RE: [ForumCoordenadorias] Enc: Câncer de Mama - Exposição virtual A Mulher e o câncer de mama no Brasil e outras informações
Maria da Luz Silva
sol-luz em hotmail.com
Quinta Outubro 2 22:24:54 BRT 2014
BOA NOITE!
GOSTARIA DE RECEBER A EXPOSIÇÃO ,E SABER SE PODERIA INSTALAR NO NAM PARA CONVIDAR AS MULHERES OU SE PODE EXPOR NO CREAS, TEMOS OUTROS LOCAIS
FICAREI MUI GRATA..
Date: Thu, 2 Oct 2014 10:23:36 -0300
Subject: Re: [ForumCoordenadorias] Enc: Câncer de Mama - Exposição virtual A Mulher e o câncer de mama no Brasil e outras informações
From: mulheres em dourados.ms.gov.br
To: forumcoordenadorias em listas.planalto.gov.br
Bom dia...
Gostaríamos de saber mais informações sobre as condições para receber a exposição.
Primeiramente, gostaríamos de saber como são esses painéis, se são eletrônicos, e qual a estrutura necessária para o seu funcionamento.
Outra questão seria saber se há a possibilidade de instalarmos a exposição no espaço de um Shopping Center, pois já temos esses espaço reservado de 25 a 30 de novembro.
Atenciosamente.
Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres
Em 1 de outubro de 2014 12:34, Rurany Ester Silva <rurany.silva em spm.gov.br> escreveu:
Prezadas,
Segue link com a exposição A Mulher e o
câncer de mama no Brasil, com 21 painéis que buscam abordar aspectos históricos, médicos e culturais das mamas, com
foco especial no câncer e nas ações para o seu controle no Brasil.
Para que o INCA autorizar download da exposição, é necessário encaminhar solicitação para o e-mail comunicacao em inca.gov.br, juntamente com o termo de responsabilidade anexo, devidamente preenchido e assinado.
http://www.historiadocancer.coc.fiocruz.br/index.php/pt-br/imagens/controle-do-cancer-de-mamaSegue, abaixo, umas informações sobre o câncer de mama no Brasil. O material de divulgação esta sendo elaborado pelo INCA e o Ministério da Saúde, mas ainda não foi autorizado pelo tribunal Eleitoral, assim que for liberado será enviado para vocês.
AT - Rurany
Rurany Ester Silva
Coordenadora Geral de Saúde
Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República
Setor de Clubes Esportivo Sul Trecho 02 - Lote 22 – CCBB - Ed. Tancredo Neves, 1º andar, sala 23 e 25 CEP: 70200-002 Brasília/DF - Brasil
(61) 3313.7071
rurany.silva em spm.gov.br
www.spm.gov.br
Outubro Rosa é uma campanha de conscientização
realizada por diversos entes no mês de outubro dirigida a sociedade e às
mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de
mama.
O Outubro Rosa surgiu
como um movimento popular e atualmente tem adesão e reconhecimento internacional.
O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o
câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este
movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas
referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente
com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês
nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
O movimento Outubro Rosa, que ganha adesões a cada ano, chegou ao
Brasil em 2008. O câncer que mais afeta a mulher brasileira é o de mama,
conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos
distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas
manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e
consequentes diferenças nas respostas terapêuticas.
O espectro de anormalidades proliferativas nos lóbulos e ductos da mama inclui
hiperplasia, hiperplasia atípica, carcinoma in situ e carcinoma invasivo.
Dentre esses últimos, o carcinoma ductal infiltrante é o tipo histológico mais
comum e compreende entre 80 e 90% do total de casos.
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente
indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda,
globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo
semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo,
hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente
quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é
transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos
vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.
Na medida em que as ações de rastreamento do câncer de mama forem
expandidas na população-alvo, espera-se que a apresentação da doença seja cada
vez mais por imagem e menos por sintoma, ampliando-se as possibilidades de
intervenção conservadora e prognóstico favorável. Destaca-se, no entanto, que
mesmo nos países com rastreamento bem organizado e boa cobertura,
aproximadamente metade dos casos são detectados em fase sintomática, o que
aponta a necessidade de valorização do diagnóstico precoce.
Magnitude
O câncer
de mama é o mais incidente em mulheres, excetuando-se os casos de pele não
melanoma, representando 25% do total de casos de câncer no mundo em 2012, com
aproximadamente 1,7 milhão de casos novos naquele ano. É a quinta causa de
morte por câncer em geral (522.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte
por câncer em mulheres [1].
No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama
também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, exceto na região
Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a primeira posição. Para o ano de
2014 foram estimados 57.120 casos novos, que representam uma taxa de incidência
de 56,1 casos por 100.000 mulheres [2].
A taxa de
mortalidade por câncer de mama ajustada pela população mundial apresenta uma
curva ascendente e representa a primeira causa de morte por câncer na população
feminina brasileira, com 11,88 óbitos/100.000 mulheres em 2011 [3]. As regiões
Sudeste e Sul são as que apresentam as maiores taxas, com 13,67 e 13,18
óbitos/100.000 mulheres em 2011, respectivamente.
Como mostra a tabela a seguir, o Brasil apresenta valores intermediários no
padrão de incidência e mortalidade por câncer de mama. Cabe destacar que,
proporcionalmente, as diferenças entre as taxas de incidência e mortalidade nos
países desenvolvidos são maiores, sugerindo maior alcance das ações de rastreamento
em diagnosticar precocemente a doença e acesso aos avanços no tratamento.
Taxas de incidência e mortalidade por câncer de mama, por 100.000
mulheres, em países selecionados, 2012
Região\País
Incidência
Mortalidade
Taxa Bruta
Taxa Padronizada
Taxa Bruta
Taxa Padronizada
Finlândia
162,9
89,4
31,3
13,6
Reino
Unido
164,5
95,0
36,7
17,1
Espanha
106,6
67,3
25,7
11,8
Estados
Unidos
145,6
92,9
27,5
14,9
Canadá
134,1
79,8
28,2
13,9
Austrália
128,0
86,0
25,7
14,0
Japão
85,9
51,5
21,3
9,8
Paraguai
37,1
43,8
13,0
15,6
Bolívia
15,7
19,2
5,8
7,2
Zâmbia
11,9
22,4
5,9
1,1
Brasil *
66,8
59,5
16,3
14,3
Brasil (dados oficiais) **
56,1
-
13,5
11,9
Fonte: GloboCan. IARC (WHO), 2012 * Os dados do Globocan são diferentes
dos dados das fontes nacionais por diferenças metodológicas no cálculo das
taxas.
** Referem-se à estimativa de incidência para 2014/2015 (INCA, 2013) e à
taxa de mortalidade do ano de 2011 (Sistema de Informação sobre Mortalidade/Ministério
da Saúde).
Na mortalidade proporcional por câncer em mulheres, em 2011, os óbitos por
câncer de mama ocupam o primeiro lugar no país, representando 15,7% do
total de óbitos. Esse padrão é semelhante para as regiões brasileiras, com
exceção da região Norte, onde os óbitos por câncer de mama ocupam o segundo
lugar, com 12,5%. Neste ano, os maiores percentuais na mortalidade proporcional
por câncer de mama foram os do Sudeste (16,7%) e Centro-Oeste (15,6%), seguidos
pelos Sul (15,3%) e Nordeste (14,5%) [5].
A incidência do câncer de mama tende a crescer progressivamente a partir
dos 40 anos , com exceção de países da Ásia [4]. A mortalidade também aumenta
progressivamente com a idade, conforme dados para o Brasil apresentados a
seguir [5]. Na população feminina abaixo de 40 anos, ocorrem menos de 20 óbitos
a cada 100 mil mulheres, enquanto na faixa etária a partir de 60
anos o risco é mais do que o dobro.
Taxas de mortalidade por câncer de mama feminina, específicas por faixas
etárias, por 100.000 mulheres. Brasil, 1980 – 2011
Neoplasias
Taxa de
incidência anual de neoplasias malignas específicas em mulheres, por 100.000
habitantes, por Grandes Regiões e segundo os tipos de neoplasias – Brasil,
2012-2013
Tipos de neoplasias
Brasil
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Pulmão, traquéia e
brônquios
10,1
5,1
5,6
11,2
18,6
9,1
Esôfago
2,7
0,6
1,7
2,9
5,1
2,1
Estômago
7,4
5,8
5,6
8,7
8,4
6,8
Cólon, junção
retossigmóide, reto e ânus
15,9
4,9
6,7
23,0
19,8
14,7
Mama
52,5
19,4
31,9
68,9
64,8
47,6
Colo do útero
17,5
23,6
17,9
15,5
13,9
27,7
Lábio e cavidade
oral
4,2
1,9
3,2
5,8
3,0
3,2
Melanoma maligno da
pele
3,1
0,6
1,0
4,1
5,6
2,6
Outras neoplasias
malignas da pele
71,3
43,0
41,9
90,9
68,0
108,6
Fonte: Ministério da Saúde/Instituto Nacional do Câncer –
INCA. Brasília-DF, 2012-2013.
Notas: As estimativas do INCA atualmente são feitas a cada 2
anos, em função da estabilidade da ocorrência, com pouca variação anual;
portanto, a taxa de incidência calculada é anual e os valores apresentados na
tabela são válidos para o ano de 2012 e para o ano de 2013.
Exames citopatológicos, cévico-vaginal e
microflora, total e distribuição percentual, realizados segundo grupos de
idade, por Grandes Regiões – 2013
Grandes Regiões
Total
Distribuição (%)
Menor de
14 anos
15 a 19
anos
20 a 34
anos
35 a 49
anos
50 anos
ou mais
Total
8.550.438
0,4
5,8
33,1
33,3
27,4
Norte
454.349
0,4
6,2
40,3
33,2
19,9
Nordeste
2.126.222
0,6
6,0
37,1
33,1
23,2
Sudeste
4.010.160
0,4
5,6
31,1
33,1
29,8
Sul
1.302.870
0,3
5,7
29,4
33,5
31,1
Centro-Oeste
656.837
0,4
6,1
34,1
34,7
24,7
Fonte: Ministério da Saúde/SISCOLO. Brasília-DF,
2013.
– Exames de mamografia,
total e distribuição percentual, realizados segundo grupos de idade, por
Grandes Regiões – 2013
Grandes
Regiões
Total
Distribuição (%)
20 a 34
anos
35 a 49
anos
50 anos
ou mais
Total
2.222.412
1,0
39,8
59,1
Norte
97.667
1,6
45,8
52,5
Nordeste
529.642
0,6
40,8
58,5
Sudeste
1.197.156
1,0
38,6
60,3
Sul
249.216
1,4
40,0
58,5
Centro-Oeste
148.731
1,3
42,1
56,5
Fonte: Ministério da Saúde/SISMAMA. Brasília-DF,
2013.
Nota: Os
totais incluem 2.894 exames (0,1% do total) referentes aos exames realizados em
meninas menores de 14 anos (307 exames), em meninas entre 15 e 19 anos de idade
(875 exames), além de 1.712 casos com informação inconsistente.
– Taxa padronizada
de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por 100.000 mulheres, segundo
as Grandes Regiões – Brasil, 2012
Grandes Regiões
Câncer de mama
Câncer de colo de útero
Brasil
12,9
5,0
Centro-Oeste
12,5
5,6
Nordeste
10,6
6,3
Norte
8,1
11,3
Sudeste
14,2
3,7
Sul
14,2
4,5
Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de
Informações sobre Mortalidade (SIM). Brasília-DF, 2012.
Nota: Dados preliminares para 2012.
– Taxa
padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por 100.000
mulheres, segundo grupos de idade – Brasil, 2012
Grupos de idade
Câncer de mama
Câncer de colo de útero
15 a 19 anos
0,0
0,1
20 a 24 anos
0,1
0,5
25 a 29 anos
0,8
1,5
30 a 39 anos
5,7
3,9
40 a 49 anos
17,5
8,3
50 a 59 anos
32,5
11,2
60 a 69 anos
45,3
15,5
70 anos ou mais
74,1
22,7
Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de
Informações sobre Mortalidade (SIM). Brasília-DF, 2012.
Nota: As taxas de mortalidade de câncer de mama e colo do
útero é igual a zero para as faixas etárias até 14 anos de idade. Para o
cálculo das taxas foram utilizados os óbitos notificados ao SIM, sem
redistribuição dos óbitos com causa mal definida nem correção da
subnotificação. População padrão: 2010 – IBGE. Dados preliminares para 2012.
– Taxa
padronizada de mortalidade de câncer de mama e colo do útero, por 100.000
mulheres, segundo cor ou raça – Brasil, 2012
Cor ou raça
Câncer de mama
Câncer de colo de útero
Amarela
8,8
1,5
Branca
13,4
3,8
Indígena
3,3
5,7
Parda
10,1
6,5
Preta
13,3
5,4
Fonte: Ministério da Saúde/SVS/CGIAE - Sistema de
Informações sobre Mortalidade (SIM). Brasília-DF, 2012.
Nota: Para o cálculo das taxas foram utilizados os óbitos
notificados ao SIM, sem redistribuição dos óbitos com causa mal definida nem
correção da subnotificação. População padrão: 2010 – IBGE. Dados preliminares
para 2012.
Promoção da Saúde
Ações que atuem sobre os determinantes sociais do processo saúde-doença
e promovam qualidade de vida são fundamentais para a melhoria da saúde da
população e o controle de doenças e agravos.
Para o controle do câncer de mama, destaca-se a importância de ações
intersetoriais que promovam acesso à informação e ampliem oportunidades para
controle do peso corporal e a prática regular de atividade física. A redução
das dificuldades de acesso aos serviços de saúde para o alcance da cobertura
adequada da população-alvo no rastreamento é também componente estratégico que
requer a qualificação contínua do Sistema Único de Saúde.
O amplo acesso da população a informações claras, consistentes e culturalmente
apropriadas deve ser uma iniciativa dos serviços de saúde em todos os níveis. O
INCA desenvolve ações de informação e comunicação em saúde que servem de
subsídio aos gestores para o planejamento das suas atividades. O folheto A
Informação pode Salvar Vidas e o programa de rádio são exemplos.
Nos últimos anos, a Política Nacional de Promoção da Saúde no
Brasil tem intensificado a atuação na perspectiva de promoção da qualidade de
vida e ampliação das oportunidades para práticas saudáveis.
O
câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira,
excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma. Políticas públicas nessa
área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos anos 80 e foram
impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1998. O controle do câncer de mama
foi reafirmado como prioridade no plano de fortalecimento da rede de
prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, lançado pela presidente da
República, em 2011.
As
diretrizes aqui apresentadas atualizam a linha de cuidados e apontam o papel e
as ações do INCA no controle do câncer de mama. O objetivo é oferecer aos
gestores e aos profissionais de saúde subsídios para o avanço do planejamento
das ações de controle deste câncer, no contexto da atenção integral à saúde da
mulher e da Estratégia de Saúde da Família como coordenadora dos cuidados
primários no Brasil.
Prevenção
A prevenção primária do câncer
de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os
fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em
princípio, passíveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de vida,
como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e
terapia de reposição hormonal, são modificáveis. Estima-se que por meio da
alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco
de a mulher desenvolver câncer de mama.
Evidências científicas sobre a relação entre alimentos, nutrição, atividade física
e prevenção de câncer podem ser consultadas no resumo traduzido para
o português pelo INCA. O Sumário Executivo Políticas e Ações
para Prevenção do Câncer no Brasil dá continuidade à publicação
anterior, apontando prioridades e perspectivas de ações para prevenção do
câncer.
O câncer de mama identificado em estágios iniciais, quando as
lesões são menores de dois centímetros de diâmetro, apresenta prognóstico mais
favorável e elevado percentual de cura.
As estratégias para a detecção precoce são o diagnóstico precoce -
abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas da doença - e o
rastreamento - aplicação de teste ou exame numa população assintomática,
aparentemente saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas de
câncer e encaminhar as mulheres com resultados alterados para investigação e
tratamento [1]. Em ambas estratégias, é fundamental que a mulher esteja bem
informada e atenta a possíveis alterações nas mamas (breast awareness) e, em
caso de anormalidades, busque prontamente o serviço de saúde.
Diagnóstico
Precoce
A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio
de apresentação do câncer, sendo conhecida algumas vezes como down-staging.
Nesta estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos
profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer de
mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.
Na década de 50, nos Estados Unidos, o autoexame das mamas surgiu como
estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de mama em fase avançada. Ao
final da década de 90, ensaios clínicos mostraram que o autoexame das mamas não
reduzia a mortalidade pelo câncer de mama. A partir de então, diversos países
passaram a adotar a estratégia de breast awareness, que significa estar alerta
para a saúde das mamas.
A política de alerta à saúde das mamas destaca a importância do
diagnóstico precoce e significa orientar a população feminina sobre as mudanças
habituais das mamas em diferentes momentos do ciclo de vida e os principais
sinais do câncer de mama.
A orientação é que a mulher realize a auto palpação das mamas sempre que
se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou
em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de técnica
específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
É necessário que a mulher seja estimulada a procurar esclarecimento médico
sempre que houver dúvida em relação aos achados da auto palpação das mamas e a
participar das ações de detecção precoce do câncer de mama. O sistema de saúde
precisa adequar-se para acolher, informar e realizar os exames diagnósticos
adequados em resposta a esta demanda estimulada. Prioridade na marcação de
exames deve ser dada às mulheres sintomáticas, que já apresentam alguma alteração
suspeita na mama.
Esta estratégia mostrou ser mais efetiva do que o autoexame das mamas,
isto é, a maior parte das mulheres com câncer de mama identificou o câncer por
meio da palpação ocasional em comparação com o autoexame (aproximadamente 65%
das mulheres identificam o câncer de mama ao acaso e 35% por meio do
autoexame).
O estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em
contextos de apresentação avançada do câncer de mama.
Rastreamento
O rastreamento é uma estratégia dirigida às mulheres na faixa etária em
que o balanço entre benefícios e riscos da prática é mais favorável, com maior
impacto na redução da mortalidade. Os benefícios são o melhor prognóstico da
doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade associada, enquanto os riscos
ou malefícios incluem os resultados falso-positivos e falso-negativos, que
geram ansiedade ou falsa tranquilidade à mulher; o sobrediagnóstico e o
sobretratamento, relacionados à identificação de tumores de comportamento
indolente; e o risco da exposição à radiação ionizante, se excessiva ou mal
controlada.
O rastreamento pode ser oportunístico ou organizado. No primeiro, o
exame de rastreio é ofertado às mulheres que oportunamente chegam às unidades
de saúde, enquanto o modelo organizado é dirigido às mulheres elegíveis de uma
dada população que são formalmente convidadas para os exames periódicos. A
experiência internacional tem demonstrado que o segundo modelo apresenta
melhores resultados e menores custos.
Em países que implantaram programas efetivos de rastreamento, com
cobertura da população-alvo, qualidade dos exames e tratamento adequado, a
mortalidade por câncer de mama vem diminuindo. As evidências do impacto do
rastreamento na mortalidade por esta neoplasia justificam sua adoção como
política de saúde pública, tal como recomendado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS).
No Brasil, a mamografia e o exame clínico das mamas (ECM) são os métodos
preconizados para o rastreamento na rotina da atenção integral à saúde da
mulher.
A recomendação para as mulheres de 50 a 69 anos é a realização da
mamografia a cada dois anos e do exame clínico das mamas anual. A mamografia
nesta faixa etária e a periodicidade bienal é a rotina adotada na maioria dos
países que implantaram o rastreamento organizado do câncer de mama e baseia-se
na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade
neste grupo. Segundo revisões sistemáticas recentes, o impacto do rastreamento
mamográfico na redução da mortalidade por câncer de mama pode chegar a 25%.
Para as mulheres de 40 a 49 anos, a recomendação é o exame clínico anual
e a mamografia diagnóstica em caso de resultado alterado do ECM. Segundo a OMS,
a inclusão desse grupo no rastreamento mamográfico tem hoje limitada evidência
de redução da mortalidade. Uma das razões é a menor sensibilidade da mamografia
em mulheres na pré-menopausa devido à maior densidade mamária.
Além desses grupos, há também a recomendação para o rastreamento de
mulheres com risco elevado de câncer de mama, cuja rotina deve se iniciar aos
35 anos, com exame clínico das mamas e mamografia anuais . Segundo o Consenso
de Mama, risco elevado de câncer de mama inclui: história familiar de câncer de
mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos ou de câncer bilateral ou de
ovário em qualquer idade; história familiar de câncer de mama masculino; e
diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou
neoplasia lobular in situ. A definição sobre a forma de rastreamento da mulher
de alto risco não tem ainda suporte nas evidências científicas atuais e é
variada a abordagem deste grupo nos programas nacionais de rastreamento.
Recomenda-se que as mulheres com risco elevado de câncer de mama tenham
acompanhamento clínico individualizado.
O êxito das ações de rastreamento depende dos seguintes pilares:
Informar e mobilizar a população e a sociedade civil organizada;
Alcançar a meta de cobertura da população-alvo;
Garantir acesso a diagnóstico e tratamento;
Garantir a qualidade das ações;
Monitorar e gerenciar continuamente as ações.
=> SISMAMA - Sistema de Informação do Câncer de Mama
O Sistema de Informação do Câncer de Mama – SISMAMA - foi
desenvolvido pelo INCA, em parceria com o Departamento de Informática do SUS
(DATASUS), como ferramenta para gerenciar as ações de detecção precoce do
câncer de mama. O Sistema foi instituído pela Portaria SAS nº 779, de 2008, e
entrou em vigor em junho de 2009. Os dados gerados pelo sistema permitem
estimar a cobertura da população-alvo e qualidade dos exames, a distribuição
dos diagnósticos, a situação do seguimento das mulheres com exames alterados,
dentre outras informações relevantes ao acompanhamento e melhoria das ações de
rastreamento, diagnóstico e tratamento.
O sistema está implantado nas clínicas radiológicas e nos laboratórios
de citopatologia e histopatologia que realizam exames pelo Sistema Único de
Saúde (módulo do prestador de serviço) e nas coordenações estaduais, regionais
e municipais de detecção precoce do câncer (módulo de coordenação).
Os formulários-padrão para a coleta de dados do SISMAMA e os locais onde
estão disponíveis são:
Requisição de mamografia: disponível nas unidades básicas de saúde
para solicitação de mamografia de rastreamento (mulheres assintomáticas) e
mamografia diagnóstica (mulheres com alterações no exame clínico da mama).
Também deverá estar disponível em unidades secundárias para o acompanhamento
das mulheres com exames prévios alterados ou em tratamento;
Resultado de mamografia: disponível nos serviços que realizam a
mamografia (clínicas radiológicas, hospitais). Neste formulário serão
complementadas algumas informações relativas à anamnese da paciente e
informadas as alterações observadas no exame mamográfico, seguidas do laudo e
recomendações conforme a categoria BI-RADs, adaptada do Colégio Brasileiro de
Radiologia;
Requisição de Exame Citopatológico: disponível nas unidades secundárias
de referência para patologias mamárias e em unidades básicas que dispõem de
profissional capacitado para realização de Punção Aspirativa por Agulha Fina
(PAAF). As informações do resultado são inseridas pelo profissional do
laboratório que realiza o exame;
Requisição de Exame Histopatológico: disponível nas unidades secundárias
de referência para patologias mamárias e hospitais. As informações do resultado
são inseridas pelo profissional do laboratório que realiza o exame.
As orientações básicas para uso do sistema pelos laboratórios e pelas
coordenações podem ser acessadas nos manuais
operacionais disponíveis. Também está disponível o manual gerencial que auxilia na análise dos
relatórios. Outras informações podem ser acessadas na seção de perguntas frequentes e no Fórum SISMAMA, espaço virtual onde usuários, gestores e profissionais da saúde trocam
informações, experiências e orientações.
Os dados do SISMAMA são disponibilizados ao
público no site do DATASUS e podem ser tabulados por Brasil e Unidades da
Federação.
Atualmente está sendo desenvolvida a versão web do SISMAMA, que será
integrada ao SISCOLO e passará a se chamar SISCAN - Sistema de Informação do
Câncer.
Os novos formulários já podem ser visualizados nos links abaixo, mas
ainda é necessário aguardar a implantação do Sistema para sua reprodução e
utilização:
Formulário
de requisição do exame de mamografia (SISCAN)
Formulário
de resultado do exame de mamografia (SISCAN)
Formulário
de requisição do exame citopatológico de mama (SISCAN)
Formulário
de requisição do exame histopatológico de mama (SISCAN)
A ficha técnica dos procedimentos ambulatoriais relacionados ao controle
do câncer de mama podem ser consultadas na página do Sigtap (http://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/inicio.jsp).
=> Programa Nacional de Qualidade em Mamografia
O Programa
de Qualidade em Mamografia (PQM), é uma iniciativa do INCA e do
Colégio Brasileiro de Radiologia com vistas a garantir a qualidade da
mamografia realizada pelo SUS no âmbito da detecção precoce do câncer de mama.
As ações envolvem o controle da dose, da qualidade da imagem e do laudo
(interpretação da imagem radiológica). Os órgãos estaduais de Vigilância
Sanitária são os parceiros desta iniciativa mediante termos de cooperação
técnica.
=> Aperfeiçoamento da Gestão das Ações de Detecção Precoce
Esta
linha de atuação envolve apoio técnico às coordenações estaduais de detecção
precoce do câncer mediante as seguintes atividades: acompanhamento cotidiano
das ações e projetos; realização de encontros nacionais para suporte técnico ao
planejamento e à avaliação; e produção de boletins informativos para
acompanhamento de indicadores do Pacto pela Saúde, difusão de experiências e
int
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