<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 3.2//EN">
<HTML>
<HEAD>
<META HTTP-EQUIV="Content-Type" CONTENT="text/html; charset=iso-8859-1">
<META NAME="Generator" CONTENT="MS Exchange Server version 5.5.2658.2">
<TITLE>ENC: Domésticas - várias</TITLE>
</HEAD>
<BODY>
<BR>
<BR>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Nilza do Carmo Scotti<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> segunda-feira, 15 de abril de 2013 10:09<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Domésticas - várias</FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" SIZE=2 FACE="Arial">/04/13</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" SIZE=2 FACE="Arial">O GLOBO - RJ | OPINIÃO</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" SIZE=2 FACE="Arial">REFORMA ELEITORAL</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">A revolução da empregada (Artigo)</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" SIZE=2 FACE="Arial">Formato A4:</FONT><B></B> <FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">PDF <</FONT><B></B><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5984431"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5984431</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT><B></B><FONT COLOR="#6A6A6A" SIZE=2 FACE="Arial"></FONT><B></B> <FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">WEB <</FONT><B></B><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5984431"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5984431</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem <</FONT><B></B><A HREF="https://www.oglobodigital.com.br/"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">https://www.oglobodigital.com.br/</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">Veja pagina da matéria <</FONT><B></B><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/Capa/v60_pCAB18_id139209.jpg"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/Capa/v60_pCAB18_id139209.jpg</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A revolução da empregada</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Guilherme FiUza</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">MARCELO</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Oconto de fadas do oprimido continua. Agora, as empregadas domésticas foram libertadas da escravidão. Mas esse capítulo ainda promete fortes emoções. Uma legião de advogados espertos já está de prontidão para o primeiro bote trabalhista num desses "senhores feudais" de Ipanema ou Leblon. Aí a burguesia vai ver o que é bom. Patrões perderão as calças para cozinheiras demitidas sem justa causa. E o Brasil progressista irá ao delírio. Babás levarão uma baba ao provar - com seus advogados - que naquela sexta-feira chuvosa estouraram o período da jornada sem ganhar hora extra. Com a PEC das domésticas, cada lar brasileiro assistirá à revanche do povo contra as elites.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A apoteose cívica em torno da empregada lembra o clima da Constituinte em 1987. A Carta promulgada por Ulisses Guimarães com "ódio e nojo à ditadura" removia o entulho autoritário, e trazia o entulho progressista. Até limite de taxa de juros enfiaram na Constituição - entre outras bondades autoritárias e/ou lunáticas. A partir dali, deu-se no Brasil o milagre da multiplicação de municípios, com a interminável criação de prefeituras e câmaras de vereadores sangrando os cofres públicos. Tudo em nome da descentralização democrática.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Agora o país comemora a Lei Áurea das domésticas, com ódio e nojo aos patrões. Eles tiveram sorte, porque não apareceu nenhum revolucionário propondo guilhotina em caso de atraso do 13º.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Os escravocratas do século 21 - como os patrões foram chamados pelos libertadores das empregadas - garantiram nos últimos anos à classe das domésticas aumentos salariais bem acima da inflação (e de todas as outras categorias). Mas não interessa. Os progressistas querem direitos civis, querem que os patrões paguem encargos. A consequência será simples: para pagar os encargos, os patrões não darão mais reajustes acima da inflação. Através do FGTS, por exemplo, o dinheiro se desviará das mãos da empregada para as mãos do governo - onde será corrigido abaixo da inflação, a julgar pelas médias recentes.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">O fim da escravidão aboliu o bom senso, e conseguirá trazer perdas para patrões e empregados, democraticamente. Mas os populistas serão felizes para sempre.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Já se pode antever a excitação no Primeiro de Maio, com a "</FONT><B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">presidenta</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">" mulher e faxineira indo às lágrimas em cadeia obrigatória de rádio e TV. Mais uma pantomima social que a nação engolirá sorridente e orgulhosa. Na vida real, evidentemente, a nova Lei Áurea vai dar um tranco no mercado, com patrões temerosos de contratar mensalistas - não só pelos custos inflados, como pelos altos riscos de indenizações pesadas (as casuais e as tramadas). Muitos recorrerão a diaristas e outros improvisos para fazer frente aos serviços da casa. E o enorme contingente das empregadas domésticas que só sabem ser empregadas domésticas, diante da crescente dificuldade de se fixar no emprego "seguro" que a Constituição progressista lhe trouxe, terá que perguntar a Dilma e aos humanistas como ganhar a vida.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">O governo popular não está preocupado com isso. Se o contingente das alforriadas sem-teto crescer muito rápido, isso se resolve com uma injeçãozinha a mais no Bolsa Família (o Bolsa Casa de Família). País rico é país que dá dinheiro de graça. Enquanto a Europa acorda dolorosamente desse sonho dourado, com saudades de Margaret Thatcher, o Brasil fabrica um pleno emprego pendurando parte da população numa mesada estatal. São os filhos profissionais do Brasil, que não precisam se emancipar nem procurar trabalho. É claro que isso vai explodir um dia, mas a próxima eleição (pelo menos) está garantida.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A festa da propaganda populista não tem hora para acabar. O Ministério da Educação, por exemplo, está bancando uma grande campanha nas principais mídias nacionais sobre o sistema de cotas para negros no ensino público. A peça traz a encenação de um jovem humilde, que conta ter conseguido vaga na universidade por ser afro-descendente. É o governo popular torrando o dinheiro do contribuinte para apregoar a sua própria bondade. Só um país apoplético pode consumir numa boa essa propaganda política travestida de utilidade pública.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">É esse país que baba de orgulho diante da PEC das domésticas, jurando que está assistindo a uma revolução trabalhista. É típico das sociedades culturalmente débeis acharem que legislar sobre tudo é passaporte civilizatório. É um país que não acredita nos seus acordos, no que é instituído a partir da responsabilidade individual, do bom senso e dos bons costumes. É preciso cutucar Getúlio Vargas no túmulo, para empreender uma formidável marcha à ré progressista - que servirá para entulhar de vez a Justiça, porque as crianças só confiam no que está nos livros guardados por mamãe Dilma. Pobres órfãos.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Se o prezado leitor escravocrata enjoou da comida de sua empregada, melhor consultar seu advogado. O socialismo chegou à cozinha - e o tempero agora é assunto de Estado.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Guilherme Fiuza é escritor</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#003666" FACE="Arial">13/04/13</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" SIZE=2 FACE="Arial">O GLOBO - RJ | ECONOMIA</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" SIZE=2 FACE="Arial">OUTROS</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Governo argentino promulga sua ´PEC das domésticas´</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem <</FONT></U><B></B><A HREF="https://www.oglobodigital.com.br/"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">https://www.oglobodigital.com.br/</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">Veja pagina da matéria <</FONT></U><B></B><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/Capa/v60_pCAB33_id139226.jpg"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/Capa/v60_pCAB33_id139226.jpg</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Governo argentino promulga sua ´PEC das domésticas´</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Jornada de trabalho não poderá ultrapassar as 48 horas semanais</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Do La Nación</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Novos direitos. Lei aprovada por Cristina Kirchner prevê</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">licença-maternidade</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial"> e proíbe trabalho de menor de 16 anos</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">AFP/10-12-2011</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">BUENOS AIRES Dez dias após a promulgação da chamada PEC das Domésticas - a emenda constitucional que ampliou os direitos trabalhistas das empregadas domésticas brasileiras -, o governo argentino publicou ontem no "Diário Oficial" do país sua nova lei para regular o trabalho doméstico, denominada oficialmente de Regime Especial de Contrato de Trabalho de Casas Particulares. A iniciativa havia sido aprovada pelo Congresso no mês passado e a presidente do país, Cristina Kirchner, anunciou ontem sua promulgação.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Como sua congênere brasileira, a lei argentina inclui os empregados domésticos no mesmo regime dos demais trabalhadores do país. Com isso, os domésticos argentinos, que não recebiam horas extras, passam a ter direito a 50% a mais que a hora normal nos dias da semana e 100% nos sábados após às 13h, domingos e feriados. As férias remuneradas - que antes obedeciam a um escalonamento de dez dias úteis para trabalhadores com um a cinco anos no emprego; 15 dias úteis, entre cinco e dez anos de casa; e 20 dias úteis para o trabalhador com mais de dez anos no emprego - agora, serão de 14 dias, para quem tem até cinco anos de casa, e até 35 dias para depois de 20 anos de trabalho.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A jornada de trabalho, que antes não tinha limite, passou a ser de, no máximo 48 horas semanais ou oito horas diárias, enquanto a lei brasileira prevê um teto de 44 horas semanais. Já o descanso semanal, antes de 24 horas, agora passa a 35 horas, a partir de sábado às 13h e o domingo. No Brasil, o descanso semanal passou a ser de 24 horas, preferencialmente no domingo.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">lei prevê direitos inéditos</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Com a equiparação aos demais trabalhadores, os domésticos argentinos também ganharam pela primeira vez</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">licença-maternidade</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial"> (90 dias), licença por nascimento (dois dias corridos) e licença-casamento (dez dias corridos). No Brasil, foi aprovada estabilidade no emprego durante a gravidez e licença de quatro meses. Repouso semanal remunerado, preferencialmente no domingo e direito a folga em feriados.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A lei argentina proíbe de trabalhar como domésticos menores de 16 anos. Antes, essa idade limite era de 14 anos. No Brasil, a PEC das domésticas proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre para menores de 18 anos, exceto no caso de aprendiz. Nos casos de demissões sem justa causa, a empregada vai gozar de indenização igual à que recebe o resto dos trabalhadores: um mês de salário para cada ano trabalhado. As horas extras deverão ser pagas com um acréscimo de 50% em dias úteis e de 100% em domingos e feriados.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A iniciativa foi enviada ao Congresso pela presidente argentina há três anos e foi aprovada em março pela Câmara dos Deputados, em votação unânime, como no caso brasileiro. O projeto, no entanto, voltou à discussão após reformas introduzidas pelo Senado no ano passado. A nova norma que, segundo estimativas do governo alcança um milhão de trabalhadoras, aplica-se a empregadas domésticas que dormem ou não no trabalho e que têm um ou mais empregadores.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" SIZE=2 FACE="Arial">O ESTADO DE S. PAULO - SP | ECONOMIA E NEGÓCIOS</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" SIZE=2 FACE="Arial">OUTROS</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">No mundo, só 10% dos domésticos têm direitos trabalhistas</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B><I><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Levantamento da OIT revela violações de direitos e vê esperanças após mudança legislativa no Brasil</FONT></I></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Jamil Chade </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">CORRESPONDENTE / GENEBRA</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial"> Um levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela o nível de violações contra empregados domésticos no mundo inteiro e mostra que outros países podem seguir o mesmo caminho que o Brasil, que acabou de aprovar leis que modificam as condições de trabalho desse grupo. Uma contagem superficial da OIT estima que há 56 milhões de trabalhadores domésticos no mundo. O número pode ser bem maior já que o cálculo não inclui, por exemplo, 7,5 milhões de crianças com menos de 15 anos que também atuariam como domésticas. Ainda assim, os dados são reveladores.Apenas 10%dos empregados domésticos têm os mesmos direitos dos demais trabalhadores. Mais da metade não tem limitação de jornada e 45% deles não têm direito a folga semanal ou férias. Mais de um terço não tem direito a</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">licença-maternidade</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial"> e apenas metade tem garantias na lei de seus países de que devem receber pelo menos um salário mínimo. Por fim, um a cada três trabalhadores desse grupo está excluído por completo do alcance da legislação laboral: 15,7 milhões de pessoas. Apesar da situação precária, o número de domésticas explodiu no mundo nos últimos 20 anos. Mais 19 milhões passaram a atuar nesse tipo de trabalho, um aumento de 58%.Na América Latina, a alta foi de 9 milhões. No Brasil, os dados apontam que o número em 1995 era de 5,1 milhões, ante 7,2 milhões em 2009. Outro fenômeno é o de abusos contra estrangeiras em países ricos. A OIT admite que esse é um número desconhecido,já que milhões são clandestinas e nem sequer existem como cidadãs. "A situação precária de imigrantes e sua falta de conhecimento sobre a língua e leis locais os tornam vulneráveis a práticas abusivas, como violência física e sexual,abuso psicológico,o não pagamento de salários e outros problemas", alerta a OIT. Os números das regiões com mais empregados e piores condições de trabalho coincidem com o mapa da desigualdade global. Na Ásia são 21,4 milhões, ante 19,6 milhões na América Latina. Todos os países ricos juntos têm metade dos trabalhadores domésticos que existem no Brasil. Alistados países com maior número de domésticas também coincide com a lista dos países com mais disparidades sociais. O Brasil lidera, com 7,2 milhões de empregadas. Na Europa, região com população superior à brasileira,o número é bem inferior,justamente pela menor desigualdade social e ainda pela existência de serviços públicos de creche. Desilgualdade. Se a nova lei no Brasil foi comemorada pela OIT, a entidade não esconde que a situação no País também espelha as disparidades sociais desse grupo de trabalhadoras. Uma a cada seis</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial"> brasileiras trabalha como doméstica.Uma a cada cinco</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">mulheres negras</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial"> trabalhando no Brasil são domésticas. Em 2011, as domésticas no Brasil tinham uma renda de apenas 41%dos salários médios. 46% delas ganhavam apenas um salário mínimo, ainda que entre 2003 e 2011 tivessem recebido um aumento médio de 47%em seus salários. Enquanto as condições sociais não avançam, a OIT diz que é obrigação de governos garantir a proteção da classe. Com esse objetivo, aprovou em 2011 uma nova convenção estabelecendo direitos mínimos para trabalhadores domésticos. Em essência, o tratado exige que eles tenham os mesmos direitos de todos os demais. Até hoje, apenas quatro países ratificaram a convenção: Uruguai,Filipinas, Itália e Ilhas Maurício. Mas a aprovação da lei no Brasil é vista na OIT como um fator que pode abrir a porta para outras mudanças pelo mundo. "Com a aprovação da lei, o Brasil culmina seu processo de reconhecimento da dignidade e valor das domésticas, que são em sua maioria</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">mulheres negras</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">", diz Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições do Trabalho na OIT em Genebra. Segundo a OIT, vários países já começam a acompanhar os mesmos passos do Brasil, como Argentina e Índia. Outros sete países adotaram novas leis.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" SIZE=2 FACE="Arial">14/04/13</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" SIZE=2 FACE="Arial">BRASIL 247 |</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" SIZE=2 FACE="Arial">REFORMA ELEITORAL</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">Imagem 1 <</FONT></U><B></B><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/IMGs/2013/4/14/v8288_5990855_0.jpg"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/IMGs/2013/4/14/v8288_5990855_0.jpg</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Fiúza prevê a revolta das empreguetes</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem <</FONT></U><B></B><A HREF="http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98810/Fi%C3%BAza-prev%C3%AA-a-revolta-das-empreguetes.htm"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98810/Fi%C3%BAza-prev%C3%AA-a-revolta-das-empreguetes.htm</FONT></U><B></B></A><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#993300" SIZE=2 FACE="Arial">></FONT></U><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">247 - O jornalista Guilherme Fiúza, colunista do Globo e de Época, está, agora, assustado com a possível revolta das empregadas domésticas. Segundo ele, o "socialismo chegou à cozinha" e as domésticas irão esfolar seus patrões. Leia:</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A revolução da empregada - GUILHERME FIÚZA</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">O conto de fadas do oprimido continua. Agora, as empregadas domésticas foram libertadas da escravidão. Mas esse capítulo ainda promete fortes emoções. Uma legião de advogados espertos já está de prontidão para o primeiro bote trabalhista num desses "senhores feudais" de Ipanema ou Leblon. Aí a burguesia vai ver o que é bom. Patrões perderão as calças para cozinheiras demitidas sem justa causa. E o Brasil progressista irá ao delírio. Babás levarão uma baba ao provar - com seus advogados - que naquela sexta-feira chuvosa estouraram o período da jornada sem ganhar hora extra. Com a PEC das domésticas, cada lar brasileiro assistirá à revanche do povo contra as elites.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A apoteose cívica em torno da empregada lembra o clima da Constituinte em 1987. A Carta promulgada por Ulisses Guimarães com "ódio e nojo à ditadura" removia o entulho autoritário, e trazia o entulho progressista. Até limite de taxa de juros enfiaram na Constituição - entre outras bondades autoritárias e/ou lunáticas. A partir dali, deu-se no Brasil o milagre da multiplicação de municípios, com a interminável criação de prefeituras e câmaras de vereadores sangrando os cofres públicos. Tudo em nome da descentralização democrática.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Agora o país comemora a Lei Áurea das domésticas, com ódio e nojo aos patrões. Eles tiveram sorte, porque não apareceu nenhum revolucionário propondo guilhotina em caso de atraso do 13º.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Os escravocratas do século 21 - como os patrões foram chamados pelos libertadores das empregadas - garantiram nos últimos anos à classe das domésticas aumentos salariais bem acima da inflação (e de todas as outras categorias). Mas não interessa. Os progressistas querem direitos civis, querem que os patrões paguem encargos. A consequência será simples: para pagar os encargos, os patrões não darão mais reajustes acima da inflação. Através do FGTS, por exemplo, o dinheiro se desviará das mãos da empregada para as mãos do governo - onde será corrigido abaixo da inflação, a julgar pelas médias recentes.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">O fim da escravidão aboliu o bom senso, e conseguirá trazer perdas para patrões e empregados, democraticamente. Mas os populistas serão felizes para sempre.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Já se pode antever a excitação no Primeiro de Maio, com a "</FONT><B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">presidenta</FONT></B><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">" mulher e faxineira indo às lágrimas em cadeia obrigatória de rádio e TV. Mais uma pantomima social que a nação engolirá sorridente e orgulhosa. Na vida real, evidentemente, a nova Lei Áurea vai dar um tranco no mercado, com patrões temerosos de contratar mensalistas - não só pelos custos inflados, como pelos altos riscos de indenizações pesadas (as casuais e as tramadas). Muitos recorrerão a diaristas e outros improvisos para fazer frente aos serviços da casa. E o enorme contingente das empregadas domésticas que só sabem ser empregadas domésticas, diante da crescente dificuldade de se fixar no emprego "seguro" que a Constituição progressista lhe trouxe, terá que perguntar a Dilma e aos humanistas como ganhar a vida.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">O governo popular não está preocupado com isso. Se o contingente das alforriadas sem-teto crescer muito rápido, isso se resolve com uma injeçãozinha a mais no Bolsa Família (o Bolsa Casa de Família). País rico é país que dá dinheiro de graça. Enquanto a Europa acorda dolorosamente desse sonho dourado, com saudades de Margaret Thatcher, o Brasil fabrica um pleno emprego pendurando parte da população numa mesada estatal. São os filhos profissionais do Brasil, que não precisam se emancipar nem procurar trabalho. É claro que isso vai explodir um dia, mas a próxima eleição (pelo menos) está garantida.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">A festa da propaganda populista não tem hora para acabar. O Ministério da Educação, por exemplo, está bancando uma grande campanha nas principais mídias nacionais sobre o sistema de cotas para negros no ensino público. A peça traz a encenação de um jovem humilde, que conta ter conseguido vaga na universidade por ser afro-descendente. É o governo popular torrando o dinheiro do contribuinte para apregoar a sua própria bondade. Só um país apoplético pode consumir numa boa essa propaganda política travestida de utilidade pública.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">É esse país que baba de orgulho diante da PEC das domésticas, jurando que está assistindo a uma revolução trabalhista. É típico das sociedades culturalmente débeis acharem que legislar sobre tudo é passaporte civilizatório. É um país que não acredita nos seus acordos, no que é instituído a partir da responsabilidade individual, do bom senso e dos bons costumes. É preciso cutucar Getúlio Vargas no túmulo, para empreender uma formidável marcha à ré progressista - que servirá para entulhar de vez a Justiça, porque as crianças só confiam no que está nos livros guardados por mamãe Dilma. Pobres órfãos.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" SIZE=2 FACE="Arial">Se o prezado leitor escravocrata enjoou da comida de sua empregada, melhor consultar seu advogado. O socialismo chegou à cozinha - e o tempero agora é assunto de Estado.</FONT><B></B></P>
<BR>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Nilza Scotti</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessora de Imprensa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessoria de Comunicação Social</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">(61)3411.4229</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="mailto:nilza.scotti@spmulheres.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">nilza.scotti@spmulheres.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B></P>
<P ALIGN=LEFT><B></B><A HREF="http://www.spm.gov.br"><B></B><U></U><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">www.spm.gov.br</FONT></U><B></B></A><B></B><FONT SIZE=2 FACE="Arial"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">facebook.com/spmulheres</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">twitter.com/spmulheres</FONT><B></B></P>
<BR>
</BODY>
</HTML>