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<TITLE>ENC: Começa hoje (04/03) em Contagem o julgamento do goleiro Bruno</TITLE>
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<BODY>
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<BR>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Juliana Camelo da Silva<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> segunda-feira, 4 de março de 2013 09:46<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Começa hoje (04/03) em Contagem o julgamento do goleiro Bruno</FONT><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">JB ONLINE - RJ | PAÍS</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">OUTROS</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Começa hoje em Contagem o julgamento do goleiro Bruno</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem &lt;</FONT></U><B></B><A HREF="http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/03/04/comeca-hoje-em-contagem-o-julgamento-do-goleiro-bruno-2/"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/03/04/comeca-hoje-em-contagem-o-julgamento-do-goleiro-bruno-2/</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">&gt;</FONT></U><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Começa nesta segunda-feira, no Tribunal do Júri do Fórum de Contagem (MG), o julgamento popular do goleiro Bruno Fernandes e da ex-mulher dele, Dayanne do Carmo. O ex-jogador do Flamengo sentará no banco dos réus para responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da ex-amante Eliza Samudio. Dayanne será julgada pelos crimes de sequestro e cárcere privado do menino Bruninho, que Eliza afirmava ser filho do goleiro.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">A expectativa é de que o julgamento dure entre três e cinco dias e, provavelmente, termine, por coincidência, na sexta-feira, 8 de março, </FONT><B><FONT FACE="Arial">Dia Internacional da Mulher</FONT></B><FONT FACE="Arial">, data marcada por protestos contra a violência em desfavor das </FONT><B><FONT FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Arial">.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">O júri será presidido por Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, uma magistrada de pulso firme que, desde o início do processo, em junho de 2010, enfrentou acusações e provocações, feitas pelos advogados dos réus, de que estaria agindo de forma parcial, pré-julgando o atleta e os outros envolvidos. Dezenas de pedidos para que ela fosse afastada, ou o júri transferido para outra comarca, foram feitos pelos defensores, mas nem a própria juíza, muito menos o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) e o Supremo Tribunal Federal (STF) acataram as reivindicações.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Sete cidadãos comuns serão escolhidos para formar o conselho de sentença e decidir se Bruno e Dayanne são culpados ou não. De um lado, caberá ao promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcelos de Castro provar que Eliza foi morta numa trama macabra a mando de Bruno. De outro, estarão encarregados de desqualificar as acusações do Ministério Público os advogados Francisco Simin, que defende Dayanne, e Lucio Adolfo, que representa Bruno. Lucio Adolfo é um dos mais experientes advogados criminalistas do País. Ele participou de mais de mil júris e já teve entre seus clientes o megatraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Ao contrário do primeiro julgamento do caso, em novembro do ano passado, quando ainda havia a dúvida se Eliza havia sido morta ou não, desta vez Bruno e Dayanne enfrentarão o que pode se chamar de fogo amigo: a confissão do ex-braço-direito do atleta, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No depoimento que deu no júri em que saiu condenando a 15 anos de cadeia, Macarrão contou que levou a modelo para a morte e a entregou a um homem que faria o serviço na noite do dia 10 de junho de 2010. Segundo Macarrão, por ordem de Bruno, que o chamava de &quot;bundão&quot; caso não fizesse o que o atleta estava pedindo: &quot;Eu sou p... deixa comigo&quot;, teria dito Bruno ao ex-amigo. Além de Macarrão, a outra ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes Castro, também foi condenada no primeiro julgamento do caso. Ela cumpre cinco anos de prisão no regime aberto pelo sequestro e cárcere privado de Eliza e Bruninho.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Ao assumir o crime, acusando Bruno de ser o mandante da morte de Eliza e também, por consequência, &quot;de ter acabado com a vida dele&quot;, como lamentou, Macarrão causou surpresa. Ele, no entanto, estaria apenas cumprindo parte do acordo que teria feito com o assistente de acusação José Arteiro Cavalcante Lima. Um dia antes da confissão, Arteiro deu várias entrevistas antecipando que Macarrão iria acusar o ex-amigo para tentar diminuir a pena. O advogado de defesa de Macarrão, Leonardo Diniz, e o promotor de Justiça Henry Castro, disseram na época desconhecer qualquer acordo.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Agora, o depoimento de outro importante personagem na trama deverá ser o elo que falta para esclarecer todas as dúvidas que ainda pairam sobre como Eliza Samudio morreu, segundo a polícia, executada pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, foi a pessoa que esteve com Eliza e Macarrão desde o momento em que a modelo foi sequestrada em um hotel no Rio de Janeiro, no dia 4 de junho de 2010, até a hora que foi estrangulada por Bola, seis dias depois, de acordo com as investigações.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Na época, Rosa tinha 17 anos. Foi detido depois que um tio procurou uma rádio do Rio de Janeiro dizendo que o sobrinho estava &quot;apavorado&quot; com o crime que presenciara. De acordo com o processo judicial, Rosa afirmou em depoimento ter visto Eliza ser morta. O adolescente ainda teria contado os detalhes do crime, citando os &quot;olhos esbugalhados&quot; da vítima e afirmando que uma das mãos da vítima fora jogada aos cães da raça Rotweiller que Bola criava.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Por ser menor de idade na ocasião, Jorge Luiz Rosa foi condenado a três anos de internação, pena da qual cumpriu um ano e dois meses. Depois de solto, foi incluído no programa de proteção à testemunha do governo federal, de onde saiu, segundo o ex-advogado dele, Eliézer Jonatas de Almeida, &quot;por vontade própria&quot;.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Em recente e confusa entrevista ao programa</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">da</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">, na qual chegou a pedir para refazer algumas respostas, Rosa negou que tivesse visto a modelo ser morta. O rapaz afirmou que foi Macarrão quem contou a ele que ela foi executada. Perguntado sobre o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o primo de Bruno gaguejou e disse não conhecer Bola, assim como fez Macarrão no momento que confessou o crime no julgamento de novembro do ano passado. Tanto Jorge Luiz Rosa quanto Macarrão disseram apenas que Eliza foi entregue a um homem, o qual não sabiam a identidade.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Para o promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcelos Castro, a entrevista de Jorge Luiz Rosa foi uma tentativa dos advogados de defesa para jogar toda a culpa do crime em Macarrão, já condenado, e assim diminuir a pena de Bruno. O ex-advogado de Jorge disse desconhecer qualquer pressão sobre o rapaz, mas o aconselhou, em entrevista ao</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">, que Rosa &quot;seja homem&quot; para comparecer e contar o que sabe. &quot;Ele não foi homem suficiente para dar uma entrevista dessas em rede nacional? De cara limpa? Agora ele que enfrente&quot;, concluiu o advogado, explicando também que, como foi intimado e não está sob a custódia do Estado, Jorge Luiz Rosa deverá ir até o Fórum de Contagem sozinho.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Tanto Macarrão quanto Jorge Luiz Rosa já disseram que Eliza foi, de fato, assassinada. A principal dúvida ainda é sobre o autor do homicídio, já que os dois afirmaram que a modelo foi entregue a um homem e, a partir daí, não mais a viram. Para o promotor de Justiça de Contagem, Macarrão e Rosa não acusam diretamente o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, &quot;por medo&quot;.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Os advogados que representam Bola são contundentes em afirmar que ele não matou Eliza. Fernando Magalhães e Ércio Quaresma dizem que o cliente foi vítima de uma armação da polícia, que o incriminou devido à desavenças antigas entre Bola e o delegado Edson Moreira, ex-chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Moreira já negou essa versão e ainda afirmou que as provas da participação do ex-policial são fartas.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Além de Bola, outros dois policiais civis também já foram investigados pela morte de Eliza, sendo que um deles, José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, foi denunciado pelo MP em dezembro do ano passado. A Justiça ainda não analisou a denúncia. O outro policial civil investigado recentemente em um inquérito paralelo pela própria corporação, a pedido do MP, é Gilson Costa, ex-integrante do Grupo de Resposta Especial da Polícia Civil (GRE), extinto em 2010 após denúncias de que Bola, mesmo excluído da corporação, dava treinamentos aos integrantes do grupo.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">O julgamento de Bola está marcado para o dia 22 de abril, também no Fórum de Contagem. Além dele, ainda vão sentar no banco dos réus os amigos de Bruno Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; e Elenilson Vitor da Silva. O júri dos dois ainda não tem data marcada.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A então mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo. Bruno será julgado em março junto a outros dois acusados: o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, e Dayane Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime.</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Arial">No dia 22 de novembro de 2012, durante depoimento de cinco horas, Macarrão responsabilizou Bruno pelo sumiço de Eliza. Dois dias depois, o júri condenou Luiz Henrique Romão, o Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro a cinco anos.</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Juliana Camelo</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Assessoria de Imprensa</FONT><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República -&nbsp; SPM/PR</FONT><B></B></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">(61) 3411.5887</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri">Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos Três Poderes<BR>
CEP 70150-908 | Brasília-DF |</FONT></P>

<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Calibri"></FONT><B></B>&nbsp;</P>

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