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<TITLE>ENC: artigo sobre violência doméstica</TITLE>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Nilza do Carmo Scotti<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> terça-feira, 2 de abril de 2013 10:47<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> artigo sobre violência doméstica</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">ESTADO DE MINAS - MG | OPINIÃO </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">LEI MARIA DA PENHA | LIGUE 180 </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Violência de gênero </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Formato A4:</FONT><B></B><U></U><U> <FONT COLOR="#0000FF" FACE="Times New Roman">PDF <exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5864774></FONT></U><B></B><FONT FACE="Times New Roman"></FONT><B></B><U></U><U> <FONT COLOR="#0000FF" FACE="Times New Roman">WEB <exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5864774></FONT></U><B></B><FONT FACE="Times New Roman"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Chamada de capa </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Maria Flávia Brandão - Membro do Comitê de Violência da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) e Victor Hugo Melo - Membro do Conselho Consultivo da Sogimig </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">O número de denúncias sobre a violência contra a mulher registrado pela Central de Atendimento à Mulher (ligue 180) subiu de 43.423 para 734 mil em quatro anos. Nos primeiros seis meses de 2012, foram registrados 47,5 mil denúncias de violência física, 5,7 mil casos de violência moral e 12,9 mil de violência psicológica. Esses dados demonstram um aumento nos registros de 56,6%, 12% e 27,2%, em comparação a 2011, respectivamente, e revelam que a Lei Maria da Penha encorajou muitas vítimas e intimidou alguns agressores. Como a saúde feminina está ligada à integridade física e psicológica das mulheres, é papel também dos especialistas saber abordar situações de violência de gênero, lidar com as vítimas no âmbito do sistema de saúde e dedicar atenção integral às pessoas afetadas. É comum as mulheres procurarem atendimento nos serviços de saúde para tratar os sintomas físicos gerados por atos de violência, porém, sem relatar aos profissionais como eles ocorreram. As pacientes acometidas por violência doméstica, sexual e racial, geralmente, apresentam sinais físicos e mentais facilmente identificados por médicos. Deve-se, então, ficar atento a marcas no corpo e sintomas associados, como somatizações, queixas vagas com grau de desconforto, angústia e depressão, entre outras manifestações. Os médicos podem, além de dar apoio moral e orientações sobre como o problema é gradativo, encaminhar as pacientes para serviços multidisciplinares. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Em Belo Horizontes existem centros de referência e atendimento às mulheres vítimas de violência no Hospital das Clínicas, Hospital Júlia Kubitschek, Hospital Odilon Behrens e Maternidade Odete Valadares. Esses centros funcionam 24 horas e têm equipes para acompanhamento dos casos por um período de seis meses a um ano. As vítimas recebem atendimento médico, psicológico, orientação de assistentes sociais, profilaxia contra doenças sexualmente transmissíveis (DST), prevenção contra gravidez indesejada e, em caso de gravidez decorrente de estupro, são realizados os abortamentos permitidos por lei. Com o objetivo de amenizar a vitimização de mulheres, desde 2010 os centros de referência do Hospital Júlia Kubitschek, Maternidade Odete Valadares e Hospital das Clínicas participam de um convênio com a Polícia Civil para treinamento de médicos por legistas para fazerem uma cadeia de custódia, podendo registrar depoimentos e coletar material para pesquisa genética do agressor, sem que as vítimas necessitem ir à delegacia e ao Instituto Médico-Legal (IML). Depois desse atendimento, os peritos do IML realizam o laudo indireto por meio da cópia do atendimento médico. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT FACE="Times New Roman">Mesmo os profissionais que não a-tuam dentro dos centros devem realizar a notificação de qualquer caso suspeito ou confirmado de violência contra mulheres, independentemente da faixa etária, de acordo com a legislação. Não há impedimento legal ou ético para que o médico preste a assistência que entender necessária, sendo que a recusa infundada e injustificada de atendimento e apoio pode ser caracterizada como omissão. O assunto é tema de debate especial na programação do 6º Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia, que ocorre desde ontem até quinta-feira, no Minascentro. A violência contra a mulher é um problema de saúde pública, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).</FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Nilza Scotti</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessora de Imprensa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessoria de Comunicação Social</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">(61)3411.4229</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="mailto:nilza.scotti@spmulheres.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">nilza.scotti@spmulheres.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="http://www.spm.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">www.spm.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Arial"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">facebook.com/spmulheres</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">twitter.com/spmulheres</FONT><B></B></P>
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