[Pactonacional] ENC: artigo ministra Eleonora - "Mulheres com deficiência e seu viver sem limites" Correio Braziliense
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Agosto 20 12:11:33 BRT 2012
Para conhecimento.
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: segunda-feira, 20 de agosto de 2012 08:32
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: artigo ministra Eleonora - "Mulheres com deficiência e seu viver
sem limites" Correio Braziliense
Colegas,
segue artigo da ministra Eleonora "Mulheres com deficiência e seu viver sem
limites", publicado ontem (19/08) no jornal Correio Braziliense:
Mulheres com deficiência e seu viver sem limites
Na última segunda-feira, participei com a ministra da Secretaria de Direitos
Humanos, Maria do Rosário, da despedida da delegação brasileira que
participará dos Jogos Paralímpicos de Londres, entre 29 de agosto e 9 de
setembro. Estávamos ali para desejar ao grupo de atletas o mesmo sucesso
obtido em competições anteriores. Nas últimas edições dos Jogos
Paralímpicos, seu desempenho superou o dos esportistas sem deficiência.
Na Olimpíada de Pequim, em 2008, o país conquistou 15 medalhas, terminando
em 23º lugar. Já nos Jogos Paralímpicos disputados na sequência, o Brasil
trouxe para casa 47 medalhas, obtendo a 9ª posição, à frente de Itália,
Espanha e Alemanha, que, tradicionalmente, obtêm melhores resultados nos
Jogos Olímpicos. Participando em 18 das 20 modalidades, a equipe tem o
desafio de manter e até aumentar tais números.
Este ano, as mulheres são 67 entre o total de 182 atletas. Concorrerão nas
provas de atletismo, basquete em cadeiras de rodas, bocha, goalball,
halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa, tênis em
cadeira de rodas, vela e vôlei sentado. E nos enchem de orgulho por estarem
aptas a ultrapassar obstáculos próprios das competições com os melhores do
mundo. Mostram o acerto de políticas públicas, como a Bolsa Atleta, que
beneficia 85% das competidoras da delegação.
Destacam-se, sobretudo, por enfrentarem as difíceis condições impostas por
suas deficiências. E desvelam o contraste entre seus feitos e a situação de
45 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência no total da
população. E que, por essa razão, enfrentam todo tipo de dificuldades e
preconceitos. Preconceito que, com bastante frequência, se estende a toda a
família, excluindo-a ou limitando o convívio social. Em geral, são pessoas
sujeitas a grande invisibilidade social e pública.
Às brasileiras com deficiência, cabe um olhar especialmente atento. É
preciso considerar uma situação delicada, que exige cuidados diferenciados e
nem sempre disponíveis, para atender as especificidades de cada uma. Superar
sua vulnerabilidade requer aparelhos sociais de proteção e apoio, acessíveis
a todas as pessoas, independentemente da situação social e econômica.
Aliando a condição de gênero à deficiência, as crianças, adolescentes e
mulheres com deficiência e as mães por elas responsáveis são alvos fáceis de
discriminação e violência, inclusive sexual, necessitando de suporte médico,
jurídico, educacional, psicológico e social que lhes assegurem o pleno
exercício de seus direitos.
Ao assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), há seis meses,
uma de minhas medidas foi criar a Coordenação Geral de Diversidade, que tem
como um dos principais focos as mulheres com deficiência. A atualização do
Plano Nacional de Políticas para as Mulheres já inclui ações para as
deficientes em todos os seus eixos. Buscamos, assim, o fortalecimento da
participação dessas pessoas na sociedade, promovendo sua autonomia,
eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em condições de
igualdade, aos bens e serviços disponíveis a toda a população.
Alinhadas com o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o
Viver Sem Limite, essas ações estão sendo pactuadas com os diversos
ministérios responsáveis pelas políticas setoriais, a fim de assegurar sua
efetiva implementação.
Nesse sentido, por exemplo, em 8 de março último, a SPM assinou acordo de
cooperação técnica com a Secretaria de Direitos Humanos, visando a, entre
outros itens, estabelecer prioridades e políticas para idosas e mulheres com
deficiência.
A plena cidadania das mulheres com deficiência impõe desenvolver ações
concretas em educação, transporte, mercado de trabalho, qualificação
profissional, moradia, saúde e acessibilidade. É o único caminho para
reverter o quadro atual que afeta esse grupo, especialmente as mais pobres.
Como sintetizou a mãe de uma menina com síndrome de Down, "não existem
limitações ao desenvolvimento pleno das pessoas com deficiência; o grande
limitador para acessar os serviços e benefícios é a condição socioeconômica
das famílias e responsáveis por elas".
Eleonora Menicucci
Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da
Presidência da República (SPM-PR)
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Presidência da República
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