[ForumCoordenadorias] Enc: Câncer de Mama - Exposição virtual A Mulher e o câncer de mama no Brasil e outras informações
secretariadamulher em portovitoria.pr.gov.br
secretariadamulher em portovitoria.pr.gov.br
Quinta Outubro 2 15:52:24 BRT 2014
> boa tarde
> gostaria de estar utilizando o material no final do
mês na nossa campanha do municÃpio aguardo informações
> atenciosamente
> eline secretaria da mulher Porto vitoria pr
>
> Em 1 de outubro de
2014 12:34, Rurany Ester Silva <rurany.silva em spm.gov.br> escreveu:
>
>>
Prezadas,
>> Segue link com a exposição _A Mulher e o câncer de mama no
Brasil_, com 21 painéis que buscam abordar aspectos históricos, médicos
e culturais das mamas, com foco especial no câncer e nas ações para o
seu controle no Brasil.
>> Para que o INCA autorizar download da
exposição, é necessário encaminhar solicitação para o e-mail
comunicacao em inca.gov.br, juntamente com o termo de responsabilidade
anexo, devidamente preenchido e assinado.
>>
>>
http://www.historiadocancer.coc.fiocruz.br/index.php/pt-br/imagens/controle-do-cancer-de-mama
[1] Segue, abaixo, umas informações sobre o câncer de mama no Brasil. O
material de divulgação esta sendo elaborado pelo INCA e o Ministério da
Saúde, mas ainda não foi autorizado pelo tribunal Eleitoral, assim que
for liberado será enviado para vocês.
>> AT - Rurany
>>
>> Rurany Ester
Silva
>>
>> Coordenadora Geral de Saúde
>>
>> Secretaria de
Articulação Institucional e Ações Temáticas Secretaria de PolÃticas para
as Mulheres Presidência da República
>>
>> Setor de Clubes Esportivo
Sul Trecho 02 - Lote 22 - CCBB - Ed. Tancredo Neves, 1º andar, sala 23 e
25 CEP: 70200-002 BrasÃlia/DF - Brasil
>>
>> (61) 3313.7071
>>
>>
rurany.silva em spm.gov.br
>>
>> www.spm.gov.br [2]
>>
>> OUTUBRO ROSA
é uma campanha de conscientização realizada por diversos entes no mês de
outubro dirigida a sociedade e às mulheres sobre a importância da
prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
>>
>> O Outubro
Rosa surgiu como um movimento popular e atualmente tem adesão e
reconhecimento internacional. O nome remete à cor do laço rosa que
simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a
participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou
nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente
ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com
a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês
nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
>>
>> O movimento
Outubro Rosa, que ganha adesões a cada ano, chegou ao Brasil em 2008. O
câncer que mais afeta a mulher brasileira é o de mama, conforme dados do
Instituto Nacional de Câncer (INCA).
>>
>> O câncer de mama é um grupo
heterogêneo de doenças, com comportamentos distintos. A heterogeneidade
deste câncer pode ser observada pelas variadas manifestações clÃnicas e
morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e consequentes diferenças
nas respostas terapêuticas.
>>
>> O espectro de anormalidades
proliferativas nos lóbulos e ductos da mama inclui hiperplasia,
hiperplasia atÃpica, carcinoma in situ e carcinoma invasivo. Dentre
esses últimos, o carcinoma ductal infiltrante é o tipo histológico mais
comum e compreende entre 80 e 90% do total de casos.
>>
>> O sintoma
mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente
indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência
branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são
edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor,
inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e
secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A
secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser
rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem
também surgir linfonodos palpáveis na axila.
>>
>> Na medida em que as
ações de rastreamento do câncer de mama forem expandidas na
população-alvo, espera-se que a apresentação da doença seja cada vez
mais por imagem e menos por sintoma, ampliando-se as possibilidades de
intervenção conservadora e prognóstico favorável. Destaca-se, no
entanto, que mesmo nos paÃses com rastreamento bem organizado e boa
cobertura, aproximadamente metade dos casos são detectados em fase
sintomática, o que aponta a necessidade de valorização do diagnóstico
precoce.
>>
>> MAGNITUDEÂ
>>
>> O câncer de mama é o mais incidente
em mulheres, excetuando-se os casos de pele não melanoma, representando
25% do total de casos de câncer no mundo em 2012, com aproximadamente
1,7 milhão de casos novos naquele ano. É a quinta causa de morte por
câncer em geral (522.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte por
câncer em mulheres [1].
>>
>> No Brasil, excluÃdos os tumores de pele
não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de
todas as regiões, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero
ocupa a primeira posição. Para o ano de 2014 foram estimados 57.120
casos novos, que representam uma taxa de incidência de 56,1 casos por
100.000 mulheres [2].
>>
>> A taxa de mortalidade por câncer de mama
ajustada pela população mundial apresenta uma curva ascendente e
representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina
brasileira, com 11,88 óbitos/100.000 mulheres em 2011 [3]. As regiões
Sudeste e Sul são as que apresentam as maiores taxas, com 13,67 e 13,18
óbitos/100.000 mulheres em 2011, respectivamente.
>>
>> Como mostra a
tabela a seguir, o Brasil apresenta valores intermediários no padrão de
incidência e mortalidade por câncer de mama. Cabe destacar que,
proporcionalmente, as diferenças entre as taxas de incidência e
mortalidade nos paÃses desenvolvidos são maiores, sugerindo maior
alcance das ações de rastreamento em diagnosticar precocemente a doença
e acesso aos avanços no tratamento.
>>
>> Taxas de incidência e
mortalidade por câncer de mama, por 100.000 mulheres, em paÃses
selecionados, 2012
>>
>> REGIÃOPAÃS
>>
>> INCIDÊNCIA
>>
>>
MORTALIDADE
>>
>> TAXA BRUTA
>>
>> TAXA PADRONIZADA
>>
>> TAXA
BRUTA
>>
>> TAXA PADRONIZADA
>>
>> Finlândia
>>
>> 162,9
>>
>>
89,4
>>
>> 31,3
>>
>> 13,6
>>
>> Reino Unido
>>
>> 164,5
>>
>>
95,0
>>
>> 36,7
>>
>> 17,1
>>
>> Espanha
>>
>> 106,6
>>
>>
67,3
>>
>> 25,7
>>
>> 11,8
>>
>> Estados Unidos
>>
>> 145,6
>>
>> 92,9
>>
>> 27,5
>>
>> 14,9
>>
>> Canadá
>>
>> 134,1
>>
>>
79,8
>>
>> 28,2
>>
>> 13,9
>>
>> Austrália
>>
>> 128,0
>>
>>
86,0
>>
>> 25,7
>>
>> 14,0
>>
>> Japão
>>
>> 85,9
>>
>> 51,5
>>
>> 21,3
>>
>> 9,8
>>
>> Paraguai
>>
>> 37,1
>>
>> 43,8
>>
>> 13,0
>>
>> 15,6
>>
>> BolÃvia
>>
>> 15,7
>>
>> 19,2
>>
>>
5,8
>>
>> 7,2
>>
>> Zâmbia
>>
>> 11,9
>>
>> 22,4
>>
>> 5,9
>>
>> 1,1
>>
>> BRASIL *
>>
>> 66,8
>>
>> 59,5
>>
>> 16,3
>>
>>
14,3
>>
>> BRASIL (dados oficiais) **
>>
>> 56,1
>>
>> -
>>
>>
13,5
>>
>> 11,9
>>
>> Fonte: GloboCan. IARC (WHO), 2012 * Os dados
do Globocan são diferentes dos dados das fontes nacionais por diferenças
metodológicas no cálculo das taxas.
>>
>> ** Referem-se à estimativa
de incidência para 2014/2015 (INCA, 2013) e à taxa de mortalidade do ano
de 2011 (Sistema de Informação sobre Mortalidade/Ministério da Saúde).
>>
>> Na mortalidade proporcional por câncer em mulheres, em 2011, os
óbitos por câncer de mama ocupam o primeiro lugar no paÃs, representando
15,7% do total de óbitos. Esse padrão é semelhante para as regiões
brasileiras, com exceção da região Norte, onde os óbitos por câncer de
mama ocupam o segundo lugar, com 12,5%. Neste ano, os maiores
percentuais na mortalidade proporcional por câncer de mama foram os do
Sudeste (16,7%) e Centro-Oeste (15,6%), seguidos pelos Sul (15,3%) e
Nordeste (14,5%) [5].
>>
>> A incidência do câncer de mama tende a
crescer progressivamente a partir dos 40 anos , com exceção de paÃses da
Ãsia [4]. A mortalidade também aumenta progressivamente com a idade,
conforme dados para o Brasil apresentados a seguir [5]. Na população
feminina abaixo de 40 anos, ocorrem menos de 20 óbitos a cada 100 mil
mulheres, enquanto na faixa etária a partir de 60 anos o risco é mais do
que o dobro.
>>
>> Taxas de mortalidade por câncer de mama feminina,
especÃficas por faixas etárias, por 100.000 mulheres. Brasil, 1980 -
2011
>>
>> NEOPLASIAS
>>
>> Taxa de incidência anual de neoplasias
malignas especÃficas em mulheres, por 100.000 habitantes, por Grandes
Regiões e segundo os tipos de neoplasias - Brasil, 2012-2013
>>
>>
Tipos de neoplasias
>>
>> BRASIL
>>
>> Norte
>>
>> Nordeste
>>
>>
Sudeste
>>
>> Sul
>>
>> Centro-Oeste
>>
>> Pulmão, traquéia e
brônquios
>>
>> 10,1
>>
>> 5,1
>>
>> 5,6
>>
>> 11,2
>>
>> 18,6
>>
>> 9,1
>>
>> Esôfago
>>
>> 2,7
>>
>> 0,6
>>
>> 1,7
>>
>>
2,9
>>
>> 5,1
>>
>> 2,1
>>
>> Estômago
>>
>> 7,4
>>
>> 5,8
>>
>> 5,6
>>
>> 8,7
>>
>> 8,4
>>
>> 6,8
>>
>> Cólon, junção
retossigmóide, reto e ânus
>>
>> 15,9
>>
>> 4,9
>>
>> 6,7
>>
>>
23,0
>>
>> 19,8
>>
>> 14,7
>>
>> Mama
>>
>> 52,5
>>
>> 19,4
>>
>> 31,9
>>
>> 68,9
>>
>> 64,8
>>
>> 47,6
>>
>> Colo do
útero
>>
>> 17,5
>>
>> 23,6
>>
>> 17,9
>>
>> 15,5
>>
>> 13,9
>>
>> 27,7
>>
>> Lábio e cavidade oral
>>
>> 4,2
>>
>> 1,9
>>
>> 3,2
>>
>> 5,8
>>
>> 3,0
>>
>> 3,2
>>
>> Melanoma maligno da
pele
>>
>> 3,1
>>
>> 0,6
>>
>> 1,0
>>
>> 4,1
>>
>> 5,6
>>
>>
2,6
>>
>> Outras neoplasias malignas da pele
>>
>> 71,3
>>
>> 43,0
>>
>> 41,9
>>
>> 90,9
>>
>> 68,0
>>
>> 108,6
>>
>> Fonte:
Ministério da Saúde/Instituto Nacional do Câncer - INCA. BrasÃlia-DF,
2012-2013.
>>
>> Notas: As estimativas do INCA atualmente são feitas a
cada 2 anos, em função da estabilidade da ocorrência, com pouca variação
anual; portanto, a taxa de incidência calculada é anual e os valores
apresentados na tabela são válidos para o ano de 2012 e para o ano de
2013.
>>
>> Exames citopatológicos, cévico-vaginal e microflora, total
e distribuição percentual, realizados segundo grupos de idade, por
Grandes Regiões - 2013
>>
>> Grandes Regiões
>>
>> Total
>>
>>
Distribuição (%)
>>
>> Menor de 14 anos
>>
>> 15 a 19 anos
>>
>>
20 a 34 anos
>>
>> 35 a 49 anos
>>
>> 50 anos ou mais
>>
>> TOTAL
>>
>> 8.550.438
>>
>> 0,4
>>
>> 5,8
>>
>> 33,1
>>
>> 33,3
>>
>> 27,4
>>
>> Norte
>>
>> 454.349
>>
>> 0,4
>>
>> 6,2
>>
>>
40,3
>>
>> 33,2
>>
>> 19,9
>>
>> Nordeste
>>
>> 2.126.222
>>
>> 0,6
>>
>> 6,0
>>
>> 37,1
>>
>> 33,1
>>
>> 23,2
>>
>>
Sudeste
>>
>> 4.010.160
>>
>> 0,4
>>
>> 5,6
>>
>> 31,1
>>
>>
33,1
>>
>> 29,8
>>
>> Sul
>>
>> 1.302.870
>>
>> 0,3
>>
>> 5,7
>>
>> 29,4
>>
>> 33,5
>>
>> 31,1
>>
>> Centro-Oeste
>>
>>
656.837
>>
>> 0,4
>>
>> 6,1
>>
>> 34,1
>>
>> 34,7
>>
>> 24,7
>>
>> Fonte: Ministério da Saúde/SISCOLO. BrasÃlia-DF, 2013.
>>
>> -
Exames de mamografia, total e distribuição percentual, realizados
segundo grupos de idade, por Grandes Regiões - 2013
>>
>> Grandes
Regiões
>>
>> Total
>>
>> Distribuição (%)
>>
>> 20 a 34 anos
>>
>> 35 a 49 anos
>>
>> 50 anos ou mais
>>
>> TOTAL
>>
>> 2.222.412
>>
>> 1,0
>>
>> 39,8
>>
>> 59,1
>>
>> Norte
>>
>> 97.667
>>
>> 1,6
>>
>> 45,8
>>
>> 52,5
>>
>> Nordeste
>>
>> 529.642
>>
>> 0,6
>>
>> 40,8
>>
>> 58,5
>>
>> Sudeste
>>
>> 1.197.156
>>
>> 1,0
>>
>> 38,6
>>
>> 60,3
>>
>> Sul
>>
>> 249.216
>>
>>
1,4
>>
>> 40,0
>>
>> 58,5
>>
>> Centro-Oeste
>>
>> 148.731
>>
>> 1,3
>>
>> 42,1
>>
>> 56,5
>>
>> Fonte: Ministério da
Saúde/SISMAMA. BrasÃlia-DF, 2013.
>>
>> Nota: Os totais incluem 2.894
exames (0,1% do total) referentes aos exames realizados em meninas
menores de 14 anos (307 exames), em meninas entre 15 e 19 anos de idade
(875 exames), além de 1.712 casos com informação inconsistente.
>>
>>
- Taxa padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por
100.000 mulheres, segundo as Grandes Regiões - Brasil, 2012
>>
>>
Grandes Regiões
>>
>> Câncer de mama
>>
>> Câncer de colo de útero
>>
>> BRASIL
>>
>> 12,9
>>
>> 5,0
>>
>> Centro-Oeste
>>
>>
12,5
>>
>> 5,6
>>
>> Nordeste
>>
>> 10,6
>>
>> 6,3
>>
>> Norte
>>
>> 8,1
>>
>> 11,3
>>
>> Sudeste
>>
>> 14,2
>>
>> 3,7
>>
>> Sul
>>
>> 14,2
>>
>> 4,5
>>
>> Fonte: Ministério da
Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
BrasÃlia-DF, 2012.
>>
>> Nota: Dados preliminares para 2012.
>>
>> -
Taxa padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por
100.000 mulheres, segundo grupos de idade - Brasil, 2012
>>
>> Grupos
de idade
>>
>> Câncer de mama
>>
>> Câncer de colo de útero
>>
>>
15 a 19 anos
>>
>> 0,0
>>
>> 0,1
>>
>> 20 a 24 anos
>>
>> 0,1
>>
>> 0,5
>>
>> 25 a 29 anos
>>
>> 0,8
>>
>> 1,5
>>
>> 30 a 39
anos
>>
>> 5,7
>>
>> 3,9
>>
>> 40 a 49 anos
>>
>> 17,5
>>
>>
8,3
>>
>> 50 a 59 anos
>>
>> 32,5
>>
>> 11,2
>>
>> 60 a 69 anos
>>
>> 45,3
>>
>> 15,5
>>
>> 70 anos ou mais
>>
>> 74,1
>>
>>
22,7
>>
>> Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de
Informações sobre Mortalidade (SIM). BrasÃlia-DF, 2012.
>>
>> Nota: As
taxas de mortalidade de câncer de mama e colo do útero é igual a zero
para as faixas etárias até 14 anos de idade. Para o cálculo das taxas
foram utilizados os óbitos notificados ao SIM, sem redistribuição dos
óbitos com causa mal definida nem correção da subnotificação. População
padrão: 2010 - IBGE. Dados preliminares para 2012.
>>
>> - Taxa
padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por
100.000 mulheres, segundo cor ou raça - Brasil, 2012
>>
>> Cor ou raça
>>
>> Câncer de mama
>>
>> Câncer de colo de útero
>>
>> Amarela
>>
>> 8,8
>>
>> 1,5
>>
>> Branca
>>
>> 13,4
>>
>> 3,8
>>
>>
IndÃgena
>>
>> 3,3
>>
>> 5,7
>>
>> Parda
>>
>> 10,1
>>
>> 6,5
>>
>> Preta
>>
>> 13,3
>>
>> 5,4
>>
>> Fonte: Ministério da
Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
BrasÃlia-DF, 2012.
>>
>> Nota: Para o cálculo das taxas foram
utilizados os óbitos notificados ao SIM, sem redistribuição dos óbitos
com causa mal definida nem correção da subnotificação. População padrão:
2010 - IBGE. Dados preliminares para 2012.
>>
>> PROMOÇÃO DA SAÚDE
>>
>> Ações que atuem sobre os determinantes sociais do processo
saúde-doença e promovam qualidade de vida são fundamentais para a
melhoria da saúde da população e o controle de doenças e agravos.
>>
>> Para o controle do câncer de mama, destaca-se a importância de ações
intersetoriais que promovam acesso à informação e ampliem oportunidades
para controle do peso corporal e a prática regular de atividade fÃsica.
A redução das dificuldades de acesso aos serviços de saúde para o
alcance da cobertura adequada da população-alvo no rastreamento é também
componente estratégico que requer a qualificação contÃnua do Sistema
Único de Saúde.
>> O amplo acesso da população a informações claras,
consistentes e culturalmente apropriadas deve ser uma iniciativa dos
serviços de saúde em todos os nÃveis. O INCA desenvolve ações de
informação e comunicação em saúde que servem de subsÃdio aos gestores
para o planejamento das suas atividades. O folheto A Informação pode
Salvar Vidas e o programa de rádio são exemplos.
>>
>> Nos últimos
anos, a PolÃtica Nacional de Promoção da Saúde no Brasil tem
intensificado a atuação na perspectiva de promoção da qualidade de vida
e ampliação das oportunidades para práticas saudáveis.
>>
>> O câncer
de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira,
excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma. PolÃticas
públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos
anos 80 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1998. O
controle do câncer de mama foi reafirmado como prioridade no _plano de
fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do
câncer,_ lançado pela presidente da República, em 2011.
>>
>> As
diretrizes aqui apresentadas atualizam a linha de cuidados e apontam o
papel e as ações do INCA no controle do câncer de mama. O objetivo é
oferecer aos gestores e aos profissionais de saúde subsÃdios para o
avanço do planejamento das ações de controle deste câncer, no contexto
da atenção integral à saúde da mulher e da Estratégia de Saúde da
FamÃlia como coordenadora dos cuidados primários no Brasil.
>>
>>
PREVENÇÃO
>>
>> A prevenção primária do câncer de mama está
relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os fatores
hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em
princÃpio, passÃveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de
vida, como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de
álcool e terapia de reposição hormonal, são modificáveis. Estima-se que
por meio da alimentação, nutrição e atividade fÃsica é possÃvel reduzir
em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.
>>
>>
Evidências cientÃficas sobre a relação entre alimentos, nutrição,
atividade fÃsica e prevenção de câncer [3] podem ser consultadas no
resumo traduzido para o português pelo INCA. O Sumário Executivo
PolÃticas e Ações para Prevenção do Câncer no Brasil [3] dá continuidade
à publicação anterior, apontando prioridades e perspectivas de ações
para prevenção do câncer.
>>
>> O câncer de mama identificado em
estágios iniciais, quando as lesões são menores de dois centÃmetros de
diâmetro, apresenta prognóstico mais favorável e elevado percentual de
cura.
>>
>> As estratégias para a detecção precoce são o diagnóstico
precoce - abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas da doença - e o
rastreamento - aplicação de teste ou exame numa população assintomática,
aparentemente saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas
de câncer e encaminhar as mulheres com resultados alterados para
investigação e tratamento [1]. Em ambas estratégias, é fundamental que a
mulher esteja bem informada e atenta a possÃveis alterações nas mamas
(breast awareness) e, em caso de anormalidades, busque prontamente o
serviço de saúde.
>>
>> * Diagnóstico Precoce
>>
>> A estratégia de
diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação
do câncer, sendo conhecida algumas vezes como down-staging. Nesta
estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos
profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do
câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de
saúde.
>>
>> Na década de 50, nos Estados Unidos, o autoexame das
mamas surgiu como estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de
mama em fase avançada. Ao final da década de 90, ensaios clÃnicos
mostraram que o autoexame das mamas não reduzia a mortalidade pelo
câncer de mama. A partir de então, diversos paÃses passaram a adotar a
estratégia de breast awareness, que significa estar alerta para a saúde
das mamas.
>>
>> A polÃtica de alerta à saúde das mamas destaca a
importância do diagnóstico precoce e significa orientar a população
feminina sobre as mudanças habituais das mamas em diferentes momentos do
ciclo de vida e os principais sinais do câncer de mama.
>>
>> A
orientação é que a mulher realize a auto palpação das mamas sempre que
se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de
roupa ou em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de
técnica especÃfica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas
alterações mamárias. É necessário que a mulher seja estimulada a
procurar esclarecimento médico sempre que houver dúvida em relação aos
achados da auto palpação das mamas e a participar das ações de detecção
precoce do câncer de mama. O sistema de saúde precisa adequar-se para
acolher, informar e realizar os exames diagnósticos adequados em
resposta a esta demanda estimulada. Prioridade na marcação de exames
deve ser dada às mulheres sintomáticas, que já apresentam alguma
alteração suspeita na mama.
>>
>> Esta estratégia mostrou ser mais
efetiva do que o autoexame das mamas, isto é, a maior parte das mulheres
com câncer de mama identificou o câncer por meio da palpação ocasional
em comparação com o autoexame (aproximadamente 65% das mulheres
identificam o câncer de mama ao acaso e 35% por meio do autoexame).
>>
>> O estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em
contextos de apresentação avançada do câncer de mama.
>>
>> *
Rastreamento
>>
>> O rastreamento é uma estratégia dirigida às mulheres
na faixa etária em que o balanço entre benefÃcios e riscos da prática é
mais favorável, com maior impacto na redução da mortalidade. Os
benefÃcios são o melhor prognóstico da doença, com tratamento mais
efetivo e menor morbidade associada, enquanto os riscos ou malefÃcios
incluem os resultados falso-positivos e falso-negativos, que geram
ansiedade ou falsa tranquilidade à mulher; o sobrediagnóstico e o
sobretratamento, relacionados à identificação de tumores de
comportamento indolente; e o risco da exposição à radiação ionizante, se
excessiva ou mal controlada.
>>
>> O rastreamento pode ser
oportunÃstico ou organizado. No primeiro, o exame de rastreio é ofertado
às mulheres que oportunamente chegam às unidades de saúde, enquanto o
modelo organizado é dirigido à s mulheres elegÃveis de uma dada população
que são formalmente convidadas para os exames periódicos. A experiência
internacional tem demonstrado que o segundo modelo apresenta melhores
resultados e menores custos.
>>
>> Em paÃses que implantaram programas
efetivos de rastreamento, com cobertura da população-alvo, qualidade dos
exames e tratamento adequado, a mortalidade por câncer de mama vem
diminuindo. As evidências do impacto do rastreamento na mortalidade por
esta neoplasia justificam sua adoção como polÃtica de saúde pública, tal
como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
>>
>> No
Brasil, a mamografia e o exame clÃnico das mamas (ECM) são os métodos
preconizados para o rastreamento na rotina da atenção integral à saúde
da mulher.
>>
>> A recomendação para as mulheres de 50 a 69 anos é a
realização da mamografia a cada dois anos e do exame clÃnico das mamas
anual. A mamografia nesta faixa etária e a periodicidade bienal é a
rotina adotada na maioria dos paÃses que implantaram o rastreamento
organizado do câncer de mama e baseia-se na evidência cientÃfica do
benefÃcio desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo.
Segundo revisões sistemáticas recentes, o impacto do rastreamento
mamográfico na redução da mortalidade por câncer de mama pode chegar a
25%.
>>
>> Para as mulheres de 40 a 49 anos, a recomendação é o exame
clÃnico anual e a mamografia diagnóstica em caso de resultado alterado
do ECM. Segundo a OMS, a inclusão desse grupo no rastreamento
mamográfico tem hoje limitada evidência de redução da mortalidade. Uma
das razões é a menor sensibilidade da mamografia em mulheres na
pré-menopausa devido à maior densidade mamária.
>>
>> Além desses
grupos, há também a recomendação para o rastreamento de mulheres com
risco elevado de câncer de mama, cuja rotina deve se iniciar aos 35
anos, com exame clÃnico das mamas e mamografia anuais . Segundo o
Consenso de Mama, risco elevado de câncer de mama inclui: história
familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos
ou de câncer bilateral ou de ovário em qualquer idade; história familiar
de câncer de mama masculino; e diagnóstico histopatológico de lesão
mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ. A
definição sobre a forma de rastreamento da mulher de alto risco não tem
ainda suporte nas evidências cientÃficas atuais e é variada a abordagem
deste grupo nos programas nacionais de rastreamento. Recomenda-se que as
mulheres com risco elevado de câncer de mama tenham acompanhamento
clÃnico individualizado.
>>
>> O êxito das ações de rastreamento
depende dos seguintes pilares:
>>
>> * Informar e mobilizar a
população e a sociedade civil organizada;
>> * Alcançar a meta de
cobertura da população-alvo;
>> * Garantir acesso a diagnóstico e
tratamento;
>> * Garantir a qualidade das ações;
>> * Monitorar e
gerenciar continuamente as ações.
>>
>> => SISMAMA - SISTEMA DE
INFORMAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA
>>
>> O Sistema de Informação do Câncer
de Mama - SISMAMA - foi desenvolvido pelo INCA, em parceria com o
Departamento de Informática do SUS (DATASUS), como ferramenta para
gerenciar as ações de detecção precoce do câncer de mama. O Sistema foi
instituÃdo pela Portaria SAS nº 779, de 2008, e entrou em vigor em junho
de 2009. Os dados gerados pelo sistema permitem estimar a cobertura da
população-alvo e qualidade dos exames, a distribuição dos diagnósticos,
a situação do seguimento das mulheres com exames alterados, dentre
outras informações relevantes ao acompanhamento e melhoria das ações de
rastreamento, diagnóstico e tratamento.
>>
>> O sistema está
implantado nas clÃnicas radiológicas e nos laboratórios de citopatologia
e histopatologia que realizam exames pelo Sistema Único de Saúde (módulo
do prestador de serviço) e nas coordenações estaduais, regionais e
municipais de detecção precoce do câncer (módulo de coordenação).
>>
>> Os formulários-padrão para a coleta de dados do SISMAMA e os locais
onde estão disponÃveis são:
>>
>> Requisição de mamografia: disponÃvel
nas unidades básicas de saúde para solicitação de mamografia de
rastreamento (mulheres assintomáticas) e mamografia diagnóstica
(mulheres com alterações no exame clÃnico da mama). Também deverá estar
disponÃvel em unidades secundárias para o acompanhamento das mulheres
com exames prévios alterados ou em tratamento;
>>
>> Resultado de
mamografia: disponÃvel nos serviços que realizam a mamografia (clÃnicas
radiológicas, hospitais). Neste formulário serão complementadas algumas
informações relativas à anamnese da paciente e informadas as alterações
observadas no exame mamográfico, seguidas do laudo e recomendações
conforme a categoria BI-RADs, adaptada do Colégio Brasileiro de
Radiologia;
>>
>> Requisição de Exame Citopatológico: disponÃvel nas
unidades secundárias de referência para patologias mamárias e em
unidades básicas que dispõem de profissional capacitado para realização
de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). As informações do resultado
são inseridas pelo profissional do laboratório que realiza o exame;
>>
>> Requisição de Exame Histopatológico: disponÃvel nas unidades
secundárias de referência para patologias mamárias e hospitais. As
informações do resultado são inseridas pelo profissional do laboratório
que realiza o exame.
>>
>> As orientações básicas para uso do sistema
pelos laboratórios e pelas coordenações podem ser acessadas nos manuais
operacionais [4] disponÃveis. Também está disponÃvel o manual gerencial
[4] que auxilia na análise dos relatórios. Outras informações podem ser
acessadas na seção de perguntas frequentes [5] e no Fórum SISMAMA [6],
espaço virtual onde usuários, gestores e profissionais da saúde trocam
informações, experiências e orientações.
>>
>> Os dados do SISMAMA [7]
são disponibilizados ao público no site do DATASUS e podem ser tabulados
por Brasil e Unidades da Federação.
>>
>> Atualmente está sendo
desenvolvida a versão web do SISMAMA, que será integrada ao SISCOLO e
passará a se chamar SISCAN - Sistema de Informação do Câncer.
>>
>> Os
novos formulários já podem ser visualizados nos links abaixo, mas ainda
é necessário aguardar a implantação do Sistema para sua reprodução e
utilização:
>>
>> Formulário de requisição do exame de mamografia
(SISCAN) [8]
>>
>> Formulário de resultado do exame de mamografia
(SISCAN) [9]
>>
>> Formulário de requisição do exame citopatológico de
mama (SISCAN) [10]
>>
>> Formulário de requisição do exame
histopatológico de mama (SISCAN) [11]
>>
>> A ficha técnica dos
procedimentos ambulatoriais relacionados ao controle do câncer de mama
podem ser consultadas na página do Sigtap
(http://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/inicio.jsp [12]).
>>
>> => PROGRAMA NACIONAL DE QUALIDADE EM MAMOGRAFIA
>>
>> O
Programa de Qualidade em Mamografia (PQM) [13], é uma iniciativa do INCA
e do Colégio Brasileiro de Radiologia com vistas a garantir a qualidade
da mamografia realizada pelo SUS no âmbito da detecção precoce do câncer
de mama. As ações envolvem o controle da dose, da qualidade da imagem e
do laudo (interpretação da imagem radiológica). Os órgãos estaduais de
Vigilância Sanitária são os parceiros desta iniciativa mediante termos
de cooperação técnica.
>>
>> => APERFEIÇOAMENTO DA GESTÃO DAS AÇÕES DE
DETECÇÃO PRECOCE
>>
>> Esta linha de atuação envolve apoio técnico à s
coordenações estaduais de detecção precoce do câncer mediante as
seguintes atividades: acompanhamento cotidiano das ações e projetos;
realização de encontros nacionais para suporte técnico ao planejamento e
à avaliação; e produção de boletins informativos para acompanhamento de
indicadores do Pacto pela Saúde, difusão de experiências e int
>>
_______________________________________________
>> ForumCoordenadorias
mailing list
>> ForumCoordenadorias em listas.planalto.gov.br
>>
https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/forumcoordenadorias [14]
>
> _______________________________________________
> ForumCoordenadorias
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> ForumCoordenadorias em listas.planalto.gov.br
>
https://www1.planalto.gov.br/mailman/listinfo/forumcoordenadorias [14]
Links:
------
[1]
http://www.historiadocancer.coc.fiocruz.br/index.php/pt-br/imagens/controle-do-cancer-de-mama
[2]
http://www.spm.gov.br/
[3]
http://srvprt01.inca.local:10038/wps/PA_1_GJ1Q8I93009H70276RSLLA1000/jsp/html/doc.html
[4]
http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=02
[5]
http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=05
[6]
http://forum.datasus.gov.br/viewforum.php?f=153
[7]
http://w3.datasus.gov.br/siscam/index.php?area=0402
[8]
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/6f6b86804eb68439893b9bf11fae00ee/332+%28REQUISI%C3%87%C3%83O+MAMOGRAFIA%29+Modificado+em+19-04-2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=6f6b86804eb68439893b9bf11fae00ee
[9]
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/c68054004eb6845789e39bf11fae00ee/333+%28Resultado+de+mamografia%29+Modificado_12_07_2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=c68054004eb6845789e39bf11fae00ee
[10]
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/e0e90c004eb6841c88a99af11fae00ee/416+%28Requisi%C3%A7%C3%A3o+de+exame+Citopatol%C3%B3gico+-+Mama%29+Modificado+em+19-04-2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=e0e90c004eb6841c88a99af11fae00ee
[11]
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/c412ff804eb6844189709bf11fae00ee/335+%28Requisi%C3%A7%C3%A3o+de+exame+Histopatol%C3%B3gico+-+Mama%29+Modificado+19-04-2013_site.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=c412ff804eb6844189709bf11fae00ee
[12]
http://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/inicio.jsp
[13]
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/controle_garantia_qualidade_mamografia
[14]
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