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<TITLE>ENC: violência domésticas _ várias</TITLE>
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<BODY>
<BR>
<BR>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">_____________________________________________<BR>
</FONT><B></B><B></B><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">De:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> Nilza do Carmo Scotti<BR>
</FONT><B></B><B></B><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Enviada em:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> segunda-feira, 15 de abril de 2013 10:07<BR>
</FONT><B></B><B></B><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Para:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> SPMULHERES - GERAL<BR>
</FONT><B></B><B></B><B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma">Assunto:</FONT></B><FONT SIZE=2 FACE="Tahoma"> violência domésticas _ várias</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" FACE="Arial">TRIBUNA DO NORTE - RN | </FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">LEI MARIA DA PENHA </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Senadores aprovam punição a policial omisso em caso de violência doméstica</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Formato A4:</FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">PDF <</FONT><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5993321"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5993321</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial"></FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">WEB <</FONT><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5993321"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5993321</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem <</FONT><A HREF="http://www.tribunadonorte.com/noticias/geral/58,181613,14,04,senadores-aprovam-punicao-a-policial-omisso-em-caso-de-violencia-domestica.shtml"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.tribunadonorte.com/noticias/geral/58,181613,14,04,senadores-aprovam-punicao-a-policial-omisso-em-caso-de-violencia-domestica.shtml</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#003666" FACE="Arial">Chamada de capa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Por Gabriela Guerreiro </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">BRASÍLIA, DF, 14 de abril (Folhapress) - Os policiais que forem negligentes com</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> que vivem situação de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> poderão ser punidos com detenção de seis meses a dois anos de reclusão. Projeto aprovado na última quarta-feira pelo Senado altera a</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Lei Maria da Penha</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> ao incluir os casos de omissão dos policiais com as</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> no rol das punições previstas pela legislação brasileira. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">A pena de reclusão aos policiais será determinada, segundo o projeto, nos casos em que as agressões às</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> resultarem em lesão corporal ou morte. Serão enquadrados na lei policiais que tenham agido de forma negligente com vítimas que procuraram autoridades policiais denunciando ações de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> - especialmente aquelas que já tenham sido agredidas em seu ambiente domiciliar. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ele segue diretamente para votação na Câmara se não houver recurso de senadores para ser apreciado no plenário do Senado. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">O projeto é de autoria da ex-senadora Rosalba Ciarlini (DEM), atual governadora do Rio Grande do Norte. Na justificativa da proposta, apresentada em 2010, ela afirma que o Brasil já acompanhou diversos casos de autoridades policiais que não adotaram providências legais para defender</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> que já tinham sofrido</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">"A</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Lei Maria da Penha</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> impõe à autoridade policial certas providências legais, que devem ser executadas com o fim de proteger a mulher em iminência de sofrer ou de já ter sofrido</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">. No entanto, há casos em que a autoridade policial não observa tais medidas e a vítima acaba sofrendo novos males, muitas vezes de forma fatal", diz a ex-senadora. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Relator do projeto na CCJ, o senador Aníbal Diniz (PT-AC) sugeriu o arquivamento da proposta por considerar que a CPI que discute a violência contra a mulher vai apresentar propostas mais "bem estruturadas" para combater a negligência de policiais. O petista recuou e mudou o texto, defendendo a aprovação do projeto, depois de sucessivos apelos de integrantes da comissão. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" FACE="Arial">CORREIO POPULAR - SP | BRASIL</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">LEI MARIA DA PENHA </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Frase</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Formato A4:</FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">PDF <</FONT><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5997855"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5997855</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial"></FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">WEB <</FONT><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5997855"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5997855</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#003666" FACE="Arial">Chamada de capa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">"A</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Lei Maria da Penha</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> impõe providências para a proteção da mulher. Há casos em que a polícia não observa tais medidas". </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Ex-senadora Rosalba Ciarlini sobre aprovação no Senado de projeto que pune policial omisso em caso de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> </FONT></P>
<BR>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" FACE="Arial">J O RNAL A GAZETA ONLINE - ES | </FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">LEI MARIA DA PENHA </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Elas viram o amor se transformar em medo</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Formato A4:</FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">PDF <</FONT><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5992337"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5992337</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial"></FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">WEB <</FONT><A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5992337"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5992337</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">Veja a matéria no site de origem <</FONT><A HREF="http://gazetaonline.globo.com//_conteudo/2013/04/noticias/cidades/1428556-elas-viram-o-amor-se-transformar-em-medo.html"><U><FONT COLOR="#0000FF" FACE="Arial">http://gazetaonline.globo.com//_conteudo/2013/04/noticias/cidades/1428556-elas-viram-o-amor-se-transformar-em-medo.html</FONT></U></A><FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">></FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#003666" FACE="Arial">Chamada de capa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><I><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">A cada quinze segundos, uma mulher é agredida no Brasil. A cada duas horas, uma é morta. O Espírito Santo é o Estado que mais mata no país</FONT></I></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">A cada quinze segundos, uma mulher é agredida no Brasil. A cada duas horas, uma é morta. O Espírito Santo é o Estado que mais mata no país </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Foto: Divulgação São tantos crimes envolvendo</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">, que foi criada no Espírito Santo a primeira delegacia do Brasil especializada em investigar homicídios de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> Ana* é uma sobrevivente. Seu companheiro a agrediu duas vezes. A primeira, com socos e pontapés. A segunda, arrastando-a pelos cabelos aos três meses de gestação, pelas ruas do bairro Santa Rita, em Vila Velha. Ela foi salva por uma viatura da polícia que passava pelo local na hora. Aos 30 anos, quatro filhos, desempregada, Ana é o retrato de uma violência sem testemunhas e que marca vidas. Para ela, se não fosse a intervenção policial, apanharia até morrer. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">São 17 horas de uma quarta-feira quando ela chega escoltada por policiais militares à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em Vitória, para registrar queixa contra o agressor. Chorando e com o rosto todo marcado, diz que se polícia não tivesse aparecido teria sido morta. Por ciúmes. "Estava conversando com amigos na pracinha do bairro e ele chegou gritando, porque tem ciúmes de mim. Estava alcoolizado e me deu chutes e tapas na cara, em nenhum momento pensou no filho que está na barriga. Tenho medo de morrer depois que ele for solto", diz a vítima. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Ana acredita que escapou por pouco de engrossar as estatísticas de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> assassinadas pelos maridos, companheiros ou namorados. Segundo o Mapa da Violência de 2012 do Ministério da Justiça, realizado pelo Centro Brasileiro de Estados Latino-americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso), nos últimos 30 anos foram assassinadas no país mais de 92 mil</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">, sendo 43,7 mil só na última década. Entre 87 países, o Brasil é o 7º que mais mata. São 4,6 assassinatos em cada grupo de 100 mil</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Sofri ameaças com faca, tapas no rosto e palavrões por conta do ciúme que ele tinha de eu trabalhar fora Lúcia*, diarista, 32 anos O Estado mais violento é o Espírito Santo, com 9,6 homicídios por grupo de 100 mil. E o que menos mata é o Piauí, com 2,6 homicídios por 100 mil</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">. São tantos crimes no Estado que a polícia teve de criar a primeira delegacia do Brasil especializada em investigar homicídios de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">, localizada em Vitória. Na linha de frente dessa força-tarefa está a baiana Hermínia Maria Azoury, juíza e coordenadora estadual da Mulher em Situação de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> e Familiar. "O problema é cultural, onde o homem acha que a mulher é patrimônio dele e pode dispor como quer. Mulher não é posse", diz. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Botão de pânico </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">A juíza é responsável por adotar medidas preventivas e repressivas relativas à questão da violência contra a mulher. "Como preventivas, pode-se citar programas de conscientização através de palestras, cartilhas e publicações em geral. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo tem empreendido esforços para a implantação do Dispositivo de Segurança Preventiva (Botão do Pânico), vinculado à Patrulha Maria da Penha, como iniciativa de fiscalização das medidas protetivas e repressão ao agressor", explica. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">O botão também é uma iniciativa pioneira no Brasil. A princípio, o equipamento será distribuído a 100</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> da capital que se encontram sob medida protetivas, garantidas pela</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Lei Maria da Penha</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">, como as que determinam que o agressor saia de casa ou mantenha uma distância mínima das vítimas. A ferramenta poderá ser acionada quando o ex-marido ou companheiro condenado a ficar distante, se aproximar ou fizer ameaças. Assim, a central de monitoramento recebe um chamado. O botão disponibiliza um processo de escuta a partir do momento em que é acionado. "Essa é apenas mais uma forma de dar proteção a essas</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">", diz a juíza. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Assassinatos </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Quase todos os agressores agem da mesma forma. Primeiro vem a agressão verbal e psicológica, que com o tempo se estende para tapas, socos e espancamentos. A</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> está em todas as classes sociais e atinge cada vez mais</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> jovens. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Numa noite, chegando de uma festa, ele deu um tapa no meu rosto dentro do elevador. Por ciúmes. Passei tudo de ruim que uma mulher pode passar na mão de um homem Júlia, arquiteta, 30 anos Julia* disse basta. Arquiteta de 30 anos, se separou do homem (um engenheiro) com o qual viveu cinco anos e que a agredia frequentemente. "As agressões começaram com palavras e torturas psicológicas. Numa noite, chegando de uma festa, ele deu um tapa no meu rosto dentro do elevador. Por ciúmes porque eu tinha dançado", lembra. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Depois vieram inúmeras agressões físicas, até ficar com o olho roxo. "Passei tudo de ruim que a mulher pode passar na mão de um homem, mas decidi começar uma nova vida". </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">A capixaba, moradora de um bairro nobre da Capital, viveu em silêncio até não aguentar mais. Júlia é o exemplo de que</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> com nível superior, casa própria e carro do ano também são ameaçadas, espancadas e torturadas. "Só estou viva porque me separei", afirma. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Os agressores não escolhem classe social, nem idade. Vitória lidera o ranking de morte de</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">. A capital registra uma taxa de 13,2 homicídios por 100 mil</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">, índice que fica em 4,6 no país e 5,3 no conjunto das capitais. No ano passado, 93</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> foram mortas na Grande Vitória - três a menos que 2011. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">A juíza Hermínia explica que são inúmeros os motivos que fazem a mulher não querer denunciar agressor. "Ela luta para preservar a família; tem vergonha de se expor; medo de ser vista com descrédito, pois os agressores, geralmente, são pessoas que não deixam transparecer para além do lar o lado covarde; e o medo de represálias, como a retirada da guarda dos filhos ou a possibilidade de agressões mais violentas", lista. Para aquelas em situação de risco, o Estado mantém uma Casa de Abrigo, onde elas passam a morar e receber apoio psicológico. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">*Os nomes são fictícios para preservar a identidade das vítimas </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> escapam de agressões </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">As agressões começaram no início do casamento, quando ela tinha 28 anos. Sandra*, 62, lembra nitidamente. "Era uma violência psicológica com xingamentos, humilhação e indiferença", conta. O marido, que era alcoólatra, não aceitava que ela frequentasse a igreja. "Ele dizia que eu ia atrás de homem". As discussões eram na frente dos filhos. Há seis anos, após de ser agredida fisicamente, ela resolveu ligar para o disque-denúncia e procurar ajuda. Nunca mais voltou para casa e recomeçou a vida em outro bairro.A diarista Lúcia*, 32 anos, sofreu a primeira agressão há 10 anos porque na geladeira não tinha leite para os filhos. "Ele pegou um pedaço de ripa e veio para cima de mim. Estava com a minha filha no colo, mas ele não se preocupou. Protegi a criança e ele meteu o pedaço de pau na minha cabeça". Para não depender financeiramente do marido, Lúcia começou a trabalhar. "Foram ameaças com faca, tapas no rosto e palavrões por conta do ciúme de eu estar trabalhando fora de casa. Um dia ele me deu dois tapas no rosto e apontou o facão para mim". </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">No dia em que ela propôs separação, o marido se enfureceu. "Ele disse que eu não poderia me separar. Se não fosse dele, não seria de mais ninguém. Tenho medo que ele me mate", diz em depoimento na delegacia. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Ciente dos riscos que correm essas</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">, a juíza Hermínia Maria Azoury busca a punição dos agressores. "Estamos trabalhando incansavelmente para implantar medidas, a fim de retirar o Espírito Santo do primeiro lugar no ranking da</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">violência doméstica</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> no Brasil, uma colocação tão lamentável e na qual não desejamos permanecer, e assim proporcionaremos efetiva aplicabilidade da</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Lei Maria da Penha</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">", alega. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">O perigo geralmente está dentro da própria casa. A empresária Vanda*, que é casada com outra mulher, foi agredida pelo enteado de 15 anos. "Ele mora com a avó e não aceita a nossa relação. Sempre que agride a avó, vem para nossa casa. Nessa terceira agressão ele cuspiu na minha cara e me deu um soco no rosto. Chamei a polícia", desabafa. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#FF0000" FACE="Arial">ESTADO DE S. PAULO - SP | ECONOMIA E NEGÓCIOS </FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">OUTROS </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">No mundo, só 10% dos domésticos têm direitos trabalhistas</FONT></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial">Formato A4:</FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">PDF <<A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5990972" TARGET="_blank">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5990972</A>></FONT><FONT COLOR="#6A6A6A" FACE="Arial"></FONT> <FONT COLOR="#254D78" FACE="Arial">WEB <<A HREF="http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5990972" TARGET="_blank">http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5990972</A>></FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#003666" FACE="Arial">Chamada de capa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><B><I><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Levantamento da OIT revela violações de direitos e vê esperanças após mudança legislativa no Brasil</FONT></I></B></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Jamil Chade </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">CORRESPONDENTE / GENEBRA </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> Um levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela o nível de violações contra empregados domésticos no mundo inteiro e mostra que outros países podem seguir o mesmo caminho que o Brasil, que acabou de aprovar leis que modificam as condições de trabalho desse grupo. Uma contagem superficial da OIT estima que há 56 milhões de trabalhadores domésticos no mundo. O número pode ser bem maior já que o cálculo não inclui, por exemplo, 7,5 milhões de crianças com menos de 15 anos que também atuariam como domésticas. Ainda assim, os dados são reveladores.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Apenas 10%dos empregados domésticos têm os mesmos direitos dos demais trabalhadores. Mais da metade não tem limitação de jornada e 45% deles não têm direito a folga semanal ou férias. Mais de um terço não tem direito a</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">licença-maternidade</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> e apenas metade tem garantias na lei de seus países de que devem receber pelo menos um salário mínimo. Por fim, um a cada três trabalhadores desse grupo está excluído por completo do alcance da legislação laboral: 15,7 milhões de pessoas. Apesar da situação precária, o número de domésticas explodiu no mundo nos últimos 20 anos. Mais 19 milhões passaram a atuar nesse tipo de trabalho, um aumento de 58%.Na América Latina, a alta foi de 9 milhões. No Brasil, os dados apontam que o número em 1995 era de 5,1 milhões, ante 7,2 milhões em 2009. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Outro fenômeno é o de abusos contra estrangeiras em países ricos. A OIT admite que esse é um número desconhecido,já que milhões são clandestinas e nem sequer existem como cidadãs. "A situação precária de imigrantes e sua falta de conhecimento sobre a língua e leis locais os tornam vulneráveis a práticas abusivas, como violência física e sexual,abuso psicológico,o não pagamento de salários e outros problemas", alerta a OIT. Os números das regiões com mais empregados e piores condições de trabalho coincidem com o mapa da desigualdade global. Na Ásia são 21,4 milhões, ante 19,6 milhões na América Latina. Todos os países ricos juntos têm metade dos trabalhadores domésticos que existem no Brasil. Alistados países com maior número de domésticas também coincide com a lista dos países com mais disparidades sociais. O Brasil lidera, com 7,2 milhões de empregadas. Na Europa, região com população superior à brasileira,o número é bem inferior,justamente pela menor desigualdade social e ainda pela existência de serviços públicos de creche. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Desilgualdade. </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">Se a nova lei no Brasil foi comemorada pela OIT, a entidade não esconde que a situação no País também espelha as disparidades sociais desse grupo de trabalhadoras. Uma a cada seis</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> brasileiras trabalha como doméstica.Uma a cada cinco</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres negras</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> trabalhando no Brasil são domésticas. Em 2011, as domésticas no Brasil tinham uma renda de apenas 41%dos salários médios. 46% delas ganhavam apenas um salário mínimo, ainda que entre 2003 e 2011 tivessem recebido um aumento médio de 47%em seus salários. Enquanto as condições sociais não avançam, a OIT diz que é obrigação de governos garantir a proteção da classe. Com esse objetivo, aprovou em 2011 uma nova convenção estabelecendo direitos mínimos para trabalhadores domésticos. Em essência, o tratado exige que eles tenham os mesmos direitos de todos os demais. Até hoje, apenas quatro países ratificaram a convenção: Uruguai,Filipinas, Itália e Ilhas Maurício.</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial"> Mas a aprovação da lei no Brasil é vista na OIT como um fator que pode abrir a porta para outras mudanças pelo mundo. "Com a aprovação da lei, o Brasil culmina seu processo de reconhecimento da dignidade e valor das domésticas, que são em sua maioria</FONT><B> <FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">mulheres negras</FONT></B><FONT COLOR="#000000" FACE="Arial">", diz Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições do Trabalho na OIT em Genebra. Segundo a OIT, vários países já começam a acompanhar os mesmos passos do Brasil, como Argentina e Índia. Outros sete países adotaram novas leis. </FONT></P>
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<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Nilza Scotti</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessora de Imprensa</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Assessoria de Comunicação Social</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">(61)3411.4229</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><A HREF="mailto:nilza.scotti@spmulheres.gov.br"><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">nilza.scotti@spmulheres.gov.br</FONT></U></A></P>
<P ALIGN=LEFT><A HREF="http://www.spm.gov.br"><U><FONT COLOR="#0000FF" SIZE=2 FACE="Arial">www.spm.gov.br</FONT></U></A><FONT SIZE=2 FACE="Arial"> </FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">facebook.com/spmulheres</FONT></P>
<P ALIGN=LEFT><FONT SIZE=2 FACE="Arial">twitter.com/spmulheres</FONT></P>
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