[Mulheresdepartidos] Nota de apoio a Deputada Jandira Feghali
regina perondi
reginaperondi em gmail.com
Sexta Maio 8 13:28:20 BRT 2015
Parabéns à Secretaria Nacional de Mulheres do PT pela iniciativa de prestar
solidariedade à Deputada Federal JANDIRA FEGHALI.
Saudações Fraternas
Regina Perondi
PMDB MULHER DO RIO GRANDE DO SUL
Em 8 de maio de 2015 12:30, Laisy Morière Cândiada Assunção <
laisymoriere em globo.com> escreveu:
> *NOSSA SOLIDARIEDADE À DEPUTADA JANDIRA FEGHALI*
>
>
>
> Durante a sessão que debatia as medidas provisórias do ajuste
> fiscal, na noite de quarta-feira, 06 de maio de 2015, enquanto fazia uso da
> palavra, o deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) foi interrompido ao ser tocado
> diversas vezes pelas costas pelo deputado Roberto Freire (PPS/SP) e reagiu
> pedindo que não fosse tocado. Foi quando a deputada Jandira Feghali
> (PCdoB/RJ), que estava ao lado de ambos, interveio e pediu que Freire não
> tocasse Silva, colocando a mão no caminho. Nesse momento, Freire a segurou
> pelo braço de maneira abrupta e jogou seu braço violentamente, como mostram
> os registros fotográficos feitos pelo profissional Lula Marques.
>
> Não bastasse a violência fÃsica, Jandira ainda foi ofendida
> pelo deputado Alberto Fraga (DEM/DF), que inverteu a lógica da agressão e
> acusou Jandira de ter agredido Freire, com a máxima machista que a mulher
> “não se pode prevalecer da condição de mulher para querer agredir quem quer
> que seja†e que se “bate como homem, tem que apanhar como homemâ€. Não
> obstante, continuou incitando a violência dizendo “venha, venhaâ€. Essa
> apologia à violência contra a mulher é inaceitável e merece todo o rigor da
> lei. Não aceitamos que uma das parlamentares que ajudou a criar a Lei Maria
> da Penha seja vÃtima de violência.
>
> Em 2013, a ex-deputada federal Manuela D’Ãvila (PCdoB/RS) foi
> vÃtima de declarações ofensivas, preconceituosas e machistas, com sua vida
> pessoal atacada sem qualquer justificativa pelo deputado Duarte Nogueira
> (PSDB/SP) enquanto fazia uso da palavra como lÃder do seu partido, durante
> audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em que se discutia
> com o senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o caso de cartel e
> de corrupção relacionado à Siemens e a outras empresas multinacionais.
>
> Quase um ano atrás, em 20 de maio de 2014, na sessão solene do
> Congresso que homenageava os 90 anos da Coluna Prestes, a deputada Alice
> Portugal (PCdoB/BA) foi interrompida enquanto fazia uso da tribuna, sendo
> interpelada de forma agressiva e teve o som do seu microfone cortado. A
> agressão à Alice Portugal só não foi maior porque o agressor, um servidor
> da Casa, foi segurado por outros colegas que acompanhavam a sessão.
>
> Em 09 de dezembro de 2014, após a deputada Maria do Rosário
> fazer um discurso defendendo os trabalhos da Comissão da Verdade e a
> investigação de crimes da Ditadura Militar, ouviu da tribuna o deputado
> Jair Bolsonaro (PP/RJ) se remeter a um episódio anterior e repetiu a
> agressão de anos atrás dizendo que só não a estupraria porque ela não
> merecia.
>
> Em março deste ano, a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) foi
> intimidada pelo deputado Roberto Góes (PDT/AP) enquanto
> discursava, denunciando uma série de problemas enfrentados pela população
> do Amapá, estado de ambos. Góes não teria gostado das crÃticas ao
> governante daquele Estado, tendo interrompido por duas vezes o discurso da
> parlamentar e, “não se limitando aos impropérios verbais desferidos,
> ousou deslocar-se em direção à deputada para intimidá-la ou até
> mesmo agredi-la fisicamenteâ€, conforme denunciado pela deputada Jô Moraes
> (PCdoB/MG), que era coordenadora da Bancada Feminina na época.
>
> Essa onda crescente de agressões contra as deputadas refletem
> como a Câmara Federal está impregnada com as piores referências do
> conservadorismo, do machismo e da misoginia. Os parlamentares, assim como
> os homens na nossa sociedade, se valem da sua condição de homens para
> intimidar, atacar a vida pessoal e agredir verbal e fisicamente as
> mulheres. Esses casos evidentes de violência contra as mulheres não pode
> ser tolerado nem dentro nem fora da Câmara. A tribuna da Câmara é espaço
> inviolável para homens e mulheres e as ameaças e agressões às mulheres não
> podem ser invisibilizadas, ignoradas, toleradas nem chanceladas. Não podem
> ser reduzidas à “mal entendidos†ou ser silenciadas com pedidos vazios de
> desculpas, que legitimam que outras agressões sejam cometidas diariamente
> contra as mulheres em suas mais distintas e perversas faces.
>
>
>
> A agressão à deputada Jandira sofrida na noite de ontem
> reflete a incapacidade de compressão de alguns homens sobre divisão do
> espaço e do poder, utilizando a força fÃsica para imporem sua opinião sobre
> a opinião de outrem. Tememos que o homem que sinta liberdade de fazer isso
> em público, faça algo mais grave no privado. É inadmissÃvel a agressão
> fÃsica e verbal de deputados contra uma parlamentar, assim como é
> inadmissÃvel a agressão contra qualquer mulher.
>
>
>
> Jandira é a única mulher lÃder de partido hoje na Câmara e
> entendemos que um homem ver uma mulher defendendo outro homem deve ser uma
> inversão em toda a sua lógica machista de mulheres subalternas e sem
> expressão. Não vamos admitir que nenhuma outra mulher seja ameaçada,
> agredida ou tenha seu corpo violado por disputar os espaços antes só eram
> ocupado por eles. A tribuna da Câmara não é um lugar dos homens, não
> pertence a eles o direito único de fala e opinião nesta Casa. A Câmara é
> dos Deputados no nome, mas em sua essência é a Casa do Povo e representamos
> aqui o povo, pois somos mais da metade da população. Por isso a importância
> de ter mais mulheres na polÃtica, para que possamos inverter toda a lógica
> desigual que trata as mulheres na sociedade.
>
>
>
> Diariamente milhares de mulheres sofrem agressões, ameaças e
> perdem suas vidas graças à cultura machista. Mas mulheres forjadas na luta
> diária da sobrevivência e da quebra das amarras do patriarcado não serão
> intimidadas com esse tipo de ameaça. Lutamos como mulher, lutamos juntas,
> até que todas sejam livres. Por isso as deputadas se manifestaram em
> plenário com as palavras de ordem "A violência contra a mulher não é o
> Brasil que a gente querâ€. Estamos construindo um paÃs mais justo, mais
> igualitário e sem violência, sem machismo e sem sexismo!.
>
>
>
>
>
> Saudações de Força e de Luta.
>
>
>
> Deputadas federais do PT
>
>
>
> Secretaria Nacional de Mulheres do PT
>
>
>
> BrasÃlia, 07 de maio de 2015.
>
>
>
> --
> Laisy Moriére
> + 55 062 8413 9267
> "Quando uma mulher entra na politica, muda a mulher. Quando muitas
> mulheres entram na politica, muda a politica" Michelle Bachelet!
>
> _______________________________________________
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