o Brasil não está preparado para viver sem domésticas.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- O país deveria ter ratificado a Convenção 156 do OIT (Organização Internacional do Trabalho), que propõe mudanças na legislação para, por exemplo, proibir empresas de punir quem se ausente do trabalho por causa de responsabilidades familiares, antes de aprovar a convenção relativa às domésticas - diz.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Comba explica que o espírito da convenção 156 é fazer com que homens e </FONT><B><FONT FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Arial"> compartilhem as questões ligadas à casa.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">-Não há justificativa perante a Constituição para se ter uma categoria de trabalhadores com menos direitos do que os outros. Mas é preciso pensar as transformações que serão feitas. Não há creche, não há política empresarial, não há serviços. Eu fui lavar dez lençóis e paguei R$ 114. Quem pode arcar com isso?</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal, acredita que a emenda constitucional que vai estender às domésticas os mesmos direitos dos demais trabalhadores provocará cerca de 800 mil demissões entre as que tém carteira assinada. E está em campanha para que o Congresso aprove um projeto de lei que reduz a contribuição previdenciária dos patrões, que hojeéde 12%, para 4% - o que compensaria os 8% de gasto adicional com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço que se tornará obrigatório. A proposta prevê que o pagamento da multa sobre o saldo do fundo em caso de demissão sem justa causa seja opcional.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- Se o governo desonera vários setores, empresas, porque não pode fazer isso com a pessoas físicas para evitar au mento de custos e demissõe em massa de domésticas, en sua maioria com mais de 40 anos e responsáveis pelo sus- tento o lar? - indaga Avelino.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Já a presidente do Sindicato das Domésticas do Rio, Carla Maria dos Santos, não tem demissões por causa do aumento do direitos.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- O que eu percebi a partir de janeiro foi muitas domésticas pedindo demis- são em busca de oportunidades em outros setores, e muitos patrões dispen- sando também. Então que venham os novos direitos, vai se bom para todo mundo - diz.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">A auxiliar de serviços gerais Rosevânia Faria, de 42 anos, foi babá, mudou de área e não se arrepende.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">- Acho que as doméstica; ganham até mais do que eu recebo hoje. Mas agora tenho todos os direitos, horário de entrada, horário de saída, conheço outras pessoas. Não gostaria de voltar, porque serviço doméstico eu já faço em casa.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Colaborou Clarice Spitz</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">"A História não volta. Os homens vão ter que dividir mais o trabalho, as casas vão ter que ficar mais bagunçadas"</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Hildete Araújo</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Professora da UFF</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Juliana Camelo</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Assessoria de Imprensa</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República - SPM/PR</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">(61) 3411.5887</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos Três Poderes<BR>
CEP 70150-908 | Brasília-DF |</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri"></FONT><B></B> </P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Acesse as redes sociais:</FONT><B></B><FONT FACE="Arial" SIZE=2 COLOR="#000000"> <<...OLE_Obj...>> </FONT><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">/spmulheres e</FONT><B></B><FONT FACE="Arial" SIZE=2 COLOR="#000000"> <<...OLE_Obj...>> </FONT><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">/spmulheres</FONT><B></B></P>
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<P ALIGN=LEFT><B><FONT FACE="Arial" SIZE=2 COLOR="#000000"> <<...OLE_Obj...>> </FONT></B><B></B></P>
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