[Pactonacional] ENC: MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Junho 8 07:30:00 BRT 2012
Prezadas,
Para conhecimento.
Att,
Susan Alves
-----Mensagem original-----
De: Bruna Monteiro Rodrigues da Costa
Enviada em: quarta-feira, 6 de junho de 2012 09:45
Para: Aparecida Goncalves; Karina Morelli; Glaucia Helena de Souza; Ana
Teresa Iamarino; Clarissa Correa de Carvalho; Marcilia Ribeiro dos Santos;
Marcelo Oliveira Barbosa; Ione Pereira Franca; Irismar Gomes da Silva;
Arthur Macedo Faco Bezerra; Le-Lyne Paes Leme Nunes Czeczko; Luciana da
Silva Santos; Lara Macedo Aguiar; Carla Conceicao Ferraz; Karla Cristina
Paiva Rocha; Thays de Souza Nogueira; Raquel Lima de Oliveira e Silva; Anna
Carolina da Conceicao Aureliano; Maria Angelica Breda Fontao; Ana Paula
Schwelm Goncalves; Renata Laviola Carreiro; Maira Bezerra de Medeiros Monte
Assunto: MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é
perigoso
MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
05 de junho de 2012 * 18h09 * atualizado às 19h19
O Ministério Público Federal encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal
(STF) contra um pedido de liberdade do goleiro Bruno. Para o MPF, ele é
considerado de "extrema periculosidade", e soltá-lo poderá influenciar os
demais réus do caso. O jogador está preso preventivamente desde 2010,
acusado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de
cadáver, sequestro e cárcere privado, contra a ex-amante Eliza Samudio.
A defesa de Bruno alega que houve cerceamento do direito de defesa, ofensa
ao princípio da presunção de inocência e que o clamor público não é
fundamento para legitimar a continuidade de sua prisão. O pedido de habeas
corpus já foi negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pelo
Superior Tribunal de Justiça. No STF, a última instância possível, a 2ª
Turma analisará o mérito da questão, já tendo negado a soltura de Bruno em
pedido liminar.
Para o MPF, no entanto, a prisão preventiva do goleiro é legítima e em prol
da ordem pública. "Sua extrema periculosidade, denotada no modus operandi
que teria empregado para praticar os vários crimes, perpetrados com
requintes de crueldade e frieza, em verdadeira afronta à ordem pública e
ultraje a vida do ser humano, além do total desrespeito aos poderes
repressivos do Estado" são comportamentos do atleta, segundo o parecer da
subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques, responsável pelo
documento.
O caso Bruno
Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de
Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante
paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do
goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o
nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento
da paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia
sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de
propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte.
Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação
de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A
então mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença
da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de
Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no
bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.
Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias
anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de
ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como
Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa
de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu
participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a
ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e
executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como
Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o
relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.
No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados
foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de
participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano
de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e
Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por
envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar
depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.
No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro
e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do
crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a
participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também
foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório
policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os
envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos
posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto
pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação
por prazo indeterminado.
No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e
agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou
quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e
constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere
privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão,
Sérgio Rosa Sales e Bola serão levados a júri popular por homicídio
triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação
de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri
popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu
pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido
libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri
popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de
corrupção de menores.
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16746-SUQ,00.html
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Terra
Bruna Monteiro Rodrigues da Costa
Assessora Técnica
Coordenação de Acesso à Justiça e Combate à Violência
Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
Presidência da República - PR
(61) 3411-5883
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