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<TITLE>ENC: IMPORTANTE: Vara de Violência Contra a Mulher traça perfil de vítimas e agressores</TITLE>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Isabel Clavelin<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> quarta-feira, 6 de março de 2013 09:05<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> IMPORTANTE: Vara de Violência Contra a Mulher traça perfil de vítimas e agressores</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">O ESTADO DO MARANHÃO - MA | CIDADE </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">LEI MARIA DA PENHA </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Vara de Violência Contra a Mulher traça perfil de vítimas e agressores</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Pesquisa foi divulgada ontem, com o resultado de um trabalho de conscientização de homens para quebrar o ciclo de violência.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">06/03/2013 00h00<BR>
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</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman">Em quase cinco anos de funcionamento, a Vara Especial de</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">violência doméstica</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> e Familiar Contra a Mulher concedeu 5.971 medidas protetivas de urgência a</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> vítimas de agressão em São Luís.</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman"> Os dados foram apresentados pelo órgão, que divulgou pesquisa na qual traçou o perfil das vítimas e seus agressores, além do resultado de um trabalho de conscientização de homens para quebrar o ciclo de violência. Segundo o juiz da Vara, Nelson Rêgo, o índice de reincidência foi zero entre aqueles que participaram do Grupo Reflexivo de Gênero.<BR>
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O trabalho de levantamento dos dados relativos a 2011 foi feito no ano passado pela equipe da Vara e deu origem à pesquisa divulgada ontem, a quarta da Vara Especial de</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">violência doméstica</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> e Familiar Contra a Mulher, que atende</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> em situação de violência desde o dia 7 de março de 2008.</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">Os dados apresentados ontem são relativos à amostra de 30% dos 1.706 processos que foram distribuídos pela Vara em 2011. "Percebemos que houve um aumento no número de casos de violência contra a mulher, apesar do crescimento também no total de denúncias", afirmou o juiz Nelson Rêgo.</FONT><B></B><BR>
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<FONT FACE="Times New Roman">Causa - Segundo levantamento,</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">a violência psicológica foi responsável pela maioria dos processos, 35%.</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman"> "Isso representa um avanço importante porque mostra que a mulher está conseguindo identificar outras práticas de violência e considerando-as tão sérias quanto a agressão física", explicou a assistente social Danyelle Bittencourt, uma das responsáveis pela pesquisa.</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">A violência física aparece como segunda maior causa de denúncia, 28% do total, mesmo percentual da violência moral.</FONT><B></B><BR>
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<FONT FACE="Times New Roman">No entanto, em muitos processos, foram relatados mais de um tipo de violência, que</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">em 67% dos casos ocorre dentro da casa onde convivem mulher e agressor. A duração dos relacionamentos, em 32% dos processos pesquisados, era de até cinco anos.</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman"> "Percebemos que as</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> estão demorando menos para denunciar a violência que sofrem e isso também é importante", ressaltou o juiz Nelson Rêgo, coordenador da pesquisa. Para justificar a demora em denunciar, as vítimas alegam dependência financeira e a existência de filhos do casal.<BR>
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Mas a pesquisa mostrou que a dependência econômica não é mais o fator principal para que a mulher fique por um longo período em um ciclo de violência, pois</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">39% das vítimas afirmaram exercer algum tipo de atividade remunerada</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman"> e em apenas 3,1% dos processos foi identificado que a mulher não tem renda própria. Outro dado que chama a atenção é</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">que 54% das vítimas eram solteiras na época da agressão</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman">. "O que significa que a agressão foi cometida pelo namorado da vítima", informou Nelson Rêgo.<BR>
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Agravantes - O uso de bebida alcoólica e substâncias entorpecentes representam um agravante no ciclo de violência no qual o casal está inserido.</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">Em 37% dos casos denunciados</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman">, os homens estavam sob efeito de álcool quando agrediram suas companheiras e em 16% o agressor havia consumido algum tipo de narcótico, o que demonstra que prevenir o consumo de álcool e drogas é um fator importante na prevenção da violência contra a mulher.</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">O uso de armas como facas e outros objetos perfurocortantes foram relatados em 23% das denúncias.</FONT><B></B><BR>
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<FONT FACE="Times New Roman">Os bairros Anjo da Guarda, Turu, Angelim, Sá Viana e Coroadinho são as localidades da capital onde ocorrem o maior número de agressões. Chama atenção áreas de classe média de São Luís que aparecem nos primeiros lugares do ranking. "Isso faz parte da cultura na qual somos educados, de base machista e patriarcal, em que o homem tem direitos sobre a mulher e a agressão é uma forma de fazer valer essa posse, sendo vista como algo natural", apontou Danyelle Bittencourt.<BR>
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Uma preocupação dos órgãos de proteção à mulher agredida é de que mais da metade têm filhos com o agressor, o que significa que as consequências psicológicas do ciclo de violência podem repercutir nas gerações seguintes, mantendo a cultura de violência de gênero. Os ex-companheiros ainda representam um número significativo dos agressores. "Isso mostra que, mesmo após o fim do relacionamento, a mulher continua passível de violência de gênero, pois em muitos casos o homem não reconhece o fim do relacionamento e alimenta o sentimento de a mulher lhe pertencer", explicou Danyelle Bittencourt.<BR>
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Medidas - Diante de tantos casos e formas de agressão de gênero sofridas pelas</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman">, a vara tem atuado para proteger as vítimas e romper o ciclo de violência em que estão inseridas. O total de medidas protetivas de urgência solicitadas em 2011 é de 2.111. "Muitas</FONT><B> <FONT FACE="Times New Roman">mulheres</FONT></B><FONT FACE="Times New Roman"> solicitam mais de um tipo de medida protetiva cuja função é proibir o contato, aproximação e a frequência com que o agressor convive com a vítima", informou o juiz Nelson Rêgo.<BR>
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Muitos dos processos que deram entrada na Vara ainda estão ativos, pois o tempo de tramitação pode chegar a três anos, mas, até o fim do ano passado,</FONT><B></B> <FONT FACE="Times New Roman">222 homens já haviam sido condenados, o que representa 80% dos casos que chegaram ao fim do trâmite legal</FONT><B></B><FONT FACE="Times New Roman">. Outro trabalho realizado pela Vara que tem contribuído para romper com o ciclo de violência é o Grupo Reflexivo de Gênero, que em cinco anos atendeu 144 homens.<BR>
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O objetivo é conscientizar os agressores da violência a que submetem suas companheiras e mudar a cultura na qual a agressão é uma forma de manter e solucionar problemas da relação e de convivência. "A participação no grupo é compulsória. O homem participa de sessões com assistentes sociais, psicólogos e assistentes jurídicos da Vara. Os resultados mostram que o índice de reincidência entre os homens que participam deste trabalho é nulo", informou Nelson Rêgo.</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><B><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Isabel Clavelin</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Chefe de Imprensa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessoria de Comunicação Social</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Presidência da República - PR</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos Três Poderes<BR>
CEP 70150-908 | Brasília- DF </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">61 3411 4228 / 9659 7975</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="mailto:isabel.clavelin@spmulheres.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">isabel.clavelin@spmulheres.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial"> <</FONT></U><B></B><A HREF="mailto:isabel.clavelin@spmulheres.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">mailto:isabel.clavelin@spmulheres.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="http://www.spm.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">www.spm.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial"> <</FONT></U><B></B><A HREF="http://www.spm.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.spm.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Acesse as redes sociais da SPM:</FONT><B></B><FONT FACE="Arial" SIZE=2 COLOR="#000000"> <<...OLE_Obj...>> </FONT><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Arial">/spmulheres |</FONT><B></B><FONT FACE="Arial" SIZE=2 COLOR="#000000"> <<...OLE_Obj...>> </FONT><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Arial">@spmulheres</FONT></P>
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