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Marisa Chaves de Souza
marisa.chaves em superig.com.br
Sexta Dezembro 12 19:13:12 BRST 2008
Queridas amig em s
Encaminho para ciência de todas a reportagem publicada no jornal da ENSP
sobre o Seminário Direitos Humanos sob a Perspectiva de Gênero realizado no
último dia 09.
Estamos tentando instituir o Comitê Pró Equidade de Gênero na FIOCRUZ.
Estamos avançando nos espaços de formação acadêmica.
Bjs
Marisa Chaves
Subsecretária de Políticas para Mulheres de São Gonçalo - RJ
*Informe ENSP - Eqüidade de gênero: Comitê da Fiocruz se reunirá em janeiro
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Informe ENSP*Matéria:*
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/noticia/index.php?id=14449
*Eqüidade de gênero: Comitê da Fiocruz se reunirá em janeiro* - *11/12/008*
O quarto objetivo do desenvolvimento do milênio trata da igualdade dos sexos
e, para fortalecer essa causa, a mesa de encerramento do Seminário 'Direitos
Humanos sob a Perspectiva de Gênero', realizado pelo Grupo Direitos Humanos
e Saúde Helena Besserman (GDIHS) da ENSP, reuniu pesquisadores e
profissionais que lutam pela eqüidade de gênero para definir a formação do
grupo de trabalho que atuará no desenvolvimento do Comitê Pró-Eqüidade de
Gêneros da Fiocruz. A primeira reunião do grupo acontecerá no dia 12 de
janeiro de 2009 no Gdihs.
A segunda mesa desse Seminário foi coordenada por Marisa Chaves,
pesquisadora do Gdihs/ENSP, e teve a participação de Mariana Barcinski,
pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde
Jorge Carelli (Claves/ENSP); Wanda D'Acri, pesquisadora do Centro de !
Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP); o
pesquisador do Instituto de Medicina Social da UERJ e diretor de Programas
do Instituto Pró-Mundo, Marcos Nascimento; e a assistente social do
Instituto Fernandes Figueira, Roseli Fonseca da Rocha.
Marisa Chaves apontou que a implementação de políticas públicas sociais em
nosso país nessa área tem a preocupação de quebrar o ciclo silencioso e
vicioso da violência de gênero. Pois, para ela, só assim será possível
pensar e construir uma sociedade justa e democrática. "Este ano comemoramos
importantes datas, dentre elas os 20 anos da Constituição Federal, os 20
anos da criação do SUS e o segundo ano de implementação da Lei Maria da
Penha, que revoluciona o tratamento penal e passa a considerar a violência
contra a mulher um crime. O parágrafo oitavo do artigo 226 da Constituição
Federal determina que não podemos conviver com a violência de gênero e que
isso é uma violação contra os direitos humano! s", defendeu ela.
*Mulheres no tráfico também ! sofrem c om machismo e preconceito*
A primeira apresentação foi feita por Mariana Barcinski, pesquisadora do
Claves, que apresentou uma pesquisa sobre a inserção das mulheres no tráfico
de drogas. Segundo ela, a participação de mulheres em atividades não
convencionais é um tema de reconhecida relevância social, e sua ocorrência
está cada vez mais elevada em nossa sociedade. Ela também comentou alguns
dados de uma nova pesquisa que está sendo realizada com mulheres que estão
presas. "Essa pesquisa está sendo feita no Presídio Nelson Hungria, porta de
entrada de mulheres no sistema carcerário. Das quase 500 mulheres presas
nessa unidade, 90% estão lá pelo envolvimento com o tráfico de drogas",
apontou a pesquisadora.
"O tráfico é uma atividade subversiva, mas, diferente do que pensamos, essa
rede têm características absolutamente conservadoras e mantenedoras! de
relações de poder entre homens e mulheres, e também as mantêm em uma posição
submissa. Essa mulher está transgredindo de uma certa forma, mas, dentro
dessa rede, tem que seguir limites muito rígidos de gênero. Na pesquisa,
feita com mulheres que nunca foram presas, procurei saber quem eram essas
mulheres, o que as levava a entrar nessa rede e o que as motivava a sair do
tráfico. Além disso, procurei saber como elas lidavam com o duplo caráter
conflitante que é o de ser mulher e ser traficante", contou Mariana.
A pesquisadora apontou que as três principais questões da pesquisa foram
identificar por que elas entram para o tráfico, como essa inserção afeta
suas vidas e qual é a principal motivação para sair dessa rede. O que a
pesquisadora constatou foi que o processo de entrada e saída nessa atividade
está diretamente relacionado à maternidade. "As mulheres entram no tráfico
em busca de renda para suprir as necessidades básicas de seus filhos. E a
saída acon! tece, quase sempre, após uma experiência traumática. Quando a !
mulher s ente medo de morrer e deixar seus filhos sozinhos no mundo",
analisou Mariana. Ela afirmou ainda que questões como a classe social e raça
também estão envolvidas nesse processo e perpassam pela questão do gênero.
*"Se os homens são parte do problema, eles também dever ser considerados
parte da solução"*
"Em briga de marido e mulher a gente mete, sim, a colher!", disse, Marcos
Nascimento, que trouxe para o debate a questão da mobilização de homens pelo
fim da violência contra a mulher. Ele apresentou a experiência de sucesso da
Campanha Brasileira do Laço Branco, que são homens pelo fim da violência
contra a mulher e também a Rede de Homens pela eqüidade de gêneros (Rheg).
De acordo com ele, em nossa sociedade a violência é uma expressão
fundamentalmente masculina, e o significado de ser homem ainda está muito
atrelado ! a essa questão de masculinidade e violência. "Ninguém nasce
violento, mas o processo de socialização masculina favorece essa expressão.
Precisamos hoje rever os modelos que regem a sociedade para transformar essa
cruel realidade que vivemos", indicou ele, que complementou: "se os homens
são parte do problema, eles também devem ser considerados parte da
solução!".
A Campanha do Laço Branco nasceu no Canadá, em 1989, depois da chacina que
ficou conhecida como o Massacre de Montreal. Nesse episódio, 14 mulheres
estudantes de engenharia foram assassinadas por um homem pela alegação de
que elas estavam ocupando um lugar pertencente aos homens. O lema da
Campanha do Laço Branco é jamais cometer um ato violento contra as mulheres
e não fechar os olhos frente à violência que outros homens cometem contra as
mulheres'. No Brasil, as pessoas envolvidas com a causa amarram uma fitinha
no pulso com dois nós representando os dois compromissos da Campanha. "Nesa
área, também! contamos com a Campanha 'Homens pelo fim da Violência', lança!
da pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres. Por meio de sua
página eletrônica, a campanha convida homens a se engajarem nessa luta",
contou ele.
*A mulher e a violência no trabalho*
Wanda D'Acri falou sobre a questão da violência no trabalho, com foco na
questão do amianto. Ela apresentou dados de uma pesquisa realizada no Rio de
Janeiro sobre como o amianto é visto pelas empresas, principalmente a
indústria têxtil. "Durante a pesquisa, cerca de 200 trabalhadores foram
entrevistados. Dentre eles, quase 25% apresentaram doenças causadas pelas
fibras do amianto, e 15 óbitos foram registrados. Esses dados mostram a
urgência de uma política efetiva de saúde pública para esse setor, uma vez
que os dados oficiais do Rio de Janeiro relativos a doenças ligadas à
contaminação pelo amianto não são suficientes", alegou ela.
Rosely Fonseca da Rocha falou sobre a constituição do grupo de trabalho para
a criação do Comitê Pró-Eqüidade de Gêneros. "A Fiocruz está defendendo essa
bandeira. Acho que devemos construir esse Comitê sobre a questão da
violência de gêneros contemplando também outras variáveis como a classe,
raça e etnia. Pois alguns indicadores mostram os diferentes níveis de
desigualdade de gênero e de raça", apontou Rosely. Para ela, outra questão
muito importante é a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde
que atuam no atendimento a mulher. "Sem um olhar atento, algumas questões
deixam de ser registradas, e sem o registro os problemas ficam invisíveis
aos olhos do governo. Para encerrar o evento, Rosely citou Martin Luther
King, afirmando que o que mais incomoda não é o grito dos maus, mas o
silêncio dos bons. ! ;
2008/12/10, Márcia Helonice Herbertz <mherbertz em hotmail.com>:
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> Fotos 28/11 :
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